Notas iniciais
Oi lindas!
Tá ai o cap novo
Nao sei se ficou mto bom...eu escrevi correndo...para conseguir postar...quero ver se consigo terminar a fic nas férias ainda
Vcs me digam o q acharam :)
Por favor, me façam feliz e comentem
Críticas sao bem vindas tbm
Beijos

Elena continuava aflita, estava com tanto medo de ter feito algo errado. Se ele não acordasse, ela se sentiria eternamente culpada por isso. Não iria conseguir perdoar a si mesma e jamais seria feliz, não havia felicidade para ela, se não estivesse com ele. Abraçou-se nele, não senti-lo respirando ou as batidas de seu coração era angustiante. A garota sentiu vontade de chorar, já estava ficando desesperada. O tempo estava passando e nada parecia acontecer. Tudo que ela queria era que ele despertasse e ela pudesse olhar no mar azul dos olhos dele. Ficou pensando como a transição seria para ele. Ele já sabia como era, mas isso não significa que seria mais fácil, poderia ser mais difícil, poderia ser doloroso.


Não sabia o que a Ever fizera quando fez o último feitiço. A morena suspirou profundamente. Elena percebeu que ela já tinha o amado de todas as formas, ela o amou quando ele era um vampiro, ela o amou quando ele era humano, e agora o amaria de novo como um vampiro. Notou que ela também havia mudado, de humana para vampira, mas o que ela sentia por ele, nunca mudou, apenas se tornou mais forte. Ela realmente o amava e sabia que ele sentia o mesmo por ela. Embora ela preferisse uma vida humana, não poderia negar que a possibilidade de passar a eternidade com ele era igualmente sedutora.


Nada seria capaz de separá-los, nem mesmo a morte, eles viveriam para sempre juntos. Elena acariciou o rosto dele, ele tinha que acordar logo, ela já estava ficando desesperada. Mais uma hora se passou e nada. A garota já estava quando chorando quando ele finalmente despertou.


–Damon... -Ela o chamou docemente, precisava ouvir a voz dele.


Ele demorou um pouco para responder, precisava de um tempo para se adaptar aos seus novos sentidos. As sensações que estava experimentando eram absolutamente familiares. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo, não estava confuso. A verdade é que ele estava se sentindo bem, estava se sentindo como ele costumava ser. Ser um vampiro era natural para ele, muito mais do que ser um humano normal. Fitou Elena cujos olhos buscavam os dele afetuosamente. Damon não demonstrou nenhum sentimento.


–Como você se sente? -A garota perguntou nervosa, ainda estava acariciando o rosto dele até que ele afastou a mão dela. Ela ficou sem entender.


–Bem. -Apenas respondeu, a mesma reação vazia. Ele estava agindo diferente. Deveria estar confuso por conta da transição, ela pensou.


–Eu estava tão preocupada... -Confessou. -Com tanto medo de não ouvir sua voz novamente... -Continuou. -De ter feito algo errado...


–Até o vampiro mais estúpido consegue transformar um humano. -Falou cinicamente. -Não tem como dar errado.


–Você tem razão... -Elena sussurrou. Até o tom de voz dele estava diferente. -Mas eu não consigo não me preocupar com você... -Falou docemente. -Eu te amo.


–Eu preciso de sangue. -Damon respondeu ignorando as últimas palavras dela, ignorando a declaração que ela acabara de fazer sem nem responder um "eu também".


–Eu vou pegar uma bolsa de sangue para você. -Elena continuou no mesmo tom delicado. Levantou-se para ir buscar o sangue.


–Ótimo. -Abriu um sorriso de satisfação. Enquanto esperava que ela voltasse, Damon ficou analisando cada detalhe do quarto, havia vários detalhes que sua visão, antes humana, havia deixado escapar.


Ele realmente preferia ser um vampiro. Continuou observando, reparou nas coisas da Elena, perfumes, cremes... todos cuidadosamente arrumados na penteadeira. Ela era tão diferente dele. Considerou que eles não tinham nada a ver, sequer combinavam. Por um instante, tentou entender porque ele havia se casado com ela, mas não houve nenhum motivo que pareceu convencê-lo. Algo realmente havia mudado dentro dele, ou ele estava apenas confuso pela transformação, pelo turbilhão de sentimentos tão contraditórios que eram trazidos à tona em uma intensidade extraordinária. Só que ele não se sentia confuso, muito pelo contrário, ele estava muito bem. Mas o que estava acontecendo então? Ele não conseguiu achar uma resposta antes que Elena retornasse.


A morena surgiu trazendo a bolsa de sangue e entregou. Sentou-se ao lado dele, queria estar perto, ela o amava. Damon bebeu todo o conteúdo, o gosto do sangue era tão bom quanto ele costumava se lembrar. Sentiu-se ainda melhor, mas ainda assim continuava distante. Não expressava um sentimento pela garota, mal a olhava e ela percebia isso.


–Tem certeza que você está bem? -Perguntou baixinho, estava ficando preocupada novamente. Preocupada que a transformação pudesse estar sendo mais difícil e dolorosa do que ele estava demonstrando.


–Eu nunca me senti tão bem, Elena. -Respondeu entediado. Será que ela não notava que ele estava ótimo? A única coisa que o estava incomodando era ela e ela também não percebia.


–É que você está diferente. -Elena sussurrou. Estava afetada, havia notado a frieza na voz dele. Por que ele estava agindo desse jeito? Por que parecia que ele não gostava da presença dela?


–Diferente como? -Perguntou apenas por perguntar, não estava interessado nas opiniões dela.


–Você ainda não disse que me amava. -Falou de um jeito manhoso. Sempre que ela se falava assim, ele costumava ser mais carinhoso e cobri-la de beijos, mas nada disso aconteceu.


–Eu não tenho que dizer que eu te amo de cinco em cinco minutos, Elena. -Rolou os olhos. Ela era realmente um tédio. Ele nunca a amou, apenas tinha se envolvido com ela sabe-se-lá por qual razão. Sim, ele se lembrava de tudo, lembrava-se de cada momento, de tudo que havia feito por ela, mas não conseguia sentir nada quando olhava para ela. Sentia apenas um grande vazio.


–Mas você não disse nenhuma vez ainda... -Estava chorosa. Ele nunca tinha falado assim com ela. Por que ele a estava tratando tão friamente?


–E nem vou dizer. -Estava mal humorado. Ela era tão irritante. Levantou-se, queria ficar longe dela.


–Aonde você vai? -Foi atrás dele.


–Sair. -Respondeu secamente. -Vou caçar. -Piscou.


–Você precisa de mais sangue? -Ainda falava docemente. Achou que a sede pudesse o estar deixando daquele jeito. Ela sabia o quanto o desejo por sangue podia afetar um vampiro. Ela a única explicação para ele estar tão diferente. -Eu posso outra bolsa de sangue... -Ofereceu gentilmente.


–Eu quero sangue fresco. -Rebateu. -E não essa droga de bolsa de sangue.


–Mas você nunca ligou de se alimentar das bolsas de sangue... -Fez uma pausa. -É sangue humano do mesmo jeito...


–Comida congelada é a mesma coisa que comida feita na hora? -Falou alto, nervoso. Ela o estava irritando.


–Não. -A garota respondeu afetada, estava com vontade de chorar.


–É o mesmo com o sangue e você deveria saber disso, você é uma vampira, Elena.


–O que está acontecendo com você, amor? Se você não estiver bem, você pode me falar e você sabe disso. -Elena ainda se agarrava a ideia que ele só estava assim devido à mudança, mas isso não era verdade. Algo realmente havia acontecido com ele.


–Não tem nada acontecendo comigo. –Ele realmente não achava que havia nada de errado. O comportamento dele parecia totalmente normal. Ele não gostava da companhia dela já fazia muito tempo, pelo menos era o que ele acreditava que fosse verdade. –E eu ficaria muito melhor se você parasse de ficar atrás de mim com essas perguntas.


–Eu sei que você não está bem e por isso eu vou ficar atrás de você... -Ela insistiu. –Você não é assim, você não me trata desse jeito...


–Talvez, eu tenha percebido o quanto você é irritante. –Perdeu a pouca paciência que ainda tinha. –E por isso comecei a te tratar assim.


–Não, tem algo errado... -Falou enquanto tentava conter as lágrimas que teimavam em brotar em seus olhos. –Você me ama... -Continuou. –Nós dois nos amamos... -Já estava chorando. –Eu sei disso.


–Eu não te amo mais. –Falou tão naturalmente. Se há algumas horas atrás ele a amava e dizia que queria ficar com ela para sempre, agora ele dizia que não amava mais. Algo estava realmente errado, ele não poderia ter simplesmente mudado, ter parado de sentir o que sentia por ela, mas era isso que parecia.


–Como você não me ama mais? –Perguntou devastada. Não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir. –Eu bebi o seu sangue, eu consegui sentir o que você sentia... -Fez uma pausa. –Eu senti que você me amava... -Ela tinha certeza que ele a amava, ela tinha sentido isso, a troca de sangue é algo intimo demais, não havia nenhuma possibilidade dela ter se enganado.


–Você está enganada, já tem muito tempo que eu venho te amando menos. –Confessou. –E isso se tornou mais forte quando eu me transformei.


Então, Elena se tocou do que parecia ser óbvio. A Ever tinha feito alguma coisa, tinha feito com que ele parasse de amá-la. –Isso não é verdade, a Ever fez alguma coisa com você, eu sei que fez! –Afirmou.


–Sinceramente? Isso não me interessa. –Deu às costas a ela e foi embora. Não queria saber do que ela falava, não tinha importância alguma.


Elena observava entristecida enquanto ele ia embora. Sentiu-se péssima, não sabia muito bem o que Ever tinha feito, mas ela tinha conseguido fazer com que ele não a amasse mais. Ela não conseguiria suportar isso, não conseguiria viver assim. E pior, ele não tinha apenas parado de amá-la, mas parecia que ele tinha começado a odiá-la. Não, ela precisava resolver isso, iria falar com a Ever novamente. Iria obrigá-la a desfazer o que quer que ela tivesse feito. Ligou para Caroline e contou tudo o que havia acontecido, precisava da amiga, precisava de apoio.


A loira percebeu o estado da amiga e não disse o que estava entalado em sua garganta. Queria dizer que ela tinha avisado que não iria dar certo, que Ever não era confiável, mas não falou nada disso. Agora elas precisavam resolver a situação e só a bruxa poderia fazer isso. Sugeriu que elas deveriam ir juntas falar com Ever, mas Elena pediu apenas que ela ficasse com os bebês para que ela pudesse ir. Não iria deixar os filhos com Damon, não sabia o que mais Ever poderia ter feito e não correria o risco de deixá-los sozinhos. Caroline concordou, apesar de não gostar da ideia de Elena ir sozinha até a bruxa novamente.


...


Elena dirigiu o mais rápido que pode, ignorou os limites de velocidade. Tudo que ela queria era encontrar Ever. Ela a odiava tanto. Por que aquela maldita bruxa tinha que fazer de tudo para prejudicá-la? Será que não bastava tudo que ela já tinha feito antes? Qual era o objetivo de prejudicar o amor dos outros? Por que ela era tão má? Elena suspirou profundamente, já estava com saudades de Damon, estava com saudades de como ele costumava tratá-la, de quando ele a beijava, quando dizia que a amava.


Tentou ligar para ele, ainda tinha uma ilusória esperança de que fosse apenas à transformação que o tinha deixado assim, mas de fato, não era. O telefone chamou diversas vezes. Depois da quinta ligação, conseguiu falar com ele. E ele a tratou ainda pior. Parecia que a cada instante, ele gostava menos dela. Elena conseguiu falar com ele até o final, não conseguia ouvi-lo dizer que não gostava dela, que não queria falar com ela... Por mais que ela soubesse que, no fundo, ele não se sentia dessa forma, que tinha sido Ever e algum feitiço que ela havia feito, ainda era suficientemente dolorido ouvir. Era horrível. Quando finalmente chegou até a enorme casa onde a bruxa residia, Elena teve que lutar contras lágrimas, impedi-las de continuarem caindo, não iria chorar na frente dela, não mesmo.


–Olá, Elena.


–O que você fez com, ele? –A garota perguntou em um tom exigente.


–Eu fiz apenas o que você me pediu, permiti que ele pudesse voltar a ser um vampiro!


–Não foi só isso que você fez! –Gritou. –Ele mudou!


–Ah sim... -Sorriu cinicamente. –Você quer saber qual foi o preço que eu cobrei? Você sabe que todo o feitiço que eu faço, tem um preço. Magia negra exige um pagamento. –O sorriso se alargou em sua face. –Eu fiquei até impressionada quando você não me perguntou o que eu iria tirar de você.


–Eu achei que por um minuto, você poderia ser alguém decente que simplesmente estava me ajudando. –Elena sentiu-se uma idiota, como ela pudera ser tão ingênua a esse ponto?


–Queridinha, você não entendeu. Quando você recorre à magia negra, você precisa pagar. É uma regra, há sempre consequências. No meu caso, eu posso escolher como você vai pagar... E eu escolhi.


–O que você fez? –Perguntou nervosa e então sentiu uma dor excruciante por todo seu corpo que a fez até mesmo perder o equilíbrio e cair.


–Quando você ficar mais calminha e começar a me tratar com respeito, eu te digo. –Zombou enquanto impunha mais dor a ela.


–Por favor... -Pediu.


–Bem melhor! –Falou satisfeita.


–O que você fez?


–Eu sabia que você iria dar o seu sangue a ele para poder transformá-lo. –Falou tranquilamente. –Foi por isso que eu te pedi um pouco de sangue naquele dia. –Explicou. –Para um feitiço que faz com que ele repudie o seu sangue e consequentemente, você. Na hora, vocês não perceberam nada, claro. –Sorriu. –Mas depois que ele despertou como um vampiro, essa relação de sangue se tornou mais forte.


–Ele me odeia por causa do meu sangue? –Perguntou confusa.


–Sim, é como se fosse uma ligação de sangue, mas ao contrário. –Explicou. –Em vez de amar, ele te odeia.


–Mas o que ele sentia por mim antes?


–Ele “desligou” esse sentimento, é como se não existisse mais. E cada vez a repulsa que ele tem por você vai se tornar mais forte. –Pareceu se divertir com a situação. –O ódio é o inverso do amor, querida, pode nascer no mesmo local...


–Por favor, mas eu não posso viver assim, eu não posso ficar sem ele. –Balançou a cabeça negativamente. –Ele não pode me odiar. –Fez uma pausa. –Desfaz esse feitiço, eu faço qualquer coisa que você quiser.


–Não tem como ser desfeito.


–Eu estou implorando. –Chorou.


–Querida, eu não tenho como desfazer. –Estava falando a verdade. Aquele feitiço era tão poderoso, envolvia relações de sangue que uma vez criadas, não poderiam ser desfeitas por magia.


–Tem que ter um jeito...


–Eu não conheço nenhum. Nem todos os feitiços podem ser revertidos, Elena, esse é um desses. –Explicou. –A magia tem limitações.


–Não pode ser... -As lágrimas vertiam incessantemente. –Você sabia o que você estava fazendo, você quis nos separar!


–Sim, eu quis. –Respondeu sinceramente.


–Por quê?


–O amor de vocês me incomodava. –Essa era outra verdade, no fundo, a bruxa sentia uma ponta de inveja do que eles sentiam um pelo outro.


–Você é cruel.


–Eu nunca disse ao contrário.


Elena não quis mais ouvir, não valia a pena perder nem mais um minuto com Ever, não mesmo. Aquela bruxa era a pessoa mais horrível que ela já havia conhecido. A garota estava devastada, ela não poderia sobreviver sem ele, não podia. Eles se amavam tanto, não era possível que tudo pudesse terminar desse jeito, não era mesmo possí

Notas finais
E aí o que vcs acharam?
Sejam sinceras :)
=*