Notas iniciais
Oi lindas!
Cheguei com mais um capítulo.
Vcs quase nao estao comentando mais :(
E eu gostaria muito de saber a opiniao de vcs ainda mais pq esse é penultimo ou antepenúltimo capitulo da fic.
Por favor comentem nem que seja para dizer que está um lixo. Só consigo melhorar se vcs me deram a opiniao de vcs
Beijos

Elena caminhava impaciente de um lado para o outro da enorme sala da casa de Damon, teria que esperar o anoitecer para poder sair de lá, porque o moreno havia se recusado em lhe devolver seu anel. Seu ódio por Damon apenas crescia, ela iria mesmo matá-lo. Bufou, tudo que ela queria era ir embora. Estava ficando faminta, precisava de sangue, o que, também não havia na casa dele. Damon só se alimentava de sangue direto da veia, por isso não estocava bolsas de sangue. Não que Elena fosse aceitar aquele sangue nojento que vinham das bolsas, preferia esperar e se alimentar do delicioso sangue de Jason. De repente, algo completamente inesperado aconteceu. Os vidros das enormes janelas quebraram-se deixando, não somente a claridade do dia adentrar pelos cômodos. Os dois vampiros sobressaltarem-se com aquele injustificado ataque, principalmente Elena, que não estava usando seu anel. Para ela, a luz solar seria uma sentença de morte. Procurou onde se esconder, mas o sol parecia implacável, iluminando cada mínimo espaço. Elena, cujos sentimentos, outrora estavam totalmente entorpecidos, sentiu medo. Sentiu um medo tão grande que pareceu percorrer toda sua espinha num arrepio desesperador. Ela iria morrer, não havia nada que ela pudesse fazer por si mesma. Soltou um grito devido à dor excruciante causada pelas queimaduras em sua pele tão sensível aqueles raios. Mais alguns minutos e não restaria mais, mas nada dela. A sensação da morte iminente era terrível e mais uma vez ela escolheu desligar qualquer resquício de humanidade, que pudera ter sido despertado nela anteriormente, isso levaria a dor e o medo embora, seria mais fácil morrer assim. Só que ela não iria morrer, nada aconteceria a ela enquanto Damon estivesse ao seu lado. O vampiro jogou-se sobre ela, protegendo-a com seu próprio corpo. Por sorte, o vampiro estava carregando o anel de Elena no bolso de sua camisa, conseguiu pegá-lo e colocar de qualquer jeito em um dos dedos da garota, que respirou aliviada.

-Você salvou a minha vida... -Sussurrou agradecida. Mesmo depois de ter tido que iria matá-lo, que transformaria sua vida em um inferno e principalmente ter zombado dos sentimentos dele, ele ainda a tinha salvo. Elena não conseguia entender. A falta de humanidade pela qual optou não a permitia entender.

-Eu te salvei, porque eu te amo. –Respondeu uma questão óbvia, mesmo ela não tendo perguntado diretamente. Damon a teria salvo sem hesitar mesmo se custasse sua vida, ele sempre a escolheria sobre todas as coisas.

-Isso não é importante. –Não queria voltar aquela conversinha sentimentalista. Entretanto, a garota começou a sentir-se tonta, enfraquecida. Olhou para Damon e ele estava sendo vitima dos mesmos sintomas. Mas o que estava acontecendo? Quando as janelas foram quebradas, bombas de verbena foram lançadas dentro da casa e após alguns minutos, elas “explodiram”. Aquelas bombas espalhavam um gás contaminado por verbena, o que tornava o ambiente tóxico para os vampiros.

-O que é isso? –Perguntou, estava atordoada.

-Verbena. –Damon respondeu em uma voz enfraquecida.

E aquele foi o último diálogo que tiveram antes de desmaiarem. Quando acordaram, os dois vampiros, estavam amarrados. Os pulsos presos aos braços das cadeiras, e os calcanhares nos pés das mesmas. E para piorar o ferro que os prendiam estava completamente envolto por uma solução de verbena, o que queimava a pele de ambos.

-Que maravilha. –Damon ironizou a situação. –Eu prevejo uma sessão de tortura para nós dois. –Completou ao observar o ambiente onde estavam presos.

-Como nós vamos fazer para sair daqui? –Elena indagou.

-Essa é uma boa pergunta, Elena. –Respondeu. –Se eu soubesse a resposta, não estaria mais aqui... –Abriu um sorrisinho cínico. –E para completar, eu não faço a menor idéia de quem está por trás disso. Eu não irritei ninguém nos últimos tempos. –O sorriso alargou-se quando o vampiro cogitou outra possibilidade. –A menos que seja você, Elena, quem conseguiu um inimigo em menos de vinte e quatro horas com a humanidade desligada. –Divertiu-se. –Isso seria um recorde.

Elena rolou os olhos. –Tudo que eu fiz foi aproveitar a noite.

-Se aproveitar a noite significar irritar outro vampiro, um lobisomem ou um caçador. –Arqueou uma sobrancelha. –Você arrumou um inimigo.

-Não, Damon. –Fechou a cara. –Eu só fiz sexo e bebi sangue de uns rapazes aleatórios.

-Resumindo, foi a putinha da noite. –Falou enciumado.

-Precisava tirar o atraso. –Decidiu devolver a provocação. –Afinal, quando nós estávamos casados, você não dava conta.

-Não era o que você demonstrava. –Falou de um jeito convencido. –Eu ainda me lembro de você gemendo o meu nome: “Ah, Damon...” –Imitou a voz da morena.

-Cala a boca. –Aborreceu-se.

-Sabe o que é incrível, Elena? –Mudou de assunto, ao assunto que o estava incomodando mais do que todos os outros. –Você quase morreu e bem, a maioria dos vampiros, nessa situação, teria religado a sua humanidade diante do medo da morte, mas você, não.

-Eu senti medo, mas só por alguns segundos, até que eu consegui ignorar esse sentimento. –Explicou. –Eu não queria sentir medo ou dor nos meus últimos momentos.

-Interessante...

-Será que nós podemos parar de falar de mim e nos concentrar em como escapar desse inferno? Minha pele está queimando e eu estou morrendo de sede.

-Eu não sei se você reparou, Elena, mas eu estou na mesma situação que você. E eu já disse que eu não faço a menor de idéia. –Observou o local mais uma vez. –Não tem como escapar.

-É, você está certo, não tem como escapar. -Naquele instante, Jason surgiu segurando uma estaca de madeira.

-Jason? –Elena estava completamente surpresa. Como poderia ser? –Eu disse para você... -Não conseguiu finalizar a sentença, estava confusa demais. –Eu te compeli, eu me lembro muito bem disso. Não era para você estar se comportando desse jeito, muito menos estar aqui. Era para você estar em casa me esperando...

-É uma pena, que eu estou sob o efeito da verbena... -Sorriu vitorioso. –Os seus truques demoníacos não têm nenhum efeito sobre mim.

-Eu não acredito que você transou com um caçador, Elena. –Damon revirou os olhos.

-Isso não faz sentido... -Elena balançou a cabeça negativamente. –Eu bebi o sangue dele, não havia nenhum traço de verbena.

-Isso é mais uma das minhas invenções contra pragas como você. –Jason parecia estar se deliciando com aquele momento. -Eu consegui, depois de alguns experimentos, tornar a verbena “invisível” quando em contato com o meu sangue. Ela perde as propriedades de ferir o vampiro, mas me mantém livre da compulsão. -Sorriu. –Isso me deu uma boa vantagem, não foi, Elena?

-Vantagem, porque ela não bebeu seu sangue até o ponto da sua morte... –Damon decidiu provocá-lo e nem sabia por que, talvez, fosse apenas instinto. –Talvez, ela tenha sido burra. –Aproveitou para provocar a garota também. –Bebês vampiros... -Balançou a cabeça negativamente.

-Você acha que eu não estou prevenido para um ataque desse tipo? –Jason continuava inabalável. –Por isso, sempre carrego comigo isso aqui. –Tirou um vidrinho do bolso, era um spray de verbena que aplicou bem no rosto do vampiro. Damon mordeu o lábio abafando um gemido de dor.

-E você, Elena? –Jason voltou-se para a morena. –Você vai terminar de me contar quem são os outros vampiros da cidade. –Exigiu.

-Não existem mais vampiros na cidade. –Precisava proteger seus amigos.

-Eu sei que é mentira. –Pegou a estaca e golpeou a perna da garota fazendo-a gritar. –Se você não me contar vai ser muito pior.

-Eu não tenho o que contar... -Manteve-se firme.

-E você, Damon? –Virou-se para o vampiro. –Talvez, você queira me falar.

-Ah, vai se foder, cara. –Xingou, não se importando com as conseqüências de seus atos.

Jason tirou o anel do dedo de Damon e abriu uma pequena janela, deixando que o sol iluminasse apenas o vampiro. Damon não conseguiu abafar o grito de dor com as queimaduras solares. No instante seguinte, Jason fechou a janela.

-Eu vou fazer o mesmo com você, Elena, a menos que você me fale.

A vampira não respondeu e teve o mesmo castigo.

-Ótimo, eu vou descobrir de um jeito ou de outro. –Parecia ter um ótimo plano em sua mente. –Vou expor vocês dois em publico, imagino que a cidade inteira vai sair à caça dos demais vampiros depois disso.

-Essa é uma idéia brilhante. –Um novo homem apareceu. Seu nome era Connor e assim como Jason, também era um caçador. Os dois eram amigos de longa data e assim que Jason descobriu sobre Elena ligou para o amigo para que eles eliminassem os vampiros de Mystic Falls de uma vez por todas.

...

A Xerife Forbes recebeu uma denuncia que algo havia ocorrido na casa de Damon, ouviram um estrondo, as janelas estavam quebradas, a porta arrebentada. Enquanto se dirigia ao local, ligou para Stefan para avisar que algo poderia ter acontecido com irmão. Pouco tempo depois que a Xerife chegou, Stefan surgiu e também Alaric. O vampiro tinha ligado para o rapaz, perguntando se ele sabia do paradeiro do irmão, mas ele também não sabia de nada. Por isso, os dois decidiram se encontrar lá para verificar.

-Nenhum sinal do Damon. –Ela informou.

-Eu tentei ligar milhares de vezes no celular dele e só está dando caixa postal. –Stefan complementou.

-E a Elena? –Alaric perguntou. –Eles estão separados, mas todo mundo sabe que essa separação não vai durar muito tempo, então...

-Eu tentei. –Respondeu. –O celular dela também está desligado.

Restava apenas entrar na casa e tentar encontrar alguma pista. Entretanto, Stefan não conseguiu seguir. Bastou dar alguns passos dentro da casa para que ficasse intoxicado com a verbena, saiu de lá o mais rápido que pode, antes que fizesse mais estragos em seu organismo.

-O lugar está infestado de verbena, eu não tenho condições de ficar lá dentro. –E se ele não tinha condições, Damon também não tivera, sabia disso. Sabia que algo, de fato, tinha acontecido. Preocupou-se de imediato com o irmão.

-Tudo bem, eu e Xerife vamos olhar a casa inteira, ok? –Alaric ofereceu ajuda.

Stefan assentiu.

Alaric e a xerife adentraram a casa e reviraram cada local, mas não encontraram absolutamente nada. Quem quer que tenha feito aquilo, não havia deixado nenhuma pista. Mas se não havia nada do lado de dentro, havia uma valiosa informação do lado de fora. Stefan decidiu verificar todo o entorno da casa e conseguiu notar onde a pessoa estava quando desferiu o ataque que quebrara as janelas e caída no chão, estava uma medalha.

-Nós não encontramos nada. –Ric falou desolado.

-Mas eu encontrei. –Stefan mostrou a medalha. –Mas eu não faço idéia a quem pertença.

-Eu faço. –Ric abriu um sorriso. –É de um tal de Jason, ele é bisneto de William Fell, um dos Fundadores da Cidade. –Explicou. –Ele veio me procurar querendo saber informações históricas da cidade...

-Está tudo explicado agora. –E estava mesmo, o bisneto de um dos fundadores, só podia ser um caçador.

-Eu posso conseguir o endereço dele rapidamente. –A Xerife completou.

...

Depois de traçarem um plano de ação, Stefan e Alaric se dirigiram até a casa que Jason havia alugado. Entretanto, a casa do caçador era repleta de armadilhas contra invasores, o que tornava as coisas um pouco mais complicadas do que o previsto. Era ainda mais complicado para Stefan, afinal, quase todas as armadilhas ali eram contra vampiros. Precisava cuidar-se para não receber alguma estaca que estava preparada para ser lançada quando uma porta era aberta ou para que não encontrasse nenhuma daquelas granadas de verbena e essa explodisse em cima dele. Caminharam pela casa inteira, sem nenhum sinal de Jason. Finalmente conseguiram acesso ao porão onde Elena e Damon estavam presos. E os dois estavam bastante enfraquecidos, quase perdendo a consciência. Havia sangue pelo corpo de ambos, já haviam sido torturados demais. Quando Alaric e Stefan estavam soltando os dois foram surpreendidos por Jason e por Connor. Os dois caçadores já haviam notado a presença dos dois há muito tempo, mas estavam apenas esperando o momento exato para agir. Luta tornou-se extremamente violenta e difícil para ambos os lados, mas em um momento, os caçadores acabaram sendo vencidos. Jason e Connor estavam mortos. Damon, Elena, Stefan e Alaric estavam saindo do porão, quando o impensado aconteceu. Jason não havia falecido conforme tinha se pensado. Ele havia sobrevivido, embora estivesse muito ferido, mas possuía forças suficientes para pegar sua espingarda, carregada de balas de madeira, e atirar na direção de Elena, desmaiando em seguida. Instintivamente, Damon se colocou na frente da garota para protegê-la. Recebeu o tiro no lugar de sua amada e caiu no chão desacordado.

-Não, não, não... -Elena desesperou-se com a cena que vira. A bala o tinha atingido diretamente no coração. Não, isso não podia ter acontecido, ele não podia estar morto, não podia. Aquela era a segunda vez, no mesmo dia, que Damon salvava sua vida. Ele a amava, ele realmente a amava. E naquele instante, Elena não conseguiu mais ignorar os seus sentimentos, parecia que o botão que ligava e desligava sua humanidade havia quebrado, havia se quebrado justo na posição “ligado”. A verdade é que ela também amava Damon, e como amava! O sentimento que tinha por ele era tão forte, tão puro e verdadeiro, ele era tudo para ela. A forma como se sentia quando estava perto dele era única, jamais sentira isso por alguém, seu coração se agitava, a respiração acelerava, sua alma pulsava alegre. Damon sempre conseguia fazer com que ela sorrisse, não importasse o quão difícil fosse a situação. Eles tinham um magnetismo, uma conexão inquebrável e era por isso, que eles haviam superado tantas coisas juntos. Era por isso que o amor deles era verdadeiro. E ela não podia perdê-lo, ela não podia perder o amor de sua vida! Não podia. Sentiu uma dor horrível e a dor não era resultado de toda a tortura que fora submetida momentos atrás, era uma dor emocional, uma dor que destruía seu coração e sua alma. E junto a essa dor, vieram todos os sentimentos que ela suprimiu durante o tempo em que sua humanidade estava desligada. A culpa chegou até ela de uma forma avassaladora. Ela estava tão arrependida de tudo que fizera, mas o seu maior arrependimento foi de não ter dito que o amava, foi de que passou os últimos momentos que tivera com ele o tratando incrivelmente mal. Aquilo era terrível. Se ela tivesse uma chance de voltar atrás, ela voltaria. Seu mundo havia desmoronado em cima dela, ela não sabia o que fazer, ela apenas chorava, repetia diversas vezes o quanto o amava, pedia desculpas. Ela havia perdido completamente a razão.

-Elena... -Stefan a chamou.

A garota não o ouvia, pois estava completamente mergulhada em sua própria dor. Stefan chamou de novo, ela continuou sem responder. Elena não via nem ouvia mais ninguém, era como se ali, só existisse ela e Damon. O vampiro precisou segurar a garota para que ela lhe desse atenção.

-Ele vai ficar bem.

-Não, ele não vai... -As lagrimas vertiam de seus olhos.

A verdade é que em meio a todo aquele desespero que estava sentindo, não conseguiu notar, algo que Stefan, em sua habitual calma, conseguira.

-A bala o atingiu a um milímetro de distancia do coração. –Stefan estava certo. Damon ficaria bem. A bala tinha passado muito perto de matá-lo, mas por sorte, alojou-se a um salvador milímetro daquele órgão tão importante.

As lágrimas deram lugar a um sorriso de alivio. Elena não tinha perdido o seu amado, ela poderia lhe dizer o quanto o amava, ela poderia estar em seus braços novamente, ela poderia beijá-lo, ela ainda pertenceria a ele, como sempre pertenceu.

Notas finais
E aí o que acharam?
Foi por pouco que o Damonzito não morreu...mas um milimetro e bala tinha ido no coracaozinho lindo dele...que sorte :)
elena ligou a humanidade qdo pensou q ele tava morto :)
Como eu vou finalizar essa fic, tava pensando em escrever uma segunda temporada, o que vcs acham?
por favor, comentem
bj