The Wedding
38 Capítulo 40
Notas iniciais
Sorry a demora de novo :(
O cap não ficou muito bom :(
Mas por favor, comentem e me digam o que vcs acharam para eu poder melhorar :)
Beijinhos
Era incrível como as coisas sempre achavam um estranho jeito de darem errado. Era como se o destino quisesse isso, quisesse que sempre acabar com qualquer resquício de felicidade. Elena sentia seu corpo enfraquecer, ela não estava mais consciente, mas ainda assim, na parte mais profunda de seu ser ela ainda podia sentir, ainda podia sentir ao menos uma mínima reação, ainda tinha uma mínima noção do que estava acontecendo...
Só que até mesmo isso parecia estar sumindo...A escuridão se tornava ainda mais negra...maior....até chegar a um ponto onde ela era tudo que existia. Apenas um grande vazio, um vazio que já não significava nada porque ele não era mais palpável. As batidas do coração da garota eram um leve fio, fraco, irregular, um limite tênue demais. E
la estava morrendo, estava cada vez mais perto da morte, muito mais perto dela do que de uma chance de sobreviver. Ela estava morrendo. E todos os esforços dos médicos pareciam ser completamente inúteis. Sua respiração sumia pouco a pouco, numa lentidão quase desesperadora...
Mas ela também parecia ignorar isso, ela não sentia dor, não sentia nada. Ao menos, morrer não parecia tão terrível como diziam, morrer parecia fácil, era tranquilo, lento... Mas ao mesmo tempo era sufocante...Se ainda houvesse um vestígio de uma quase consciência, ela a estaria lembrando de tudo que ela estava deixando...tudo que ela estava perdendo....tudo que ela jamais veria...
E então, morrer já não era mais simples ou fácil, morrer era um tortura. Ela mal tinha visto seus bebezinhos e nunca mais os veria, nunca iria poder abraça-los, cuidar deles, vê-los crescerem... Ela nunca estaria lá quando eles precisassem dela.
Ela também nunca mais veria Damon, nunca mais sentira seus beijos e ela sentiria tanta falta disso. A verdade é que ela perderia tudo que ela amava, tudo mesmo. Ela não queria morrer, mas não havia nada que ela pudesse fazer a respeito.
Ela não tinha nenhum controle sobre isso, mas se ela pudesse desejar algo, ela desejaria não morrer, não porque ela tivesse amor à própria vida, mas porque ela não queria estar longe de quem amava. Isso era cruel demais. A garota nem conseguia raciocinar, não era mais capaz de pensar, afinal, seu corpo estava perecendo...
Não considerou o fato de que havia sangue de vampiro em seu corpo. Ela não pensava mais. Se havia algum lamento ainda, eram os lamentos de sua alma. Sua alma chorando porque não queria se afastar... Mas ela já não pensava, seu corpo funcionava direito.
Seus sentidos, seus pensamentos haviam ido embora há muito tempo, junto com sua consciência... Só que ela não iria de fato morrer, bem, ela iria morrer, mas viraria uma vampira. Ao menos que os médicos conseguissem salvar sua vida, mas isso não parecia mais ser possível, por mais que eles tentassem, não conseguiam atingir melhor alguma no frágil quadro que sua saúde atingia.
Ela estava pior. Seu coração iria parar de bater, o grito estridente do aparelho que monitorava seus batimentos acusava isso. Sua pressão caia vertiginosamente... Ela estava mesmo morrendo. Por que ela nunca podia estar feliz? Por que sempre tinha que acontecer alguma coisa?
E por que aconteciam tantas coisas? Tantas coisas tristes, atrozes? Quando ela descobriu que estava grávida, ela pensou que no final, o destino tinha dado a ela tudo com ela havia sonhado. E ela nunca quisera muita coisa, queria apenas uma vida normal...
E como ela poderia ter uma vida normal se ela se tornasse uma vampira? Ela não podia se tornar uma, não agora, não mesmo. E era isso que estava preocupando tanto Damon, ele sabia muito bem que ela tinha sangue de vampiro no corpo e conseguia pensar em todas as consequências disso.
Se durante muito tempo quisera que ela se tornasse uma vampira, agora não queria mais. Ele queria que ela fosse uma para que ela ficasse para sempre com ele, só que ele não era mais um vampiro, eles tinham dois bebês humanos. Tudo havia mudado.
Como Elena iria conseguir lidar com tantas coisas ao mesmo tempo? Ela não conseguiria. Queria ter ao menos ficado ao lado dela, mas não podia ficar ali, afinal, os médicos precisavam trabalhar sem ter outras pessoas por perto, pois elas podiam atrapalhar.
Só que não adiantaria de nada. Nenhum minuto sequer havia se passado direito quando o coração da garota parou. E nenhuma tentativa de reanimação... Ela estava oficialmente morta. Bem, isso também seria outro problema. Elena não iria poder simplesmente voltar à vida do nada, mas bem, esse era o menor de todos os problemas, bastava qualquer vampiro compelir os médicos esquecerem-se disso e fazê-los pensar que a garota havia sobrevivido. ...
Agora restava apenas esperar a que ela despertasse... mas e se isso não acontecesse? E se as coisas dessem mais errado ainda? Não, não, não iria acontecer. Isso não fazia sentido. Quando alguém morre tendo o sangue de um vampiro em seu corpo, a pessoa se tornará vampira. Isso era óbvio... Os minutos foram passando, se arrastando como se não quisessem deixar o relógio avançar e então as horas também se foram tão lentamente que se tornava quase tortuoso contá-las....
Elena abriu seus olhos lentamente, sentia algo de estranho nela, mas não sabia precisar muito bem o que era, seu corpo parecia diferente... tudo nela estava diferente. Sua mente parecia confusa demais, ela não conseguia raciocinar direito, perdia seu foco, sua atenção o tempo inteiro.
Tudo parecia distraí-la, confundi-la. Algo havia acontecido com ela, mas ela não conseguia entender o que era. Na verdade, sua mente ainda estava falhando, ela não se lembrava de muito bem das coisas, não porque tinha as esquecido, mas porque não conseguia se concentrar tempo suficiente para se lembrar. Qualquer som parecia alto demais, as cores pareciam tão nítidas e mesmo assim, ela não conseguia observar as coisas cuidadosamente. Estava desorientada.
E então ela ouviu a voz de Damon a chamando. -Elena...
A garota abriu um sorriso carinhoso. Não respondeu, ela apenas o ficou observando. Observou cada traço do rosto dele, o azul tão intenso quanto o mar que eram os olhos dele... Damon era tão lindo, muito mais lindo do que ela podia se lembrar.
-Elena... -Ele a chamou novamente, sua mão tocou o rosto dela suavemente, acariciando a pele macia. Elena sentiu todo seu corpo se arrepiar. Aquele toque tinha sido tão intenso, era como se tivesse percorrido todo o corpo dela... Era uma sensação diferente, ela nunca havia se sentido assim. Todos seus sentidos estavam diferentes. Ela estava estranha, ela sabia disso.
-Damon... -Finalmente, ela respondeu sussurrando o nome dele docemente. E isso fez com que ele esboçasse um leve sorriso. A verdade é que ele estava feliz em ouvir a voz dela. Ela estava viva e ele não se importava se ela era uma vampira, humana... Ele a amava tanto, e isso era o que importava.
-Como você se sente? -Perguntou enquanto a analisava cuidadosamente.
-Bem... -Hesitou.-Eu não sei...-Fez uma pausa.-Eu me sinto estranha...-Finalmente admitiu.
-Isso é normal... -Respondeu então beijou-lhe a face carinhosamente.
Elena não conseguiu prestar toda sua atenção no que ele dizia, ela ainda não conseguia se concentrar e cada minuto se sentia ainda mais estranha. Qualquer barulho era alto demais para seus ouvidos, as cores pareciam extremamente nítidas, qualquer toque em seu corpo era muito mais forte, intenso... Ignorou tudo isso quando algo ainda mais importante surgiu em seus pensamentos. -Os bebês estão bem?-Perguntou aflita, preocupada, ela precisava saber se eles atavam bem, afinal, eles eram tudo para ela. As lembranças do parto não estavam muito claras em sua mente. Bem, sua mente parecia uma bagunça.
-Sim, princesa, eles estão bem...
-Eu quero vê-los... -Pediu. Ela queria tanto ver seus bebezinhos e abraça-los, queria estar com eles o tempo inteiro. A garota olhou na direção da janela de forma contemplativa e então a claridade que vinha dali feriu seus olhos. Aquilo era ainda mais estranho. Damon percebeu e foi fechar a janela para ela, ele falou alguma coisa para ela, mas a garota não conseguiu prestar atenção. Não conseguia prestar atenção no que ele dizia. Um pensamento estranho vinha em sua mente...
A garota suspirou pesadamente. Alguma coisa estava acontecendo com ela... ela tentou ignorar, talvez por já conhecer a resposta e não querer ouvi-la. Só que ela não podia mais ignorar. –Damon... -Uma pausa. –O que está acontecendo comigo? –Perguntou num tom hesitante... -Meus sentidos estão aguçados, a luz do sol me incomoda, eu não consigo me concentrar....eu não...-Não conseguiu continuar falando, no fundo, ela já sabia o que havia acontecido. Era fácil ligar todos aqueles “sintomas” e chegar a uma conclusão.
-Você está em transição, Elena. –Respondeu em um tom sério. Já imaginava qual seria a reação da garota. –Você teve complicações durante o parto e...
-Não... -Ela o interrompeu, não precisava continuar ouvindo a explicação dele, ela já tinha entendido tudo que tinha acontecido.A morena nem conseguiu falar mais nada, as lágrimas surgiram em seus olhos instantaneamente e ela já não era mais capaz de impedir o choro que veio a seguir. Ela não sabia o que fazer, não sabia o que dizer, apenas desabou nos braços de Damon quando ele a abraçou carinhosamente. Ao menos estar com ele fazia com que ela se sentisse melhor. –Isso não pode estar acontecendo comigo, eu não quero isso...
-Eu sei Elena, mas não tem outro jeito. –Queria achar um jeito de confortá-la, mas a verdade é que não estava conseguindo. Odiava vê-la chorando, odiava vê-la triste, não havia nada pior do que isso. E também não havia o que ele pudesse fazer, não tinha como fazer com que ela se tornasse humana. –Você precisa completar a transformação...
-Não... não...-Repetiu várias vezes, como se aquela negativa pudesse mudar qualquer coisa. Só que não podia. –Tudo que eu queria era uma vida normal... só isso. –O choro era incessante, ela se sentia péssima, seu corpo inteiro parecia doer, sua alma parecia ter sido rasgada, ela estava completamente despedaçada. Ela só queria ser humana. Sim, ela já havia pensado em se tornava vampira, mas isso quando Damon ainda era vampiro e ela queria ficar com ele para sempre. Só que tudo havia mudado, ele era humano e agora eles tinham dois filhinhos. Como ela poderia ser uma vampira? –Uma vida normal com você e com os nossos filhos... e agora....eu não quero ser uma vampira...eu não quero...-Hesitou. –Eu prefiro morrer...
-Se você fizer isso você vai me deixar sozinho com os dois bebês... -Fez uma pausa, nem poderia pensar na hipótese de que ela fosse realmente se recusar a completar a transformação. Não poderia ficar sem ela. Ela era importante demais, Elena era tudo. Ele precisava dela...
-Mas eu não quero ficar sozinha para sempre... -Falou em um tom dramático. A verdade é que sua mente imaginava que ela seria vampira e viveria para sempre, só que ela terminaria sozinha. Damon era humano, ela nem sabia se era possível que ele se tornasse vampiro novamente, seus filhos eram humanos, como ela poderia transformá-los? Ela iria terminar sozinha... Ela não queria ficar sozinha.
-Você não vai ficar sozinha...
-Você promete? -Ela o interrompeu novamente. Estava tão ansiosa, tão angustiada, não conseguia controlar muito bem o que estava sentindo. Seus pensamentos estavam uma bagunça, seus sentimentos estavam uma bagunça. Ela estava completamente perdida.
-Sim, eu prometo. –Prometeria qualquer coisa para ela naquele momento mesmo se ainda não tivesse nenhuma ideia para resolver tudo, mas ele ia pensar em um jeito. Ele nunca iria deixá-la sozinha, nunca.
Elena sorriu, um sorriso ainda afetado, mas ainda assim era um sorriso. Damon sempre fazia com que ela se sentisse bem. Ele era mesmo perfeito para ela. –Eu vou completar transformação. –Finalmente concordou, não havia mais nada que ela pudesse fazer.
-Você precisa beber sangue humano.
-Não... -Torceu a cara. –Eu... -Ela não iria morder ninguém...
-Eu trouxe uma bolsa de sangue para você. –Damon arqueou a sobrancelha e sorriu cinicamente. –Aqui é um hospital, foi fácil roubar uma.
Elena vacilou, mas acabou pegando a bolsa de sangue. Conseguia sentir o cheio do sangue exalando. E aquilo a estava enfeitiçando. Num impulso, bebeu todo o conteúdo e por mais absurdo que aquilo pudesse soar, achou o sangue delicioso. Desejou beber mais.
Tentou sorrir, mas no instante seguinte, ela já estava completamente descompensada. Suas emoções estavam fora de controle. Não havia motivo para que ela se sentisse tão culpada ou tão triste. Sentia-se ridícula, nem sabia mais o que estava sentindo. Suas emoções estavam tão ampliadas. Ela estava descontrolada.
Damon a envolveu em seus braços num abraço carinhoso e protetor. Elena fechou os olhos, sua alma acalmou-se. Sentiu-se tão segura, tão amada perto dele. Quando ela percebeu, seus lábios já estavam selados aos dele, iniciando um beijo tão doce, tão romântico, tão intenso que afetava até mesmo sua alma. Era perfeito.
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