Notas iniciais
Ownn finalmente consegui postar.
Desculpem a demora!!! É que eu ando super enrolada com os trabalhos da faculdade esse mês, mas vou tentar postar pelo menos uma vez por semana, até consegui organizar tudo aqui *>*
Por favor, não desistam da fic.
Em fim, perdão pelo capítulo, eu achei que não ficou muito bom. Por favor, não se esqueçam de comentar dizendo o que vcs acharam, tá bom? Críticas são bem vindas também.
Beijinhos

Katherine apenas sorria, sorria daquela forma zombeteira que ela costumava sorrir. Alguém tinha sequestrado Elena, isso era muito divertido, muito divertido mesmo. Era, talvez, apenas talvez, melhor do que qualquer acontecimento que ela pudesse planejar.


Ela nunca gostou de Elena, então, aquele seria um ótimo castigo para a garota. Esperava que ela sofresse bastante, na verdade, esperava que ela morresse, não iria se sentir mal se isso acontecesse. Já Damon estava ficando desesperado, não saber onde Elena estava, não saber o que havia acontecido com ela era terrível.


Precisava saber se ela estava bem, precisava proteger não somente a ela, mas os bebês que ela estava esperando, afinal, eram os filhos dele. Ele não podia perdê-la, ainda mais quando ela estava grávida. Ele a amava tanto e também já amava demais os bebês.


A realidade é que ele achava que era tudo culpa dele, ela a deixara sozinha, alguém fez mal a ela, e se ela se machucasse, não se perdoaria por ter deixado que acontecesse, por não ter cuidado dela como deveria. Precisou controlar-se, não podia deixar que as emoções tomassem conta dele tão fortemente, ele não era assim, ou pelo menos, costumava fingir que não era, mas era diferente quando se tratava de Elena, não conseguia ignorar o que sentia em relação à garota, pois era forte demais, intenso demais.


Ela era muito especial, ela era diferente das outras, era a garota mais doce que conhecera, a mais linda. Ela era muito importante, era mais do que isso, ela era tudo. Era até difícil dizer o que ele mais gostava dela, se era o seu jeito doce e delicado, seu olhar tão puro e carinhoso ou se era seu sorriso, o sorriso dela era único, era tão vívido, tão sincero e tão lindo.


Não, não deixaria que nada, absolutamente nada acontecesse a garota ou aos bebês, cuidaria deles, sempre cuidaria. Voltou-se para Katherine, sentia ainda mais raiva da vampira, se é que era possível odiá-la mais do que ele já odiava. Tinha certeza que fora Katherine que fizera algo com Elena, afinal, quem mais seria?


–Você vai me dizer agora o que fez com ela. -Exigiu, queria matá-la, odiava a presença dela, odiava a forma cínica como ela olhava. Tudo nela lhe causava repulsa. Era incrível, como Katherine e Elena poderiam ser idênticas e ainda assim completamente diferentes. Elena era doce, era meiga, enquanto Katherine era egoísta, uma vadia.


–Eu já disse que eu não fiz nada. -Sorriu de uma forma quase indecifrável, por dentro estava se deliciando com aquilo tudo. Não tinha sequestrado a sonsa da Elena, mas isto não tornava aquele acontecimento menos divertido ou inspirador. A verdade é que parte dela estava se divertindo desde o início.


–Mas você sabe de algo. -Damon concluiu rapidamente, exibiu um sorrisinho igualmente sarcástico, não tinha sido Katherine, podia perceber pelo olhar da vampira, mas isso não significava que ela estava sendo totalmente sincera. Ela de alguma forma estava envolvida, ela sabia de algo, ela vira alguma coisa, disso ela tinha certeza.


–E por que eu iria te contar? — Katherine sorriu, seu olhar fulgurou um brilho maldoso. Se contasse acabaria ajudando Elena e isso era a última coisa que ela queria.


–Por que eu vou te obrigar a me contar. — E iria mesmo, pouco se importava se ela era uma vampira, se era mais forte, mas rápida.


–Você vai terminar morto se continuar querendo ajudá-la. -Katherine falou de forma debochada.


–Eu não me importo. — Jamais se importaria, ele amava Elena o suficiente para morrer por ela, ele a amava mais do que o suficiente, a amava profundamente, amava com todo o ser.


–Acredite não vale a pena morrer por ela. — Balançou a cabeça negativamente e depois sorriu de um jeito irônico. -Você realmente a ama, não é? — Rolou os olhos. -Eu não consigo entender.


–Claro que você não entende, Katherine, uma vagabunda como você, que só se importa consigo mesma conseguiria entender? — Soltou um risinho debochado. -Claro que não.


–Eu não quero entender como é estar apaixonado por ela. -Por estar apaixonado por uma monga como a Elena, pensou. Mal conseguiu conter uma risada. — Eu só acho que você é gostoso demais para ela, ainda mais para se arriscar por ela... -Falou num tom sedutor, aproximou-se sensualmente dele, estava claramente se insinuando.


Damon rolou os olhos, não via nada nela, não conseguia nem mais achá-la bonita, deu as costas para a vampira, deixando-a falando sozinha, não iria desperdiçar seu tempo com ela. Katherine ficou o olhando completamente surpresa, ele não costumava resistir mais do que cinco minutos a ela, mas estava diferente e ela não gostava nenhum pouco daquilo.


–Se você não vai me contar nada, eu vou procurar saber de outra forma. -Damon falou secamente, no fundo, achava que a vampira, acabaria falando, apenas para receber atenção nem que fosse por um instante, afinal, Katherine, não estava acostumada a ser deixada de lado. E bem, se ela não falasse, ele realmente descobriria de outra forma, talvez, mandasse Bonnie fazer algum feitiço para localizar Elena, em fim, ele faria alguma coisa, faria qualquer coisa pela Elena.


...


Quando Elena acordou sentiu todo seu corpo doer intensamente, era como se farpas penetrassem sua pele, cortando-a afiadamente. Tentou se mexer, mas era impossível, ela estava presa, as mãos amarradas fortemente, silenciando qualquer escapatória que pudesse tentar.


O que tinha acontecido? Ela não conseguia se lembrar, os fatos estavam imensamente embaralhados em sua mente, sua cabeça estava dolorida, podia sentir a umidade do sangue ainda fresco rodear a ferida que certamente marcava-lhe. Sentiu medo, muito medo, o pânico se infiltrou por suas veias, queimando-as num grito aterrorizado. Onde ela estava? O que iriam fazer com ela? Ou melhor, o que iriam fazer com seus bebês?


Ela estava grávida e isso era o que a deixava ainda mais assustada. Qualquer coisa que pudesse acontecer afetaria diretamente seus filhos, ela precisava protegê-los de algum modo, mas estava literamente atada. Quis chorar, já sentia o calor das lágrimas se formando e escorrendo por sua face, mas precisava ser forte, não podia ficar apenas chorando.


Mas era tão difícil ser forte, parecia que sempre haveria mais um problema, mais um desafio. Ela nunca conseguia ser normal, ter uma vida normal. Pensou em Damon, sentiu saudades dele, muita saudade. Achou que iria morrer sem se despedir dele. Ele deveria estar preocupado, ou melhor, muito preocupado, mas ela não poderia dizer nada a ele, não poderia nem dizer que o amava.


Ela iria morrer, tinha certeza, mas ela não podia morrer, porque não podia deixar os bebês que viviam dentro dela morrerem. Uma mão jamais deixaria seus filhinhos morrerem e ela não poderia ser diferente, não podia fechar seus olhos pela última vez sem ter ao menos visto os rostos de seus bebezinhos. Não conseguiu se conter, chorou, chorou intensamente, um choro doloroso, exageradamente emotivo.


Tentou se mover novamente, se livrar das correntes que lhe prendiam, mas era apenas um esforço inútil, ela nunca conseguiria se soltar. E em meio a todo o desespero de seu lamento, ouvira um barulho igualmente funesto. A porta se abrira num ranger alto e uma mulher adentrara o recinto. Elena se arrepiou por inteiro, cada fibra de seu corpo assustou-se ainda mais, aquela face era familiar, muito familiar.


–Esther... -A garota sussurrou, confusa, afetada, seu corpo doía lhe dificultando ainda mais a fala. Não conseguia entender como a bruxa podia estar lá, pensou que ela estava morta, mas pelo visto não estava. –Como é possível?


–As bruxas mais poderosas me deram o poder para retornar a este mundo. –A bruxa original falou num tom sereno, tranquilo e ao mesmo tempo perigoso.


Elena não respondeu, ainda tentava processar o que estava acontecendo com ela, ainda tentava processar as palavras de Esther. Sua cabeça latejava, doía muito, Elena não conseguia precisar porque se sentia daquela forma, talvez tivesse levado uma pancada na cabeça, talvez fosse outra coisa que a bruxa tivesse feito contra ela.


O olhar abalado da garota seguia cada movimento de Esther, senti um frio percorrer sua espinha quando percebeu que a bruxa se aproximava dela. Sabia que as intenções dela não eram boas, sabia que não deveria confiar nem por um só minuto em Esther. A morena ainda estava confusa, nunca imaginaria que Esther ressurgiria que tentaria fazer algo contra ela, nunca imaginou que isso pudesse acontecer. Se havia alguém que ela pudesse ter imaginado que a tinha prendido ali seria Katherine, mas não era, era Esther.


–Isso é uma pena... -Sussurrou e em seguida um sorriso confiante surgiu em seus lábios. –Você é tão jovem, Elena...


–Por favor, não me machuque. -Pediu num tom baixinho, assustado. -Eu estou grávida... -Sussurrou, tentou abafar as lágrimas, tudo que queria era proteger seus bebês. Eles eram tudo que importavam naquele momento, ela já os amava infinitamente. Quis levar a mão até a barriga, acariciá-la, tranquilizá-los que tudo estava bem, que nada aconteceria a eles.


–Eu sinto muito por isso... -Esther acariciou o rosto da morena lentamente. Elena sentiu raiva, ódio, não queria a falsa piedade dela. Desejou matá-la destruí-la de uma única vez quando a bruxa tocou-lhe a barriga enquanto proferia algumas palavras naquela estranha língua das bruxas


Elena não conseguiu abafar um grito desesperado quando sentiu uma faca cortar-lhe a pele do braço profundamente, abrindo uma enorme ferida, o sangue jorrou forte, quente, vividamente vermelho. –Você vai me matar...-Aquela era uma conclusão sombria, triste, mas ela sabia que era verdadeira.


–É lógico que eu vou, minha querida. –Esther afirmou tranquilamente, tirar a vida de Elena era o certo e ela não tinha pena alguma da garota, a verdade é que Elena deveria ter morrido muito antes. Deveria ter morrido pela maldição que ela havia lançado contra as Petrovas, mas tudo isso havia sido revertido, ocasionando em algo maior ainda.


Elena sentiu um segundo corte ser desenhado em sua pele, profundamente, marcando-a com força, com raiva. O sangue jorrou novamente. Elena sentiu-se fraquejar, o outro braço já tinha sangrado bastante. Aquilo não podia continuar, não podia.


–Eu não estou pedindo pela minha vida, eu estou pedindo pelos bebês que estão dentro de mim. –Elena não conseguia parar de pensar em seus filhos, os gêmeos que ela estava ansiosa para ver, para segurar em seus braços, não podia perdê-los. Se ela pudesse morrer e salvar a vida deles estava tudo bem, mas não era possível, os bebês dependiam dela para sobreviverem.


Que tipo de mãe era ela? Ela precisava cuidar dos seus filhos. Esse pensamento não saía de sua cabeça, ela só pensava neles o tempo inteiro, ela os amava e a ideia de perdê-los era dolorida demais, rasgava-lhe a alma, castigava-lhe o corpo de uma forma muito, mas severa do que qualquer lamina que lhe cortasse a pele seria capaz.


Não sabia o que fazer, não conseguia fazer nada, se sentiu impotente, se sentiu inútil, sentiu-se sozinha, muito sozinha e a solidão afetou-lhe o coração, mais um golpe em sua alma, queria chorar, mas não iria mais chorar na frente de Esther.


Queria ser forte, mas também não estava conseguindo. Estava abalada demais, assustada demais, preocupada demais, sozinha demais. Mais uma vez, sentiu falta de Damon. Sentiu falta dele, muita falta, não porque gostaria que ele a ajudasse, salvasse sua vida como fizera tantas vezes, mas porque ela o amava incrivelmente.


O amor dos dois era algo tão forte, tão intenso, era verdadeiro e sincero. Elena já não era capaz de se imaginar vivendo sem ele, na verdade, qualquer momento que ficava longe dele era terrível, sentia necessidade de estar ao seu lado o tempo inteiro abraçada, de beijar da forma como eles costumavam se beijar.


Não tinha como definir como ele a beijava, era algo tão suave e ao mesmo tempo tão intenso, Elena jamais se esqueceria do sabor dos lábios dele, jamais se esqueceria da pele dele sobre a sua, do olhar apaixonado cada vez que ele a via.


Da forma como seu corpo reagia quando ele estava próximo. Ela nunca encontraria um amor como esse, o coração dela seria eternamente dele, sua alma se partia sem ele. Eles faziam parte um do outro, suas almas haviam se interligado em uma só.


Por um minuto, Elena se esquecera de tudo, da dor de seu corpo, de seus medos, de Esther. Havia encontrado um lugar dentro de si mesma que lhe trazia paz, que acalmava seu coração, e neste lugar dentro dela era onde ela encontrava as lembranças mais doces que possuía, as imagens mais românticas, era onde ela se lembrava dele, lembrava-se mais e mais de Damon, queria estar com ele cada vez mais.


–Os seus bebês devem morrer também... -Esther continuou no mesmo tom, tirando Elena de seus pensamentos, daquele conforto momentâneo que ela encontrara ao pensar em Damon. Esther estava segura, sem demonstrar qualquer sentimento, talvez, ela nem tivesse nenhum sentimento, afinal, que tipo de pessoa faz isso com uma grávida? Ainda mais alguém que também era mãe. Entretanto, a bruxa não era o tipo de mãe que poderia ser considerada como um exemplo. Na verdade, ela até tentara matar todos os seus filhos algumas vezes. Esther era uma péssima mãe e era uma pessoa horrível, Elena concluiu.


–Por favor, não faça isso... -A morena se desesperou, não era fácil ouvir que a bruxa também queria matar seus bebes. –Eles são inocentes, eles não tem culpa de nada disso. –Elena começou a falar num tom nervoso, aflito, não podia deixar que Esther fizesse isso.


Ela entendia que ela era a cópia e que por isso deveria morrer, que nem deveria ter existido, tudo bem, ela ficaria bem se fosse apenas ela, ela estaria preparada para isso, estaria preparada para morrer. Depois de correr tantos perigos, de ter sua vida ameaçada tantas vezes, ela já não tinha mais medo.


Ela morreria tranquila, mas não poderia aceitar, não poderia se perdoar se quem ela amasse sofresse por sua causa. Não podia deixar que seus bebês perdessem a vida, não podia. Seria doloroso demais, seria triste, seria a dor mais insuportável de todas, seria muito mais doloroso do que a morte, porque há uma certa paz na morte, mas não há nenhuma paz na perda, existe apenas desespero e nenhuma esperança.


–É pelo equilíbrio da natureza, minha querida. –Esther respondeu e aquela não era muito bem uma resposta, era vaga demais. Era uma resposta que Elena já detestava ouvir, detestava com todas as suas forças. As bruxas só falavam no equilíbrio da natureza, principalmente Esther, mas talvez, elas estivesse fazendo algo errado, porque a natureza nunca se equilibraria, não dessa forma, não enquanto achassem que era apenas tirando a vida de quem quer que fosse para que tudo se equilibrasse.


–Não existe equilíbrio numa atitude dessas. –Elena gritou no máximo que pode, mas sentiu sua voz hesitar, assim como seu corpo. Elena não era capaz de entender como tirar a vida de alguém, ainda mais de crianças pudesse fazer qualquer sentido. Aquilo não tinha lógica alguma, era apenas cruel, nefasto. Sentiu seu coração apertar-se num frio vazio. Era uma sensação amedrontadora, espalhava uma aflição intensa por todo seu corpo, uma aflição que a consumia, que a corria na profundeza de sua essência.


–Você nunca vai entender... — A bruxa respondeu, pessoas como Elena jamais entenderiam a complexidade da natureza, a morte completa um ciclo, balanceia a própria vida. A morte dela e principalmente a morte daqueles bebês equilibrariam muita coisa, resolveria algo que era completamente inaceitável.


–Eu não quero entender. -Elena respondeu raivosa. Não queria entender, não queria nem saber, não deveria perder seu tempo tentando compreender loucuras, pois não há nada que se deva entender ali. Ela precisava se concentrar em um modo de escapar, era isso que a morena precisava fazer.


Esther fez um novo corte em Elena que indefesa não pudera reagir quando um imenso corte se abriu em sua barriga e mais uma vez o sangue verteu num pulso frenético. -Por que você está fazendo isso? -A garota perguntou ansiosa, nervosa. Seu corpo doía, sentia sua mente falhar, não conseguia pensar em mais nada, ver sua barriga machucada fora algo que mexera demais com ela. -O Klaus já está morto, por que quer me matar? -Não conseguia entender, se tudo que Esther fizera contra Elena era para atingir Klaus, por que ela continuava fazendo quando o original já estava morto? Ela difícil de entender.


–Isso não tem nada a ver com o Klaus... — Esther respondeu tranquilamente, não tinha nada a ver com Klaus, mas tinha pois todas os acontecimentos estão interligados, todos os seres também, é desta forma que a natureza se equilibra.


–Então, o que é? — Elena pareceu realmente confusa, ela era a cópia, Klaus precisava dela para o ritual e depois para criar seus híbridos, mas depois que ele morrera, para o que mais poderia se precisar da cópia e mais, por que precisariam dos seus filhos. A morena suspirou profundamente, lembrou-se dos bebês, na verdade, nunca os esquecia. Ela não podia perdê-los, jamais poderia.


E ela nem havia escolhido o nome deles ainda, ela e Damon ainda não tinham entrado em um acordo sobre quais nomes eram os melhores. Era até engraçado quando eles "discutiam" sobre isso. Elena quase sorria ao lembrar-se daquelas conversas. Damon tinha um péssimo gosto para nome, bem, ele achava o mesmo sobre ela.


–Você e o seu namorado...


–Ele é meu marido e não meu namorado. –Elena a interrompeu, irritada. Poderia até parecer infantil, mas ela tivera que corrigi-la. Não aguentava mais ouvir a bruxa, não aguentava mais ouvir o que ela falava, pois tudo que Esther falava parecia não ter nenhum sentido, eram apenas palavras e atitudes extremamente cruéis.


–Isso não é importante. –Esther respondeu automaticamente, o que Elena e Damon eram um do outro não tinha nenhuma relevância para ela, até porque não seria mais nada, Elena logo estaria morta.


–Para mim é muito importante. –A garota retrucou. Sentiu seu corpo enfraquecer, enfraquecia lentamente, à medida que o sangue continuava sendo derramado das feridas e ela também percebeu que o líquido gotejava pouco a pouco, numa lentidão quase inexplicável. Aquilo deveria ser mais alguma coisa que Esther fizera, talvez quisesse prolongar o sofrimento da garota o máximo possível, talvez, fosse parte de algum feitiço, talvez fosse outra coisa que Elena nem pudesse imaginar.


–Esse é exatamente o problema... -Esther falou num tom bem mais ríspido.


–Como esse pode ser o problema? –Elena realmente não podia entender, cada vez entendia menos ainda. –Nós nos amarmos não pode ser um problema... -Amar não podia ser um problema, nunca seria, na verdade, é o sentimento mais lindo que existia. É tão lindo e intenso, tão poderoso que nenhuma palavra é capaz de descrever em toda a sua magnitude. Elena sentia seu coração pulsar acelerado, ignorando toda a fraqueza de seu corpo. Pulsou acelerado porque o amor se tornava ainda mais profundo dentro dela. Ela nunca deixaria de amá-lo, nunca.


–Você deveria ter morrido pela maldição, mas Damon te salvou e depois, porque vocês se amavam tanto, ele fez um novo acordo com a minha irmã. –A última palavra fora pronunciada num tom de raiva, de rancor. Era mesmo verdade que as duas bruxas se odiavam. –E por isso vocês fizeram com que ela se tornasse imortal, uma bruxa imortal é um desequilíbrio da natureza. –Esther fez uma pausa, sua expressão se tornou ainda mais séria, rígida, severa. –Se para mim, mesmo meus filhos serem aberrações é inaceitável, é ainda mais quando se trata de minha irmã.


–E por isso, você vai me matar? –A garota pareceu irritada, revoltada. –Por que está com raiva? –Concluiu, sentiu seu sangue queimar, se ela ao menos conseguisse se soltar, se ela conseguisse se soltar, mas ela não conseguia, as correntes que a prendiam eram invencíveis.


–Não, não é por isso que você tem que morrer. –Respondeu tranquilamente. –Quando a Ever fez o feitiço, ela usou o sangue de Damon, pois ele estava dando a imortalidade dele a ela, usou seu sangue, pois o sangue da cópia é o único que possui poder suficiente para um feitiço desse tipo. –Fez uma pausa, achou que Elena poderia ganhar uma explicação, é o mínimo que se dá alguém que irá morrer. –E só há um jeito de tirar a imortalidade dela. –Uma nova pausa. –E esse jeito é matando os bebês que estão dentro de você porque o sangue deles seria a união entre o seu sangue e o de Damon. –Olhou-a profundamente, observando a expressão quase aterrorizada de Elena. — E eu devo matá-los enquanto eles estiverem dentro de você, misturados ao seu sangue.


–Não, você não pode fazer isso... -Elena não conseguiu completar a frase, começara a chorar, aquela revelação a golpeara fortemente, atingira sua alma, atingira seu coração de uma forma que fez com que ela sequer fosse capaz de se defender.


Na verdade, não havia defesa quando as palavras atingem seu coração, quando seus sentimentos se tornam confusos, misturam-se em silêncio, mas se intensificam tanto que é como se gritassem. Sentiu um vazio profundo, um vazio que se tornava maior e maior e ia ocupando todo seu ser, ocupando com esse mesmo vazio, que se tornava um novo vazio, ocupando com uma dor que também era vazia, com uma desesperança que também era vazia. Sentiu-se sozinha, umas coma confirmação do vazio, mais uma confirmação de que não sentia mais nada a não ser a tragédia pingando de suas feridas.


–Eu receio que você esteja enganada. –Esther respondeu. –Eu já estou fazendo, eu enfeiticei você para que sangue lentamente, ao seu sangue, se mistura o sangue dos bebês, vocês três morreram ao mesmo tempo...


Notas finais
Em fim, não foi a Katherine que sequestrou a Elena, mas sim a Esther, ela apareceu para pertuRbar a vida dos outros XD Bem, espero ter explicado direitinho no cap, ela precisa matar a elena e os babys para tirar a imortalidade da Ever, pois não pode existir uma bruxa imortal...e um desequilibrio da natureza e todo esse papo de bruxa XDDDDD
Por favor, comentem!
=*
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