The Wedding
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Sorry se não ficou muito bom :(
Depois daquele banho de água gelada no season finale :(
Eu fiquei até deprimida para escrever.
Eu preciso muito que Delena fique juntos logo na série!
Elena ficou maravilhada ao chegar no cassino, parecia outro mundo, tão alegre e com uma atmosfera que ela considerou divertida e ao mesmo tempo completamente diferente e assustadora. A garota se abraçou ainda mais forte em Damon, sentia-se segura quando ficava daquele jeito e ele respondeu ao abraço, a puxou ainda mais para si, diminuindo, ainda mais, a distância entre eles.
Não conseguiam ficar muito tempo sem que os lábios sentissem falta um do outro e desejassem se ligar novamente em um beijo delicioso e romântico, era tanto amor, que parecia que todos os beijos nunca seriam suficientes para expressá-lo. Os dois caminharam por todo cassino abraçadinhos, não conseguiam desgrudar, nem parar de se beijar. Sentaram-se em um dos imensos sofás que existiam ali no cassino, queriam aproveitar, mas era como se precisassem de mais um instante, um instante romântico e amoroso, um momento que fosse só deles e de mais ninguém.
Elena observou atentamente cada pedacinho daquele local tão agitado e intenso, tão diferente do que ela estava acostumada a ver em Mystic Falls. Trocaram beijos apaixonados, era um amor que não tinha fim, que se possuía uma sincronia perfeita. Ficaram ali, apenasse beijando até que finalmente, os dois caminharam, lado a lado, as mãos dadas, os dedos entrelaçados.
A garota sentia-se animada com tudo aquilo, era tudo tão diferente e ela queria muito curtir cada momento junto de Damon. O vampiro foi até o caixa comprar algumas fichas para que eles pudesse jogar enquanto a morena se dirigiu até a roleta. Tinha visto inúmeras vezes o jogo em filmes e estava ansiosa para jogar de verdade. Elena fico observando os apostadores e teve dúvidas em qual número e cor jogar, até que Damon chegou a abraçando por trás, fazendo com quel ela sorrise e virasse para beijá-lo longamente.
-Tem cem mil dólares aqui. — Ele falou e abriu um sorrisinho ao ver o expressão de espanto dela.
-Cem mil? – Ela respondeu surpresa. – Para que tudo isso?
-Para você apostar. – Damon respondeu exibindo um sorriso que se moldava sarcasticamente em seus lábios masculinos. – Seria bom se você não perdesse tudo... – Provocou.
-Eu não vou perder! – Elena disse exibindo um sorriso provocador. Virou-se para o rapaz do cassino que recolhia as apostas e falou. – Vou apostar no número 6 vermelho. – Virou o rosto e fez uma careta para Damon, mas não teve coragem de apostar mais do que uma ficha.
-Você vai perder... – Ele sussurou em seu costumeiramente rouco e sedutor no ouvido dela, fazendo com que ela se arrepiasse, não só pelo tom apelativo que ele usava, mas também porque sempre ficava com uma pontada de raiva quando ele começava a provocá-la daquela forma, mas na realidade, não era raiva. Ela nunca ficava com raiva dele, não conseguia, afinal.
-Vou nada! Você vai ver... –Ela falou num tom confiante. – Eu tenho certeza do que eu estou fazendo. – Mentiu, tentando abafar um risinho. Sentia-se como uma menininha que provocava o menino que gostava.
-Então por que você só está apostando só uma ficha? — Damon perguntou abrindo um sorriso irônico e malicioso em seus lábios, deixou os dedos percorrem provocativamente a linha da espinha de Elena, fazendo com que ela estremecesse. – Você não parece que tem muita certeza que irá ganhar...
-Nem você... – Elena retrucou, entrando, de vez, no jogo dele. –Pelo que eu vejo, só um de nós está apostando... – Abriu um sorriso quase tão provocador quanto o dele.
-Você está me desafiando a apostar também? – O vampiro perguntou, gostando da atitude dela. Nunca imaginou que ela poderia ter alguma resposta assim, geralmente, tudo que ela fazia era fingir uma irritação que nunca o convencera.
-Sim, eu estou. – A morena pegou mais algumas fichas, a quantidade que coubera em sua mão frágil e femina. Voltou-se ao rapaz da aposta e corrigiu o valor que estava apostando.
Damon pareceu satisfeito e pegou praticamente o dobro das fichas que Elena estava apostando e também se voltou para o rapaz que recebia as apostas. – Eu vou apostar no número 9 preto. – Deu uma olhada de canto para a garota e abriu um sorriso quase zombeteiro. Ela fechou o cara e virou o rosto para o outro lado, deixando, nesse momento, um sorrisinho se desenhar em seus lábios.
Todas as demais apostas foram feitas e finalmente a roleta girou, e quando o movimento giratório acabou, Elena rolou os olhos inconformada. Damon estava certo, ela não deveria ter apostado no número que escolhera, e, bem, ele tinha acertado. Que raiva!
-Eu avisei... – O vampiro sussurou no ouvido dela, enquanto recolhia tudo que havia ganho, fazendo com que ela bufasse.
-Eu vou tentar de novo. – A morena falou pegando uma parte das fichas que lhe restavam.
-Eu se fosse fosse apostaria no 6, agora. – Ele sugeriu.
-Eu vou apostar no número 4. – A garota falou decidida, era um tanto quanto teimosa para aceitar a sugestão dele.
E mais uma vez, ele havia acertado. Elena já estava achando até graça, mas também, como ela pretendia ganhar? A morena nunca havia estado em um cassino, ou melhor, nunca havia jogado, apostado daquela forma, não conhecia a malícia desses jogos. Ainda assim, ela estava se divertindo, nunca havia se divertido tanto.
Damon era com toda a certeza a melhor companhia que ela poderia ter, ele era divertido, inteligente, charmoso, lindo e mais, ele a amava. Ela era mesmo a garota mais sortuda do mundo, não teria como ter mais sorte, quando ela já tinha o melhor marido com o qual poderia sonhar. Talvez por isso, que ela não tivesse sorte no jogo, já tinha mais do que sorte no amor, afinal.
Quando a morena percebeu que ele iria apostar de novo, virou se para ele. – Damon, não acredito que você vai continuar jogando...
-Só se você quiser continuar perdendo... – O vampiro respondeu exibindo em seu rosto de traços perfeitos o mesmo sorriso sarcástico de antes e então pegou o copo de Whiskey, que pedira pouco tempo atrás, e deu uma golada.
-Ah... – Elena rolou os olhos e então aproximou-se mais dele, numa proximidade quase perturbadora. – Como você pode ganhar todas?
-Segredo... – Damon respondeu num tom sedutor, piscando furtivamente para ela, como se direcionasse todo seu charme para a garota.
Deixou os lábios cortarem a pequena distância que havia entre eles e os dela, mas ela fugiu, não permitindo que ele a beijasse.
-Só quando você me contar como você faz para ganhar... – Elena provocou, deixou os lábios desenharem um sorriso deveras sedutor, como se pedissem para serem beijados.
-Isso é jogar baixo, Elena. – Damon observou, na verdade, ela estava jogando muito baixo. Quer privá-lo de seus beijos maravilhosos, cujo gosto era o melhor que ele já havia provado, era realmente um jogo tremendamente baixo. – Você ganhou. – Concluiu. – Eu vou te falar então.
-Então me conta. – Elena falou num tom quase exigente.
-Só se você me beijar primeiro... – Ele tentou inverter o jogo, mas a garota fez biquinho e acenou negativamente.
-Tem uma lógica pela qual a roleta para em determinados números. Não é a mesmo todo dia, claro. Mas se é questão de reparar algumas rodadas antes de apostar, e você vai perceber...
-Tão simples assim? – A garota perguntou meio descrente.
-Sim, tão simples. – O vampiro respondeu e explicou para a garota como funcionava tudo, como o cassino sempre tinha vantagem, sempre ganhava...
-Como você sabe tudo isso?
-Anos e anos de experiência. Eu já estive milhares de vezes nos cassinos de Las Vegas, Elena.
-Claro. – A garota tivera que concordar, era claro que ele sabia de tudo. Ele era um vampiro, quantas vezes ele não veio a um cassino? Quantas vezes, durante quantos anos, não viera a Las Vegas. E foi aí que o lado mais ciumento dela se revelou, fazendo uma associação que não parecia tão louca assim. – E quantas vezes você já se casou em Las Vegas?
-Essa foi a primeira vez, princesa. – Damon respondeu e o sorriso mais lindo e irresistível se desenhou em seus lábios. O sorriso pareceu se alargar em sua face quando ele percebeu que ela estava enciumada. Achou graça, afinal, Elena ficava com ciúmes tão facilmente e por qualquer coisa, mas ela ficava ainda mais linda, quando sua face revelava aqueles traços mimados de ciúme. – Eu não iria cometer essa loucura de casar mais de uma vez. – Elena rolou os olhos com a resposta dele, o ciúme ainda corroía sua mente, e então, ele continuou, as palavras soaram muito melhores dessa vez. – Eu não queria me casar, porque não amava nenhuma das garotas. – Fez uma pausa, afinal, falar de seus sentimentos sempre parecia complicado demais. – Aliás, eu achei que eu não amaria mais ninguém, até eu te conhecer e você mudou tudo e eu te amava e amo o suficiente para querer me casar com você.
-Mas você já quis casar uma vez, não quis? – A garota baixou o olhar, sentiu-se um pouco envergonhada, mas continuou. – Com a Katherine? Você a amava... – Não gostou de como as palavras soaram amargas em seus lábios. Não gostava da idéia de que ele amou a Katherine, mesmo que o verbo amar estivesse conjugado no passado.
-Princesa, é sério que nós vamos falar da Katherine agora? – Damon perguntou num tom desaprovador, afinal, Katherine não significava mais nada para ele, não tinha sentido falar dela quando estava tão óbvio que ele só tinha olhos para Elena. – Ela é só uma vadia sem importância.
-É que eu tenho ciúmes... – Elena falou num tom fraco, baixo, um pouco afetado. – Eu sei que parece loucura mas, eu fico pensando se você me ama tanto quanto você a amou... – A garota deixou os olhos desviarem, não queria encontrar o olhar dele, sabia que não tinha razão para falar o que estava falando, mas, ás vezes, se sentia tão vulnerável, tão frágil.
O vampiro suspirou profundamente, não conseguia conceber a idéia de que a morena realmente pudesse pensar algo assim. Levou ambas as mãos até a face feminina de pele macia e acariciou-lhe gentilmente. – Olha para mim, Elena. – Ele pediu num tom bastante carinhoso e calmo. – Olha nos meus olhos... – Damon fez uma pausa e os olhos dela encontraram os deles numa profundidade que quase fez com que ambos perdessem o folêgo. – Você não consegue ver o quanto eu te amo? – Deixou os dedos percorrem cada traço do rosto dela, acariciarem suavemente a pele de veludo. – Não vê que eu nunca amei alguém como eu te amo?
-Eu percebo, mas é que... – Elena não conseguiu completar a frase, sentiu um calor queimar-lhe a pele do rosto e um rubor colorir-na de um embaraçosos vermelho. – Eu sou tão insegura. – Baixou o olhar, a vergonha pareceu queimar ainda mais, queimava a cada instante, a cada carícia que ele fazia em seu rosto, cada vez que os olhos dele lhe diziam sinceramente que ela era a única. Teve vergonha de se comportar daquela forma, mas não conseguia conter sua insegurança.
-Não deveria ser. – Damon fez uma pausa, acariciando com ainda mais afeto o rosto de Elena, deixou que seus olhos azuis como o mar encontrasse os olhos castanhos de Elena, num olhar tão profundo, carinhoso e ao mesmo tempo, melancólico. – Eu não gosto que você se sinta assim, porque se você está insegura é porque eu não estou de dando segurança.
-Não, não... – Elena meneou a cabeça, negando o que ele havia falado. – Eu me sinto tão protegida, tão segura, tão amada perto de você. – Sentiu-se ainda mais envergonhada do que antes. – É o meu ciúmes que me deixa assim, amor. É que você é tão perfeito, é tudo que eu poderia querer, é natural que eu tenha ciúmes, eu não quero te perder. É só isso. – Deixou os lábios procurarem os dele, selando-se num beijo incrivelmente doce, num beijo, cujo gosto doce era inesquecível, que provava o quanto o amor de ambos era intenso, infinito. – Eu te amo.
-Eu também te amo, minha Elena. – Falou entre os beijos, deixando um quase sorriso desenhar-se em sua face. Ajeitou uma mecha de cabelo castanho que pendia sobre a face de Elena, colocando-na atrás da orelha. — Você não tem nem idéia do quanto eu te amo, ou do quanto você é importante para mim.
-Ah... – A garota não sabia nem o que falar, as palavras dele a deixaram encantada demais para conseguir formular uma frase, ela apenas sorriu e encontrou sua felicidade nos lábios dele, beijando-no intensamente. – Tá vendo? Você é perfeito! – A morena finalmente conseguira formular uma frase e então olhou em volta. Tinha todo um cassino, tantas coisas que eles podiam fazer juntinhos... – Amor, acho que dessa vez eu consigo ganhar alguma coisa. — Falou num tom descontraído, deixando um sorriso alegre se formar em seus lábios. –Já sei até em que número vou apostar...
E Elena sabia mesmo em qual número deveria apostar e estava certa, era esse que a roleta marcou no final de seu giro. A garota comemou efusivamente. Estava tão feliz, mas também não tinha como não estar feliz, ela tinha o marido mais incrível do mundo, estava passando sua lua de mel num lugar sensacional. Realmente não tinha como ela não estar feliz.
A morena se jogou nos braços de Damon que a receberam carinhosamente, pressionando-na contra seu próprio corpo. Elena sentiu uma sensação deliciosa percorrer seu corpo, era sempre assim quando ela o abraçava, não importava quantas vezes eles se abraçassem, ela sempre iria se sentir daquela forma. Sentia-se tão bem, tão segura, tão amada, era, nos braços dele, onde ela deveria estar, ela o amava, afinal.
-Viu? Eu disse que eu ia ganhar. – Falou num tom animado, exibindo um sorriso tão lindo e sincero que fez com que ele também sorrise.
-Só ganhou porque eu te ensinei como ganhar. – Damon respondeu num tom quase provocativo. Elena apenas olhou d euma forma como se isso não importasse e continuou a sorrir da mesma forma de antes e, então, o vampiro ficou apenas a observando, admirado com o quanto ela poderia ser linda. Ela era tudo que ele queria.
-Mas eu ganhei, é só isso que importa. – O sorriso se alargou nos lábios macios da garota e ela deixou seu corpo grudar ainda mais no dele, os braços apertarem o abraço. – Ou melhor, tem mais uma coisa que importa. – Falou, os lábios a centímetros dos dele, numa proximidade quase perturbadora. Elena sentiu seus músculos implorando para que a distância que existia entre as bocas fosse cortada. Suspirou e enfim, concluiu sua frase, o hálito já se misturando ao dele. – Nós estamos juntos como deveríamos estar e isso importa, é o que mais importa.
Damon não conseguiu disfarçar o sorriso de contentamento que se desenhou em seus lábios quando ela dissera aquilo. Ele a tinha só para ele e isso era algo que o fazia se sentir tão bem, ou melhor, sentia-se diferente, porque algo dentro dele havia mudado. Ele não era o mesmo de quando a conhecera, ele não era completo e agora era.
No instante seguinte, os lábios fundiram num beijo apaixonado, as línguas entrelaçaram-se, dançaram juntas aprofundando aquele beijo, seus sabores, as sensações que provocavam neles. Era tudo tão perfeito, tão certo. Eles se amavam e era isso, era tão simples e ao mesmo tempo tão completo, simples porque o sentimento fazia com que tudo fluísse naturalmente, fazia como que os corpos reagissem numa sincronia perfeita, que as almas se unissem em uma só e complexo porque não há nada simples no amor, porque este é intenso e lindo demais para que seja simples. Um amor como o deles era muito mais do que qualquer palavra pudesse descrever ou definir.
Beijaram-se incessantemente, como se um beijo levasse, naturalmente, a outro. A garota deixou as mãos envolverem o pescoço dele, acariciarem-lhe a nuca, os dedos se entrelaçarem nos cabelos negros. Inebriou-se ao sentir o perfume masculino, tão sedutor. Deixou as mãos descerem, acariciando a nuca dele.
O beijo intensificou-se numa paixão interminável, ele deixava as mãos passearem no corpo dela, descendo pelas costas, explorando as curvas femininas, pela cintura, um pouco além até fazer o caminho de volta, terminando nos cabelos macios e sedosos da garota.
– Eu te amo... – Elena sussurou nos lábios dele, nunca iria se cansar de falar isso, talvez, porque ficara tanto tempo lutando contra o que sentia que, agora, precisa falar o tempo inteiro.
– Eu também te amo... – Damon respondeu de imediato, acariciando a face da garota. Os olhares se encontraram de forma apaixonada. A garota sorriu docemente, era como se ela estivesse completa e não faltasse mais nada, ela não poderia desejar mais nada.
Elena ficou olhando para tudo que havia ali no cassino, ainda estava um pouco encantada com tudo e também curiosa. Não sabia direito onde iria apostar. Podia dizer que ainda estava animada demais por ter conseguido ganhar na roleta e não queria começar a se dar mal nos outros jogos. Por um instante, ficou perdida em seus pensamentos até que a voz de Damon a chamou.
- Elena? – O vampiro perguntou enquanto acariciava a mão delicada dela.
– Sim, meu amor... – Ela respondeu, afetada pelo toque dele, adorava quando ele a tratava daquela forma tão carinhosa. – Você sabe jogar poker?
–Não... – Ela respondeu. – Eu nunca joguei...
– Você nunca jogou? – Ele perguntou surpreso.
-Não. – Elena respondeu.
– Nem Strip Poker? – Continuou malicioso e a viu se encolher envergonhada. Achava graça cada vez que ela se comportava daquela forma, ela era tão doce e tão frágil. Elena era muito mais do que ele poderia descrever.
-Não...- Ela respondeu novamente, sempre ficava envergonhada quando ele falava aquele tipo de coisa. Ela não era do tipo que jogava, muito menos que jogasse algo onde poderia perder peças de roupas. A garota sempre fora uma menina reservada, mas todo aquele charme e jogo de sedução que ele sempre fez com ela, desde o primeiro dia em que viram, mexia com ela de uma forma que não podia definir.
-Isso é bom...- Damon respondeu exibindo um sorriso irresistivelmente sarcástico em seus lábios. Elena olhou sem entender e, então, ele continuou. –Afinal, eu sou o único que posso te ver nua. – Piscou sedutoramente para a garota que rolou os olhos e acabou sorrindo verdadeiramente.
-Possessivo você... – A garota provocou.
-Só um pouquinho... – Falou a puxando para si, deixando os corpos colarem-se, aquela sensação boa fluía de um para o outro numa sincronia perfeita... – O que eu posso fazer? – O hálito dele se misturou ao dela, os lábios quase roçavam, estavam numa proximidade perturbadora. Elena sentiu todo seu corpor se arrepiar. – Você é minha, Elena... – Damon sussurou sedutoramente.
-Só sua... – Elena respondeu afetada, seu corpo reagia a ele, sua alma reagia. Cada instante que passavam juntos seu amor se tornava ainda mais forte, isso nunca poderia mudar. Sentia como se tivesse sido feita para ele, pois a forma como se sentia quando estava com Damon era única, era perfeita. Nada mais tinha importância a não ser os momentos, os beijos, as palavras...tudo que compartilhavam.
Trocaram beijos e mais beijos, eram com toda a certeza o casal mais apaixonado daquele cassino. Aquela altura o amor tão evidente dos dois tinha chamado a atenção de todos, atraía olhares, mas ele snão ligavam, quando estava juntos era como se ninguém mais existisse. Era como se cada momento fosse tão especial, tão intenso que só havia os dois, os beijos, as almas que se fundiam em uma.
Depois, Elena se abraçou nele, manteve seu corpo o mais próximo possível, não conseguia ficar longe, nem queria. Então o olhou carinhosamente.-Eu acho que eu vou jogar no caça níquel enquanto você joga poker... – Sorriu, embora quisesse ficar cada momento juntinha com ele, achava que ele também precisava ter seus momentos, não queria ser sufocante ou impor sua vontade como sempre fizera...
-Não, não...eu vou com você. – Damon respondeu, a puxando ainda mais para si. Não queria ficar longe da garota, na verdade, queria passar cada minuto com ela. Por mais que ela dizesse que era só dele e que o amava, ele ainda achava que poderia perdê-la a qualquer momento, que a garota pudesse deixá-lo e correr de volta para Stefan quando ele menos esperava. Era isso que Elena sempre fazia, ela sempre o rejeitava, sempre voltava para Stefan. Por mais que não fizesse sentido, ele ainda tinha isso em seus pensamentos, afinal, recebera muitos mais “não” do que “sim” da garota e levaria algum tempo para que aquela dúvida desaparecesse completamente.
Elena percebeu a mudança nele, por mais que ele tentasse disfarçar o que sentia, ela o conhecia bem demais. A garota sabia que ele deveria estar pensando em alguma coisa, considerando algo que parecia machucá-lo. E ele poderia até não querer contar, mas ela sabia, ela via no olhar dele. Os dois se conheciam tão bem, que se entendiam apenas com o olhar, apenas isso. –Amor, tá tudo bem? – A garota perguntou carinhosamente, levando uma das mãos até o rosto dele que ela acariciou gentimente.
-Não, Elena, tá tudo bem. – Damon respondeu, ele não era do tipo que iria mostrar vulnerabilidade, ou admitir que possuía alguma insegurança. Ele não era assim. Por mais que sentisse tão intesamente como sentia, era orgulhoso demais para revelar algumas coisas, como ter medo de ser deixado pela garota.
-Eu sei que tem alguma coisa, Damon... – A morena insistiu. – Não adianta você fingir que não sente nada, eu sei que sente... – Elena continuou, depositou um selinho nos lábios dele e sussurou. — E eu gosto desse Damon carinhoso...
-Sério, Elena, não é nada. – Damon insistiu na mesma resposta. – Eu só quero ficar perto de você. – Por mais que ele não tivesse revelado tudo, era bem isso. Ele só queria estar perto dela, estar com ela. Elena Gilbert era tudo para ele, nunca amou uma garota como a amava. Ela era mais do que especial.
-E eu quero ficar perto de você. – Elena sorriu, não apenas o sorriso que se desenhou em seus lábios róseos, mas seus olhos também sorriram. Ela sempre sorria em seu olhar quando estava com ele, quando o abraçava, quando sentia o amor dele a envolver e fazê-la se sentir tão bem, fazer com que ela não sentisse medo, não sentisse dor, apenas a sensação que acalmava sua alma, que agitava seu coração, que a fazia se sentir tão querida e protegida. Embora ela soubesse que ele não havia falado tudo, contentou-se com a resposta.
Os dois seguiram até os caça níqueis e Elena parecia verdadeiramente animada. Aquelas maquininhas era a única coisa que ela parecia mais ou menos familiarizada. Talvez porque era o que mais via em filmes. E estava louca para tentar a sorte. Pegou algumas das fichas e colocou na máquina e girou a alavanca. Nada.
Tentou novamente.
Perdeu de novo.
Mais uma vez.
Elena só perdia, parecia que toda a sorte havia desaparecido. Pelo menos Damon, não a estava zuando como fizera na roleta. Na verdade, quando ela se virou ele não estava lá, havia saído instantes antes e parecia estar falando com alguém do cassinho. A garota voltou-se para a máquina, talvez, entertida demais para prestar atenção. Apostou novamente, nunca acertava três desenhos iguais e por isso nunca ganhava.
Estava ficando frustrada. Iria tentar mais uma vez, mas sentiu os braços fortes de Damon a envolverem em um abraço delicioso. Sentiu todo seu corpo amolecer, se entregar naturalmente a ele. Arrepiou ao ouvir a roquidão da voz masculina sussurando em seu ouvido. – Não é assim... – Ele falou fazendo referencia a forma como ela jogava e então levou uma das mãos até a dela, conduzindo-na até a alavanca que eles giraram juntos.
Elena mal pode acreditar quando três símbolos idênticos ficaram marcados. Não era possível. Não era mesmo. Ela estava tentando a um tempão e não conseguia e bastou Damon ajudá-la para que ela ganhasse. A morena o olhou sem entender e o vampiro apenas sorriu, o sorriso sedutor que quase a fazia perder o ar, perder a razão...
Elena se perdia no mar azul dos olhos dele, no sorriso irrestível. Damon era sua perdição, seu amor.
Virou o rosto para beijá-lo, um beijo repleto de amor, mas também de paixão. Doce, mais intenso. Calmante, mas ardente. Era um beijo gostoso, um beijo de um casal que se amava acima de tudo.
A garota tentou jogar novamente e para sua surpesa, ganhou.
Ganhara novamente.
Jackpot.
Novamente.
Mais uma vez.
Não era possível. Aquela altura ela podia sentir Damon abafar um risinho e ela se virou para ele. – Não vai me dizer que você compeliu o rapaz do cassino para eu ganhar...
-Claro que não, princesa. – Damon respondeu cínicamente.
-Você fez isso! Eu sei! – Elena respondeu, já rindo. Ele não tinha jeito mesmo, mas ela não se importava, ela o amava como ele era.
-Trapacear as vezes é divertido, Elena...
-Eu iria brigar com você mas...
-Mas você não consegue, porque adora o meu jeito. – Ele a interrompeu.
-É bem isso mesmo. – Ela concordou. – Eu te amo, eu amo seu jeito. Eu amo tudo em você. – Elena admitiu.
-Isso é óbvio. – O vampiro respondeu em um tom convencido e antes que ela pudesse responder, ele a tomou em seus braços, beijando-na apaixonadamente.
O beijo afetou-lhe a alma, um beijo que dizia tudo sem nenhuma palavra. Era o amor, era a paixão, o desejo. Havia tudo ali, tudo que alguém pudesse desejar. A garota respondeu com urgência ao beijo. Não havia mais nada que ela pudesse querer a não ser os lábios dele, a não ser o sabor dos beijos dele.
No instante seguinte, eles concluíram que já haviam aproveitado o suficiente do cassino. Precisavam ficar juntos, precisavam ficar um pouco sozinhos... Os dois voltaram abraçadinhos para o quarto do hotel.
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