Notas iniciais
Mais um cap!
Desculpem pela demora a postar, eu estava cheia de trabalhos para fazer e para piorar minha inspiração tinha fugido de mim =x
Bem, espero sinceramente que gostem!!!
Ficou um pouquinho dramático, desculpem por isso também.
Por favor, comente, a sua opinião é muito importante, sem isso não sei como melhorar!

Elena sentiu um arrepio desconfortável percorrer-lhe a espinha quando abriu seu diário.Não foi capaz de ler uma página sequer, afinal, não tinha idéia do que poderia ter escrito lá e sentiu medo por isso, muito medo. Era como se fosse descobrir uma vida que não era dela mas que ao mesmo tempo era e ela não gostava que pudesse ser totalmente diferente do que ela se lembrava.


Por mais que quisesse lembrar, também não queria. Sentia-se tão confusa, aquilo não podia estar acontecendo com ela,não podia. Sentiu uma aflição estranha fluir por seu corpo golpeando-na fortemente. Não, ela não queria lembrar, ela não queria saber de nada disso.


Olhou para o relógio que estava na cabeceira da cama, eram quatro horas da manhã e ela ainda não tinha dormido nada. Passara a noite inteira pensando em seu encontro com Damon. Algo havia acontecido dentro dela, algo que ela não podia descrever, mal conseguia entender.


Ainda se lembrava do abraço dele, tão carinhoso, tão quente...Lembrava também que ela pareceu responder instintivamente, como se houvesse uma sincronia perfeita, espontânea entre eles. Ela não precisou pensar em nada, só sentiu que de alguma forma muito inconsciente, muito subjetiva, também correspondia. Isso tudo a afetava, a perturbava demais. Como ela pode sentir tanta coisa com um só abraço?


Aquilo não fazia nenhum sentindo, afinal. Jogou o diário para longe. Ela não iria ler, ela não podia ler. Deitou-se de lado e puxou bem a coberta, agarrando-se a essa. Fechou os olhos. Ela precisava dormir e esquecer tudo isso. Virou para um lado, para o outro, ajeitou o travesseiro diversas vezes, mudou de posição, mas ainda assim, não conseguia dormir.


Estava ansiosa demais e nem sabia porquê. Ligou a TV, talvez isso fosse a distração que ela precisasse, mas também não era. Já eram seis horas da manhã, Elena sabia que não iria mais conseguir dormir mesmo, levantou-se da cama e foi tomar um banho. Demorou o máximo que pode, deixou a água quentinha cair sobre seu corpo massageando-no.


Aquilo a fez bem, pelo menos um pouco. Sentiu-se mais calma, entorpecida, talvez. Vestiu uma roupa qualquer, não estava muito vaidosa, ou melhor, não estava nada vaidosa. Penteeou os cabelos e os prendeu num rabo de cavalo frouxo. Suspirou profundamente, já estava ficando aflita novamente e a isso, misturava-se o cansaço. Jogou-se na cama, exausta, fechu os olhos, mas não conseguiu dormir.


Ficou ali, apenas isso, tentando não pensar em nada, tentando não pensar na confusão que sua vida se tornara no dia anterior. A garota já não sabia como se sentia, não tinha idéia. Achava que amava Stefan, mas não era isso, pelo menos não era bem isso.


Ela não iria se casar com ele, ela não tinha se casado com ele e pelo visto não o amava, mas ela não tinha certeza sobre isso, não sabia o que sentia sobre ele. Só sabia que quando o beijara no hospital, não tinha sentindo seu corpo responder tão fortemente, não foi algo que havia atingido sua alma.


Mas ela havia sentido algo, algo que ela não pudera definir quando estava perto de Damon, quando o abraçara e todo seu corpo pulsou, vibrou como se houvesse uma chama muito forte, seu coração acelerou e ela ofegou sem entender muito bem o que havia acontecido.


Havia um sentimento ali, mas ela o reprimiu tão fortemente que não conseguiu compreendê-lo. Era como se em alguma parte dela, suas lembranças ainda permanecessem e ela não tivesse se esquecido de nada, mas racionalmente, não havia nada, apenas um grande vazio de memórias, e que ela já nem sabia se queria ter de volta ou não, porque tinha medo da intensidade do sentimento que experimentava quando estava próxima dele. Elena fechou os olhos lentamente tentando, mais uma vez, afastar os pensamentos e dúvidas de sua mente. Passou algum tempo e a garota pudera ouvir que alguém batia em sua porta. Ignorou o barulho, queria ficar sozinha. Só isso.


–Ei...-Reconheu a voz familiar no mesmo instante.


–Oi, Stefan. –Respondeu com um sussuro e abriu um sorriso ao vê-lo. Gostava da presença dele, mas não tinha certeza se havia algo além disso.


–Como você se sente? –Perguntou num tom carinhoso enquanto sentava-se na cama ao lado da garota.


–Bem...-Hesitou e fez uma breve pausa. –Eu acho. –Sorriu sem graça. Na verdade, não sabia como se sentia e não também não sabia como deveria se sentir. Estava confusa, muito confusa, afinal, é muito difícil de se lidar com o fato que existem coisas em sua vida, coisas, momentos que você viveu e simplesmente foram apagados sem deixar qualquer resquício de lembrança.


–Elena, sobre o beijo de ontem...-Fez uma pausa e procurou a mão dela, mantendo-na entre as suas. Um arrepio gelado percorreu a espinha da morena. Sentiu-se desconfortável ou quase isso. –Eu não sabia que você tinha perdido a memória, eu não quis me aproveitar de você.


–Tudo bem. -A garota sorriu sinceramente. -Eu não pensei nada. -Falou suavemente e sentiu que seu corpo também relaxou, não tinha porque ficar de outra maneira. Até onde ela se lembrava, ela gostava muito dele, ou melhor, amava, restava saber se amor ainda estava de verdade lá ou se era uma mera lembrança tão defeituosa quanto outras que possuía. -Além do mais, fui eu quem te beijou. – O sorriso tornou-se mais leve e ao mesmo tempo algo acontecia dentro dela, algo nela não gostava de idéia que ela o tinha beijado. Elena só não entendia o porquê.


–Então, é mesmo verdade que você não se lembra? -Stefan perguntou curioso e ao mesmo tempo ansioso, aquela informação parecia ser muito valiosa. Estudou cuidadosamente a expressão da garota, como cada linha de sua face se contorcia traduzindo diferentes emoções. -Você não se lembra do Damon, não é? -Complementou a pergunta para que esta fosse exatamente aquilo que ele gostaria de saber.


–Não, eu não me lembro. -Elena respondeu sinceramente. Ela não se lembrava mesmo e se tentasse esforçar-se, buscar no fundo de suas memórias qualquer vestígio, não encontraria nada. Aquilo era angustiante, muito angustiante e também muito dolorido. Sentia-se de alguma forma culpada por não se lembrar, seus olhos haviam registrado a forma como Damon a olhava, era tão carinhoso e também tão triste. -É como se ele não existisse para mim, fosse um completo estranho.


–Eu sinto muito. -Stefan falou num tom gentil, mas lá no fundo uma parte dele gostou daquilo, afinal, ele também queria a garota para si e ela não lembrar de nada facilitava as coisas.


–Não sinta. -O tom de Elena pareceu tão suave quanto seda, falar desse assunto a incomodava, causava-lhe reações que ela não conseguia entender. -Eu mesma não sei como eu me sinto a respeito disso, quero dizer, é tão estranho e assustador não se lembrar de alguém que você amou ou ainda ama muito -Fez uma pausa, suspirou profundamente.-E que você também sabe que te ama tanto... -Desabafou como se Stefan fosse apenas um amigo e que na relação dos dois nunca houvera um interesse romântico. Talvez, fosse assim que ela se sentisse realmente em relação à ele, como se fossem amigos, apenas isso. –Às vezes, eu penso porque isso me aconteceu.


–Porque ele escolheu isso por você. –Falou sabendo exatamente o efeito que as palavras poderiam causar nela, afinal, sempre soube o quanto Elena não gostava que tomassem decisões por ela.


–Ele fez isso para salvar a minha vida. –Falou tranquilamente, como se aquilo não a afetasse e isso não era típico da Elena que ele costumava conhecer. Ela estava diferente, talvez, bem lá no fundo, os sentimentos que ela possuía por Damon ainda existissem. –Eu não posso julgá-lo, eu não sei se eu faria o mesmo se fosse alguém que eu amasse morrendo. –Fez uma pausa, seu olhar pareceu perder o foco, na verdade, perdeu-se em seus próprios pensamentos, em suas próprias reflexões que em algum momento perdiam o sentido, se tornavam apenas sentimentos, palavras que não se conectavam as outras. –Bem, tudo acontece por um motivo, não acontece? Eu acho que isso me aconteceu por um motivo também, algo que se torne bom no final.


–Talvez tenha mesmo acontecido por um motivo. – O vampiro sorriu e acariciou a mão delicada da garota suavemente. –Aconteceu para que nós pudéssemos ficar juntos novamente. –Fez uma pausa e fitou-na diretamente em seus olhos profundamente castanhos. –Eu ainda te amo, Elena e eu posso te perdoar por tudo que aconteceu. –Falou sinceramente, ele ainda a amava, podia esquecer o que tinha acontecido e ficar com ela. Ela era dele, jamais aceitaria que a tinha perdido para o irmão. Elena também o amava, ela só estava confusa.


A morena não soube o que dizer, o silêncio que se fez no local pareceu penetrar em seus pensamentos, silenciando-nos por completo. Ela não sabia o que dizer, porque simplesmente não sabia o que sentia, estava confusa demais.


–Eu...-Fez uma longa pausa tentando organizar uma mera sentença em sua mente. –Eu não sei o que eu sinto, eu não sei o que eu sinto em relação a ninguém, tudo mudou dentro de mim.


–Eu entendo. –Abriu um sorriso simpático e convidativo, que quando eles se conheceram costumava mexer com ela, mas naquele instante ela não sentiu seu corpo reagir como antigamente. Não houve nenhuma reação involuntária. –Eu não quero que você me fale nada agora, só aceite ir para o baile comigo hoje à noite.


–Baile? –Elena perguntou confusa, afinal, não se lembrava que naquela noite aconteceria alguma coisa na cidade. –Bem, eu nem sei se eu vou, talvez, eu fique em casa, eu preciso tentar organizar os meus pensamentos...


–Talvez isso te faça bem, Elena. –O sorriso alargou-se em sua face. –Só uma dança, nada mais.


–Tudo bem. –Concordou sem entender muito bem o que estava fazendo, Stefan poderia estar certo, ir ao baile poderia fazer bem a ela, ela só não entendia muito bem como ainda.


...


Elena deveria estar escolhendo um vestido, deveria estar pensando no baile como Caroline fazia, mas nada disso tinha muita importância ou significado para ela. A verdade é que mesmo tendo aceitado o convite de Stefan, ela não conseguia parar de pensar em Damon.


Havia um magnetismo, havia algo que a atraía diretamente para ele e ela não sabia porquê. Recusava-se a aceitar que aquilo pudesse ser apenas amor, o amor que ainda existia nela, que ainda existia em sua alma. Eles não se conheciam, não havia sentido gostar de um estranho.


Eles se conheciam, mas não se conheciam. Aquilo era algo estranho, algo com que ela não conseguia lidar. E se ela o amasse? Bem, ela não saberia o que fazer. Poderia parecer simples, se ela o amasse, eles ficariam juntos, porque ele também a amava. Poderia ser dramático demais, porém se aparentava ser apenas uma chuva fraca do lado de fora, dentro dela havia uma tempestade, afinal, mesmo se o sentimento estivesse lá, faltaria algo, faltariam as lembranças que davam sentido a tudo.


Ela precisava saber, precisava se lembrar porque a angústia de apenas imaginar e de viver a idéia de um vazio ardia em seu corpo, queimava-no, o feria. Levantou-se meio ansiosa, meio preguiçosa, eram sensações opostas que misturavam-se em seu peito e o fazia bater num ritmo acelerado demais.


Pegou o diário e percebeu como suas mãos tremiam ao segurá-lo, estava covarde demais, não deveria ser assim. Suspirou profundamente buscando dentro de si a coragem que precisava. Senti-se dramática, sentiu-se tola por tudo isso, mas não podia evitar, a confusão em sua alma abalara suas estruturas de uma forma que ninguém poderia prever. Sentou-se na cama com o diário no colo, abriu a primeira página e nesta havia uma série de descrições de como ela se sentia, sensações tão reais, tão vívidas que eram até mesmo palpáveis.

Eu sempre tive medo de admitir que o amava, mas agora que eu o fiz não há nada que possa fazer com que eu me arrependa disso. Arrependo-me apenas de todo o tempo que fiquei sem o Damon, que privei a mim mesma de seus beijos, do seu abraço protetor e até mesmo de apenas ficar juntinho caminhando de mãos dadas...


A garota sentiu seu corpo pulsar numa sensação angustiante como se de alguma forma o que estava sendo descrito pudesse aparentar ser mais real do que deveria, como se a sensação fosse uma fotografia do momento que ela estava vivendo no presente. Encolheu-se como se o desabafo fosse real e ela pudesse senti-lo dentro de si.

Se eu demorei tanto tempo para admitir, pelo menos consegui fazer isto a tempo de não perdê-lo. Se fugir do próprio casamento por causa de outro homem parece coisa de filme, minha vida se tornou um filme. Tornou-se um lindo filme de amor, porque a partir daí cada momento foi tão lindo, tão doce, tão perfeitamente romântico que eu não sei como explicar.


Aquilo mostrava o quanto ela era feliz, mostrava a intensidade do amor de ambos. Ela era feliz com ele, pensou. Parecia que ela tinha exatamente tudo com o que sonhou para um relacionamento. Era doce, romântico, suave... Deixou um sorriso tímido desenhar em sua face enquanto continuava lendo.

Eu tive medo de não encontrá-lo mais, de que, talvez, ele tivesse desaparecido da minha vida, mas ele estava lá e o que eu mais desejava era mergulhar no calor de seus braços e embriagar-me no sabor de seus lábios. Nós nos abraçamos e nos beijamos intensamente. Foi um momento onde toda minha alma se iluminou, se alegrou por completo. E ele me pediu em casamento e aquele instante foi ainda melhor que o anterior. Meu coração pulsou num ritmo acelerado, meu corpo pulsava a medida que todo o amor que havia entre nós parecia fluir em minhas veias, preenchendo o vazio que existia, encantando minha alma e entorpecendo meus sentidos...


Elena suspirpu profundamente, tudo que havia ali escrito era muito intenso, era um sentimento tão profundo, tão puro, algo que ela, em tudo que se lembrava, nunca tinha experimentado igual. Ela nunca tinha amado alguém assim, ou melhor, tinha, mas não se lembrava. Quis se lembrar, mas não conseguia, não vinha nada em sua mente, nada, apenas o mesmo vazio, as mesmas lembranças incompletas.

Fiquei durante um bom tempo do caminho até o aeroporto apenas contemplando a beleza da aliança que ele havia me dado, como ela brilhava, como era linda. Só que o que mais me encantava quando eu olhava eram os olhos tão azuis de Damon, o brilho carinhoso, a forma gentil como ele me olhava. Eu posso sentir o quanto ele me ama e eu o amo da do mesmo jeito.


A morena achou aquilo tão bonito, porém a situação era dolorosamente ironica, afinal, aquelas eram as palavras dela, a letra no diário era indubitavelmente dela, porém ela não se lembrava de nada. Era como se ela lesse algum momento que não pertencia à a ela, mas a outro, só que havia sido escrita por ela. Sentiu-se triste, aflita. Aquilo não era justo e ela não podia fazer nada a resto, apenas lembrar-se, mas sua memória a traía e não lhe revelava nada.

Nós nos casamos em Las Vegas em uma cerimônia tão íntima e romântica, foi o momento mais feliz de toda minha vida.Minhas mãos tremiam, eu estava tão nervosa, meu coração reverberava eu meio peito numa freqüência vergonhosamente alta. Damon acariciou minha mão suavemente, cada vez que ele me tocava era como se uma corrente elétrica fluísse por nossos corpos trazendo uma dose igual de calma e agitação, uma sensação inebriante, deliciosa. As alianças cintilavam em nossos dedos, finalmente estávamos casados. Nossas bocas se encontraram, os lábios roçavam delicadamente, deixando com que as línguas se encontrassem, se entrelaçassem num ritmo suave, o beijo se intensificava, tornava-se tão doce, tão apaixonado...


Não soube mais o que pensar, afinal, é muito difícil racionalizar sentimentos e ela podia sentir de alguma forma as emoções que estavam tão detalhadamente descritas nas páginas brancas de seu diário. Ela realmente queria se casar e aquele tinha sido um momento tão feliz e intenso, isso era evidente. Lamentou não conseguir nenhuma imagem daquela data, por mais que tentasse, não conseguia. Fechou os olhos lentamente, pensando que ler aquilo não estava a ajudando a lembrar, fazia apenas com que ela mergulhasse uma tormenta de sentimentos que não possuía mais, conseguia sentir em cada letra, em cada palavra, mas não possuía. Era tão estranho, tão incrivelmente desconfortante.

Subimos para nosso apartamento que era tão lindo, tão requintado. Ficamos na varanda abraçadinhos, conversando, trocando intermináveis e sinceras juras de amor. Eu o amo tanto, é um sentimento tão real, verdadeiro e profundo que não consigo descrever com palavras. Os beijos se tornaram intensos a medida em que o desejo e a paixão misturavam-se a doçura e amor. Damon me carregou até o quarto.[...] Todas as sensações que ardiam em meu corpo, faziam meu coração acelerar e minha alma vibrar agitada, ansiando por mais, ansiando pelos lábios quentes e deliciosos, pelos toques ousados e provocantes...A forma como todo o meu ser desejava por ele era algo que nunca havia sentido por ninguém. Era algo perfeito, amor, desejo...


Elena sentiu a pele de seu rosto queimar numa vergonha inexplicável, não precisava continuar lendo aquela parte tão íntima, como ela se sentia quando estava com ele daquela forma...Tudo aquilo mostrava a ela que o que os dois tinham era algo muito bonito, era o sonho de qualquer garota, era o sonho que ela sempre tivera. Não podia negar que havia amor ali, muito amor e cada palavra tão intensa, cada sensação e o sentimento significavam muito mais do que ela poderia prever.


Fechou os olhos numa tentativa frustrada em conter as lágrimas quentes que surgiam e rolavam em sua face de pele macia. Não entendia direito o que sentia, talvez, fosse saudades de algo que ela tivera e agora não tinha mais. Tudo ainda era muito confuso como se uma grande névoa cobrisse sua vida e seus sentimentos. Não sabia o que fazer, tudo misturava-se em sua mente de forma desconexa, não havia lógica, apenas uma enchente de sentimentos conflitantes. Era horrível sentir-se daquele jeito.


...


Estava pronta para o baile e nem sabia porque estava indo. Sentia-se tão mal, uma sensação estranha de vazio corroendo sua alma, devastando cada mínima parte de seu ser. Sentia a tempestade se aprofundando nela. Elena usava um vestido dourado que pegara emprestado com Caroline, sandálias de alto altíssimo, parte de seus cabelos estava presa e faziam lindo cachos que caíam sobre os restantes dos fios lisos.


Por um instante achou que não deveria ir, deveria voltar para o quarto, tirar aquela roupa de festa e jogar-se na cama, ficaria ali pensando em todas as questões que golpeavam sua alma e a faziam sofrer intensamente. Faltava pouco, muito pouco para que ela desistisse do baile, mas Stefan chegou bem na hora. Elena inspirou profundamente como se aquele fosse o último ar que existia para ser respirado.


–Você está muito bonita, Elena. -Falou enquanto a admirava.


–Obrigado. -A garota respondeu sem ânimo algum, sentia como se faltasse algo, como se faltasse algo nela, algo que preenchesse o vazio que existia dentro dela e ela nem sabia porquê.


–Fico muito feliz em ser sua companhia essa noite. -Falou sinceramente, afinal sentia muita falta da morena.


Elena não respondeu, não conseguiu responder. Ela não conseguia sentir o mesmo, não sentira falta dele. Na verdade, não se lembrava de tê-lo deixado, e não entendia o que acontecia dentro dela, era como se o amor que julgou possuir por ela se extinguia pouco a pouco.


...


Quando chegaram ao baile Elena sentia-se estranha, sentiu como se houvesse algo errado. Seu coração pulsava impaciente, frustrado, como se disesse que não era aquilo que queria. A morena tentava compreender tudo que sentia, mas não conseguia, jamais conseguiria.


Em seguida percebeu todos os olhares vindo em sua direção e demorou um pouco para entender porque estava sendo olhada daquela forma quase hostil. Ela não se lembrava, mas isso não significava que não tinha acontecido ou que os outros não se lembravam.


Elena lera em seu diário que ela imaginava que ficaria mal falada na cidade quando fugiu no meio de seu casamento com Stefan para ficar com Damon e pelo visto, todos se lembravam muito bem disso. Sentiu-se péssima, tivera vontade de desaparecer dali. Eram problemas demais para uma pessoa só.


O vampiro a conduziu vitoriosamente pelo salão a levando para pista de dança. Elena nem percebera o que estava acontecendo ou por onde ela andava. Tudo era como um imenso borrão, sua mente não registrara nada daquilo. Na verdade registrara a imagem de Damon, a forma como ele a olhara. Registrou também a estranha forma como seu corpo reagiu quando o viu.


Foi a mesma reação do dia anterior, seu coração se acelerou num ritmo frenético, seu corpo inteiro pulsou como se desejasse quebrar a proximidade e se aninhar nos braços dele, sua alma vibrou alegrando-se com a presença dele. Não entendia porque se sentia daquela forma, ela não o conhecia, não se lembrava como ao menos se apaixonara por ele.


Como poderia sentir-se daquela forma? Pensava que o amor necessitasse de motivos, razão e algum tipo de compreensão, mas a verdade é que o verdadeiro amor é feito da incompreensão, não necessita de nenhum motivo que o justifique, ele simplesmente acontece e não precisa de muito, é tão fácil se apaixonar com apenas um olhar, um sorriso. O amor solene não precisa ser entendido, apenas sentido em toda a sua verdade.


Damon a observava carinhosamente, não conseguia apagar o amor que possuía por ela mesmo se, naquele momento, preferisse não senti-lo. Sentiu ciúmes ao vê-la dançando com Stefan. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo, demorou tanto para que ela pudesse ser dele e ele a tinha perdido novamente.


Sentiu os espinhos da dor perfurarem impiedosamente sua alma e a dor era tão forte que chegava a ser física, aquele era, com toda a certeza, o pior tipo de dor. Seu coração contorceu-se agustiado, não conseguia ver a sua Elena com outro. Fechou os olhos lentamente, tentando afastar as imagens que o machucavam, mas foi inútil, sua mente já as havia processado e as exibia num ciclo interminável, não precisava nem olhar para ver Elena abraçada em Stefan, dançando aquele ritmo lento e romântico.


Desejou arrancá-la dos braços dele e a roubar para si de uma vez por todas, afinal, ela já era dele, ou deveria ser, não precisava de autorização para tomá-la. Mas se ela era assim tão intimamente dele, por que não estavam juntos? Por que ela não estava ao seu lado, as mãos entrelaçadas, os lábios tão proximos...


Elena havia se esquecido, se esquecera completamente dele e aquilo era o que tornava tudo ainda mais difícil e dolorido. Se ainda fosse algo que ele tivesse feitou ou se o amor deles tivesse simplesmente acabado, mas não foi assim que aconteceu. Se assim seria dolorido, do jeito que foi era ainda pior.


Era como se não houvesse um final, o amor fora apenas interrompido sem nenhuma explicação. Isso era o pior de tudo. Levou o copo de Whiskey até seus lábios bebendo todo seu conteúdo em um único gole. Precisava beber, ou melhor, precisava embriagar-se o suficiente para que a imagem dela não fosse mais capaz de atingi-lo, para que ele estivesse suficientemente entorpecido para não conseguir mais sentir.


Não queria sentir nada, não queria ter que lidar com o sofrimento de perdê-la porque era impossível lidar. Nunca iria superar, nunca. Elena sentia-se desconfortável, era como se dançar com Stefan fosse errado. Sentia seus músculos enrijecerem como se não quisessem mais se movimentar.


Ela não queria mais dançar, nunca quis, não queria dançar com Stefan. Sentia como se não pertencesse à ele. Seu coração não suportava mais aquilo tudo. Elena não queria mais continuar assim. Quando os olhos da garota encontraram o mar azul dos olhos de Damon foi como se uma mágica tivesse acontecido,tudo pareceu estar certo, era como se houvesse uma química, uma sincronia inquebrável entre os dois, era como se feitiço algum pudesse quebrar essa ligação.


Elena achou que a sanidade a estava abandonando, aquilo não fazia nenhum sentido, reprimiu com toda sua vontade o que sentia e mesmo assim pareceu não conseguir abafar completamente aquele sentimento, seu corpo parecia funcionar numa freqüência diferente que sua razão.


Fechou os olhos e apenas continou dançando com Stefan, ignorando as marteladas de protesto que seu coração insistia em manifestar. Houve um momento em que o vampiro afastou-se dela, talvez para pegar bebidas, talvez por outro motivo, Elena não sabia precisar, estava distante, seus pensamentos estavam focados em outra pessoa.


No instante seguinte, Elena pudera sentir seu corpo ser tomado pelo calor de outro corpo que a abraçava por trás gentilmente. Sentiu uma tensão percorrer-lhe a espinha, instantaneamente estava nervosa, mas não conseguira quebrar a proximidade, foi como se uma parte dela agradecesse por aquele contato.


–Você está tão linda essa noite. -Elena arrepiou-se por inteira ao sentir o hálito dele em sua pele, a voz rouca e provocante sussurar em seu ouvido. Damon estava tão próximo dela, suas mãos estavam sem seu corpo mantendo-na tão próxima do corpo dele. Ele não estava disposto a perdê-la tão facilmente, não importava o que ela havia esquecido, não iria deixá-la ir, ela era dele, sempre seria, ela mesma dizera várias vezes.


–Damon...-Falou num tom afetado não apenas por toda a sedução que a envolvia, mas porque seu corpo respondia a ele, respondia de forma romântica, respondia como se inconscientemente ela nunca tivesse se esquecido de nada, sentia também o amor que havia nele fluindo para ela numa sincronia tão doce. Virou-se de frente para ele e sentiu-se ainda mais afetada ao olhar diretamente para o mar azul que eram seus olhos, era como se houvesse uma familiaridade ali, como se ela se encontrasse quando o olhava. Era uma sensação tão boa, tão doce. -Por que você não me disse que vinha ao baile?


–Porque não iria fazer nenhuma diferença...-Ergueu uma das sombrancelhas e um sorriso desenhou-se em seus lábios, o tom modificou-se a medida que a ironia costumeira se entranhava em sua voz. -Você não iria aceitar vir comigo, iria, Elena?


–Eu iria, sim.-A garota fez uma pausa, a verdade é que uma parte dela teria adorado receber um convite dele. -Eu acho que gosto da sua companhia...-Respondeu suavemente e um sorriso tão delicado e verdadeiro desenhou-se em seus lábios.


–Você não precisa falar desse jeito comigo, não precisa se sentir obrigada a me dar alguma esperança, Elena. -Falou num tom de lamentação, em sua mente, o sorriso dela tinha sido forçado, apenas uma forma de não tentar magoá-lo e ele não queria isso.


–Eu não estou fazendo nada disso, eu estou falando a verdade. -Respondeu verdadeiramente, ela não sabia porque mas ele mexia com ela, parecia que diferentemente de suas memórias, a ligação que eles tinham não havia sido afetada, continuava onde sempre esteve, continuava imaculada e ainda era real.


–Então você aceitaria dançar comigo agora? — O tom modificou-se tornou-se mais confiante. Pode perceber que ela ainda sentia algo, talvez, a chama que existia ainda queimava dentro dela. De alguma forma, ela ainda era dele, mesmo que inconscientemente.


–Sim, eu aceitaria. -Sorriu, deixou com que ele a puxasse pela cintura cortando a distância entre os corpos, mantendo-nos tão próximos, tão pertubadoramente próximos.


Acho estranha a forma como se sentia, sentia-se bem perto dele, não sentia-se daquela forma por causa de todas as coisas tão lindas e românticas que havia lido em seu diário, não estava presa a sentimentos descritos nas folhas daquele caderno. Na verdade, já tinha se sentido desse mesmo modo antes de ler, era como se fosse algo natural.


Sentia-se bem ao lado de alguém que era apenas um estranho, alguém por quem ela não sentia nada ou ao menos deveria não devia sentir nada, mas sentia, era tão forte, algo que mexia com ela em todos os sentidos. Era incompreensível,mas ela não conseguia negar ou ignorar.


Seu corpo estava tão perto ao dela, aos mãos entrelaçadas a dele, a outra em suas costas e a dele pousada provocativamente em sua cintura. Sentiu-se completa ao mesmo tempo que sentia-se vazia. Damon deixou a mão passear nela, subia da cintura para as costas, descia mais um pouco, mas não o suficiente para desrespeitá-la, não faria isso com ela, mesmo percebendo que ela parecia não oferecer nenhuma resistência, na verdade, podia sentir as batidas aceleradas do coração de Elena, sentia também a respiração irregular. Talvez, ela ainda o amasse, o sentimento ainda poderia estar lá escondido em algum local da alma dela.


–Eu li o meu diário...-Falou, a voz tão baixa, abalada por aquele contato, estavam tão próximos, tão perto. Seu corpo ardia, flamejava numa doçura, num encantamento que não deveria existir, não havia razão para tudo aquilo, não havia razão mas estava acontecendo, não havia razão nenhuma num sentimento tão profundo.


–E você se lembrou de alguma coisa? –Perguntou ansioso, precisava muito daquela resposta, na verdade, precisava ouvir que ela se lembrava, precisava tê-la de volta de qualquer maneira, pois a amava demais e não podia ficar sem ela. Deixar com que aquela bruxa maldita tirasse as memórias de Elena foi um preço alto demais, porque fez com que ele a perdesse de qualquer forma, mas era um preço que teria pago de qualquer forma, não poderia vê-la morrer, isso seria ainda mais doloroso, porque seria um fim definitivo, assim, ao menos, sempre haveria alguma esperança, mesmo ele não sendo do tipo acreditasse nesse tipo de coisa, mas quando envolve o amor, as pessoas mudam e acreditam em tudo.


–Não, eu não consigo lembrar por mais que eu me esforce, eu não consigo. –Lamentou, as lembranças que lhe faltavam faziam muito mal a ela, criavam um vazio interminável em sua alma. Quando estava perto dele o vazio diminuía, mas nunca era completamente preenchido, pois a falta das memórias sempre faziam com que ela achasse que faltava alguma coisa. –Você não sabe o quanto isso me faz mal, eu queria muito lembrar, eu sinto como se eu precisasse muito disso, eu sinto como se eu...-Fez uma pausa, não precisava continuar, precisava dizer que, talvez, de alguma forma incompreensível, precisasse estar perto dele, mas não iria dizer, não iria, não quando ela estava tão confusa.


Damon levou uma das mãos até o rosto delicado de Elena, acariciou-lhe a pele com tamanho cuidado e gentileza, sentindo a maciez daquela pele perfeita, deixou os dedos contornarem os lindos traços dela, como se ele quisesse gravar em sua própria pele a textura dela, queria cada detalhe que ela pudesse ter.


Queria ela ainda mais perto, queria seus lábios, seu corpo, mas principalmente queria o amor dela de volta. Elena fechou os olhos, queria apenas sentir a pele dele sob a sua, já não se importava com mais nada, já não se importava se Stefan poderia estar vendo aquilo, já não se importava com toda a confusão que brincava com ela, fazendo com que ela se sentisse tão perdida e vulnerável.


Deixou-se levar, deixou seu rosto ceder ao desejo de aproximar-se do dele, cedeu ainda mais deixando seus lábios quase colarem nos dele, sentia como se a primavera florescesse em sua alma, em seu coração, sentiu uma felicidade familiar percorrer seu corpo, percorrer cada músculo, cada molécula, cada célula.


Os lábios tocaram no princípio do beijo mais doce que ela já conhecera, era como descrito nas páginas do diário, podia entender porque costumava amá-lo tanto, mas, então, lembrou-se de que não o conhecia, a falta das lembranças, a falta de conhecimento a perturbavam, criavam um grande muro em sua frente, um muro que bloqueava seus sentimento, bloqueava o que poderia completá-la e fazê-la feliz.


–Já é suficiente...-Falou com dificuldades, era quase impossível livrar-se daquele contato, livrar-se daquela intimidade tão gostosa, tão perfeita, tão natural, era como se eles tivessem sido feitos um para o outro, ela até podia acreditar que eles eram almas gêmeas e que por isso, não importasse o que aconteceria eles sempre voltariam um para o outro. Afastou-se e caminhou para longe da pista, mas ele a alcançou e os dois passaram a andar juntinhos, saindo do salão e indo na direção do jardim que existia.


–Eu acho que você ainda me ama...-Damon falou com um sorriso satisfeito em seus lábios. Sim, ela o amava, ela ainda era a mesma Elena, a Elena que ele amava tanto, a sua Elena. Não pode esconder a felicidade que sentia, que invadia sua alma e corria por suas veias. Ele a tinha beijado, tinha sentido o gosto tão doce dos lábios da garota, não importava se ela tinha recuado depois, nada disso importava, importava apenas aquele beijo, aqueles minutos em que os lábios se colaram e toda a química perfeita que havia entre eles aconteceu.


–Eu não sei o que eu sinto...-Elena respondeu com uma sinceridade sofrida em sua voz. –Eu preciso me lembrar, isso me angustia, eu nunca vou conseguir saber o que fazer se eu não me lembrar, porque se não vou sempre achar que eu estou presa a algo que não existe de verdade... –Sentiu as lágrimas verterem de seus profundos olhos castanhos, não pode evitá-las, não conseguia evitar a verdade que elas transmitiam. Ela realmente precisava se lembrar.


– Eu deixei que ela apagasse sua memória, isso é minha culpa.. –Falou carinhosamente enquanto enxugava carinhosamente as lágrimas dela. Ela era não deveria chorar nunca, ela não merecia passar por nada disso, não era justo. Odiava vê-la infeliz. –Eu prometo que vou achar um jeito para fazer com que você se lembre, Elena.


–Não é sua culpa, não é culpa de ninguém. –Ela sorriu compreensivamente. –Você só estava salvando a minha vida. –Segurou a mão dele entre as suas e acaricicou. –Eu tenho que agradecer por isso. –O sorriso alargou-se em sua face. A morena fechou seus olhos por um longo momento, não queria mais pensar, queria apenas sentir, mas não era tão simples. –Damon, você acredita que tudo acontece por um motivo? –Precisava daquela resposta, precisava acreditar em algo bom.


–Eu costumava achar que sim, Elena. –Respondeu sinceramente, enquanto segurava a mão dela com carinho, com tanto amor, ele sempre estaria ali para ela, para o que ela precisasse. –Eu costumava achar que tudo que me fizeram e tudo que eu fiz, tudo isso aconteceu para que eu conhecesse você...


–Mas e agora? O que você acha? –Perguntou sentindo medo do que ele poderia responder, sentindo medo da resposta dele, sentindo medo de que o que ele disesse não servisse de consolo para o coração dela. –Você acha que o que aconteceu agora com nós dois, com nosso amor, aconteceu por um motivo?


Damon ficou em silêncio por algum tempo, não soube o que responder de imediato para ela, pois estava tão abalado quanto ela. Os dois estavam incrivelmente afetados. –Eu acho que sim. –Respondeu exibindo um sorriso acalentador em sua face. –Tá vendo aquela roseira ali? –Aponto para a roseira que havia plantada no jardim. –Ela está repleta de flores, não é? Mas vai haver um momento em que todas as flores vão perecer, mas a árvore vai continuar ali e as flores vão crescer de novo. –Fez uma pausa percebendo que a garota o olhava atentamente, tentando buscar algum sentido em tudo isso. –O que eu quero dizer, Elena é que nosso amor vai estar sempre lá, mesmo se todas as flores caírem, ele vai continuar lá e elas vão nascer novamente.


–Isso é tão lindo...-Elena sussurrou encantada, sentiu como se realmente fosse primavera e todas as flores poderiam renascer dentro dela. Achou que cada palavra que escrevera no diário era mesmo verdade. Ele era perfeito e ela o amava, bem, ela o amava mesmo sem nenhuma das lembranças, amava simplesmente porque era natural amá-lo, como se ela fosse dele, só dele e seria assim eternamente, mas ainda assim, ela precisava se lembrar, porque aquele estranhamento e aquele vazio continuava lá, só seria preenchido pelas memórias, ela tinha o direito de se lembrar, tinha o direito de ter cada imagem, cada momento registrado em sua mente. Queria lembrar do casamento, dos momentos felizes e até mesmo dos momentos tristes. –Eu preciso lembrar, Damon...-Pediu novamente.


–Você vai se lembrar, Elena, eu já te prometi isso. –Acariciou novamente a face dela e sorriu ao perceber que ela sorria para ele, sorria como costumava sorrir. De certa forma, ele tinha a sua linda Elena de volta, o sentimento fluía de um para o outro como se nunca tivesse sido abalado, na verdade, nunca fora abalado, mas mesmo assim, ele concordava que ela precisava se lembrar, não queria vê-la triste por nenhum motivo, queria que ela voltasse a ser completamente ela, sem nenhuma partizinha faltando. –Enquanto você não se lembra, eu posso te conquistar novamente.


–Eu acho que você já conquistou. –Falou sinceramente, sentiu-se melhor, sentiu-se feliz perto dele, mas como sempre a falta de memória a incomodava. Precisava disso para organizar qualquer pensamento, qualquer dúvida que pudesse ter, embora não tivesse porque ter dúvidas. –Sim, eu acho que eu ainda te amo, sempre amei.


Notas finais
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Espero que tenham gostado.
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Beijinhos e muito obrigado por acompanhar a fic.