The Wedding
23 Capítulo 23
Notas iniciais
To escrevendo rápido XDDDDDDD
Espero que gostem!
Queria agradecer pelos reviews que eu recebi no capítulo passado! Muito obrigado mesmo! Vou responder todos agora ;)
Por favor, não se esqueçam de comentar, gostando ou não..
Se você gosta da fic, por favor, recomende ela!
Beijinhos
O caminho de volta para Mystic Falls pareceu tão longo, tão demorado. Nunca os quilômetros demoraram tanto para serem percorridos. O estranho era que ao mesmo tempo que parecia tão distante, parecia perto demais. Precisava ver Elena novamente, precisava ter certeza que ela ficaria bem e principalmente, precisava falar com ela uma última vez enquanto ela ainda se lembrasse.
Só que quanto mais rápido ele chegasse, mais rápido ela iria se esquecer. Elena iria esquecer dele, cada momento, cada olhar, cada palavra apaixonada, cada beijo, cada toque...Ela iria esquecer tudo. Talvez, fosse por isso que ele não dissera uma palavra durante todo o trajeto, apesar das diversas tentativas de Alaric.
Por que ele iria conversar sobre algo que lhe causava uma dor insuportável? Ainda mais quando as palavras quando ditas em voz alta tornariam a situação ainda mais dolorosa? Já era lastimável o suficiente apenas de pensar e ele não conseguia parar de pensar nem por um instante.
E quanto mais ele pensava, pior era. A sensação angustiante de vazio se tornava tão intensa, como se criasse um vazio dentro dele. Era um vazio quase que tão grande quanto o que ele sentira antes enquanto achava que Elena iria morrer. Era até irônico, afinal, ela estaria viva, mas ele continuaria sozinho, afinal, ele não seria mais ninguém para ela. Elena nem irá se lembrar do nome dele.
Ao menos, ainda poderia vê-la sorrindo delicadamente, ver seu olhar doce, mas também não seria a mesma coisa, afinal, ela não estaria sorrindo para ele da forma como costumava sorrir. Fechou os olhos, tentou expulsar todos aqueles pensamentos de sua mente, mas era impossível.
Ele salvaria a vida dela, como sempre falou que faria não importanto quais fossem as consequências e era isso que ele havia feito. Era tudo que importava. Tentou pensar assim, mas não era tão simples, nunca seria tão simples. Acelerou o carro ignorando qualquer aviso que poderia receber sobre o quanto aquela velocidade altíssima era inapropriada.
Precisava de algo que tomasse a sua atenção, que fizesse com que ele parasse de pensar nela o tempo inteiro. Pensar nela como ele estava pensando, não era saudável, mas ele a amava tanto que não podia evitar. Como não iria pensar na pessoa que era tudo para ele?
Precisava vê-la, precisava estar com ela e abraçá-la apenas uma vez, precisava sentir a textura macia de seus lábios femininos e gosto adocicado de seus beijos. Pronto, já estava pensando nela, mesmo quanto tentava não fazê-lo. Ele era um idiota mesmo, era melhor quando ele simplesmente não se importava com nada, ou pelo menos fingir que não se importava bastava.
O problema é que não conseguia nem fingir que não se importava com ela, mas era melhor que começasse a tentar. Pensou em matar Ever, odiava aquela bruxa, mas ele ainda precisava dela, precisava que ela quebrasse a maldição, afinal, seria ainda pior se Elena morresse, porque aí seria definitivo, dessa forma, ele teria uma esperança, mesmo que utópica, que ela poderia voltar para ele.
...
Quando chegaram ao hospital de Mystic Falls, Damon foi correndo para o quarto onde estava Elena enquanto Ever foi preparar o que precisava para proceder o feitiço que quebraria a amaldição.
Elena parecia ainda mais abatida do que quando e ela a deixara a apenas algumas horas atrás. A pele cuja coloração sempre fora tão vívida, tão dourada, agora possuía uma palidez lânguida, os lábios róseos estavam secos, rachados. Mas havia algo, algo que ele jamais esqueceria.
Quando ela o viu, seus olhar antes distante ganhara um brilho inexplicável, um sorriso excessivamente belo pareceu arrancar qualquer expressão sombria que sua aparência doente pudesse ter. Tudo isso porque ela estava feliz porque ele estava lá, ele havia mudado tudo, até seu coração que batia preguiçosamente acelerou-se. Ela o amava, amava de uma forma tão forte e intensa que não é possível explicar com meras palavras, só pode ser sentido.
–Damon...-Elena sussurou o nome dele no tom mais melodioso que ele já tinha escutado.-Eu pensei que não ia dar tempo de eu te ver mais uma vez antes...-Ele a interrompeu, não deixando que ela completasse a senteça.
–Você não vai morrer, Elena.Tem um jeito de quebrar a maldição...-Falou suavemente enquanto se aproximava dela. Precisava estar perto dela o máximo de tempo que pudesse. -Você vai ficar bem. Eu disse que eu não ia deixar nada te acontecer, lembra? -Abriu um sorriso carinhoso e segurou a mão dela entre as suas. A pele dela era tão macia, tão quente.Ela era como um sonho bom.
–Eu lembro.- A garota abriu um sorriso contagiante. -Então eu posso voltar aos meus planos de ficar para sempre com você. -Falou docemente enquanto o olhava de uma forma tão amorosa. Ela só olhava assim para ele, seus olhos pareciam ter um brilho especial quando ela o olhava.-Não vou mais precisar ficar contando os segundos, como eu estava, esperando para poder te beijar pela última vez.Eu não podia me despedir de verdade de você.
Bem, na verdade, era ele quem estava se despedindo dela, ou quase isso, porque quando ela esquecesse, todas aquelas palavras, todos os planos seriam esquecidos juntos. Ela não o amaria mais. As palavras dela o atingiram de uma forma que não se poderia descrever.
Era uma sensação estranha porque se parte dele gostava de ouvir o quanto ela o amava, outra parte podia sentir todo seu ser sendo corroído pela atencipação da perda, afinal, tudo que ela dizia não teria nenhum sentido em mais alguns minutos. Isso só aumentava a sensação terrível de vazio.
–Ah, Elena...-Murmurou, tentando encontrar alguma força para falar sem denunciar como se sentia. Ela não precisava saber do acordo que ele havia feito com Ever. Fez uma pausa maior do que pudera calcular, esqueceu-se do tempo enquanto a observava carinhosamente, gravava cada detalhe dela em sua mente, gravava a forma como ela o olhava, grava o tom de sua voz, seu sorriso...Levou uma das mãos ao rosto da garota e acariciou-lhe a pele que era tão macia quanto seda.-Eu te amo. -Finalmente falou, precisava falar, precisava falar diversas vezes, porque, talvez, assim, ela não se esquecesse do quanto ele a amava.
–Eu também te amo. — Falou num tom completamente diferente do dele. Apesar da doença que ainda lhe consumia, ela parecia feliz. Ela ficaria bem e poderia voltar para os braços dele e ficar ali para sempre. Ela definitivamente, não tinha nenhuma pista do que estava acontecendo. Enquanto ela fazia planos, ele se despedia dela.-Eu...-Ele não deixou que ela continuasse, não precisava ouvir mais nada, precisava ouvir as lindas palavras dela, porque, mesmo sendo lindas, elas só o estavam ferindo.
Damon a calou com um beijo. Na verdade, foi o beijo mais intenso que ele já havia dado em alguém. Elena sentiu todo seu corpo se arrepiar em diversos níveis, foi um beijo aque afetou seu corpo e sua alma.Era tão profundo, tão saboroso, tão doce, tão apaixonado. Sentiu uma onda agradável percorrer todo seu corpo, acalmando-no da mesma forma que o agitava. Era como se ela pudesse sentir todo o amor dele fluindo para ela em um ritmo perfeito.
–De todas as coisas que eu fiz, ter me apaixonado por você vai ser sempre a única da qual eu nunca irei me arrepender. -Ele sussurou num de desabafo. A morena o analisou com cuidado e percebeu algo na expressão dele. Ele estava triste, tão triste, que ela podia ver o quanto ele lutava contra si mesmo para evitar que as lágrimas vertessem de seus olhos.
–Agora é você que está falando como se estivesse se despedindo de mim. -Elena falou num tom enfraquecido. Havia algo nele e por mais que ele tentasse disfarçar, continuava sendo evidente demais. A garota o conhecia bem demais para saber. Percebia que o olhar dele estava diferente. Os olhos azuis a olhavam carinhosa e atentamente, mas também havia uma tristeza neles, ou, talvez fosse saudade. Elena sentiu seu coração apertar como se sentisse a mesma dor. -Por que você está falando desse jeito comigo, meu amor?
–Eu só estou dizendo o quanto eu te amo, Elena. — Tentou desconversar, não iria contar, ela não precisava saber. Não queria que ela se preocupasse com nada, muito menos com ele, como ele iria se sentir quando ela esquecesse de tudo. E bem, se ele estava se" despedindo" dela não precisava contar que ele havia decidido por ela, porque podia haver uma possibilidade onde ela não concordasse com os termos do acordo que ele havia feito com Ever e isso faria com que ela ficasse brava e magoada com ele e isso era tudo que ele não precisava. Não queria que aquele" último" momento terminasse com ela irritada com ele.
–Damon, tem certeza que é só isso? -A garota perguntou no mesmo tom delicado, segurou a mão dele e acariciou gentilmente. -Eu me preocupo com você, você precisa me dizer se está tudo bem de verdade. -Pediu. Ela precisava saber, Elena sentia que havia algo ali e ela tinha medo, não por ela, mas por ele, sabia que ele teria feito qualquer coisa, desde a mais banal até a mais inconsequente, para salvar a vida dela. E era exatamente isso que a preocupava. Ela não queria acordar e decobrir algo terrível, descobrir que ele pudesse não estar mais ao lado dela.
–Você não precisa se preocupar com nada, meu amor. -Esforçou-se para falar despreocupadamente, para simplesmente abrir um sorriso provocante e piscar sedutoramente para a garota. -Será que agora eu posso ver você abrir um sorriso para mim? Você fica tão linda quando sorri. -Falou enquanto acariciava a face de pele macia, deixando os dedos contornarem seus traços perfeitos com suavidade.
A garota atendeu a abriu um sorriso tão lindo e cativante. Quando ela sorria era como se o sol nascesse, trazendo toda sua luz e graça. Elena era tão linda, era como uma joia.
No instante seguinte, os rostos aproximaram-se suavemente, cortando com delicadeza a incomoda distância que havia entre os lábios, as línguas abriram caminho, entrelaçando-se dançando juntas num ritmo adocicado. A gartoa respondia ao beijo com tamanha dedicação e amor. Ela o amava, sempre amaria. Damon podia sentir a doçura dos lábios dela, seus beijos era tão frágeis quando provocantes. Jamais se cansaria de beijá-la, mas pensou se ela permitiria que ele a beijasse daquela forma tão profunda depois que se esquecesse dele. Lógico que ela não permitiria.
–Eu te amo...-Elena sussurou entre os beijos. Isso era tudo que bastava, pelo menos, naquele instante, era verdade e era tudo que ele queria ouvir.
Os dois ouviram o ranger da portar se abrindo. Era Ever, ela estava pronta para iniciar o feitiço. Elena a analisou cuidadosamente, não gostou da bruxa apenas de olhar, afinal, podia sentir que havia uma maldade inequívoca nela. Era algo realmente cruel. Percebeu que Damon também não gostava dela. E ele tinha motivos para isso. E para agravar, Ever ainda tinha interrompido o beijo dos dois e pareceu que fez propositadamente.
A bruxa ainda exigiu que deveria ficar sozinha com a morena para realizar o feitiço, uma vez que este era muito forte e as bruxas sempre se manifestavam quando ela usava a magia negra. Apesar dos protestos de Damon que dizia não deixaria Elena sozinha, Ever acabou vencendo.
...
O feitiço havia sido realizado e Elena estava dormindo a algumas horas, afinal, precisava descansar. Damon estava com ela, acariando seus cabelos, seu rosto...E, principalmente, estava esperando que ela despertasse, talvez, ela ainda pudesse se lembrar. Olhou-na cuidadosamente, ela dormia como uma linda princesa, sua pele voltara a exibir a coloração repleta de vividez, os cabelos estavam tão macios, tão sedosos, os lábios rosados eram tão convidativos, tão provocantes...
Acariciou a face de pele macia com tamanho carinho e gentileza, deixou os dedos tocarem-lhe os lábios sentindo sua textura. A pele dela era tão gostosa, tão macia. Elena era tão linda. A garota abriu os olhos preguiçosamente, estava tão quentinha e o carinho que recebia em seu rosto faziam com que ela não quisesse desperta, apenas ficar daquele jeito o máximo que pudesse. Damon abriu um sorriso para ela, um sorriso amoroso que era só para ela. Elena olhou-no confusa, parecia desorientada, mas não falou uma única palavra, ficou apenas o analisando.
–Como você se sente? –O vampiro perguntou quebrando aquele silêncio tão incomodo.
–Eu me sinto bem. –Respondeu enquanto ainda o olhava de forma curiosa, afinal, ele estava acariciando seu rosto como se fosse alguém intímo, mas ela não o conhecia. –Qual seu nome? –Perguntou no mesmo tom curioso.
–Damon. –Falou sem nenhuma animação em sua voz, na verdade, ela soou baqueada, num sussurro. –Você não se lembra, não é? –Lamentou, fitou os profundos olhos castanhos da garota e estes não o fitavam com o carinho que costumavam olhar, na verdade, o olhavam como se ele fosse um estranho.
Elena não deixou de observar que ele tinha os olhos mais azuis que ela já tinha visto em toda sua vida. Ele era muito bonito, mas ela não o conhecia, na verdade, ela nem entendia sobre o que ele estava falando.
–Lembrar do que? –Perguntou confusa. Achou-no tão estranho. –Você é o meu médico? –Arriscou um palpite.
–Não. –A tristeza se intesificou na expressão dele. Era impossível de descrever como ele se sentia. A garota que ele amava e que a instantes atrás dizia que também o amava, não sabia nem o nome dele. –Na verdade, nós somos casados. –Respondeu já sabendo que aquelas palavras não mudariam nada.
–Não, não. –Ela balançou a cabeça negativamente. Aquilo não fazia sentido algum, ele deveria ser louco. Só podia ser isso. Ela não era casada, não com ele, pelo menos. –Você deve estar se confundindo...-Continuou e, então, percebeu que ele ainda estava acariciando sua face. Levou uma das mãos até a dele e tirou-na de seu rosto, ele não tinha nenhum direito de tocá-la daquela forma.
Se podia doer mais, com certeza doeu quando ela tirou a mão dele de sua face com a violência que ela fizera, ela não queria nem que ele estivesse perto dela, ela era a esposa dele, mas não permitia que ele a tocasse. Se tudo que ele tinha imaginado para aquele momento fosse terrível, não era nada comparado com a realidade dolorida daquele momento.
–Olha para a aliança que está no seu dedo e me diz que nós não estamos casados. -Ele tinha que fazer com que ela se lembrasse, não ia aguentar conviver com a idéia de que ela não se lembrava mais dele e muito menos com a idéia de que ela não o amava mais. O vazio em seu peitou tornou-se ainda mais evidente, era como se tomasse conta de todo o seu ser e de repente, ele não fosse mais nada. Sua alma rasgava-se em milhares de pedaços, seu coração doía num aperto dilacerante.
A garota surpreendeu-se ao ver a aliança reluzindo em seu dedo. Ainda assim, não acreditava, se ela era casada com ele por que não se lembrava de nada disso? E bem, ele também não poderia contar sobre o acordo que fizera com a bruxa, porque isso também fazia parte do acordo e se ele violasse, algo podia acontecer com a garota.
–Olha...-Elena fez uma pausa. -Você está equivocado, nós nem nos conhecemos, jamais poderíamos ser casados. Não adiantava, ela não iria se lembrar, tudo aquilo só a estava deixando confusa e muito irritada. -Será que agora você pode me deixar em paz?-Falou em um tom pouco educado.
Ele a olhou arrasado, seria assim daqui para frente, Elena não o amava mais, pensou. -Tudo bem. -Ele concordou. Iria embora, não precisava continuar daquele jeito, foi mais do que suficiente. Elena não era a mesma, não era a sua Elena, não era aquela doce e delicada que costumava falar num tom apaixonado com ele.
–Eu sei que não vai fazer a menor diferença para você, mas eu te amo, Elena, e eu nunca vou deixar de te amar. -Falou quando já estava deixando o quarto, não olhou para ela, não queria que ela visse a tristeza em seu rosto. Era orgulhoso demais para isso, era orgulhoso demais para deixar que ela visse as lágrimas mal contidas que rolavam por seu rosto.
A garota rolou os olhos. Não entendia o porque daquilo tudo. -Não vai fazer diferença mesmo. -Retrucou. -A propósito, até onde eu me lembrou eu vou me casar com alguém, eu vou me casar com Stefan.
Notas finais
AVISO:
Se você gostou da fic e quer reproduzir a totalidade ou parte, peça autorização primeiro.
Estou falando isso, porque pela segunda vez eu tive uma fic plagiada. Não foi essa fic, mais foi outra fic minha! É muito ruim ver que outra pessoa pegou algo que você escreveu e postou como se fosse dela!
Gente, desculpa mesmo por estar fazendo esse "desabafo" aqui, mas é que eu fiquei com muita raiva e iria odiar ver isso acontecendo com essa fic também, porque é a que eu mais gosto de escrever.
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