Notas iniciais
Finalmente postei!
Eu iria ter postado antes, mas a minha inspiração não tem me ajudado muito esses dias :(
Espero que gostem.
Por favor, comentem, gostando ou não.
Se você gosta dessa fic, por favor, recomende!
Nas notas lá em baixo vou explicar melhor o que aconteceu!
Beijinhos

Elena suspirou pesadamente, não conseguia dormir, era mais uma noite que passaria em claro, mais uma noite em que não conseguia parar de pensar em Damon. O baile tinha sido perfeito, havia uma inegável sincronia entre eles, era algo tão natural, tão doce, algo que a encantava, a seduzia e fazia com que ela se apaixonasse.

A forma como todo seu corpo reagia quando estavam apenas próximos, quando se olhavam ou as mãos simplesmente se tocavam, isso era algo que possuía nenhuma explicação, Elena sentia-se enfeitiçada. Ainda se lembrava de cada palavra dele, cada palavra gentil e amorosa.

Ele a amava, ela tinha certeza, estava evidenciado no tom melodioso, no olhar, na forma como sorria para ela. Elena sentiu seu corpo inteiro pulsar quando lembrou-se do beijo que os dois compartilharam. Tinha sido o beijo mais romântico, mais doce, mais delicioso que tivera.

Havia sido um beijo diferente de todos os outros, ou pelo menos, diferente dos beijos que conseguia se lembrar. E era isso que mudava tudo, que mudava aquela sensação calmante que se propagava por todo seu corpo até atingir docemente sua alma para uma angustia terrivelmente profunda, que se enterrava na sua alma e a golpeava incessantemente.

Não se lembrar estava se tornando algo desesperador demais, sentia um vazio gelado dentro de si mesma, era como para uma parte dela seria inverno para sempre. Queria se lembrar, mas não conseguia, tentou se esforçar, puxar as lembranças do fundo de sua alma, mas só encontrava aquele incomodo vazio, aquele vazio desesperado e terrível.

Não entendia como suas memórias podiam estar tão ocultas dela mesmo, deveria haver uma parte dela onde elas existiam, porque ela ainda sentia intensamente o amor que cada lembrança criou em sua alma. Ela ainda amava Damon, na verdade, nunca parou de amar, o sentimento estava marcado em sua pele, em seu coração e jamais poderia ser arrancado dela.

Era um amor tão forte, um amor que não poderia ser medido e talvez por isso mesmo se tudo que ela soubesse fosse apagado, ele permaneceria ali queimando na mais vigorosa chama, porque fazia parte dela e ela não existia sem ele. Sentiu saudades, não soube dizer exatamente do que, talvez, fosse de cada lembrança, de cada momento com Damon que lhe foram roubados.

Ela precisava tanto deles, ela precisava saber porque se apaixonou por ele, precisava saber porque demorou tanto para ficar com ele, precisava saber porque o amava daquela forma tão intensa e principalmente, ela precisava estar com ele, precisava dele, mas nunca seria a mesma coisa se ela não soubesse de tudo, sempre faltaria algo para ela.

A garota suspirou profundamente, não iria dormir mesmo, não soube o que fazer, pensou em ligar para o vampiro, queria escutar a voz dele, precisava estar perto dele, porque quando estavam perto o vazio se tornava menor. Fechou os olhos e a imagem do beijo que partilhara com Damon surgira em sua mente, como se aquele momento, no baile, fosse o mais importante que ela tinha registrado.

Lembrou-se das palavras dele, que o amor que possuíam estaria sempre lá, que iria sempre florescer independentemente do que acontecesse, e achou que era verdade. Podia sentir que era algo muito forte, era um sentimento que permanecia dentro dela mesmo quando ela se esquecera de tudo, era tão forte que ela não fora capaz de ignorar mesmo tentando de todas as formas.

Elena o amava e disso não tinha nenhuma dúvida. Ficou ali, deitada na cama, esperando que o dia amanhecesse, esperando conseguir algum tipo de resposta. Queria muito entender porque Ever tirou-lhe as memórias, suas lembranças não serviriam de nada para ela, aquilo era apenas maldade, uma maldade terrível. Pensou no porque de alguém ser tão má assim, mas não chegou a nenhuma conclusão.

Não tinha repostas para perguntas como estas. Também não tinha respostas sobre como o amor nasce, ela apenas podia senti-lo e sabia que ele não pode ser destruído porque alguém quer destruí-lo. O amor é muito mais forte do que tudo isso e ela contentava-se em senti-lo fluindo em suas veias.

Quando finalmente amanheceu, Elena sentia-se exausta, não conseguira mesmo dormir, mas estava tudo bem. Isso tudo iria passar e logo ela teria a sua vida de volta. Levantou-se e foi até a cozinha, precisava tomar um café bem forte para conseguir aguentar o dia inteiro. Serviu um pouco do café, comeu algumas torradas e só. Decidiu que não passaria o dia inteiro em casa refletindo sobre tudo que a afligia. Precisava de um tempo, precisava relaxar um pouco. Precisava de um dia bom, um dia onde ela fosse normal, apenas isso.

-Elena, você vai ter que me contar tudo que aconteceu ontem. –Caroline entrou na cozinha no momento em que Elena iria sair e começou a falar animadamente. –Você se lembrou? Você e o Damon voltaram?

-Não, eu não lembrei. –Elena falou entristecida, aquilo já estava lhe fazendo mal demais. –E nós não voltamos. –Falou a verdade, eles não tinha voltado, na verdade, ela não se lembrava deles terem se separado, mas ela nem se lembrava deles terem ficado juntos.

-E aquele beijo de cinema que eu vi foi o que? –Caroline insistiu, queria ajudar a amiga de alguma forma, nem que fosse apenas incentivando. –Vocês se amam, Elena, eu sei disso, vocês foram feitos um para o outro.

-Eu sei disso, mas não é tão simples assim, Carr. –Lamentou, aquilo tudo era mesmo terrível. Ela o amava e ele a amava, mas não podia ficar assim com ele, não sem se lembrar, sem saber cada parte do relacionamento que tivera com ele, sem entender como o amor deles surgiu, sem se lembrar dos beijos, das declarações, dos momentos românticos, não se lembrava nem do casamento deles.

-Como assim não é tão simples assim? –Caroline perguntou sem entender. –Se vocês se amam já é o suficiente.

-Não, não é. Eu não conheço nada dele, nem nada de nós dois, você não tem idéia do quão angustiante isso é. –Conteve as lágrimas como pudera, não queria chorar, não podia se abalar, precisava acreditar que tudo daria certo. Eles iriam superar tudo aquilo.

-Ah, Lena, mas você pode conhecer tudo de novo aos poucos. –Sorriu animadoramente. –Ou ele pode te conquistar de novo, isso é bem romântico.

-Ele me disse isso, que iria tentar me reconquistar, só que ele já me conquistou, sabe? –Suspirou pesadamente. Elena sentia uma confusão tomar conta de todo o seu corpo, era uma sensação gelada que lhe golpeava fortemente e devastava sua alma. –Eu sinto que eu ainda o amo, que eu nunca deixei de amá-lo, mas é como se eu tivesse apaixonada por alguém que eu nem sei quem é, isso é terrível.

-Nossa, parece horrível mesmo.-Caroline entendeu o que a garota dizia e pode sentir a aflição dela dentro de si mesma. –Eu não sei como eu me sentiria se isso acontecesse comigo e com o Tyler. –A gente precisa dar um jeito de você se lembrar, Elena.

-Como? Eu já tentei de tudo. –Falou num tom fraco, afetado. –Eu já não sei o que fazer, às vezes eu acho que eu não vou conseguir lembrar nunca.

-Talvez se vocês saírem juntos, você pode ir se lembrando aos poucos. –Fez uma pausa. –Eu acho que essas suas memórias ainda existem algum lugar dentro de você, é impossível apagar totalmente algo tão forte.

-Eu espero que você esteja certa, Caroline. –Elena falou abrindo um leve sorriso. -Eu o amo muito.

-Hummm...pelo menos vocês já voltaram ao clima de romance. – Brincou.

-É quase isso. –Sorriu sem jeito. Naquele instante uma idéia lhe ocorreu. –Será que a Bonnie não consegue fazer um feitiço para recuperar as minha memória.

-Eu não sei, Lena, ela tinha dito que iria procurar alguma coisa, mas até agora ela não deu nenhuma novidade.

-Eu vou até lá falar com ela, Carr, eu não posso mais continuar desse jeito.

-Eu vou com você, então.

...

Elena estava ansiosa quando chegou na casa de Bonnie, precisava muito da ajuda da amiga, precisava de algum remédio para curar a sua angústia. Ela precisava se lembrar. Aquilo era tão irônico, ter que se lembrar da própria vida. A garota sentiu raiva, muita raiva de Ever, ela não tinha o direito de ter feito isso, mas já tinha feito.

-Elena, como você está? –Bonnie perguntou preocupada. –Eu tentei te visitar no hospital, mas as coisas estavam tão confusas que eu nunca consegui.

-Tá tudo bem. –Elena sorriu amigavelmente a abraçou forte.

-E você, como está? –Bonnie sorriu enquanto analisava a expressão de Elena.

-É por isso que eu estou aqui, Bonn. –Falou num tom envergonhado. –Eu preciso da sua ajuda.

-Ah, Elena, eu já procurei de todas as formas, eu não consigo quebrar o feitiço que a Ever lançou em você. Não tem nada nos meus grimórios, as bruxas não me ajudam mais. –Fez uma pausa. – E além do mais isso é magia negra, não se deve mexer mais.

-Mas tem que ter um jeito, Bonnie, não é possível que eu vou ter que ficar assim para sempre. –Elena retrucou, ela não iria aceitar aquilo, ela precisava se lembrar, não queria memórias defeituosas, não queria ficar sem saber quem ela mesma era. Isso não estava certo.

-A única que pode quebrar o feitiço é a própria Ever, mas não tem cabimento ir até ela novamente, Elena. –Bonnie argumentou.

-Se ela pode, eu preciso falar com ela, eu sei que é arriscado, mas eu tenho que fazer isso. –Elena falou sem conseguir ponderar o certo do errado. -Não é justo eu me lembrar de quem eu mais amo, eu não posso perdê-lo.

-Elena, ela usa magia negra, mexer com esse tipo de coisa é muito arriscado e além do mais, ela vai querer outra coisa em troca, isso não vai dar boa coisa. As bruxas não quiseram nem falar comigo quando ouviram o nome da Ever.

-Pelo menos eu estou viva, não é de todo o mal. –Elena falou já perdendo a razão. –Tem que existir um jeito para resolver isso, se essa tal Ever o criou, ela vai ter que desfazer. –A garota falou ansiosa, ela precisava daquelas lembranças, ela queria estar com Damon completamente e faria qualquer coisa para isso. –Eu vou falar com a Ever e já está decidido.

Tanto Bonnie quanto Caroline se olharam surpresas, Elena não costumava se comportar daquela forma, a garota sempre fora contida e extremamente cautelosa, mas não estava sendo naquele momento. Deveria estar cega de amor, só podia. Queria tanto as memórias que tinha com Damon que estava daquela forma. Na verdade, ela estava se comportando como ele. Estava sendo tão inconsequente quanto Damon costuma ser.

...

Elena tinha conseguido o endereço de Ever e estava se arrumando para ir para lá. Iria fazer qualquer coisa para recuperar sua memória. Não estava fazendo isso somente por ela, ela poderia muito bem viver sem aquelas lembranças, o problema todo é que ela nunca estaria completa, ela não poderia viver sem Damon.

E ela precisava se lembrar para estar com ele, era estranho demais a sensação de estar perto dele sem saber de nada, sem entender nada, apesar de todo seu corpo pulsar sentindo todo o amor que possuía por ele. Pegou sua bolsa e quando estava saindo de casa o encontrou.

Damon estava parado na sua porta exibindo um lindo sorriso. Elena sentiu todo seu corpo pulsar num desespero para abraçá-lo, para quebrar a proximidade. Aquilo era algo tão natural, era como se ela precisasse dele tanto quanto precisava do ar que respirava.

Era uma necessidade visceral.

Damon sentiu uma felicidade percorrer-lhe a espinha ao notar a forma como Elena o olhava, era a mesma forma delicada e apaixonada de antes. Era como se nada tivesse mudado. O vampiro a abraçou e Elena se aninhou nos braços fortes dele. Damon acariciou o rosto da garota gentilmente e ela sorriu de forma tão doce e sincera, até parecia que todas as flores haviam florescido no jardim deles.

Os lábios estavam tão próximos, quase colando, mas ela evitou. Sentia-se estranha, sentia-se como se estivesse se entregando de uma forma que não era correta, era como se algo faltasse, como se o vinculo estivesse de alguma forma quebrado. Algo não funcionava direito nela.

Havia uma parte dela que estava defeituosa, que sempre teria aquela reação sem sentido. Damon não insistiu, não iria beijá-la se não era isso que a garota queria. Já estava satisfeito com aquele momento, de tê-la em seus braços, em vê-la olhando-no delicadamente. Isso bastava, pelo menos por enquanto. Era melhor do que a forma como ela o tratou quando acordara sem se lembrar de nada.

-Desculpa, eu...-Elena não conseguiu completar a frase, sentia-se tão estranha, sentia-se vazia e no instante seguinte sentia-se completa.

-Não tem problema, Elena. –Deixou com que ela se afastasse, mas ela não recuou totalmente. A delicada mão feminina procurou pela dele, deixando com que os dedos se entrelaçassem, acariciou-lhe gentilmente, sentindo a textura macia da pele da garota. Ergue a mão da garota, levando até seus lábios e a beijou.

-Damon...-Elena falou num sussuro, sentiu todo seu corpo se arrepiar ao sentir os lábios dele em sua mão. –Assim você vai me deixar ainda mais enfeitiçada por você. –Falou exibindo um adorável sorriso, ele fazia com que ela se sentisse bem, apenas isso, tão naturalmente isso.

-Esse é o plano, Elena. –Um sorriso sedutor desenhou-se nos lábios masculinos. –Só que não deu totalmente certo ainda...-Falou em seu tom rouco, provocante. –Você continua solteira, você não está usando sua aliança. -Falou enquanto acariciava a mão da garota. Não gostava de ver que ela não estava usando a aliança, era como se assim ela disesse inconscientemente que não era mais dele e que não sentia o mesmo.

-Eu não me sinto casada. -Elena falou num tom baixo quase envergonhado. -Percebeu o olhar abatido dele quando ouvira as suas palavras. Elena sentiu-se mal por isso, ela o estava magoado. -Eu sinto muito, mas para mim é como se nosso casamento nunca tivesse acontecido.

-Tudo bem, Elena. -Damon entendia o que a garota dizia, ela não se lembrava de nada, imaginava como isso deveria ser difícil para ela, só que entendê-la não mudava como ele se sentia, cada palavra dela partia o coração dele, ela podia até amá-lo, mas ele sentia que alguma coisa mudara.

-Você não tem idéia de como é horrível me sentir como eu me sinto. -Falou num tom de lamentação, aquilo era tão doloroso, tão triste. -Eu amo alguém que eu nem sei quem é, que eu não me lembro de um momento junto, que eu nem sei que eu me casei... -Não consegui se conter e deixou que as lágrimas rolassem num choro desperado.

-Shhh...-Sussurou enquanto a envolvia amorosamente em seus braços. Elena colou seu corpo ao dele, precisava disso, precisava do carinho que ele lhe dava, precisava de todo o amor que ele dedicava somente a ela. Sentiu sua alma acalmar-se lentamente, a medida que ele acariciava seus cabelos com toda a gentileza que pudesse existir. Um sorriso desenhou-se nos lábios da garota sem que ela pudesse entender. Talvez, ele apenas fizesse com que ela se sentisse bem. Havia uma ligação inquebrável entre eles, algo tão lindo e tão profundo.

-Se você quiser, nós podemos nos casar de novo só para você saber que aconteceu. -Piscou provocativamente e um sorriso irresistível brincou em seus lábios. A verdade, é que se ela concordasse com aquela brincadeira, ele se casaria novamente, casaria com ela quantas vezes fossem necessárias.

-É uma idéia convidativa. -Falou enquanto abafava um sorrisinho, ele a fazia sorrir e ela gostava dele, gostava muito dele Não, ela não gostava, ela o amava profundamente.

-Las Vegas de novo? -Perguntou enquanto analisava a expressão da garota. Gostou de vê-la sorrir tão despreocupadamente, ela ficava tão linda quando sorria, seus olhos brilhavam de uma forma especial, seu rosto parecia tão relaxado, ressaltava seus os belos traços. Ele a considerava tão linda e tão doce que para ele, ela era uma princesa.

-Eu adoraria ir para Las Vegas com você, eu adoraria ir para qualquer lugar. Falou encantada por ele, havia algo nele que a seduzia, que fazia com que ela se sentisse bem, que despertava os sentimentos mais românticos que ela porderia possuir. -Eu te amo. -As palavras fluíram tão naturalmente que ela nem sentiu que as dizia. Elena estava apenas admitindo seus sentimentos.

Damon abriu um sorriso tão feliz, ela dizera que o amava como costumava dizer antes, como dizera tantas vezes com tanta verdade. -Eu também te amo, Elena.

A garota tomou a iniciativa deixando os lábios tocarem os dele avidamente como se precisasse desesperadamente daquele beijo. Damon levou uma das mãos até a cintura da garota puxando-na para mais perto, colando o delicado corpo feminino ao seu. Os dedos de Elena entrelaçaram-se nos cabelos negros dele. Sentia seu corpo pulsar num equilíbrio perfeito de amor e desejo. O beijo aprofundava-se tornando tão denso, tão doce, como se tocasse as almas, afetando-nas de uma forma inexplicável.

-Damon...-A garota sussurou o nome dele, ainda estava abalada pelo beijo que tirou-lhe o fôlego e intensificou o amor que sentia. -Eu preciso te dizer uma coisa...

-O que é, Elena? -Perguntou confuso e sem entender sobre o que ela poderia estar falando. Será que ela iria dizer que não queria ficar com ele? Não, aquilo não fazia nenhum sentido. Se ela não quisesse, não teria dito que o amava, Elena não era o tipo de garota que fazia isso.

-Eu vou ir sozinha porque eu não quero que você se preocupe tanto comigo, você já fez muito por mim...- Falou sinceramente, ela se preocupava com ele e sabia o quanto que ele estava sofrendo com por causa do acordo que fizera com Ever, não queria que ele fizesse mais sacrifícios por ela. –Eu vou ir falar com a Ever para devolver a minha memória.

-E você acha que eu vou te deixar ir sozinha só porque você está me pedindo? –Damon jamais deixaria que ela fosse sozinha encontrar alguém como Ever, ela podia fazer algum mal a Elena e se algo acontecesse ele não iria se perdoar por ter permitido que ela fosse. Ele sempre iria protegê-la, afinal, ele a amava, não era capaz de agir diferente.

-É, eu acho que sim. –Elena falou naturalmente. Bem, ela não se lembrava mesmo de como Damon costumava ser incrivelmente protetor em relação a ela. Ele faria qualquer coisa para mantê-la bem mesmo se ela não concordasse, ele não ligava de decidir por ela.

-Isso não vai acontecer, Elena. –Falou num tom severo. Nunca que ela iria até lá, não iria mesmo, começando que só a idéia de encontrar aquela bruxa maldita de novo já era completamente absurda. –E além do mais, a Ever não vai querer ajudar mesmo, acredite.

-Mas eu preciso tentar. –Argumentou. –É muito importante para mim, talvez, ela queira fazer um acordo comigo, qual quer coisa.

-É sério que é isso que você pretende fazer? –Não acreditava no que a garota acabara de falar, aquilo não tinha nenhum sentido . Se ela fizesse algum acordo com a Ever, com toda a certeza, algo aconteceria com ela. Não, ele não iria deixar que ela fosse.

-E eu tenho outra opção? –Elena perguntou, já começando a se irritar. –Você não manda em mim e eu vou ir falar com ela e você não vai me impedir.

-Eu vou sim, você não vai a lugar nenhum. Tem que ter outro jeito.

-Não tem outo jeito. Eu falei com a Bonnie...

-A Bonnie é inútil.-Retrucou. –Ela nunca serve para nada. –Falou a verdade,afinal, a bruxa nunca era capaz de ajudar e quando fazia algo, sempre dava errado e bem, ele também não ia muito com a cara dela.

-Eu não quero brigar e eu vou dar um jeito de ir, você querendo ou não. –Elena fez uma pausa. –Você não entende, não é? Eu poderia muito bem esquecer de tudo isso, afinal, eu nem lembro que um dia eu me apaixonei por você, mas eu não consigo, eu te amo e eu preciso me lembrar para poder ficar com você...

As palavras dela o afetaram. Como ele poderia brigar com ela quando ela falava daquele jeito? Se falar com a Ever era o que ela queria, ele poderia fazer. –Tudo bem, Elena, eu vou lá falar com ela, tá bom para você?

-Eu vou junto. –A garota insistiu. –Por favor, se a gente se ama a gente deveria fazer as coisas juntos. –Apelou para o único argumento que achou que poderia convencê-lo. Ele a amava e teria que concordar com ela.

-Tá bom, você ganhou.

Elena abriu um sorriso tão lindo, ele adorava quando ela sorria assim. Elena o abraçou carinhosamente e eles foram daquele jeito até o carro.

...

Após algumas horas de viagem, o casal finalmente chegou até a suntuosa mansão onde vivia Ever. Elena observou tudo atentamente, estava um tanto quanto deslumbrada. Aquela casa parecia ser realmente linda. Era incrível, mas era como se a bruxa pudesse sentir a presença deles, ou melhor, pudesse sentir que eles viriam até lá, porque quando Elena iria bater na porta, essa se abriu.

-Olha que coisa mais bonitinha. –Ever falou cinicamente. –Um casalzinho.

As palavras dela eram realmente irritantes. Elena tivera tanta raiva da bruxa, quisera dizer para ela que não tinha nenhum sentido ser daquela forma, mas Damon a contivera mesmo querendo matar aquela bruxa. Ele a odiava Ever, como odiava!

-Eu quero a minha memória de volta, tê-las tirado de mim não te acrescentou em nada. –Elena argumentou, precisava tentar alguma coisa.

-Na verdade, foi o pagamento para salvar a sua vida, minha querida. –Ever falou numa calma que parecia irritar. –Seu namorado concordou com isso.

-Eu preciso das minhas lembranças, eu estou disposta a fazer um acordo com você.

-Não, ela não está. –Damon se intrometeu na conversa. Não iria deixar que Elena se envolvesse em nenhum tipo de pacto com aquela bruxa.

-Fique tranquilo, Damon. –A bruxa abriu um sorriso. –Ela não tem nada que eu possa querer.

-Como assim? –Elena perguntou sem entender. –Eu aceito qualquer coisa.

-Elena...-Damon a repreendeu.

-Eu preciso fazer isso, por favor. –Elena insistiu.

-Eu não tenho nenhum interesse em fazer acordos com você, Elena. – A bruxa falou, abrindo um sorriso e dirigindo o olhar para Damon. –Mas talvez, você tenha algo que eu queira. –Ever fez uma pausa. –Resta saber se você está disposto a fazer um novo acordo comigo.

-Se for para você devolver as memórias dela, por mim, tudo bem. –Damon respondeu sem hesitar.

-Não, você não pode fazer isso, Damon. – Elena interferiu. –Não é justo.

-Eu acho que você também não se lembra da parte onde eu digo que faria qualquer coisa por você, Elena.

-Mas não é certo isso, sou eu quem deveria resolver isso.

-Mas eu não quero negociar com você. –Ever falou irritada. –Agora chega desse sentimentalismo todo. –Exigiu. –Você vai negociar comigo ou não, Damon?

-O que você quer dessa vez? –Perguntou sem muita paciência, tudo que ele queria era matar aquela bruxa psicopata.

-Eu quero a sua imortalidade.

-Como assim? Você quer que eu te transforme? –Perguntou sem entender.

-Claro que não. –Ever respondeu sem acreditar que ele poderia ter pensado nisso.

-O que você quer, então? –Elena perguntou aflita.

-Eu quero que ele me dê a imortalidade dele. –Fez uma pausa. –Deixem eu explicar. –Uma nova pausa, precisava pensar em como falar de uma forma que fosse bem simples de entender. –Bruxas não vivem para sempre, eu fiz um feitiço onde eu envelheço um ano a cada 100 anos que se passam, mas um dia eu vou morrer. Eu poderia me tornar uma vampira, mas perderia meus poderes de bruxa...-Olhou-nos atentamente para ter certeza que eles estavam entendendo. –Mas eu descobri recentemente que se um vampiro me oferecer a sua imortalidade em um ritual, eu viverei para sempre sem me tornar uma vampira e não perderei meus poderes.

-E o que vai acontecer se ele fizer isso? –Elena perguntou preocupada.Não poderia permitir que algo acontecesse com ele, não era certo e ela o amava demais.

-Ele vai se tornar humano. –Ever simplesmente respondeu.

-Humano? –Damon falou surpreso. Aquilo não era algo que ele poderia imaginar. Se tornar humano depois de mais de 160 anos como um vampiro? Bem, não parecia ser uma das melhores coisas do mundo, mas, ainda assim, ele parecia tentado a aceitar. Se Elena se lembrasse, eles poderiam ficar juntos novamente. Ela valia muito mais do que a imortalidade, afinal, não teria sentido nenhum viver eternamente sem tê-la.

-Damon...-Elena sussurou docemente. –Você não precisa aceitar, eu posso viver sem as lembranças e nós sempre poderemos criar novas memórias. Eu posso ter novas coisas de que me lembrar... –Argumentava sem parar, não podia achar que aquilo era justo, não podia pedir algo assim. Ela o amava demais, se preocupava com como ele se sentiria se voltasse a ser um humano, ainda mais porque ele parecia lidar muito bem com o fato de ser um vampiro. Ela não podia ter certeza, mas por tudo que lera em seu diário, ele pareca até gostar. Como ela poderia retribuir quando ele fazia tudo, qualquer coisa, por ela? Sentiu-se mal, sentiu-se como se fosse um fardo para ele.

-Você disse que essas memórias eram muito importantes para você, Elena. –Damon argumentou, faria qualquer coisa para vê-la feliz.

-Elas são, mas eu não posso te pedir isso, entende? E eu não posso. –Iria começar a chorar mas ele segurou sua mão com tanto carinho fazendo com que ela se sentisse tão bem, tão amada.

-Tá tudo bem, Elena. –Não, não estava tudo tão bem assim, mas ele não precisava dizer isso à ela.Elena não precisava saber do que estava se passando na mente dele naquele momento. Sentiu um arrepio gelado percorrer-lhe a espinha. Tudo bem, ele não queria ter completado a transformação, não queria ter se tornado um vampiro, mas depois de um tempo passou a gostar de ser o que ele era e bem, se tornar um humano com todas as fraquezas humanas não era algo muito convidativo. Ele nunca mais poderia compelir pessoas, se desligar de seus próprios sentimentos, mas quando escolhera amar novamente, se apaixonar por Elena, acabou aceitando sua própria humanidade de novo. Talvez, tudo isso não tivesse nenhuma importância desde que ficasse com ela. –Você me ama, Elena? –Perguntou em um tom extremamente sério.

-Sim, eu amo. –A garota respondeu sinceramente. – Como eu poderia não te amar? –Perguntou tentando conter as lágrimas que rolavam de seus olhos. –Mesmo sem me lembrar eu continuei te amando, você não tem idéia da forma como você faz com que eu me sinta, tão amada, tão querida. –Abriu um sorriso tão doce. –Eu sinto todo meu corpo pulsar por você, minha alma se alegra quando eu te vejo...

Os rostos se aproximaram e as bocas selaram-se num beijo apaixonado, a cada segundo que se passava o amor aumentava, as línguas dançavam juntas num ritmo delicioso, deixando um gosto tão bom. O beijo se tornava ainda mais doce, cada vez mais amoroso, tão intenso, tão profundo, como se criasse uma conexão perfeita entre os dois...

-Nós temos um acordo ou não? –Ever perguntou interrompendo aquele momento tão romântico.

-Sim, nós temos. –Damon respondeu convictamente.

-Ótimo. –A bruxa abriu um sorriso.

Notas finais
Pois é o Damon vai virar humano.
Bem, achei que seria legal ver ele humano, pelo menos por um tempo, afinal, Damon era a coisa mais cute cute desse mundo como humano.
E eu queria ele humano para poder acontecer outras coisas na fic :S
Nos livros (spoiler do livro vindo abaixo)
Isso acontece a ele, por outros motivos e de outra forma completamente diferente de como eu coloquei na fic.
(Chega de spoiler, né?)
Espero que tenham gostado!
Beijinhos e não se esqueçam de comentar!