Notas iniciais
Oi meninas!
Eu sei que faz muiiito tempo que eu não atualizo a fic, mas finalmente eu estou de volta.
Eu peço mil desculpas, mas eu tava super enrolada com trabalhos, fiquei um tempo sem note, mas eu voltei!
Não sei se vocês ainda vao querer ler a fic, e se nao quiserem eu vou entender, mas eu espero que vcs ainda queiram, os comentarios de vcs sao super importantes pra mim!
Eu sei que o cap não deve tá mto bom, eu tava um tempao sem escrever, mas eu prometo tentar melhorar.
Beijos

A vida de Elena parecia estar desmoronando. Não, aquela não era a primeira vez que algo horrível acontecia em sua vida, mas aquela era a primeira vez em que ela não sentia nenhuma pontada de esperança de que tudo iria melhorar. A verdade é que não iria mesmo. Embora Damon tivesse prometido que iria tentar resgatar o amor que sentia por ela, ele não parecia muito comprometido a essa promessa. Na realidade, ele nem estava tentando. Por mais que Elena se esforçasse, ele fazia de tudo para evitá-la. Não queria vê-la, não queria conversar com ela. Damon não a queria por perto. A forma como cada rejeição partia o coração da garota era absolutamente dolorosa. A morena estava completamente arrasada, sua vida não tinha sentido sem ele. Havia um vazio enorme em sua alma, um vazio que só ele poderia preencher, mas ele não a queria mais. Ele não a amava mais e isso parecia ser definitivo. Era definitivo e ela não era capaz de conviver com isso. Não era capaz de viver desse jeito, era doloroso demais. Ela não tinha como seguir em frente, não tinha como se apaixonar por outra pessoa, pois seu coração já era dele. Seu coração estava partido em milhares de fragmentos. Não restou nada. Se não fosse pelos seus dois filhos, Elena não desejaria mais viver. Os dois bebezinhos eram tudo ela tinha agora. Deveria viver só para eles, era o melhor que ela poderia fazer. Ao menos, deveria ser uma boa mãe e nem isso ela estava sendo. A garota se sentia um fracasso, ela se sentia péssima. Lembrou-se que tudo isso era culpa de Ever, queria matar aquela bruxa maldita! Por que ela fez isso? Ela não iria ganhar nada com isso. Na realidade, ela ganhava, sim. Ever se divertia vendo a infelicidade dos outros. Ela era pura maldade, era totalmente cruel! Elena estava chorando e já não sabia mais se estava chorando de tristeza ou de raiva, talvez, fosse pelos dois motivos. Nem tentava mais conter o choro, não iria conseguir mesmo, ela apenas iria chorar mais ainda. Estava a horas daquele jeito, ou melhor, já estava assim há dias. A garota não conseguia fazer nada, não tinha forças. Levantar-se da cama era muito difícil. Só não era pior ainda, porque ela tinha à Caroline, que a estava ajudando de todas as formas possíveis. Ao menos, podia desabafar com a amiga, que estava sempre lá para ela. Caroline passava quase todos os dias na casa da morena, ajudando-a, ouvindo-a desabafar e principalmente tentando alegrá-la de alguma forma.

-Lena, você não pode ficar assim! –Caroline falou suavemente. –Isso não vai ajudar em nada! Você está trancada em casa há quase uma semana!

-Carr... -Murmurou. –Ele não se importa mais comigo... -Choramingou. –Ele disse que ia tentar, mas ele não está nem aí, ele nunca mais me ligou, nem para perguntar dos bebês.

-Calma! –Tentou acalmá-la. –Talvez, ele precise de um tempo, sabe? Para processar tudo que aconteceu... -Fez uma pausa. –Pode estar sendo difícil para ele também!

-Eu não sei... -Balançou a cabeça negativamente. –Você acha que eu devo ligar para ele?

-Não! –Exclamou. –Você já ligou um milhão de vezes para ele! Sério, Lena, dá um tempo para ele!

-Eu não sei o que fazer... -Fechou os olhos e suspirou profundamente em um lamento. Sua face abatida revelava o quão desgastada ela estava.

-Que tal se você esquecesse um pouquinho disso? –Sugeriu.

-Eu não consigo... -Falou em um tom entristecido. –Eu não consigo parar de pensar nele nem por um segundo!

-Elena, você tem dois filhos lindos, tenta se concentrar neles. Eles são a sua prioridade no momento. –Caroline sorriu. –E não se esqueça que hoje é dia de baile e nós vamos!

-Caroline, eu não tenho condições de ir... -Falou desanimada, ela não queria ir a lugar algum, ela só conseguia chorar.

-Vai te fazer bem! –A loira animou-se.

-Eu não quero... -Sussurrou. –E, além disso, eu tenho dois bebês, eu não posso ir...

-E você acha que eu não sei disso? Leninha! Eu já cuidei de tudo! Eu falei com a minha mãe e ela vai cuidar dos bebês hoje de noite para você poder ir à festa.

-Mesmo assim... -Retrucou.

-Nem pense em me falar não! Você vai nem que seja arrastada! –E seria assim mesmo, Caroline iria fazer de tudo para que a amiga fosse ao baile. Sabia que a morena precisava se divertir.

-Que tipo de mãe eu sou, Carr? –Continuou discordando. Elena não queria mesmo ir, não queria ir, não sem o Damon. Não teria graça sem ele. E além do mais, ela tinha filhos, não podia ficar indo em festas, não mesmo. –Eu não posso mais sair desse jeito.

-Fala sério, Elena! –Caroline revirou os olhos. –Você pode sair do mesmo jeito! E você está precisando se divertir!

-Mas eu deveria ficar com os gêmeos... -Insistiu.

-Ah, Lena! Os bebês dormem a noite inteira! Por que você não aproveita que eles estão acordados agora e os leva na pracinha agora? Depois, você os deixa com a minha mãe e nós vamos ao baile!

-Tudo bem... -Acabou aceitando. Teve que aceitar, se não a Caroline teria insistido até que ela concordasse.

...

Elena sentia-se um pouco melhor. Talvez, levar os bebês para passear tenha sido uma ótima idéia. Estava terminando de vestir a Clara. Escolheu um vestidinho rosa cheio de babados, um sapatinho e um lacinho branco. Sorriu ao ver a filha, ela parecia uma princesinha. Era linda. Ainda precisava vestir o Eric. Escolheu uma calça e uma camisa azul para o filho. O menino ficava tão bem com essa cor, combinava com a coloração de seus olhos. Elena suspirou profundamente. O filho parecia tanto com o Damon e ele deveria estar ao lado dela. Eles deveriam estar cuidando dos filhos juntos. Eles tiveram tão poucos momentos juntos depois que os bebês nasceram. Ela não teria nenhum daqueles momentos que ela idealizou em sua mente. Hoje, ela estava levando os filhos para passear na pracinha com a Caroline, era para ela estar fazendo isso com o Damon. Pronto, Elena já estava arrasada de novo. Pensou se algum dia essa dor iria passar e a resposta era não, nunca iria passar. O que ela deveria fazer era se acostumar com a idéia de nunca mais tê-lo ao seu lado, era o melhor que poderia fazer. Tentou não se abalar, ela não podia se deixar abalar.

-Oh, como eles são fofinhos! –Caroline exclamou ao entrar no quarto, desfazendo os pensamentos de Elena.

-Eles são lindos, não são? –Elena abriu um sorriso, naquele instante, ela estava melhor, ela era apenas uma mãe muito orgulhosa dos filhos.

-São mesmo! –A loira sorriu. –São as coisas lindinhas da dinda! Eric sorriu, contagiando Clara que também sorriu.

-Eu adoro essa risadinha fofa de bebê. –O sorriso no rosto de Elena se alargou. A morena deu um beijinho na testa de cada filho. –A mamãe ama tanto vocês dois. –Falou docemente.

-Vamos? –Caroline chamou.

-Vamos! –Elena respondeu quase animada. Estava tentando, ela precisava ser forte por causa dos filhos. Não podia ficar em depressão, ela precisava estar lá para eles e era isso que ela estava fazendo. Ela iria levá-los para passear e enquanto estivesse com eles, ela estaria feliz, não iria demonstrar tristeza, não queria que eles sentissem emoções negativas vindo dela, não queria. –Aposto que eles vão fazer muito sucesso com os outros bebês!

-Tão novinhos e a mãe deles já está pensando que eles vão arrumar namorado? –Caroline riu.

-Do jeito que eles são lindos. –Elena também riu. –As outras mães que segurem seus bebês! As duas gargalharam.

O passeio com os bebês foi super agradável, tão agradável que Elena até conseguiu esquecer por um momento de tudo que estava passando. É claro que seu coração continuava doendo, não parou de doer nem por um segundo, mas ao menos, a dor estava um pouco mais suportável. Era bom sair um pouco de casa, conversar com Caroline. Conversar com outras pessoas na rua, conversar com outras mães. Ela estava ligeiramente melhor.

Depois do passeio na pracinha, as duas deixaram os bebês em casa com a mãe de Caroline e foram ao Mystic Grill. Caroline ligara para a Bonnie e marcara lá com ela. Seria bom que as três amigas conversassem um pouco. Desde que Elena se tornou vampira, ela e a Bonnie não tinham se falado, elas tinham muito assunto para colocar em dia. Isso com certeza faria bem à Elena, ela precisava muito de todas as suas amigas. Quando as duas chegaram, Bonnie já estava lá. Estava tudo perfeito, ou melhor, quase perfeito. O problema todo é que Damon também estava lá. Como de costume Damon estava bebendo Whisky, sua bebida preferida. Ele não notou ou preferiu ignorar a presença de Elena. Permaneceu impassível. Elena sentiu seu coração apertar, ele estava lá e ela estava com tanta saudade dele. Só de vê-lo, seu corpo inteiro reagiu, estava pulsando por ele. Quando ela o viu, era como se mais nada existisse, só ele. Ela queria estar com ele, ela precisava dele.Ela sentia sua falta, sentia muito. Bonnie e Caroline se olharam, estavam tensas.

-Elena, você quer ir embora? –Bonnie perguntou preocupada.

-Não. –Elena respondeu com convicção. –Eu vou falar com ele.

-Talvez não seja uma boa idéia, Elena. –Caroline argumentou.

-Eu tenho que falar com ele...-A morena insistiu. –Eu não posso simplesmente desistir do nosso amor assim tão fácil...

-Elena...-Bonnie a chamou, mas não adiantou de nada. Olhou novamente para Caroline. As duas estavam preocupadas, não queriam que o coração de Elena se partisse ainda mais. É claro, que elas também concordavam que Elena não podia desistir assim tão fácil, mas Elena estava abalada demais e se Damon a tratasse mal, o coração dela ficaria irreparavelmente quebrado. Elena não ponderou nada disso, tudo que ela queria era falar com ele, não perderia aquela oportunidade. Ele tinha que amá-la, o sentimento podia ter sido totalmente apagado. Ela precisava insistir. Se ele não desistiu do amor dela, quando ela perdeu a memória, ela não poderia desistir do dele, ela jamais iria. Caminhou na direção dele, seu coração batia acelerado, aflito, suas mãos estavam trêmulas. Ela estava ansiosa, muito ansiosa. Quando finalmente chegou ao lado dele, desejou sair correndo. E se não tivesse mais jeito? E se ele nunca mais voltasse a amá-la? Ela teve medo, mas ela não podia desistir.

-Damon... -Chamou o nome dele em um sussurro.

-Oi, Elena. –O vampiro respondeu desinteressado. A verdade é que não tinha gostado nenhum pouco de vê-la ao lado dela, sentia uma repulsa terrível por ela, mas, ao mesmo tempo, bem lá no fundo, sentiu outra coisa, sentiu uma sensação boa, mas esse resquício de sentimento foi rapidamente sufocado e substituído por mais repulsa.

-Você não me ligou... -Ela continuou falando baixinho, estava envergonhada. Os olhos castanhos fitaram o azul dos olhos dele, seu olhar era quase um apelo, que implorava para que ele a olhasse da forma carinhosa como ela o estava olhando.

Por um instante menor do que um segundo, o olhar dela o atingiu, atingiu-lhe na alma. Havia algo nela, algo tão doce que fazia que ele não conseguisse odiá-la por completo, mas ainda assim, ele não conseguia amá-la. Talvez, se ele se esforçasse mais um pouco, se ele ficasse com ela mais tempo... Mas não, isso não aconteceria. Ele mal suportava a presença dela.

-Eu estava ocupado. –Respondeu friamente. Ainda assim, pode reparar nas feições dela, Elena era linda, seus cabelos castanhos, sua pele dourada, sua boca... Sua voz era melodiosa, ela era tão delicada. Era uma pena que ele não a amava mais. Por mais que ela tentasse, por mais que ela ficasse atrás dele, isso não iria mudar.

-Eu sinto tanto a sua falta... -Ela baixou o olhar. –Eu não consigo ficar sem você... -Fez uma pausa, precisava conter as lágrimas que insistiam em brotar em seus olhos. Ela não podia chorar.

-Elena, eu já disse que você vai ter que se acostumar a isso. –O mesmo tom indiferente. Ele estava partindo o coração dela novamente. –Nós não vamos voltar, eu já te disse isso.

-Mas você falou que iria tentar... -Choramingou. Se existisse qualquer coisa que ela pudesse fazer para que ele a amasse, ela iria fazer. –Você não pode ter simplesmente parado de me amar. Não é possível que o maldito efeito que a Ever fez seja mais forte do que o nosso amor! Eu não consigo acreditar nisso!

Damon iria responder, mas naquele momento, uma garota chegou. Era Elisa, a garota com quem ele estava saindo. Ele realmente não precisava mais responder, tudo já estava bem claro.

-Desculpa a demora, amor... –A garota de longos cabelos ruivos falou em uma voz que causou nojo em Elena. A morena teve que e conter para não matar aquela vagabunda! Elisa analisou Elena, olhou-a de cima a abaixo e sentiu-se superior. Olhou para Damon e depois para Elena, como se quisesse alguma explicação.

-Elisa, essa é a Elena, minha ex-mulher. –Damon falou tranquilamente. –Elena, essa é a minha namorada. –Agora as coisas estavam mais claras ainda e muito mais dolorosas.

Ele estava namorando. Tão pouco tempo tinha se passado e ele já tinha outra. Elena sentiu sua cabeça girar, aquilo era demais. Era um golpe muito forte em seu coração. E o que se sucedeu foi muito mais forte. Damon beijou a ruiva intensamente. Ele a beijou como costumava beijar Elena. Eles estavam se beijando na frente dela. Ela sentiu-se enjoada. Se ela achou que o vazio em sua alma jamais seria preenchido, ela estava errada. O vazio foi preenchido, foi preenchido por decepção. Aquela era a dor mais forte que ela já tinha sentido em toda a sua vida. Era terrível, era como se seu corpo fosse atingido por milhares de navalhas e como se estas nunca fossem parar de feri-la. Sentiu-se doente e não havia nenhuma cura para ela. Elena deu as costas aos dois, não conseguia mais ficar ali, o ar estava saturado demais. Ela mal conseguia respirar, ela mal conseguia ficar em pé. Tudo que ela queria era chorar, ela já estava chorando. Ela estava quebrada, ela estava devastada. Sua alma doía, sua alma se partia em milhares de pedaçinhos e esses pedacinhos continuavam a partir em pedaços ainda menores, até que não sobrasse mais nada. Era como se seu coração não batesse mais, não tivesse forças para isso. Ela não tinha forças para nada, ela desejou morrer. Elena caiu de joelhos, ela não conseguia andar. Aquilo era vergonhoso, ela estava chorando, ela estava sofrendo, tudo isso na frente dele, na frente da outra. Era terrível. Bonnie e Caroline correram na direção da amiga para ampará-la. Ajudaram a garota a levantar-se e a carregaram, iriam levar a amiga embora. Durante todo o caminho até a casa de Elena, a morena não dissera nenhuma palavra, apesar das inúmeras tentativas das amigas. Ela só queria ficar sozinha, ela precisava ficar sozinha com sua própria dor. Ela precisava de um tempo para se recompor.

-Leninha, por favor, fala com a gente. –Caroline pediu. –Eu odeio de te ver assim... -Insistiu, não iria deixar a amiga sozinha, não enquanto ela estivesse naquele estado.

-Elena, não chora... -Bonnie também pediu.

-Ele nunca mais vai me amar... -A morena finalmente falara em meio a tantas lágrimas.

-O Damon vai acabar voltando para você. –Caroline falou enquanto enxugava as lágrimas da amiga. –Essa garota não significa nada para ele, eu tenho certeza. Duvido que ele fizesse por ela, metade do que ele já fez por você...

-Por que eu tenho que amá-lo desse jeito? –Perguntou de forma desesperada. –Por que eu tenho que sentir? Eu não quero mais sentir nada!

-Calma, Elena... –Bonnie segurou a mão da amiga. –As coisas vão acabar dando certo...

-Não... -Elena balançou a cabeça negativamente. –Eu não quero mais sentir essa dor, eu quero que ela vá embora. –Era isso que ela queria, ela não queria sentir mais nada, ela não agüentava mais. –Eu não preciso sentir... -Repetiu essa frase diversas vezes.

-Elena... -Caroline chamou o seu nome de uma forma muito preocupada.

-Eu não quero mais sentir, eu não preciso... -A garota falou convictamente. –Eu sou uma vampira agora, eu posso desligar os meus sentimentos...

-Elena, você tem dois filhos... –Caroline falou mais preocupada do que antes, mas Elena parecia não ter sequer escutado. A morena tinha de desistido, ela não queria mais sentir, ela não queria.

Notas finais
O que vcs acharam? Se tiver alguem lendo ainda, eu iria ficar super feliz em saber a opiniao de vcs!
Beijinhos