Notas iniciais
Mais um cap!
Eu espero que gostem *>*
Por favor, não se esqueçam de commentar.
Beijinhos!

Elena acordou com a sensação de que ainda estava sonhando, afinal, tinha sido tão lindo, tão absolutamente perfeito e romântico que não podia ser real, mas era e quanto mais tinha consciência disso, mas feliz ela ficava. Era um tipo de alegria que ela não podia definir, vinha da alma mesmo.

Fechou os olhos, por um instante, e as imagens, da noite maravilhosa que tivera com ele, surgiram em sua mente; cada toque, cada beijo, cada declaração, cada “eu te amo”, fazendo com que ela sorrise. Era um sorriso doce, de encantamento, de uma felicidade que não podia descrever.

Nunca pensou que pudesse sentir e partilhar um amor tão profundo e belo quando era o amor deles. Eles se amavam de uma forma inexplicável, tão intensa, tão pura e doce, era algo transcedental. E ela sabia que nunca iria se sentir assim em relação a mais ninguém, ela era dele, somente dele, pertencia a Damon e isso era algo definitivo. A garota sentiu um arrepio bom percorrer-lhe a espinha ao ouvir a voz sedutoramente rouca dele falando tão próxima dela.

– Bom dia, minha princesa. – Damon falou num tom carinhoso e abraçou por trás, de uma forma muito mais amorosa do que erótica. Ele também não podia acreditar que tudo era verdade, afinal, nunca imaginou que Elena pudesse realmente amá-lo, tão pouco escolhê-lo, mas ela o tinha feito. Ela o amava e ser amado por ela era a melhor coisa que havia, ela era tudo que ele poderia querer.

-Bom dia...- Ela respondeu preguiçosamente enquanto abria um lindo sorriso, estava tão feliz, tão apaixonada. A morena levou as mãos de encontro aos braços dele, que a envolvia, e acariciou. Sentiu seu corpo reagir ao dele, não só de uma forma desejosa, mas, principalmente, pelo amor que sentia, pela sensação que era estar ao lado dele; o coração que acelerava, cada músculo que pulsava querendo estar perto dele da forma como estava naquele momento.

-Sonhou muito comigo essa noite? – Perguntou com seu tom costumeiramente convencido e abriu um sorriso que ao mesmo tempo era sedutor e quase irônico. Ele era mesmo irresistível. Em seguida, beijou-lhe o pescoço fazendo-na estremecer e ao perceber a reação dela, beijou-na novamente.

-Eu acho que eu não parei de sonhar ainda. – Ela respondeu sinceramente e ainda afetada pelos beijos dele. – Eu acordei pensando no nosso casamento, na nossa noite, foi tudo tão maravilhoso, tão perfeito. – Elena sorriu involuntariamente enquanto falava, estava completamente encantada, realizada. Ele era tudo, completava-na em todos os sentidos. Ela não podia ser mais feliz.

-Eu sabia que você tinha gostado. – Damon continuou com o mesmo ar convencido. –Quando você vai escrever sobre a nossa noite no seu diário? O mesmo sorriso se manteve desenhado em sua face e, em seguida, sentiu a garota arranhar o braço dele com força. O sorriso se alargou na face dele, adorava provocá-la, ela ficava ainda mais bonita quando estava irritada.

-Não sei, talvez eu não escreva, ou, talvez, eu já tenha escrito. – A garota respondeu, meio irritada, mas, ao mesmo tempo, entrando no jogo dele. Lógico que ela não era tão boa quanto ele era nesse tipo de provocação, mas, ainda assim, poderia tentar.

-Você não escreveu, não, amor. Você passou a noite dormindo abraçada comigo. — Então, ele se virou para ficar por cima dela, a morena revirou os olhos, fazendo biquinho e ele não conseguiu evitar de sorrir. Era tão engraçado como ela podia ficar irritada tão facilmente, mas não precisava de muito para que ela se derretesse por ele novamente.

– Como você pode ter tanta certeza disso? Eu posso ter acordado no meio da noite... – A garota falou num tom hesitante e ao mesmo tempo doce.

– Porque eu passei a noite inteira te vendo dormir, princesa e você parecia um anjo de tão linda, sabia? O vampiro acariciou a face dela com tanto amor, deixando de lado qualquer expressão de ironia que podia haver em seu rosto. Passou a olhar-na com tamanho carinho e dedicação, afinal, o amor dele era verdadeiro.

-Ah, amor... – A morena falou completamente encantada, estava sem palavras, ele era tão romântico, tão doce e esse jeito tão amoroso dele era só para ela, especialmente para ela. Elena tinha a melhor parte dele. Ela abriu um sorriso tão alegre, estava tão contente e então deixou os lábios colarem nos dele distribuindo diversos selinhos enquanto ela falava. – Você...- Deu-lhe mais um selinho enquanto ele acariciava o rosto macio dela. – É... – Deu outro selinho.. – Tão... – E mais outro... – Fofo. – O sorriso que ela possuía em seu rosto era tão contagiante que o cativara também, fazendo-no sorrir da mesma forma. Ela era a única que o fazia sorrir tão abertamente e expor seus sentimentos, afinal, ela merecia todo o amor dele. – E eu amo você. – A garota falou, terminando com um beijo intenso nos lábios dele.

Damon respondeu aos beijos com tamanha paixão e carinho, os lábios dela possuíam o gosto mais doce que ele já havia experimentado. Ela era tão meiga, tão boa, era mesmo uma princesinha e ele amava o jeito dela. – Eu não sou fofo, Elena. – Respondeu exibindo um sorriso amoroso, deixou a mão, que acariciava a pele aveludada da garota, descer do rosto, para o pescoço, seguindo a linha da clavícula, até chegar no ombro e fazer o caminho de volta. A garota soltou um leve suspiro e ele calou-lhe os lábios com um beijo profundo, repleto de sentimento, de amor. – Eu só amo você, amo muito. – Beijou-na intensamente, enquanto acariciava os longos e sedosos cabelos castanhos da garota. Depois do beijo, abriu um sorriso afetuoso para ela e, aos poucos, o sorriso foi se tornando incrivelmente sedutor. –Amor, você ainda não me respondeu... – Fez uma pausa e o sorriso se alargou em sua face. –Quando você vai escrever no seu diário?

-Ah, Damon, eu não acredito nisso. – A garota revirou os olhos, e achou engraçado porque ao mesmo tempo que isso a irritava, também a divertia incrivelmente, ele era capaz de encantá-la mesmo quando a estava provocando daquela maneira. Na verdade, não tinha se importado realmente quando ele lera o diário dela da última vez. Era sim, uma invasão de privacidade, mas não conseguiu aborrecer-se por isso. –Não é possível que você queira ler o meu diário.... – Ela fez uma pausa. – Você não pode ler.

-Lógico que eu quero. – O vampiro continuou com o mesmo sorriso em sua face, se divertindo com a garota, que já estava ficando corada com a forma com a qual ele a olhava. – Você escreve tão bem, amor, devia escrever um livro, sabia? – Piscou, exibindo uma expressão sedutora em sua face. – Eu iria ler, com certeza. – Damon beijou-lhe os lábios com tamanho amor e sensualidade, um beijo delicioso, gostoso.

-Claro que você ia ler, você ia amar né? Principalmente se eu falasse bastante sobre você....– Elena falou rindo, já tinha desistido com ele, mas no fundo, ainda tinha vergonha quando estava próxima dele, quando ele lia seu diário e sabia de seus pensamentos mais intímos. – E eu não duvido que aquela não foi a primeira vez que você leu o meu diário...

-Não foi mesmo, Elena... – Damon concordou com ela, fazendo com que a garota revirasse os olhos e ele riu, achando graça da expressão da garota. – Teve uma época que eu li muito o seu diário, porque eu te amava tanto e queria saber o que você sentia... – Falou, mudando seu tom para um que era bem mais suave e romântico,beijou-na nos lábios com tanto amor, um beijo tão intenso que tocou a alma dela, fazendo com que ela sentisse uma sensação maravilhosa. A ligação que eles possuíam era tão forte, tão linda, tão perfeita.

-Ah, Damon, eu já te disse que desse jeito, se você me mimar desse eito, você vai me deixar mal acostumada... – Falou totalmente derretida por ele, apaixonava-se ainda mais a cada instante. Era um amor tão grande, tão intenso, que ela não podia mais explicar. Retribuiu os beijos deliciosos, amorosos dele, deixou os dedos se entrelaçarem nos cabelos dele e acariciou delicadamente.

-Eu não me importo, Elena, eu gosto de mimar você. – Falou da forma mais suave, enquanto sorria para ela, percebendo o amor dela fluir para ele numa sincronia perfeita. Era um amor verdadeiro, visceral, transcendental.– Mas sabe o que é realmente importante para mim, Elena? – Perguntou num doce doce, enquanto ainda acariciava a face de pele macia, estava encantado com o quanto ela era bonita, por mais que a olhasse, que a tivesse só para ele, nunca iria deixar de reparar nela, de perceber o quanto ela era linda, doce. Elena era apaixonante em todos os sentido.

A garota meneou o cabeça negativamente, olhando-na de uma forma tão profunda, tão doce, tão meiga. Ele passou um dos dedos pelos lábios dela, sentindo a textura que eles possuíam e então, aproximou os próprios lábios dos dela. – O importante é que você esteja feliz, é só isso que eu quero. Eu amo te ver sorrir, meu amor.

-Eu estou tão feliz. – Ela respondeu num tom tão adociado, não pode evitar o sorriso puro que se desenhou em seus lábios. Ela estava verdadeiramente feliz, a cada instante estava mais feliz, mais apaixonada por ele. Ele era perfeito, era divertido, romântico, sedutor. Era tudo que qualquer garota poderia sonhar e ele era dela, só dela e de mais ninguém. – Eu te amo, Damon.

-Eu também te amo, princesa. – Falou num tom carinhoso, enquanto acariciava o rosto da garota, sentia o perfurme femininamente inebriante da garota, um cheiro tão doce e gostoso, ela era mesmo maravilhosa. Deixou os lábios tocarem os dela, os exigindo colados aos seus, selados num beijo apaixonante, doce e muito romântico.

A garota se entregou ao beijo, as sensações que provocava nela. Sentia-se tão querida, tão amada, tão dele. Não queria ser de mais de ninguém, a não ser dele. Deixou as mãos procurarem as dele, se tocarem, os dedos entrelaçarem. O amor, tão intenso e verdadeiro, fluía de um para o outro numa sincronia perfeita, chegando a atingir até mesmo a alma, de uma forma tão doce, tão delicada e calmante.

Os dois permaneceram deitados, abraçadinhos na cama, trocando beijos, declarações, olhares e sorrisos durante algum tempo, afinal, não conseguiam ficar longe, era como se um precisasse do outro de uma forma tão avassaladora, tão intensa, que se é até dificíl de explicar uma necessidade tão vital. Ficaram daquela forma até que decidiram que era hora de se levantar, os dois queriam aproveitar o dia, principalmente Elena estava ansiosa para ir ao casino.

...

A morena ainda sentia saudades da cama tão quentinha e principalmente dos braços fortes de Damon a abrançando, mas seria uma falta temporária, ela iria tomar um banho e se arrumar para que eles pudessem tomar café da manhã e sair. Estava tão animada, tão feliz, queria curtir cada momento de sua nova vida ao lado dele.

Sabia que cada instante seria mais feliz que o anteior, mais doce, mais apaixonante e que nunca seria capaz de parar de amá-lo, afinal, eles haviam sido feitos um para o outro e ela pertencia a ele e a mais ninguém, jamais seria de outro. Aproveitou que ele estava distraído, ou pelo menos, não estava no quarto naquele momento.

Ela poderia escrever em seu diário sem que ele visse e depois esconderia o pequeno caderno para que não fosse encontrado, ou melhor, para que Damon não o pegasse e começasse a ler. Ainda achava graça, e ao mesmo tempo fofo, essa necessidade dele em saber os pensamentos e sentimentos que ela possuía, como se não estivesse mais do que comprovado o quanto ela o amava.

Narrou cada mínimo detalhe, os momentos inesquecíveis, os dois no aeroporto, o colar e o diário que ele deu a ela, a viagem até Las Vegas, cada detalhe que ele pensou, os vestidos, a capela, como ela se sentiu quando estava se casando com ele, o nervosismo, o amor, a cumplicidade, o romantismo, o carinho que houve até mesmo nos momentos mais eróticos.

A vida dela mudara completamente, ela nunca estivera tão feliz, tão completa. Sorriu ao pensar o quão incrível era o amor, como era capaz de mudar as pessoas, mudar suas vidas e fazer com que tudo se tornasse intenso, ganhasse vida, ganhasse cor. Não queria nada a não ser cada momento, cada instante que tinha com Damon.

Não estava casada nem a 24 hs, mas, ainda assim, tudo estava diferente, lindo, perfeito. Pensou em como seria a vida em mais alguns anos, em como tudo poderia ser ainda melhor. Olhou-se no espelho e achou-se diferente e estava mesmo, estava mais feliz, mais confiante.

Havia mudado totalmente, porque todos seus medos e inseguranças iam embora quando ela estava com ele e mais, ela havia assumido seu amor por Damon, não precisava mais escondê-lo e por isso sentia-se mais forte, era como se tudo em sua vida finalmente fizesse sentido.

Foi até o banheiro e tomou um banho demoradamente relaxante, passou cremes no corpo, perfume, queria estar linda, cheirosa para ele. Escolheu uma calça preta bem justa e uma blusinha, cujo decote realçava seus volumosos seios. Passou uma maquiagem mais suave, marcada apenas nos olhos e prendeu os cabelos num rabo de cavalo alto e elegante.

Pensou se a roupa não era simples demais, afinal, não tinha nada muito sofisticado, todas as roupas que possuía eram as que havia comprado no aeroporto, mas, mesmo assim, ela estava linda, talvez, mais linda do que pudesse imaginar. Foi encontrar Damon, que estava na imensa varanda e quando ela olhou bem, viu que o café da manhã estava posto da enorme mesa, na verdade, parecia mais um banquete do que um simples café da manhã.

-Amor, pra que tudo isso? – Perguntou com um sorriso amoroso desenhado em sua face.

-É seu café da manhã, princesa. -Ele abriu um sorriso meio debochado e continuou. – Não se preocupe, eu não fiz tudo isso, eu só mandei trazerem o café até aqui.

-Ah, sim, café da manhã de hotel cinco estrelas. – Ela riu. – E eu já imaginava, você não tem jeito de quem saiba cozinhar qualquer coisa.

-Mas eu sei fazer ótimos drinks, amor, se você quiser. – Ele piscou.

-Amor, são nove e meia da manhã... – Ela iria continuar, mas ele a interrompeu.

-Não, não, Elena. Eram nove horas da manhã a quase duas horas atrás...

-Eu demorei tudo isso me arrumando? – Ela perguntou surpresa. – Eu não acredito que eu demorei tanto assim, ai, amor, me desculpa, você ficou me esperando todo esse tempo...

-Não tem problema, Elena. – O sorriso meio irônico se alargou na face dele. – Assim, eu consegui ler todo o seu diário. – Ergueu o caderninho, que, antes, estava pousado sobre a mesa.

-Damon! Você não pode fazer isso.

-Eu já fiz, princesa. E eu gostei que você deixou vários recadinhos para mim...

-Dizendo que você não podia ler o diário! – Ela gritou.

-Eu acho que eu não prestei atenção direito então...

-Como você pode ser tão irritante, Damon? – A garota perguntou numa irritação que era mais superficial que verdadeira, não conseguia ficar realmente brava com ele, no fundo, gostava disso, gostava do jeito dele, afinal, era o charme dele.

-Você nem está brava de verdade, Elena, eu sei disso.

-Ah... – Ela bufou, a pele de seu rosto corou, ele tinha conseguido, ela já estava morrendo de vergonha, afinal, acabara de se lembrar de cada palavra que havia escrito e que ele havia lido. – Como eu posso.... ? – Iria continuar, mas ele a interrompeu.

-Porque você me ama, Elena. – Ele a tomou em seus braços e exigiu os lábios dela nos seus, beijando-na de uma forma tão amorosa e ao mesmo tempo sedutora que tocou-na diretamente na alma, fazendo com que ela não fosse capaz de resistir, apenas se entregar a ele, ao amor que fluía de um para o outro numa sincronia tão doce e perfeita.

-Eu amo. – Ela admitiu, mas não era nenhum segredo, o amor dela estava estampado em seu olhar, marcado em sua alma, em sua pele. Era tão intenso e verdadeiro que seria eterno.

-E eu amo você, Elena. – Damon respondeu, beijando-na novamente, como se cada beijo demonstrasse o sentimento imensurável que sentia pela garota. – E é por isso que eu leio o seu diário. – Tivera que completar e mesmo assim, não estragou o romantismo daquela situação, continuaram abraçados, os corpos tão próximos, exalando paixão e principalmente amor.

-Ah, Damon... – Ela sussurou, uma voz tão doce e melodiosa, estava tão entregue, tão segura nos braços dele, que já não conseguia pensar direito, só queria ficar ali e esquecer de tudo. – Você não precisa ler, você já sabe o quanto eu te amo.

-Mas eu gosto de ler. – Ele respondeu exibindo um sorriso tão sedutor que fizera com que ela quase perdesse o folêgo. – Quer saber quais foram as partes que eu mais gostei?

-Agora é isso? Além de ler meu diário, você ainda lê para mim?

-Uhum. – Ele concordou enquanto abria o diário e procurava em meio as páginas os trechos que havia marcado.

Elena cruzou os braços e o ficou observando, não deixou de achar graça em toda a situação. Ele conseguia ser fofo, mesmo quando era tão descarado como estava sendo naquele instante. Ao mesmo tempo, seu rosto corava ainda mais, numa vergonha que ela já não sabia mais medir, afinal, reconhecia cada página o conteúdo nela escrito, mas ainda assim, sabia que a vergonha que estava sentindo não seria nada perto de quando ele começasse a ler em voz alta.

-Amor, você não precisa ler para mim, eu sei o que eu escrevi. – Elena falou enquanto deixava uma de suas mãos ajeitar seus cabelos incessantemente. Estava ficando nervosa e extremamente envergonhada com aquela situação, mas Damon parecia não ter jeito e por mais que ela falasse, ela já estava resignada que não fosse adiantar, mas ela iria tentar. – E além disso, nós estamos parecendo que estamos matriculados no jardim de infância. Quando eu tinha oito anos, os meninos tentavam pegar os diários das meninas... – Ela fez uma pausa e observou um sorriso irresítivel e brincalhão se desenhar nos lábios dele. É, não iria adiantar ela falar mesmo. – É sério, você quer mesmo parecer uma criança?

-Querido Diário... – Damon começou a ler, ignorou tudo que a morena havia dito. Na verdade, não ligava de parecer uma criança que tentava ler o diário da amiguinha só para irritá-la. Na verdade, era nisso que se concentrava toda a graça da situação. Adorava deixá-la daquela forma e por mais que ela já o conhecesse e ele tivesse dito a ela que iria ler o diário, ela escreveu mesmo assim, então, ele iria ler mesmo. – Você não vai acreditar em tudo que aconteceu nesses últimos dias.... – Fez uma pausa, deixando o sorriso se alargar em sua face quando a olhou com um olhar zombeteiro. – Você fala com o seu diário como se ele fosse uma pessoa, Elena...Por que?

-Porque essa é a idéia de ter um diário, Damon... – A garota revirou os olhos, como se estivesse falando a coisa mais óbvia do mundo. –A gente desabafa com o diário, contamos nossos segredos, aquele que ninguém deveria saber, é como se o diário fosse a minha melhor amiga, entendeu?

Damon começou a rir, não porque estava achando graça dela, mas porque ao ouvir que o diário era a melhor amiga, achou incrivelmente engraçado que Stefan, também tivesse uma melhor amiga e ficasse contando seus segredinhos para ela. Aquilo era algo tão feminino, que chegava a ser realmente hilário, tinha que ser coisa do seu irmãozinho mesmo. Elena se irritou, achando que ele estava rindo dela e deu um cutucão com força nele. Ele estava sendo incrivelmente irritante, e dessa vez, ela estava se aborrecendo de verdade. – Do que você está rindo? – A garota perguntou num tom de voz visivelmente alterado. –Elena, eu acho que meu irmão tem tendências homossexuais, afinal, ele tem um diário, uma melhor amiga, para ficar contando os seus segredinhos emocionantes, tipo, cada vez que ele mata um esquilinho fofinho e se arrepende, entendeu?

Toda a irritação de Elena sumiu, ela não pode conter o riso ao ouvir o que Damon falava. Aquilo era tão bobo e ao mesmo tempo tão engraçado que ela não podia acreditar. Era realmente engraçado imaginar a cena, Stefan chorando ao desabafar que tinha matado um pobre esquilo. A garota balançou a cabeça negativamente, Damon não tinha jeito mesmo, mas era por isso que ela o amava. –Quantos anos você tem, Damon? Você está se comportando como uma criancinha.

-E você também está se comportando assim, Elena, você está rindo. – Damon respondeu num tom sarcástico, o sorriso em seu rosto era incrivelmente sedutor, irresistível. O vampiro voltou-se, ao diário, procurando a parte que ele estava lendo anteriormente. – Mas vamos voltar ao seu diário, meu amor. – Ele sorriu quando ela revirou os olhos novamente. – Você não achou que eu iria parar de ler, não é? – Nem deu tempo para ela responder e continuou. –Eu e o Damon nos casamos, foi tudo tão lindo e romântico. Quando ele me pediu em casamento eu nem acreditei, foi tão inesperado e tão fofo, e ele sabia exatamente qual aliança eu queria... - Damon fez uma pausa e falou. –Essa parte não é tão interessante, vamos para a outra.–Ele continuou lendo, avançando algumas partes, procurando o trecho que queria – Eu o amo tanto, tanto. Eu nunca vou conseguir parar de amá-lo, porque ele me deixa mais apaixonada a cada minuto. Ele é perfeito, e bem, ele também é tão lindo. Tá bom, ele é irresistível. Eu tenho um marido perfeito. Que garota não quer um marido assim, lindo, gostoso e que ainda a ame como ele me ama? Nem adianta, ele já é meu. – Damon riu ao parar de ler e observar que a garota estava incrivelmente envergonhada. – Adoro quando você fala de mim assim, principalmente do meu charme. – Ele fez uma pausa e piscou para ela. – Mas e essa última partezinha? “Nem adianta que ele é meu” ? Você estava tentando fazer inveja para o diário, Elena?

-Ah, Damon, por favor. – Elena pediu, já não conseguia disfarçar o quão envergonhava estava, mesmo se tentasse, a coloração avermelhada de suas bochechas a denunciariam. Levou as mãos até os cabelos novamente, estava incrivelmente nervosa. Ele sabia deixá-la daquela forma, tão constrangida. Suspirou fundo e continuou. – É só um jeito de falar, só isso.

O vampiro a olhou de uma forma que dizia que ele não tinha acreditado nela. –Sabe o que eu acho? – Perguntou no mesmo tom brincalhão. – Eu acho que você não vê a hora de contar tudo isso para uma amiga, digo, uma amiga que não seja feita de papel, e falar o quanto você é sortuda por estar comigo e ela ficará morrendo de inveja, não é, princesa?

-Será que você pode parar com isso, Damon? – Falou tentando fugir do assunto, mas era aquilo mesmo. Ela queria contar para todas as amigas que ela tinha o melhor marido do mundo e o quanto ela estava feliz. E quando elas ficassem suspirando por ele, Elena falaria que ele era só dela. Era coisa de menininha mesmo, mas também, ela era tão nova ainda, tinha terminado o colégio fazia pouco tempo, ela ainda podia ser assim, meio bobinha.

-Você ainda não respondeu, Elena... – Ele insistiu no mesmo assunto, abafando um risinho ao perceber que ela ficava cada vez mais constrangida.

-Tá bom, eu admito, é isso. – A garota falou quase aos gritos. Ás vezes, tinha vontade de bater nele como naquele momento. Por que ele tinha que ler o diário dela? Mas que droga, ela pensou. – Agora, será que você pode fechar esse maldito diário?

-Eu não terminei de ler ainda, Elena. – Abriu um sorriso ainda mais estonteante do que o anterior. Se não bastava deixá-la morrendo de vergonha, ainda fazia isso, a deixava completamente encantada por ele.

-Damon! – Ela o repreendeu, mas não adiantou de nada. Quanto mais ela se envergonhasse e ficasse daquele jeito, nervosa e ansiosa, mais, ele iria insistir.

-Tá bom, Elena. Eu queria ler mais, mas vamos ao que interessa, a minha parte preferida. – Falou enquanto apontava no diário a parte que ele iria ler.

Elena reconheceu imediatamente aquele trecho, era onde ela havia descrito a noite de núpcias deles. Era tudo que ela não precisava, Damon lendo a parte onde ela falava de sexo, falava o quanto tinha sido bom e principalmente o quanto ele era gostoso. –Ah, Damon, não! Você não pode ler isso.

-Eu já li, Elena. E eu adorei tudo que você escreveu. – Piscou sedutoramente, deixando-na incrivelmente constrangida. Ignorou a expressão dela e a imensa quantidade de vezes que ela tentou tirar o diário de suas mãos sem sucesso, e voltou a ler o pequeno caderninho.– A noite que passamos juntos foi a mais linda de todas, tão romântica e erótica, a forma como ele me tocava, as mãos deslizando por meu corpo de um jeito tão sensual e carinhoso, os beijos quentes e amorosos, eu nunca me senti tão amada e tão desejada ao mesmo tempo... – Fez uma pausa e abriu um sorriso descaradamente lindo para ela. –Eu já sabia que você tinha gostado... – Iria continuar, mas ela o interrompeu.

-Convencido! – A morena bufou irritada e tentou tirar o diário das mãos dele novamente, mas não conseguiu. Já estava quase subindo no colo dele, e ainda assim, não conseguia pegar o diário de volta. – Agora é sério, Damon, me dá isso!

-Quando eu terminar de ler, eu devolvo, tá bom, princesa? – Riu, achando-na uma gracinha, tão doce e meiga. Ela, sim, parecia uma criancinha, toda nervosa e envergonhada por uma bobagem, por causa de um diário. Ela era mesmo linda, uma princesa, ele pensou. – Vou ser legal e vou pular umas partes, amor. – Avançou mais um pouco, achando outro trecho. –Ele me levou a nível de prazer extremo que eu nem sabia que existia, eu nunca havia sentido tanto prazer assim até fazer sexo com Damon.... – Damon tivera que conter um risinho ao ver como a garota estava, suas bochechas tão vermelhas e ela tão encolhida, como se quisesse desaparecer dali e então, ele conseguiu fazê-la ficar mais constrangida do que antes. – Elena, você nunca teve um orgasmo antes de transar comigo?

A morena congelou, numa vergonha absurda! Como assim, se ela nunca tivera um orgasmo antes? Ela nem sabia o que responder. Provavelmente nunca tivera mesmo, afinal, o sexo que tinha com Stefan estava muito longe do que poderia ser considerado, ao menos, razoável, e, bem, ela não tivera outros homens. E quando ela fez sexo, pela primeira vez com Damon, tudo mudou, se tornou muito melhor, ele realmente a satisfazia completamente, mas ela nunca iria dizer isso a ele, já havia passado vergonha suficiente para uma vida inteira e não precisava deixá-lo se achando mais do que ele já se achava. Ela suspirou profundamente e finalmente conseguiu falar alguma coisa. – Damon, por favor, para, eu não vou te responder isso... – Fez uma pausa. – E você não pode ficar lendo o meu diário. Não pode mesmo. – Ela falou num tom nervoso, ansioso, já não sabia como disfarçar toda a vergonha que estava sentindo.

-Por que eu não posso ler? – Perguntou descaradamente, mas não insistiu na pergunta sobre o orgasmo, nunca iria forçá-la a responder quando percebia que ela estava ficando realmente muito constrangida.

-Porque é a minha intimidade, amor... – A morena fez uma pausa e baixou o olhar, totalmente sem graça. –E eu já estou morrendo de vergonha...

-Que eu saiba você escreveu sobre a nossa noite juntos, então eu tenho todo o direito de ler... – O vampiro falou no mesmo tom descarado, mas que aos poucos iria se tornando mais carinhoso. – Além do mais, você não precisa ter vergonha perto de mim, Elena.

-Então, não me faz morrer de vergonha! – Falou de uma forma mimada enquanto fazia biquinho.

-Tá bom. – Damon abriu um sorriso carinhoso para a garota e a olhou da forma mais carinhosa existente. Não iria mais ficar lendo o diário dela, já tinha brincado com ela o suficiente e ela, naquele instante, precisava de um pouquinho de carinho e mimo.– Agora, vem cá, minha princesa.

Ela fechou a cara, tentando se fazer de difícil, mas foi, apena,s ele olhá-la novamente nos olhos e ela já se derreteu por inteira e sentou-se ao lado dele, ou melhor, no colo dele. Os dois deixaram os rostos se aproximarem e partilharam um sorriso que dizia tudo, que mostrava o quanto eles se amavam. Os lábios colaram, iniciaram um beijo delicioso, repleto de amor e doçura. Elena já tinha esquecido toda a vergonha de instantes atrás, afinal, ela o amava tanto, era como se fosse parte dela já e a conhecesse tão bem que ela não precisava ter medo, não precisava esconder o sentimento ou o pensamento mais bobo. Ela era dele e ele era dela, eram almas gêmas, apenas isso e mais nada. –Eu te amo. – Ela arrepiou-se ao ouvir a voz sedutoramente rouca sussurar em seu ouvindo enquanto ele acariciava seus cabelos. –Eu eu amo você. – Ela respondeu da forma mais doce e amorosa.

Finalmente, os dois foram tomar café. Elena estava tão ansiosa para conhecer o cassino, que nem comeu direito, apesar do banquete que estava servido. A única coisa que a garota fez questão foi experimentar um pedacinho de cada doce maravilhoso.

Damon, por sua vez, não comeu nada, afinal, ele era um vampiro e apesar de poder comer comida humana, não fazia a mínima questão. Ficou apenas bebericando um corpo de Whiskey. Elena riu ao vê-lo beber logo cedo, mas não ligava, era o jeito dele e bem, eles estavam em Las Vegas mesmo, não iria ficar reclamando por besteira.