Notas iniciais
Não me "matem" por esse capítulo!
Eu prometo que cada momento triste vai ser recompensado.
Eu já tenho os próximos capítulos prontos, então, por favor, comentem na fanfic e eu posto os outros caps mais rápido. E esses próximos capítulos são bem mais felizes.
Por favor, me deixem comments, eu fico tão feliz com eles.

Quando Elena despertou, as lembranças da noite maravilhosa que tivera com Damon estavam tão fortes em sua mente, cada momento perfeitamente mágico não saíam de seus pensamentos.

Era impossível passar um segundo sem reviver cada instante, cada palavra, cada toque, sem sentir o amor latente que existia entre eles, que fluía de um para o outro de uma forma perfeita. Um sentimento tão delicado, tão puro, tão profundo e ao mesmo tempo tão forte, inquebrável, inegável.

A morena fechou seus olhos de novo, deixando as imagens invadirem sua mente, as recordações inebriarem seus sentidos, e preencher sua alma da sensação mais encantadora, maravilhosa.

As palavras dele ecoavam em seus ouvidos, o gosto do beijo repousava em seus lábios, os toques tão intensos ainda permaneciam em sua pele, como se estivessem marcados nela, ela sentiria para sempre. Era como se ela estivesse mergulhada num sonho bom, num sonho que era tudo que ela sempre quis.

Só que parecia tão real, ela ainda podia senti-lo, podia sentir o calor do corpo dele, podia senti-lo. Damon ainda estava lá, os braços fortes ainda a envolviam, a abraçavam. Elena sentiu-se ainda melhor, cada célula de seu corpo reagia a ele, a sensação deliciosa, de tranquilidade, de sentir-se tão completa, que só existia quando ele estava próximo, ao lado dela.

Quando eles se tocavam era como se uma onda elétrica fluísse por todo seu corpo, espalhando uma sensação que a enlevava, a cativava, era como se ela tivesse encontrado a pessoa certa para ela, o escolhido de seu coração.

A garota se aconchegou mais nele, ficando assim um bom tempo, não queria sair dali por nada, porque não havia nenhum outro lugar onde ela queria estar, apenas, ali, com ele, sendo dele. Só assim, ela se sentia completa, sua alma vibrava numa alegria, numa felicidade extravagante.

Ela suspirou ao sentir a mão máscula a acariciar, a garota levou uma de suas mãos a dele e acariciou. Ela o amava tanto, mas tanto, que todo seu corpo pulsava com aquele amor, com o sentimento tão intenso, tão visceral.

– Bom dia, minha Elena. – Damon falou numa voz rouca, estava um pouco sonolento ainda. Ele mal acreditava que estava com ela, queaindaestava com ela. Naquela noite, sua amada Elena Gilbert, tinha sidodele, só que ele a queria para sempre.

– Damon... – A garota respondeu numa voz tão dócil, não conseguia ser diferente com ele, ela a deixava daquele jeito, tão sensível a ele. Seu coração pulsava numa frequência especial, que era só dele, pois, ele mexia tanto com ela, tanto. Parecia que ela ainda estava sonhando. – Meu amor...

Elena se virou para beijá-lo, um beijo tão gostoso que fazia com que ela se esquecesse de tudo, não havia nada que pudesse superar, que pudesse ser mais importante do que isso, do que estar com ele, do que o beijo dele. As línguas exploravam cada centímetro das bocas, se entrelaçavam, faziam movimentos, experimentando o gosto bom do beijo.

O coração de Elena acelerou movido pela paixão, pelo amor que sentia reverberar em seu peito. Entretanto, havia uma parte dela, que não permitia que ela fosse realmente feliz, que lhe pregava peças e a trazia de volta para a sua realidade. Ela o amava, amava com todo o seu ser, nunca mais seria capaz de amar outro que não ele, mas eratarde demais.

A garota tinha perdido a chance de ser dele, de estar com ele para sempre. Podia ter sido dele aquela noite, mas tudo se resumia nisso. Apenasumanoite. Elena se afastou, não queria, todo seu corpo tentava resistir, os músculos se contraíam, ainda assim, ela lutou contra si mesma, contra seus sentimentos e parou o beijo.

As lágrimas quentes rolaram por seu rosto, ela não queria se sentir assim, mas não podia evitar. Sabia que ficaria sem ele e isso era tudo que não podia acontecer com ela. Mesmo com ele ao lado dela, ela já se sentia vazia, já podia sentir a saudade tão forte a invadir, machucar seu corpo, seu coração, sua alma.

Ela estava destruída novamente. Elena baixou o olhar, tentava evitar o par de olhos azuis que a fitavam tão desapontados.

– Eu já deveria imaginar que você iria fazer isso. – Damon falou, embora ele tentasse disfarçar, sua voz soou tão abalada quanto deveria. Ela estava fugindo de novo, ainda assim, a garota preferia Stefan. Pelo menos, era o que ele pensava. O vampiro passou a questionar algo que não havia questionado antes. Ela não o amava, porque se amasse, não faria isso, não se afastaria todas às vezes, como sempre fazia, não corria sempre para os braços do outro.

– Você sabe que eu não posso, eu não posso. – Ela balançou a cabeça negativamente. A culpa a corroia por dentro, cada parte de seu ser era castigado pelo sentimento. Sentia a culpa duplamente, nunca poderia ter se envolvido com Damon, não poderia ter feito isso com Stefan. Mas agora, ela se sentia culpada por estar fazendo com Damon, ela sabia que o estava magoando.

–Não, Elena, você não quer. – Ele se aproximou dela, levou ambas as mãos ao rosto de pele aveludada, o erguendo, fazendo com que ela o olhasse. Os olhos castanhos pareciam ausentes, profundamente mergulhados numa tristeza que era perceptível até mesmo a ele. Os olhos azuis também não tinham o mesmo brilho de antes, pareciam opacos. Por mais que ele tentasse manter sua compostura, estava arrasado.

–Não é isso e você sabe. – A morena falou chorosa, odiava fazer isso. Queria ficar com ele, se jogar nos braços fortes e protetores de ficar ali para sempre, queria ser dele e de ninguém mais. Era só isso que ela desejava. Todo seu corpo doía, uma dor que vinha de dentro para fora e eclodia em seu peito. Para piorar, ela tinha raiva de si mesma, ela eraburrapor fazer o que estava fazendo.

–Eu não sei de nada. – Damon respondeu visivelmente alterado, por mais que quisesse não sentir, não sofrer o quanto estava sofrendo não conseguia. Era impossível se desligar e ignorar o que sentia pela garota. Quanto mais tempo passava perto dela, quanto mais observava o rosto de feições delicadas, mais a queria, mais a amava. -E tudo que você me disse ontem? — Ele perguntou, fazendo referência a cada declaração de amor que ela fizera a ele, mas que parecia não fazer importância alguma para ela.

–É tudo verdade. — Ela respondeu entristecida. — Cada palavra minha foi sincera. — A garota continuou ainda mais abalada. As lágrimas vertiam incessantes por sua face. O que ela estava fazendo, afinal? Por que ela estava fazendo isso? Todo seu ser gritava, desesperado, para que ela parasse, ela não precisava, não tinha que se casar. Ela não queria. O homem que ela amava estava bem ali, na sua frente, e ela rejeitava, rejeitava a própria felicidade.

– E mesmo assim, você não quer... — Ele balançou a cabeça negativamente, como se não acreditasse. Alguns momentos atrás, eles estavam juntos, ela dizia que era dele e agora isso. Ela voltava a se comportar como sempre. — Elena, eu não consigo acreditar... — Ele não conseguia mesmo, se ela realmente o amasse, ficaria com ele, não o deixaria esperando por ela.

– Eu te amo, é verdade. Eu amo muito. — Ela afirmou, estava sendo sincera. Os sentimentos que possuía por ele eram tão intensos, tão puros, era um amor, uma paixão, ela jamais poderia negar, jamais. — Só que, agora, é tarde demais, eu deveria ter falado antes...

Elena levou as mãos delicadas ao rosto dele, a energia, o amor fluía de um para o outro. Era tão difícil manter a razão. Damon deixou uma das mãos a puxar pela cintura deixando os corpos a uma distância perturbadora. Na verdade, estavam tão próximos, os corpos pulsando intensamente.

A morena deixou seu rosto de aproximar ainda mais dele, os lábios a centímetros, ela podia sentir a respiração dele, seu calor. Ela mal conseguia se conter, seu corpo parecia a forçar, a empurrar para ele. Podia sentir aquela onda de sensações tranquilizantes se apossarem de seu corpo, sentia-se tão bem quando estava perto dele, pois era ele quem a completava e a fazia feliz.

–Para mim, não é tarde demais. — Ele falou, sussurrou na proximidade dos lábios róseos da garota. Ela iria falar algo, mas o hálito dela se perdeu no dele. O coração acelerou involuntariamente. Ela cerrou os olhos castanhos, a distância foi cortada, pelos lábios que se encontraram, as línguas que abriram caminho, se entrelaçando.

Os dois se beijaram demoradamente, um beijo tão doce e aprazível. A garota levou uma das mãos ao peitoral dele, foi capaz de sentir as batidas do coração dele. Podia sentir o coração de umvampiropalpitar acelerado.

–Você não sente o quanto eu te amo, Elena? — Damon sussurrou entre um beijo e outro. Ele a amava tanto, mas tanto que chegava a dor. Não era o amor que o machucava, mas, sim, a certeza de que a estava perdendo. Ela não o queria, nunca admitia.

Podia ter dito a ele, mas jamais diria aos outros que o amava e ele já nem tinha mais tanta convicção de que ela o amava de verdade. Ela o beijou com tamanha urgência, com tamanha vontade, depositando todo seu ser, toda a sua alma, como se fosse o último beijo deles.

– Eu também de amo. — Ela falou enquanto deixava as mãos subirem pela nuca dele, e continuando até chegar aos cabelos negros. Entrelaçou os dedos entre os fios negros. Os beijos se tornavam cada vez mais profundos, deliciosos, transbordando um amor transcendental.

Até que, com toda a dificuldade, ela se afastou, doía demais fazer isso, como doía. Queria chorar, queria morrer, mas ela se controlou, precisava ser forte.

– Eu vou me casar... — A morena disse como se abafasse as palavras, não queria dizê-las, mas não havia nenhuma alternativa. — Hoje — Ela continuou, tentava manter a firmeza em sua voz, porém soou muito mais frágil do que sequer poderia imaginar.

– Vocênãoprecisa se casar, senãoquiser. — Damon respondeu a ela, na esperança de que suas palavras surtissem qualquer efeito nela. Não queria que ela se casasse, não podia perdê-la para sempre, não, quando a tivera uma vez. E ela tinha sido só dele, tinha se entregue a ele.

As lembranças eram tão fortes, tão vívidas em sua mente que era como se ele pudesse reviver cada instante maravilhoso que passara com ela. Não era tão simples como ele dizia, embora ela quisesse que fosse, não era. Ela amava Damon, queria ficar com ele, seu coração era dele, seria para sempre.

Mas não havia nenhuma possibilidade de ficar com ele. E a culpa era dela. Somente dela. Se ela tivesse feito tudo diferente, não estaria naquela situação. Por mais que quisesse largar tudo não poderia, seria uma atitude horrível e egoísta. Não poderia terminar com Stefan no dia de seu casamento.

A morena sentiu Damon se aproximar dela, mas ela recuou. Não podia mais, precisava resistir a ele, a si mesma e ao amor. Ela baixou o rosto, como se estivesse numa posição inferior, estava envergonhada. Estava sofrendo. Demais. Ela tinha que acostumar à ideia que não poderia estar com ele, precisava fazer com que ele entendesse, por mais que pudesse doer.

– Se você me ama, por favor, se afasta de mim. — Ela pediu, mas seus olhos diziam exatamente ao contrário, imploravam para que ele a abraçasse e a tirasse a sua dor, a curasse. A expressão dele se modificou, estava arrasado, seu coração tinha sido partido mais uma vez. Por que amar era tão difícil?

Por que ele tinha que sofrer todas às vezes e nunca ser o escolhido? Ele tinha perdido o rumo, não havia mais nada que fizesse sentido. Havia sua doce Elena, ou melhor, a Elena que não era dele e uma distância insuperável. Jamais conseguiria chegar até ela. Ela não o queria.

–Tudo bem, Elena – Damon falou, tentando usar o tom mais frio e distante que podia, mas sem muito sucesso, era evidente a tristeza na voz dele. Por mais que tivesse tentado, não conseguia se acostumar a ideia de não tê-la, de perdê-la, de vê-la se casando.

Ele se aproximou deu um beijo na testa dela. A garota suspirou pesadamente, tinha raiva de si mesma. Tudo que ela queria era ele. Tivera que se controlar, controlar cada músculo e doía tanto fazer isso, tudo isso para não abraça-lo, para não beijá-lo, para não dizer que o queria, para não pedir para ele ficar.

A garota não falou nada, sentiu o calor do corpo dele se afastando, a deixando. Teve vontade de sair correndo atrás dele, mas não o fez. Esperou que ele saísse, que fechasse a porta aí sim ela desabou. Chorava copiosamente, nunca sentira tanta dor em sua vida. Nunca.

...

Damon nunca tinha se sentido tão perdido em toda sua existência, era como se nada mais fizesse sentido. Como seria sem sua amada Elena? Não, que ela tivesse ficado, de fato, com ele, que tivesse pertencido a ele. Só que agora era definitivo. Eles não ficaram juntos.

Ela o tinha rejeitado de uma vez, para sempre. O vampiro não sabia o que fazer, estava totalmente atordoado, havia perdido o rumo. Lutou o quanto pode contra as lágrimas que ousavam inundar seus olhos. Ele não chorava, nunca, mas estava chorando.

Chorava por Elena Gilbert, a garota que o fizera mudar, que o tornara uma pessoa melhor, que despertou seus sentimentos humanos e o fez acreditar no amor novamente, mas que depois de tudo isso, havia despedaçado seu coração. Era como se ele não tivesse mais nada, ela havia levado tudo consigo.

Ele achou que finalmente a teria, que ela tinha admitido seus sentimentos e terminaria assim, eles juntos, ela sendo dele para sempre. Mas não foi bem assim, ou melhor, não foi nada assim. A morena tinha destruído qualquer esperança que ele tivesse.

Ele precisava de uma distração, não podia continuar assim. Damontinhaque esquecer Elena, mesmo que isso fosse impossível. Precisava de uma bebida, isso iria fazer com que ele se sentisse bem, nem tanto assim, mas o entorpeceria e isso já era uma melhora.

Pegou uma garrafa de Whiskey, passou a beber seu conteúdo pelo gargalo. Deu uma boa golada, a segunda, a terceira... não estava fazendo nenhum efeito. Era incrível, mas a dor só piorava. Pensou em ir atrás de Elena e a tomar a força, a tirar de lá e a levar embora contra sua vontade, mas nem totalmente fora de seu juízo, ele seria capaz de fazer isso com a garota.

Sentiu uma dor tão forte percorrer seu corpo, uma dor que nunca pensou que pudesse sentir, ele era um vampiro forte, não devia se sentir daquela forma, tão vulnerável, mas estava. Ele estava sofrendo demais, a dor era tão intensa, o queimava de dentro para fora, como se destruísse todo o seu ser de uma única vez.

Estava tão desesperado que pensou novamente em ir até ela, só que dessa vez imploraria para que ela ficasse com ele, imploraria até que ela aceitasse, pediria de joelhos, faria qualquer coisa para tê-la.

Precisava fazer algo. A bebida não estava dando certo, necessitava de uma distração melhor. Não sabia o que fazer, a dor era tão grande que ele mal conseguia raciocinar direito. Buscava diversas alternativas, mas tudo começava e terminava em Elena. O vampiro jogou a garrafa longe, estava com raiva. Pensar em Elena o tempo inteiro o estava enlouquecendo.

O vampiro decidiu ligar para Mandy. Uma parte dele o lembrava de que Elena não gostava nem um pouco da garota, sentia ciúmes. Ele riu ironicamente, sentiu uma vontade sincera de ligar para a loira. Era como se estivesse ficando quite com Elena. Ela estaria com Stefan. Ele estaria com Mandy. Nenhum dos dois gostava disso, era justo afinal.

Mandy atendeu ao telefone no segundo toque. Ficara toda animada ao ver o número do vampiro no visor de seu celular. — Alô? – Ela respondeu numa voz rouca, tentando soar o mais sensual que podia. – Achei que você não iria mais me ligar... – Ela continuou, levava um dos dedos até seus cabelos, escolhendo um fio que ela enrolava.

–Por que eu não iria ligar para uma mulher tão linda? – Ele perguntou, tentando ser sedutor, o que costumava ser tão fácil, mas naquele dia não estava sendo. Ele simplesmente não conseguia. Não havia mais nada, nem o Damon que não se importava com nada e com ninguém, nem o Damon que sentia mais do que deveria. Na verdade, esse Damon existia muito e ele odiava isso. Passara anos lutando contra seus próprios sentimentos, os mantendo ocultos numa parte inacessível de sua alma.

A loira nem percebeu o tom hesitante dele, abrira um sorriso malicioso e logo falara, não queria perder tempo. – Por que a gente não faz alguma coisa hoje? Não quer vir aqui em casa? – Não ligava de parecer oferecida, ela queria tê-lo. Damon era tão gostoso, afinal. Não precisava de nada para desejá-lo da forma como a garota o desejava.

–Tudo bem. – Ele concordou na mesma hora, era tudo que ele precisava, afinal. Mandy seria uma boa distração, um passa tempo para ele.

...

O vampiro não demorou muito para chegar até a casa de Mandy. Ela o recebeu com um sorriso malicioso no rosto, usava um vestido vermelho curtíssimo e justo, que marcava suas curvas e deixava parte de seu corpo à mostra. Ela era muito bonita, ele não teve como não reparar, mas ainda assim, faltava algo. Ela não era Elena, por mais que fosse linda, não era suficiente.

Não se passou muito tempo para que eles estivessem se beijando de forma selvagem. Ele a jogara contra a parede, fazendo com que a garota sorrisse de forma provocante. Ele era quente, muito quente. Só de sentir a forma ousada como ele a tocava, Mandy já sabia que ele era gostoso demais.

Sem se preocupar com o que ele iria pensar sobre ela, a loira abriu a camisa dele, ansiosa, deixou as mãos esfregarem no corpo dele, sentindo seus músculos bem definidos. Ele era uma delícia. Mandy soltou um gemido ao sentir os lábios quentes dele descerem luxuriosamente pelo corpo dela, da boca para o pescoço, se demorando ali, distribuindo beijos ardentes, mordidas.

Ele fez o caminho de volta, alcançando novamente os lábios da loira. Ela levou uma das pernas até o quadril dele, apoiando ali. Damon levou uma das mãos até a coxa exposta da garota e apalpou firmemente, fazendo com que ela ofegasse. Os lábios selaram novamente, um novo beijo repleto de lasciva

–Elena... — Ele sussurrou nos lábios dela, entre os beijos. Seus olhos fechados não o deixavam ver que a imagem que tinha em sua mente não tinha nada a ver com a realidade. Aquela não era Elena, mas ele não se dava conta. – Minha Elena... – Ele sussurrou novamente. — Eu te amo. — Ele completou e voltou a beijar os lábios da garota.

Mandy se sentiu usada, não gostou nenhum um pouco do que estava ouvindo. Ela afastou o corpo dele. – Por que você está chamando o nome da sua cunhada? – Ela perguntou questionadora, já percebendo, ou melhor, já tinha percebido em outras ocasiões. Ele amava a cunhada e ao que parecia ela retribuía ao sentimento.

–Eu não... – Ele tentou desconversar, mas interrompeu a própria fala, sentiu-se tão exposto, tão vulnerável. Deveria estar ficando louco mesmo. Na verdade, amava tanto Elena que não conseguia pensar em outra. Queria estar com ela, à noite que tivera com a morena estava gravada em sua memória, cada mínimo detalhe do corpo escultural da garota, sua textura, seu sabor. Lembrava-se de cada beijo, cada toque, cada sensação. Nada poderia se comparado com isso, com a sensação de ter Elena Gilbert somente para si.

–Mas que coisa mais nojenta! Você está apaixonado pela sua cunhada... – Mandy gritou escandalosa. É a pior coisa ser chamada pelo nome de outra mulher. – E pelo visto ela gosta disso e ainda vai se casar. Ela transa com o seu irmão! – Ela continuou histérica. – Você não tem vergonha de pensar nela dessa forma, não?

As palavras da loira soaram da pior forma possível, pareciam navalhas o atingindo em todas as direções. Sim, ele amava Elena, sua cunhada, que iria casar com seu irmão. Era tão errado, mas ele não podia evitar. Por mais que pudesse se sentir culpado por isso, não era capaz de deixar de amar a morena.

Ela o tinha cativado de uma forma que não tinha mais volta. Ele tentara voltar diversas vezes, negar seu amor, tentar não sentir, mas tudo era em vão, pois em sua mente só havia ela, o sorriso doce, o olhar tão encantador e meigo, os longos e sedosos cabelos castanhos, os traços perfeitos em sua face de pele macia, seu corpo tão lindo...

Como poderia não amar Elena Gilbert? Não conseguia imaginar a garota com seu irmão. Ela não pertencia a Stefan, não o amava. Damon sabia que Elena era sua, ela havia dito isso a ele, ela era só dele, então, porque ela não estava com ele?

–Ela é uma vadia! — Mandy continuou falando, aliás, não tinha parado, só que as palavras dela nem tinham sido absorvidas pelo vampiro até essa.Vadia. Elena estava muito longe de ser uma e ele não deixaria ninguém chamá-la assim, ainda mais aquela loira oferecida. Mandy era a verdadeira vadia.

–Cala a boca. — Ele falou completamente alterado, sua expressão havia se modificado totalmente. Era o que faltava para que ele perdesse o controle de uma vez, não queria mais ouvir a voz dela, não queria mais saber de nada.

A loira continuou reclamando, o irritando profundamente. Damon nem raciocinou, as feições dele se modificaram. As veias eram evidentes no externo de seus olhos que possuíam, naquele instante, uma cor avermelhada. Os caninos se estendiam, completamente visíveis. Mandy gritou aterrorizada, mas era inútil correr, era muito fácil alcançá-la.

Damon havia perdido o senso, não conseguia mais lidar com a situação, quando seus sentimentos ficavam tão evidenciados e ele não conseguia conter suas emoções, seu controle sumia. Cravou as presas na pele sensível do pescoço da garota, bebia o sangue dela sem se importar. Não ligava a mínima se ela morresse.

Aliás, preferia que ela morresse. Aos poucos seu corpo parecia anestesiado graças ao sangue quente que ele drenava, era como se o entorpecesse. E fazia tempo que ele não bebia o líquido fresco.

Por causa de Elena, ele parara de matar, não queria a decepcionar, precisava ser alguém melhor, alguém digno do amor dela e mesmo depois de ter ido embora de Mystic Falls, havia conservado o hábito de beber das bolsas de sangue que ele pegava de algum hospital. Bebeu da garota até drenar completamente seu sangue, a matando.

Não conseguiu se importar, não sentiu nenhuma culpa. E por incrível que pudesse ser, não conseguiu se sentir melhor, mesmo depois de ter bebido tanto do sangue. A dor, o sofrimento, a saudade e o desespero ainda o corroíam. Ele não conseguia desligar, na verdade, isso de" não sentir" sempre fora uma mentira.

Seus sentimentos eram intensos demais para poderem ser, de fato, abafados. Principalmente o amor que tinha por Elena, esse nunca morreria, pulsava em suas veias, palpitava em seu coração, parecia marcado sobre sua pele. Damon precisava vê-la, pelo menos mais uma vez.

Precisava olhar nos lindos olhos tão castanhos de Elena, precisava vê-la sorrir, não conseguia se imaginar sem ver aquele sorriso tão doce...

Deveria se acostumar a viver sem ela, mas não conseguia.
...

Elena estava sozinha, se olhava no espelho sem entender muito bem. Era como se não se enxergasse ali, como se não visse nada dela em si mesma. Era confuso demais, mas era como se ela perdesse a sua identidade. Era como se a verdadeira Elena estivesse se anulando para fazer outra pessoa feliz.

Faria Stefan feliz quando dissesse sim a ele. Só que nem de longe era isso que ela queria, não queria se casar com ele. Doía demais pensar nisso, tentava expulsar o pensamento, mas era impossível. Estava tão perto e tão longe. Perto do casamento, porque o tempo era implacável e se aproximava tão depressa, a empurrando para o momento derradeiro.

Longe porque sua alma não estava ali, não podia estar. Não era seu lugar, estar com Stefan não era onde ela queria estar. Não era ele que ela via em seus sonhos mais românticos, não era ele que ela desejava abraçar, que ela desejava beijar, não era ele a quem ela queria se entregar.

Não era Stefan, não era.

Não pensava nele, não pensava nele nos dias frios, quando ela precisava do calor de alguém, não pensava nele quando precisava de proteção. Não o amava e não era por nada que ele tivesse feito, não o amava por que ele não era o Damon.

Só de pensar no nome do vampiro seu coração acelerava, ela se preparava para a possibilidade de vê-lo, precisava tanto estar ali com ele. Seu corpo doía tanto, mais do que de todas as outras vezes, sentia-se fraca, como se fosse incapaz de manter-se em pé, não tinha mais estruturas onde se apoiar.

Ela não era nada e seria menos do que isso quando caminhasse até Stefan. Elena olhou-se novamente no espelho, o lindo vestido branco que cobria seu corpo, não significava nada para ela. A maquiagem em sua pele não conseguia a deixar mais bonita, pois sua expressão estava pesada, carregada de tristeza e infelicidade.

Dos lábios não brotavam nenhum sorriso, nem o mais discreto, os olhos não possuíam nenhum brilho, pareciam vazios, sem esperança. Quando se olhava diretamente nos olhos da garota, não era possível ver através deles, era impossível ver qualquer coisa que não fosse um negrume, uma tristeza infinita.

Ela estava perdida dentro de si mesma. Sentia-se tão sozinha, não havia mais nada em sua vida, tudo era um grande borrão. Caroline, assim como Bonnie, tinha tentado falar diversas vezes com a morena, mas ela estava evitando. Não queria ver ninguém, ou melhor, queria, mas não deveria.

Queria tanto ver Damon, encontrar a si mesma nos olhos infinitamente azuis dele, queria encontrar a felicidade no abraço protetor e carinhoso, queria perder sua sanidade nos lábios quentes e gostosos dele. Mas isso não aconteceria, não era para ela.

Tentava aceitar sua realidade, mas não conseguia. É impossível conviver com o nada quando se conhece o amor verdadeiro, mas ela tinha escolhido isso. Aquele dia, o dia de seu casamento, deveria ser o mais feliz e importante de sua vida, mas não era, na verdade, seria o dia quando ela faria um grande erro, totalmente consciente do que estava fazendo.

Ainda não conseguia acreditar, que estava fazendo isso consigo mesma. Olhava-se no espelho e desejava não estar daquela forma, qualquer um diria que ela estava deslumbrante, tão linda, uma princesa. O longo vestido branco caía de forma deslumbrante em seu corpo, a deixando tão adorável, tão bela.

Usava uma tiara de brilhantes, alguns fios de seus cabelos castanhos estavam presos em cachos muito bem arrumados e o restante caía sob suas costas, e por cima deles, o véu que os adornava. Ela tinha deixado o bouquet de orquídeas, flores tão finas e luxuosas, em cima da penteadeira.

Não queria que chegasse o momento em que ela deveria pegá-lo e seguir para a celebração. Não havia nada para celebrar. Elena ficou se olhando tão desiludida, tão abalada, até que ela pudera ver o reflexodeleno espelho. Piscou os olhos, como se quisesse ter certeza de que era real, que não estava vendo coisas, que sua necessidade de vê-lo não estava lhe pregando peças.

Era verdade, Damon estava lá. Os olhos azuis pareciam hipnotizados quando ela se virou para fitá-lo. Ele estava totalmente encantado por ela, ela estava tão bonita que fez com que ele sorrisse mesmo estando arrasado. Teve inveja, muita inveja de Stefan, que a teria tão linda daquele jeito só para si.

Ter ido até lá era mais difícil do que ele sequer pudesse prever. Mal conseguia controlar a si mesmo e o desejo de tomá-la nos braços e beijá-la com todo o amor que sentia por ela. Ele a amava tanto, sabia que era inútil, mas não era possível conter a vontade que tinha de se declarar novamente. Quem sabe assim, ela desistisse de se casar?

– Elena... — Ele chamou se aproximando lentamente dela, a olhando com tanto carinho, com tanto afeto. Precisava usar de todo o controle, que ele não tinha mais, para não chorar. Estava desesperado. A ideia pungente de perdê-la fazia todo seu corpo se contrair numa dor para a qual não existia cura.

– Damon... – Ela respondeu num tom fraco, dócil, sua voz não respondia a sua razão, seu corpo inteiro não respondia. Ela queria se entregar a ele, ser dele, fugir dali com ele. O vampiro tentava manter sua compostura, mas era tão difícil, ainda mais quando olhava diretamente nos olhos dela e podia ver um brilho surgindo, um brilho que não existia antes dele chegar. Os olhos dela brilhavam por ele, um sorriso tímido se desenhava no rosto dela e também era para ele só para ele.

– Eu sei que você vai se casar... – Ele falou tentando manter a firmeza em seu tom, mas soava muito mais abalado do que deveria. – Mas eu preciso dizer que eu te amo... – Damon baixou o olhar, era difícil demais sustentar aquela frase, ainda mais a olhando. – E você não tem nem ideia do quanto – Ele levou uma das mãos ao rosto dela ao perceber que ela se aproximou dele, os olhos castanhos inundados por lágrimas, enquanto ela tentava se manter inabalável, coisa que ele mesmo não conseguia mais.

– Eu tenho... – Elena respondeu afetada, tentava segurar as lágrimas como podia. Seu coração se apertava numa dor insuportável. – Por que eu também te amo, muito, muito mais do que você pensa... – Ela falou sinceramente, amava mais do que ele poderia acreditar e estar ali, pronta para se casar com Stefan, não dizia nada, não mudava seu sentimento.

– Não fala isso, Elena – Ele respondeu arrasado. Seus músculos gritavam para que ele a pegasse no colo e a tirasse de lá enquanto era tempo. – Eu não vim aqui te pedir para ficar comigo, embora eu fizesse qualquer coisa para que você ficasse. – Ele fez uma pausa, os olhos azuis encontraram o dela, faiscava amor. – E se você me disser que existe uma mínima possibilidade de você reconsiderar eu posso implorar para que você não se case. – Bem, ele não era do tipo que implorava, ele não pedia nada para ninguém, mas não sabia mais o que fazer. Tinha perdido todo o seu orgulho, sentia-se péssimo.

– Damon... – Ela sussurrou o nome dele, fechou seus olhos, uma lágrima quente verteu por sua face de pele macia. A morena levou as mãos até as dele, acariciou com tamanho zelo. Ela o amava, seu coração estava em milhares de pedaços, havia se partido como se fosse feito de vidro ao ouvir as palavras dele. Elena o estava fazendo sofrer e ela sofria junto. Por que ela tinha que fazer isso? Era tão simples, era só falar para ele o que ele precisava ouvir, dizer que era com ele que ela queria ficar, mas ela não dizia, estava presa numa culpa irracional.

–Eu sei, não precisa repetir, você não pode fazer isso... – Ele falou, meio que repetindo as palavras dela. Damon virou o rosto para o lado, lutando contra os próprios sentimentos, contra dor e contra as lágrimas, não queria que ela o visse chorando. Aquilo já era humilhação demais. Ela apertou as mãos dele, ambos puderam sentir uma onda calmante fluir de um para o outro e ao mesmo tempo uma tristeza, um desespero, a própria energia que eles compartilhavam estava embriagada da mesma dor que eles sentiam.

O vampiro a olhou novamente com tanta intensidade que fizera com que ela quase perdesse o ar. Levou uma das mãos dela até seus lábios e a beijou, um beijo que correu pelo corpo dela de uma forma que ela não podia definir, como se estivesse marcando sua pele, se tatuando ali. Ficaria nela para sempre, ela levaria consigo aquela sensação. A morena levou a mão até o rosto dele e acariciou com doçura. Sua respiração estava irregular, as batidas de seu coração estavam tão aceleradas como se gritassem, implorassem para que ela se entregasse a ele com todo o seu ser.

Quando eles perceberam, seus corpos estavam tão próximos, os lábios ansiando para se tocar, para selarem um beijo. Elena baixou o olhar, entristecida. Queria beijá-lo, mas não podia, se beijasse não haveria mais razão, apenas amor, e ela acabaria cedendo, acabaria desistindo do casamento para ficar com ele. Por mais que fosse o que ela queria, era errado, não podia fazer isso, era uma maldade enorme com Stefan, mas era uma maldade igualmente terrível o que ela estava fazendo com Damon.

–Por favor, me perdoa... – Elena pediu num tom tão baixo, num sussurro, ela se arrependia demais do que estava fazendo. Quis se encolher em si mesma para tentar amenizar a dor que sentia, todo seu corpo se contorcia. Sua alma se rasgava em milhares de pedaços, não haveria cura, a menos que ela ficasse com ele para sempre. A garota evitava olhá-lo, não tinha coragem de fitar os olhos azuis profundamente entristecidos, sentia vergonha do que estava fazendo, sentia dor, sentia culpa.

–Eu não imaginei que seria diferente... – Damon respondeu resignado, mas não conseguiu falar que a perdoava, não conseguiu por que não sabia se havia o que ele perdoar, ele que estava insistindo num caso que já era perdido. Por outro lado, era difícil dizer que se perdoa alguém por partir seu coração, é impossível ainda mais quando dói tanto como estava doendo. – E você? – Ele perguntou afetado, tentando alcançar o olhar dela. – Você vai ficar bem?

–Eu não sei... – Ela respondeu, tentando camuflar uma mentira. Ela não ficara bem, mas não iria dizer isso, não podia dar espaço para que ele tentasse algo com ela, embora, ela quisesse que ele tentasse. Finalmente, a morena o fitou, perdeu-se no mar azul que eram os olhos dele. Seu coração pulsava acelerado, o amava tanto. É tão difícil fingir que não quer, quando se quer tanto. Afinal, qual era o problema dela? Podia ser tudo tão simples, se ela não fosse tão teimosa.

–Eu preciso que você me diga que vai ser feliz... – Ele pediu, precisava ouvir isso para desistir dela de uma vez. Não que isso fosse fazer com que ela não o amasse mais ou com que seu coração se acalmasse, mas, pelo menos, seria um alento. Tudo que ele queria era que ela fosse feliz, mesmo que fosse sem ele. Ele a amava o suficiente para não ser egoísta, para deixá-la se fosse isso que ela desejasse e se ela fosse ficar bem.

–Não me pede isso, por favor... – Ela balançou a cabeça negativamente, não queria mentir e falar que iria ser feliz, seria muito baixo uma mentira dessas, seria como se estivesse traindo o sentimento que tinha por ele, se dissesse que seria feliz com outro homem que não ele. – O que você veio me dizer? – Ela perguntou chorosa, tentando se conter para não se jogar nos braços fortes e protetores dele.

–Eu te amo, Elena... – Ele suspirou pesadamente. – Só que mesmo te amando e te querendo para mim, eu quero que você seja muito feliz com o meu irmão e que você possa fazê-lo feliz... – Damon continuou, não pode conter as lágrimas que vertiam de seus olhos azuis, numa ousadia. Ele não queria chorar, mas não tinha mais nenhum controle sobre isso. – Era só isso... – Ele fez uma pausa, era difícil conseguir tirar forças para continuar na frente dela.

–Damon... – Ela chamou ao perceber que ele lutava consigo mesmo para conseguir se afastar. – Por favor, me beija... – Elena pediu, sentia o desespero queimar em suas veias. – Um beijo de despedida, apenas... – Ela sorriu envergonhada, pode sentir a pele de seu rosto queimar, corando. Todo seu corpo ansiava pelo beijo que a maravilhava, que fazia com que ela se esquecesse de tudo.

Ele atendeu prontamente, não teria como não fazer isso. Aproximou-se dela, a puxando pela cintura, os corpos colando, num calor flamejante, ondas de tranquilidade os invadiam, o amor fluía de um para o outro numa sincronia maravilhosa. Os lábios se encontraram ansiosos, as línguas se entrelaçavam, se movimentando suavemente.

O beijo era tão doce, mas ao mesmo tempo tão urgente, eles não conseguiam ficar longe. Ambos podiam sentir os corações se acelerarem, se rendendo a sensação inebriante que era estar um com outro e partilhar do amor infinito que sentiam.

Elena desejava que aquele momento fosse eterno, que quando ela abrisse seus olhos, eles estivessem juntos em outro lugar, num lugar que fosse só deles e nada, nem ninguém, nem ela própria pudessem impedir que eles fossem um do outro. Ele acariciava o rosto dela com tamanho amor, querendo gravar a textura da pele dela, o gosto doce da boca dela. Precisava ter a lembrança mais perfeita da mulher que ele amava e amaria para sempre, mesmo se estivesse afastado dela. O beijo perdurava, as bocas não se recusavam a se afastar, os corpos se mantinham grudados, uma corrente elétrica passava de um para o outro, um amor, uma paixão inegável, tão forte, tão perfeita. Era como se eles se fundissem um ao outro, como se fossem um só. Eles eram tudo um para o outro. Tudo.