The Wedding
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Eu fiquei tão feliz com tantos comments que eu recebi no ultimo capítulo.
Espero que vcs gostem desse também.
E por favor, me deixem comentários.
A dor pungia em seu coração, alastrando-se para cada mínima parte de seu corpo, tudo doía de uma forma tão intensa, tão profunda, que ela mal conseguia manter sua compostura.
Queria se encolher em torno de seu próprio corpo para tentar amenizar o sofrimento que lhe atingia a alma, rasgando-na como se fosse feita de um material tão frágil, de uma forma que não haveria como curar. Não havia cura, pois ela estava caminhando para sua própria infelicidade, para o que lhe fazia tão mal.
Cada passo era dificultoso, ela não queria avançar. Seu coração palpitava acelerado, mas não de ansiedade, nervosismo, felicidade, mas sim num despero latente, num sofrimento que ela não era capaz de descrever. Alaric a conduzia, ele era a única" família" que lhe tinha restado.
Ela seguia pelo caminho tortuoso que a levava a altar, que a levava até Stefan, mas ela não queria estar com ele, o sorriso emocionado que ele lhe dava não significava nada a ela. Os olhos castanhos da garota procuravam, com afinco, um único rosto em meio a todos os convidados.
A tristeza a arrebatava ainda mais, a medida que, ela não o encontrava. Ele não estava lá, ela sabia. Elena tinha vontade de chorar, de gritar, era muito sofrimento, muita dor. As palavras que Damon dizera ecoavam muito mais altas, na mente da garota, do que a marcha nupcial que era executada.
Tudo que ele falara antes de deixá-la, depois que a beijara. Um beijo tão doce e gostoso que ela ainda era capaz de sentir, de sentir a pressão dos lábios dele contra os dela, de sua lingua entrelaçada a dela, do gosto da boca dele. A garota fechou os olhos por um mínimo instante e suspirou.
Procurou novamente a face dele, os olhos tão azuis, mas não encontrava. A dor se tornou ainda maia forte, insuportável, caminhava uma distância pequena, mas que parecia ser quilômetros. Por um momento, sentiu seu corpo pesar, como se perdesse a consciência, mas Alaric a amparava, ninguém percebera e se perceberam, julgaram ser nervosismo de noiva.
Ela era uma noiva linda, belíssima, todos eram capazes de notar, mas a morena era uma noiva que não queria se casar, uma noiva que só tinha em seus pensamentos a imagem de outro homem, o homem que era o dono de seu coração, o único que ela era capaz de amar.
Prometa que você não vai se esquecer que eu te amo. A voz rouca, afetada, de Damon ainda ecoava em sua mente. O pedido dele pulsava em seu coração. Como ele poderia se esquecer? Como? Ela sentia o mesmo, ela o amava com todo o seu ser, seu coração pulsava aflito, queria estar com ele.
Não aguentava mais continuar com tudo aquilo, queria estar perto dele, já sentia saudades, sentia falta de estar envolvida nos braços dele, sentia falta do beijo dele. Todo seu corpo reagia a isso, reagia a falta que sentia, ao desespero que surgia quando ela pensava que nunca mais estaria com ele.
Eu me apaixonei por você, Elena, e quando isso aconteceu eu me tornei outra pessoa. Eu mudei por você, me tornei melhor por você, tudo foi por você, e agora, eu não sei o que eu vou fazer, quando você se casar com ele, tudo vai perder o sentido.A garota sentiu seu corpo perder a força, não podia continuar, as palavras dele eram fortes demais, tocantes demais para que ela avançasse, para que ela simplesmente se casasse e deixasse o amor dos dois morrer. Mas o que mais ela podia fazer?
Tinha perdido todas as chances, tinha desperdiçado tudo e agora estava ali, naquela situação, indo se casar com quem não amava e magoando exatamente quem ela amava. Como ela era capaz de fazer isso? Ela era injusta, não era capaz de pensar nos outros. Tinha perdido tanto tempo em “não ser Katherine” que acabara não sendo Elena, acabara perdido o amor.
A morena ainda se lembrava como Damon saíra, o quão abalado ele estava, os olhos azuis que ela sempre considerou lindos, estavam sem brilho, entristecidos, lutavam contra as lágrimas. E a culpa era dela, fora tão egoísta, tão egoísta com ele. Elena sentiu as lágrimas quentes verterem de seus olhos, lágrimas de tristeza, de sofrimento, de uma dor que corria em suas veias, se espalhava por cada mínima parte de seu corpo.
Podia sentir uma onda de infelicidade fluir, a invadir, dominar sua alma, a destruir. Finalmente, ela alcançava o altar, seu corpo gelou quando Alaric pegou sua mão e a colocou na mão de Stefan, como se a entregasse a ele. Elena não conseguiu nem disfaçar um sorriso, estava afetada demais para isso, não conseguia fingir, doía demais, a sensação de vazio nunca tinha sido tão forte, era horrível.
O vampiro abriu um sorriso para ela, a morena fechou seus olhos, respirou pesadamente, queria fugir dali, não aguentava mais. Ela não o amava, e embora tivesse lá porque achava que não podia largá-lo, também não era justo enganá-lo.
– Você está tão linda. – Stefan disse admirado enquanto olhava diretamente nos olhos castanhos da garota. Elena não conseguiu responder, não tinha forças para tal, ela apenas sorriu, um sorriso tão fraco, tão sem vida, que demonstrava o estado emocional lástimavel em que ela se encontava.
Ele a conduziu até o altar, ambos ficaram de frente para o Padre, que iniciou a cerimônia. Elena não conseguia ouvir as palavras do Padre, estava ausente, quase alienada, as lágrimas passaram a verter incessantes, corriam por seu rosto de pele macia. Ela não conseguia se conter, chorava copiosamente.
Seu coração batia num ritmo frenético, não queria estar ali, se agitava, se debatia. Ela mal conseguia lutar contra seus próprios instintos, parecia inquieta, nervosa. Chorava tanto, soluçava, estava desesperada, mas ninguém parecia perceber. O Padre chegara no momento dos votos, Stefan falou “sim” com absoluta certeza. Elena se arrepiou, era sério mesmo e ela não queria que fosse. Ele se voltou a ela, dirigindo a palavra. A garota baixou o olhar.
–Elena, você promete, diante de Deus e destas testemunhas, receber Stefan como seu legítimo esposo, para viver com ele, conforme o que foi ordenado por Deus, na santa instituição do casamento? Promete amá-lo, honrá-lo, respeitá-lo, ajudá-lo e cuidar dele na enfermidade ou na saúde, na prosperidade ou na adversidade, e manter-se fiel a ele enquanto os dois viverem? – O Padre perguntou seguindo o rito em toda a sua formalidade.
As palavras soaram como espinhos, a machucavam, porque se ela dizesse sim, era como se ela estivesse indo contra si mesma, contra tudo o que sentia. Não era certo, não era certo para ela nem para ninguem. Elena percebeu que todos os olhares estavam voltados para ela, fechou seus olhos, tentou conter as lágrimas, mas foi inútil.
Ainda pensava em Damon, pensava o tempo inteiro nele. Não tinha jeito, ela o amava, a imagem dele ainda era tão forte, tão nítida. Abriu os olhos, olhou ao redor, o procurou novamente. As palavras dele soaram novamente, como se ele estivesse ao lado dela, mas eram apenas lembranças.
Eu te amo, Elena. Ela arfou, seu coração se acelerou, se aceleraria todas as vezes que essa declaração surgisse. Damon a amava, ela não podia fazer isso com ele. Não podia deixá-lo sofrer por nada, ela também o amava. Não podia perdê-lo. Sabia que era errado, que não devia, mas era ainda mais errado continuar com o casamento.
Ela já conseguia pensar, as pessoas ainda a olhavam curiosas. – Eu não posso fazer isso. – Ela desabou, em prantos, mas o choro dessa fez era diferente, doía, mas ao mesmo tempo não doía mais, era como se ela estivesse aliviada. Finalmente, havia tomado coragem. – Desculpa, eu não posso.
Ela balançou a cabeça negativamente, pode ouvir o alarido, pode ver os olhares de espanto, mas na verdade não se importava, tudo era um borrão, nada importava. Instintivamente. Saiu correndo, segurava o vestido com ambas as mãos, era difícil correr vestida da forma como estava, mas ainda assim, ela continuava, sem hesitar.
Stefan não conseguia acreditar, não podia ser verdade, seu olhar era atônito, perdia-se na imagem de Elena correndo com todas as suas forças, ela não o amava. Suas suspeitas estavam certas, mas ele não queria acreditar, nunca imaginou que elas se confirmassem no dia de seu casamento.
Ele a amava tanto e ela o estava deixando. Não podia ser verdade, não podia acreditar. Por que ela o estava deixando? Não podia ser apenas falta de amor. Elena não faria isso. Ela só faria por outro. Não, não podia ser. Todas as imagens surgiam na mente, cada atitude dela era compreensível.
Como a garota reagia quando Damon estava perto, como ela ficava quando ele estava longe. Ela amava o seu irmão. Não podia ser. Ele não pode controlar o choro, as lágrimas vertiam de seus olhos verdes, enquanto os convidados mais próximos os cercavam, tentando acalmá-lo, falar alguma coisa, dizer que ela deveria estar muito nervosa, que tudo ia ficar bem, mas ele sabia que não iria ficar tudo bem.
Elena olhava para trás a todo o momento, tinha medo que viessem atrás dela, que alguém a obrigasse a voltar, a se casar, ela corria o máximo que podia. Seus pés doíam apoiados no sapato de salto fino e alto, era fácil se cansar, mas ela precisava continuar.
As lágrimas continuavam vertendo de seus olhos. Por que ela demorara tanto? Teria sido muito mais fácil se ela tivesse tomado uma atitude antes. Tinha medo que Damon não a quisesse mais, que achasse que ela tinha ido longe demais largando Stefan no altar.
Eles eram irmãos, afinal. Ele poderia achar que ela foi errada. Não, ele não iria fazer nada disso. Ela já conseguia imaginar os braços dele a envolvendo forte, os lábios se tocando. Ele a amava era tudo que importava e ela o amava também. Tinha acabado de fazer uma grande loucura por ele.
No meio do choro, um sorriso se desenhou no rosto da garota, ela sorria com a idéia que estava livre, estava livre para ser dele. Foi nesse instante que algo lhe apertou o peito, ela não sabia onde encontrá-lo, ele não tinha ficado para o casamento. Ele podia já ter ido embora.
Sua alma se rasgou mais uma vez, seu corpo se contorceu em desespero, de dor. Não podia perdê-lo, quando finalmente era capaz de tê-lo. A garota se lembrou do sonho que tivera, quando ela sonhou que fugia de seu casamento, mas dessa vez, não havia nenhuma pista, nada que ela pudesse seguir, nada que a levasse diretamente até ele.
Ainda assim, ela continuou, o corpo todo cansava rápido, os sapatos a feriam, abriam machucados em seus pés, o vestido dificultava que ela continuasse, mas insistia, não importava o quanto poderia ser difícil, ela iria ficar com Damon e dessa vez seriapara sempre.
A garota ia olhando em volta, na esperança de vê-lo, mas não, o rosto que ela tanto ansiava por ver não estava em lugar algum. Apenas pessoas desconhecidas, muitas a olhavam curiosas, outras incrédulas, era bem inusitado ver uma noiva correndo pelo meio da rua, ainda mais numa cidade de interior como Mystic Falls.
Mas ela não ligava, não queria se importar. Por ter se importado demais com o que outros iriam pensar que ela se privara do amor dele por tanto tempo. Nunca mais faria isso. Ela iria se entregar totalmente a ele. Elena já tinha percorrido uma boa distância, tentava se concentrar em onde poderia encontrá-lo.
Damon não estaria em casa, ele não iria para lá. Só havia um lugar que ele costumava gostar na cidade, o único que ele realmente frequentava. Elena continuou correndo, o suor escorria por sua face, seu corpo doía, seus músculos protestavam contra o esforço que fazia, mas valia a pena.
Quando finalmente, Elena chegou ao Mystic Grill, ela atraiu todos os olhares, afinal, era uma noiva, com uma aparência exausta chegando ali. O olhar aflito buscava por ele, se Damon não estivesse lá, ela não saberia mais o que fazer, não saberia onde procurar, mas não iria desistir, nunca iria.
Damon estava sentado num dos bancos de frente ao balcão, já havia perdido a conta de quantas doses de Whiskey tinha bebido, mas era muito pouco, ainda estava sóbrio o suficiente para lamentar, para sofrer o quanto devia. Talvez, a dor nunca fosse desaparecer, ficaria sempre dentro dele.
Não conseguia imaginar Elena se casando, mas por mais que tentasse evitar o pensamento, isso vinha a sua mente o tempo inteiro. Ele bebeu de uma única vez a nova dose que o garçom lhe servira. O vampiro olhava para os dois pequenos objetos que tinha deixado sobre o balcão.
Ele era muito estúpido, pensou para si mesmo. Estava tão absorto em seus próprios pensamentos que nem conseguira perceber o que estava fazendo, todas as atenções que eram voltadas para a morena que havia acabado de chegar. Ele só percebera quando ouvira a voz aveludada soar.
– Damon... – Elena chamou, soou doce, apesar da respiração irregular devido a todo o esforço físicio que fizera. Ainda assim, seu coração nunca tinha se acelerado tanto quanto naquele instante, ela estava perto dele, ela era dele. Ele não tinha ido embra.
Todo o corpo da garota pulsou, vibrou numa felicidade extasiante. Abriu um sorriso tão lindo, tão contente e avançou na direção dele, que ainda a olhava incrédulo, não conseguia acreditar no que via. Elena estava bem na sua frente, sorria para ele. Achou que estava alucinando, fechou os olhos e os abriu de novo.
A imagem perfeitamente bela da garota continuava ali, cada vez mais perto. Ele ainda não entendia muito bem porque ela estava lá, mas não pode evitar de sorrir em retribuição. Os olhares se encontraram, faíscaram amor, tanto sentimento. O amor era tanto, era tão intenso e profundo que só de estarem perto, já era possível sentir uma energia fluir de um para o outro, numa sincronia perfeita. Eles tinham sido feitos um para o outro.
– Elena... – Ele falou quando a recebeu em seus braços, a abrançando com tanto carinho com tanto amor. Deixou o olhar se perder nela, ela era tão linda, percebeu que ela parecia cansada, mas também percebeu que ela estava feliz e mais. Podia sentir o quanto ela o amava, o amor de ambos transparecia, era tão vísivel que todos os estavam observando, mas eles ignoraram.
O vampiro levou as mãos até o rosto dela, acariciava a garota com tamanho zelo, tamanho cuidado, deixava os dedos contornarem os traços perfeitos do rosto dela, os lábios, precisava senti-la, gravar cada parte dela, tinha medo que ela fosse embora a cada momento.
Ela apenas o olhava, os olhos inundados por suas lágrimas, nunca mais ficaria longe. Ela deixou os dedos se entrelaçarem nos cabelos negros dele. Nos braços dele, ela se sentia segura, se sentia protegida, amada, sentia uma sensação maravilhosa invadir seu corpo, cada mólecula sua era entorpecida pelo calor dele, por sua presença.
O sorriso se alargou no rosto da garota, mas ela não conseguiu falar nada, ambos ficaram apenas se olhando por um instante, e o silêncio permaneceu. Permaneceu, pois, os lábios ansiavam por se encontrarem, se juntarem, cortarem qualquer distância que existia e se fundirem, os corpos se unirem, as bocas colarem, como faziam, iniciando um beijo tão doce, tão urgente, ardente.
As línguas se entrelaçaram, faziam movimentos, exploravam cada parte, provavam o gosto delicioso das bocas. Era tanto amor e era tão forte, imensurável. Elena podia sentir seu corpo reagir, a forma como ela se sentia era tão boa, sentia uma onda de tranquilidade tomar conta de seu corpo, ao mesmo tempo que uma agitação aprazível também a tomava.
Era incrível como as sensações eram extremas, variavam da mais perfeita calma até a mais louca agitação, tudo isso porque para cada dose de amor, existia uma dose igual de paixão, que lhe acendia, queimava em suas veias, ao mesmo tempo que o amor tranquilizava sua alma.
Damon podia sentir seu coração acelerar, era um vampiro, mas seus batimentos cardíacos se comportavam como se um humano, pois era assim que Elena fazia com que ele se sentisse.
Ela era a melhor coisa para ele, tudo que fazia com que ele visse além das sombras que regiram sua vida por tanto tempo, ela fez com que ele se importasse, fez com que ele amasse novamente e entendesse o que esse sentimento realmente significava.
Elena era a garota mais doce que ele conhecera, a pessoa que ele mais amava, a única que ele desejava. Ela não tinha se casado, ele finalmente conseguiu concluir, mas não conseguia acreditar.
– Você não se casou... – Ele falou entre os beijos, a voz rouca, afetada pela presença da garota, pelo amor que fluía dela para ele. – Por que? – Ele continuou, acariciando os cabelos longos e castanhos da garota, os olhos se encontravam, sustentavam o olhar. Era tanto carinho, tanta cumplicidade, um amor perfeito, de verdade.
– Por que eu te amo. – Ela respondeu sem hesitar, a voz se manteve firme, não falara como das outras vezes, em sussuros, disse para que ele pudesse ouvir, pudesse ter certeza de sua certeza, de seus sentimentos. Não queria mais esconder, nem fugir, ela era dele, sempre seria. – Eu posso ficar com você agora. – Ela sorriu, acariciou o rosto dele. – Era errado se eu não ficasse, eu fugi no meio do casamento. – Ela riu, envergonhada. – Mas eu te amo tanto que eu simplesmente não podia continuar, eu sentia sua falta, pensava em você o tempo inteiro, eu precisei correr para você. – Ela admitiu, o deixando sem palavras, ele não era do tipo que ficava sem palavras mas estava, totalmente sem saber o que dizer.
As palavras dela tiveram um efeito tão forte, seu corpo todo reagia a ela. Mas também não era preciso dizer nada, a puxou ainda mais para si e a beijou novamente. Um beijo ainda mais apaixonado e intenso, como se dizesse a ela que ele também a amava e como amava. – Eu nunca imaginei que você fosse fazer isso, Elena. – Ele sorriu e se corrigiu. – Minha Elena, só minha. – Damon lhe deu um selinho, distruibuiu vários. – Eu te amo, tanto.
–Eu sou só sua. – Ela respondeu, se aninhou nos braços dele, pressionou o corpo nele. – E eu te amo demais. – Ela ergueu o rosto para que pudesse fitar os olhos azuis do vampiro, se perdeu ali, encantada, admirada. Ele era lindo e da mesma forma que ela era dele, ele era dela. – Eu fugi para ficar com você, sai correndo. – Ela baixou o olhar, envergonhada. – E o que a gente faz agora? – Ela perguntou, estava perdida. – Tudo que eu quero é ficar com você.
Haviam tantas respostas para a pergunta de Elena, tantas, mas qualquer opção seria perfeita desde que ela estivesse com Damon e eles nunca mais se separassem. Pensou que devesse ficar apenas ali, envolvida nos braços fortes e protetores dele, não precisava de mais nada, só da presença dele.
Podia esquecer de tudo, dos olhares questionadores das pessoas que estava no bar, agora, em volta deles, podia esquecer do mal que havia feito a Stefan. Só conseguia pensar em Damon, só nele. Mas se ele a quisesse levar embora, ela iria, para qualquer lugar que ele dissesse, não questionaria, afinal, estaria com ele.
Ela o olhava, os olhos fixos nos dele, se perdendo no mar azul. Ele também estava admirado, encantado com a beleza dela. Ela estava linda, mas linda do que costumava ser. Os olhos profundamente castanhos possuíam um brilho especial, um brilho que só existia quando Elena olhava para ele. Existia um sorriso doce que se mantinha desenhado em sua face, em seus lábios róseos, não sumia, não iria.
Ela o amava tanto, depois de todo o tempo que ficara afastada, lutando contra o sentimento, agora podia se entregar a ele, ser dele. Não precisaram falar nada, se entendiam tão bem, muito além de qualquer palavra. Damon também sorriu, de uma forma que somente sorriria para ela, simplesmente por que era ela, porque a amava. Levou ambas as mãos ao rosto de Elena, acariciou-lhe a pele aveludada, demorou-se, precisava sentir a textura dela, sua maciez. A garota fechou os olhos, suspirou profundamente, sentido a carícia tão gentil que ele lhe fazia.
– Eu tem amo. — Damon sussurou nos lábios dela, as respirações se misturavam, os lábios roçaram, tocaram-se suavemente, iniciando um beijo dócil, apaixonado. A morena pressionou o corpo contra o dele, respondendo a ele, ao beijo delicioso que partilhavam. — Eu também amo você. — Ela admitiu, sorrindo nos lábios dele, prendendo o inferior no seu, mordiscando, deu-lhe um selinho e depois, ambos voltaram a se beijar da forma mais intensa, mais urgente que poderia existir.
Manteve as mãos nos cabelos dele, em seguida, desceu pela nuca, acariciando, indo para as costas dele, o abraçando. Damon levou uma das mãos as costas da garota, descia e subia nela, percorria o corpo dela, sentindo suas curvas sob o vestido branco que ela usava. Ainda não acreditava que estava com ela, que ela não iria fugir, virar as costas no momento seguinte e deixá-lo. Era diferente, ela era só dele.
– Meu amor, minha Elena... — Damon a chamou num tom suave, carinhoso, enquanto sorria entre os beijos. Levou uma das mãos a face dela, acariciou. A garota sorriu, os olhos dela sorriam também, numa alegria extravagante.
– Eu não sei exatamente como falar isso. — Damon se afastou um pouco dela, pegou algo que havia deixado no balcão do bar, no momento em que a garota chegara e no instante seguinte já se aproximou dela novamente.
Elena observava sem entender, não conseguiu ver o que ele havia pego, teve medo, um medo que percorreu-lhe a espinha. Cogitou que ele pudesse não a quer mais.
Isso não fazia qualquer sentido, mas ainda assim, pensou nisso, não conseguia nem imaginar que ele a abandonaria, não seria capaz de aguentar. Quando a sensação de desespero, de vazio, iria se apoderar dela, Elena pode perceber a sensação calmante que fluía dele para ela, o amor, a sincronia perfeita que eles tinham.
O olhar amoroso que ele lhe dava levou embora qualquer receio que ela pudesse ter. Pode perceber que ele estava hesitante, inseguro. Não era tipico dele, não mesmo, mas ela mexia com ele de uma forma ele não podia definir.
Elena era tão linda, tão maravilhosa, e ele a amava, tão profundamente, que fazia com que ele mudasse completamente. Não havia cinismo em sua expressão, até sua confiança, que sempre fora altíssima, parecia abalada. Ele tinha medo, não costumava sentir isso, aquela ela uma das poucas vezes que ele tinha medo.
Foi difícil conseguir articular as palavras, enquanto a olhava, o olhar tão doce que ela lhe dava, que o afetava. Não existia nada, somente a intensidade do amor que tinha por ela. Elena ficou curiosa, inquieta, seu olhar era doce, amoroso, como se quisesse encorajá-lo a falar de uma vez o que ela nem tinha idéia do que poderia ser.
–Eu nunca pensei que eu faria isso nessa situação, não é bem como eu planejei. — O vampiro falou, sentiu-se completamente ridículo, achou graça da própria vergonha que sentia. Nem tinha muita idéia do que estava falando, mas ainda assim continuou. Finalmente, revelou o que tinha em sua mão, era um par de alianças, que brilharam, cintilaram ali.
Elena suspirou pesadamente, estava completamente surpresa, tentou dizer alguma coisa, mas as lágrimas, o choro intenso a interrompeu. Ela olhou bem para os dois anéis e sentiu uma felicidade estranha pulsar em suas veias. Se antes, desesperava-se com a hipótese de se casar, acabara de fugir de seu próprio casamento, agora, seu corpo vibrava, desejava mais do que tudo se casar.
Ela percebeu que ele recuou, ainda estava inseguro, mas isso sumiu quando a morena lhe dera um sorriso, tão lindo, tão meigo. Damon acabou sorrindo também, contagiado pela garota.
– Você sabe o quanto eu te amo, Elena. Eu ia te pedir mais cedo, quando fui te encontrar, mas eu não consegui. Achei que você fosse me dizer não. E bem, eu não podia pedir que você deixasse o seu próprio casamento, para que ficasse comigo. — Ele falou sinceramente, um pouco sem jeito ainda.
Ao menos, ele era um vampiro, o corpo dele não dava sinais de como ele realmente se sentia. Se fosse humano, ela seria capaz de ver sua pele queimar num vermelho e perceber as batidas aceleradas de seu coração.
Sentiu-se ainda mais ridículo, estava tão apaixonado que estava se comportando daquela forma tão vergonhosa. Elena sorriu entre as lágrimas, estava visivelmente emociada. Se ele tivesse pedido, se ele pedisse em qualquer momento, ela aceitaria, não seria capaz de dizer não.
Ao contrário dele, todo seu corpo mostrava como ela havia ficado, seu coração batia extremamente alto, acelerado, não duvidava que ele fosse capaz de ouvir, sua respiração tornou-se irregular. Ela estava ansiosa, que ele falasse, pedisse de uma vez, por que ela mal conseguia reprimir o " sim" que diria. Lógico que ela iria aceitar, era o que ela queria. Por mais que ele tentasse manter a compostura, ela o conhecia bem o suficiente para saber como ele se sentia, percebia que ele ainda estava hesitante, com medo.
–Mas eu já larguei. — Ela falou num tom tão doce e sincero. — Eu larguei tudo para ficar com você. — O sorriso se alargou no lindo rosto de Elena. — E eu também te amo. — Disse com toda a sinceridade que existia, ela o amava, o amor que sentia fluía dela para ele, e podia sentir que ele também correspondia.
Havia um tipo de energia entre eles, uma energia tão forte, um amor indiscritivelmente belo, tão intenso e profundo. E bastava apenas um olhar para que o sentimento os tocasse de uma forma tão magnífica, era algo transcendental, tão forte e real, tão visceral.
Damon ainda estava sem jeito, ele não era o tipo de cara que era romântico, na verdade, em todos os seus mais de 160 anos nunca se imaginou casando, mas com Elena era diferente e vê-la daquela forma, tão linda, tão sua e ainda por cima naquele vestido de noiva, ele tinha vontade de se casar, muita vontade de se casar com ela.
Ele se ajoelhou, era meio constrangedor, levando em consideração que eles estavam em público e todos os estavam olhando, mas isso não tinha nenhuma importância, ele não ligava. Nada importava, a não ser a garota que estava na frente dele, a olhando de forma tão carinhosa e intensa.
Ele segurou a mão da garota, só naquele instante, pode perceber que ela também estava nervosa, ansiosa. Ela ainda chorava,um choro de felicidade, estava completamente dominada pelo sentimento, pelo amor de ambos. Damon abriu um sorriso cativante, quase perturbador, conseguia deixa-la sem ar até mesmo quando iria pedi-la em casamento. – Elena Gilbert, você aceita se casar comigo? – Perguntou vacilante, muito mais do que gostaria. Teve receio que ela lhe dizesse “não”, afinal, estava muito mais acostumado a isso do que a ouvir um “sim” da garota.
Para Elena, a voz dele soou extremamente masculina, melodiosa, de uma forma que fazia com que ela não fosse capaz de resistir. Não era capaz de resistir a ele. As palavras dele ainda reverberavam em sua mente, percorriam-lhe o corpo como uma carícia gentil, gostosa. Ele queria se casar com ela, ele a amava. Elena sentiu todo seu corpo se arrepiar, dominado por uma felicidade extravagante. Ela abriu um sorriso largo, as lágrimas ainda rolavam por sua pele clara. Não podia narrar a forma como se sentia, podia sentir seu coração bater forte contra seu peito, sua respiração estava completamente descompassada. – Sim, eu aceito. – Ela finalmente conseguiu responder a ele, a voz ainda afetada ante a presença dele, ante as lágrimas que vertiam. – Eu aceito, eu te amo. – Ela repetiu a última parte diversas vezes, ela o amava tanto. – Eu vou ser sua para sempre.
Ele sorriu, um sorriso ainda mais estonteate do que o anterior. Ele era tão lindo, ela observou o rosto de traços masculinos, tão bem esculpidos, a boca provocante, o sorriso satisfeito que permanecia ali,adornando-lhe os lábios, os olhos tão azuis, Elena achou que tivessem uma tonalidade ainda mais bela do que a do mar. E melhor que tudo isso, era que ele era dela, somente dela, e seria ainda mais, quando eles se casassem.
Damon pegou a aliança de ouro, encrustrada de brilhantes, e colocou cuidadosamente no dedo dela. Finalmente, ele podia olhá-la e ver algo que lembrava a ele, e não a Stefan. Elena havia permitido que ele lhe colocasse uma aliança no dedo, dissera que pertencia a ele a ninguém mais. Sentiu uma onda de felicidade invardir seu corpo, nunca havia se sentido assim antes. Na verdade, mal sabia definir a forma como se sentia, todas as vezes que amou, não fora correspondido, só que era diferente e ele mal sabia o que fazer. Ele um vampiro de mais de 160 anos, estava perdido, achou a situação muito irônica.
Elena sorria, sentia-se tão boba, mas não podia evitar, nem queria. Havia passado muito tempo, um tempo tortuoso demais evitando o que sentia e nunca mais faria isso. Queria ser feliz, precisava ser. Ela observou numa alegria indiscritível, num orgulho pulsante, a aliança que resplandescia em seu dedo. A aliança que Damon havia dado a ela e havia algo nela. Era a aliança que ela queria, foi a que achou mais bela quando fora a loja com Stefan, mas mesmo se tivesse ido esta que ele escolhesse, não teria mudado nada. Seu coração já não pertencia mais a Stefan, mas sim a Damon. – Como você soube que era essa que eu queria? – Ela perguntou admirada, como ele podia ser tão perfeito?
Por um instante, Damon se esquecera completamente que ainda estava de joelhos. Levantou-se, o mesmo sorriso lindo e contente ainda desenhado em sua face. Não era capaz de esconder o que sentia, ainda mais perto de Elena, ela lhe tomava completamente a razão, fazia com que ele se perdesse nela, no amor que sentia por ela.
O vampiro segurou a mão da garota, a mão esquerda, manteve entre as suas e depois arqueou o rosto, enquanto levantava a mão da garota, aproximando-na de seus lábios, a beijando. A garota sentiu seu corpo arrepiar-se com a sensação de ter sua pele beijada por ele, era um toque tão gentil e carinhoso, mas fazia com que ela sentisse seu coração reverberar, palpitar tão fortemente. Era um amor tão grande. Damon a fitou, os olhos azuis encontravam os dela, um olhar que faíscavam um sentimento fortíssimo. – Lembra aquele dia que nós fomos a lojinha de doces? – Ele perguntou enquanto acariciava a mão frágil da garota. – Nós paramos para olhar a loja, e você ficou diante da vitrine da joalheria.
Fez uma pausa, por um instante, baixou o rosto, sentia-se exposto quando falava tanto assim, não estava acostumado, mas não importava, não tinha problema quando era com Elena que estava falando. – Eu vi você olhando para as alianças, para essa em especial e eu soube que era a que você queria. E você estava tão triste, porque nem nisso Stefan te conhecia, eu sabia que você não queria mais se casar... – Ele parou mais uma vez, só que dessa vez para secar as lágrimas que voltaram a verter dos olhos de Elena, tudo que ele falava era a mais pura verdade. Ele a amava tanto que era capaz de saber exatamente o que ela sentia apenas de olhar. Como ela fora egoísta, burra, demorando tanto tempo para ficar com ele. E no fim, ela fizera o que não queria, todo mundo sofreu. Ela sofreu, Damon sofreu, Stefan sofreu. Teria sido mais fácil se ela tivesse se entregue a ele de uma vez. Teria sido mais fácil, mas, talvez, não tivesse sido tão intenso e lindo como estava sendo. – Hoje, antes de ir te encontrar, eu estava decidido a ficar com você, a não permitir que você se casasse, eu estava desesperado, eu achei que devia pedir para você se casar comigo, eu comprei as alianças, eu teria te pedido, mas...
–Ah, Damon! – Elena o interrompeu, se jogou nos braços dele, enterrando seu rosto no peitoral largo. O sentimento que possuía por ele era algo que não podia mensurar, ninguém poderia amar mais do que ela. Talvez, ele pudesse, mas não naquele instante. Não quando ela estava completamente adimirada, totalmente encantada com as palavras dele, com a doçura que sabia que ele possuía, que sempre se esforçava a manter escondida, inatingível, mas que revelava somente a ela.
– Eu te amo, amo demais! – Elena levou ambas as mãos ao rosto dele, acariciando gentilmente, com tanto amor. Os olhares se encontraram, era tanto amor, tanto carinho que revelavam. Ela sorriu, não se preocupou em olhar em volta quando o beijou da forma que fizera, um beijo tão intenso, tão urgente, parte sentimento, parte desejo. Era a combinação perfeita.
Ele deixou as mãos descerem pelas costas dela, pelas curvas cobertas pelo tecido do vestido, até chegar aos quadris dela, a puxando para si. Elena ofegou, sorriu na boca dele. – Nós estamos em público! – Ela o repreendeu, brincalhona, sentia-se tão leve, tão alegre. Acariciou a nuca dele provocantemente, como se não ligasse, queria que todos soubessem que ela o amava. – Eu eu não posso beijar a minha noiva na frente de todo mundo? – Damon falou provocantemente, distribuiu selinhos nos lábios dela, em seguida, prendendo o inferior aos seus, mordiscando, fazendo com que ela risse e depois a beijou novamente, ela correspondeu apaixonadamente.
– Você pode me beijar quando quiser, onde quiser. – Ela sussurou entre os beijos, num tom quase sedutor, que o agradou bastante. O vampiro ousou beijá-la no pescoço, fazendo com que ela se arrepiase, foi como se uma descarga elétrica atingisse seu corpo. Ele era delicioso, perfeito em cada sentido. Ele voltou a boca dela, beijaram-se novamente, era um amor inesgotável, até que ele falou tão próximo aos lábios dela, os hálitos se misturando. – Eu comprei passagens para Las Vegas também, eu as tenho aqui comigo, nós podíamos nos casar lá... – Ele iria continuar, mas ela não deixou, o beijou mais uma vez e então sorriu, de uma forma que revelava tanta cumplicidade. – Eu acho que nós deveríamos ir agora, não vejo a hora de me casar com você.
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