The Wedding
12 Capítulo 12
Elena caminhou o que considerou ser quilômetros, seu corpo se arrastava, não queria se mover, não queria sair de perto de Damon. Ela queria voltar, sair correndo e voltar para os braços dela. Não deveria ter ido, não deveria. Ela não queria ir. Não queria tirar fotos, não queria jantar, não queria viver nada disso.
Ela nem queria casar, odiava essa ideia, não conseguia entender como tinha aceitado, porque quando Stefan a pediu, ela já não o amava realmente, a morena já estava perdidamente apaixonada por Damon.
–Eu estava desesperada já. – Falou a cerimonialista, que Elena não fazia questão alguma de saber o nome. – Pensei que a noiva tinha sumido. – A mulher sorriu, aliviada e estava realmente aliviada. Tinha procurado Elena por todos os cantos e quanto não a encontrou rapidamente, teve medo que ela tivesse fugido, por achava que tinha algo muito errado com a morena.
A cerimonialista realmente considerava ser possível que a noiva fugisse a qualquer momento.
–Não, eu não ia sumir. – Falou uma Elena irritada, na verdade, ela realmente desejou ter sumido e nunca mais aparecer, nunca mais ser encontrada. Deveria ter pedido ao Damon para tê-la tirado de lá assim que o encontrou. Deveria ter fugido com ele. Nunca havia pensado em fugir do próprio casamento, mas agora, ela pensava, pensava até demais nessa ideia.
–Você é uma noiva tão diferente... – A mulher continuou, examinando a expressão da garota. Ela parecia tão diferente, antes estava tão triste e agora seu humor havia mudado completamente, Elena parecia frustrada. E ela estava mesmo frustrada, afinal, estava se sentindo tão bem, como se estivesse finalmente encontrado seu lugar, quando estava com Damon e agora ela estava de volta à droga de seu casamento.
–Não, eu não sou. – Ele respondeu secamente. Estava com tanta raiva daquela mulher, era como se ela a tivesse tirado de sua felicidade. E ela não tinha como ficar mais com ele, ia ter que tirar fotos, jantar, passar o restante da noite fingindo uma felicidade, uma animação que não possuía e já não conseguia nem mais forjar.
Conforme o tempo ia passando e nem era tanto tempo assim, minutos, no máximo, Elena ia sentindo todo seu corpo fraquejar, era como se perdesse as energias à medida que a sensação de tristeza surgia novamente, ia se apossando de sua alma, pouco a pouco, até dominá-la totalmente.
A garota levou os braços na direção do tronco, como se ela se abraçasse, se encolhesse, se retraísse. Elena quis morrer, tentou conter as lágrimas que surgiam novamente, quando ela viu Stefan esperando por ela. Naquele instante, ela o odiou com todas as suas forças.
Era como se ele fosse o responsável pela infelicidade dela, como se por ele, ela não pudesse simplesmente largar tudo, porque ela tinha que sentir culpa. Odiava isso, não queria mais se sentir culpada. Por que ela tinha que se sentir culpada por não amá-lo mais? Por que ela tinha que se sentir culpada por amar outra pessoa?
Stefan abriu um sorriso para ela, um sorriso que não lhe dissera nada, Elena mal conseguia reparar nas expressões dele, não conseguia focar, sua atenção estava em outro lugar, sua mente vagava no que tinha acabado de acontecer entre ela e Damon.
A morena se lembrava do beijo dele, de como se sentira quando estava com ele, da sensação maravilhosa que percorreu seu corpo, do amor que era tão forte, que era possível até senti-lo fluir de um corpo para o outro. Seu coração acelerou, como se reagisse as lembranças.
Elena desejou sair correndo, ir de encontro a ele novamente. Só conseguia pensar nisso, só conseguia traçar vários caminhos e todos eles a levavam para Damon. Ela o amava e já não conseguia mais esconder, era impossível negar.
–Amorzinho, tem alguma coisa te incomodando? – Stefan perguntou num tom carinhoso, ele estava tão preocupado com a garota. Ela passava o tempo inteiro chorando, mal falava com ele, era como se o evitasse. Às vezes, ele achava que ela não o amava mais e quando ela se comportava daquele jeito, era como se confirmasse aquela suspeita.
–Não, não. – Elena fingiu um sorriso, tão fraco, tão desanimado. Ao mesmo tempo em que ela queria sumir, fugir, ela também sentia muita culpa. Tudo que ela estava fazendo com Stefan Era muito injusto, jamais deveria ter insistido em um relacionamento com ele, quando ela percebeu que já não o amava mais, que já não sentia mais nada quando estava com ele. – Eu só estou ficando neurótica, coisa de noiva. – Ela falou qualquer coisa, usou uma desculpa, a primeira que conseguiu pensar e tentou um sorriso mais convincente.
Da mesma forma que o ensaio da cerimônia tinha sido, as fotos também se passaram como um borrão para Elena. Todos os sorrisos que dera foram fingidos, os beijos que tivera que dar em Stefan não foram sinceros. Era como seu corpo estivesse lá, presente, fazendo tudo que lhe mandavam como se ela fosse uma marionete, mas sua alma, não estava lá, não estava partilhando nenhum daqueles momentos.
Ela ainda estava pensando em Damon, ficavam imaginando quando ele iria aparecer na sua frente e puxar para si e ela não ia ter que se preocupar com mais nada, porque não havia nada com o que se preocupar com quando ela estava com ele. Era como se tudo estivesse tão certo, tão perfeito.
Ela sentia-se como estivesse totalmente protegida e ele iria cuidar dela. Elena respirava profundamente, tentando conter a vontade de chorar, já estava com tanta saudade dele que já estava ficando quase impossível fingir qualquer coisa, pois a dor emocional que sentia era enorme e tão profunda que ela podia senti-la até fisicamente.
Seus músculos estavam tensos, doíam tanto, ela podia sentir uma dor em seu peito, como se houvesse um rasgo ali, seu coração tinha sido quebrado, rasgado, em diversos pedaços, sua alma, tão frágil, parecia ser feita de um material facilmente quebrável, pois ela estava totalmente estilhaçada.
Quando chegou o momento do jantar, estavam todos ali, menos uma pessoa, exatamente quem Elena queria mais que estivesse presente. Damon não aparecera, mais. A garota passou o jantar inteiro fitando a cadeira vazia e era como se esse mesmo vazio se manifestasse dentro dela.
Ela ficou considerando as mais diversas possibilidades para ele não estar lá. Poderia ter considerado a mais provável, Damon não ia conseguir aguentar vê-la no jantar de ensaio do casamento ao lado de Stefan, mas essa opção foi à única que a garota não imaginou.
Ela pensou se ele estaria com a Mandy, isso era absurdo, mas foi à primeira coisa que surgiu em sua mente. Ela tinha tanto ciúmes, mas tanto, que seus pensamentos ficaram girando em torno daquela ideia. A imagem dele beijando a loira ficava piscando em sua mente.
Ela teve vontade de vomitar, só de pensar, tinha tanto nojo. Odiava aquela mulher, odiava demais. Depois, a morena se entristeceu, achou que a culpa era dela. Ela deveria ter feito algo errado, deveria ter dito algo que não deveria ter dito a ele.
Talvez, não deveria ter falado que o amava, porque ele poderia ter desistido dela, não a amar mais. Isso não tinha sentido algum, ele a amava demais, mas ainda assim, ela conseguia pensar nas possibilidades mais loucas. Elena estava surtando.
A noite inteira, até o fim do jantar e qualquer outro compromisso que ela poderia ter, se passou da mesma forma, a morena estava totalmente ausente, pensava o tempo inteiro em Damon. Precisava vê-lo, precisava tocá-lo, beijá-lo. Não podia mais viver sem ele.
Odiava a cerimonialista, ela tinha destruído tudo.
Tivera que aparecer bem depois que Elena tinha se declarado. A garota tivera coragem para dizer tudo que sentia e ansiava tanto pela resposta dele, pela reação. Ela até conseguia se lembrar de como Damon tinha ficado depois que ela confessou que o amava.
Embora, Elena tivesse certeza que vira a felicidade nos olhos azuis dele, já achava que não era bem isso, que ele não gostava mais dela, por isso não estava mais lá.
No fundo, ela sabia que não tinha cabimento nada do que estava pensando, ela tinha plena certeza e confiança que ele a amava com a mesma intensidade que ela o amava, mas ela também tinha certeza que não merecia o amor dele e era exatamente por isso que tinha tanto medo.
Ela nunca mereceu o amor dele, nunca. Sempre fora egoísta demais, egoísta até para confessar que também correspondia ao sentimento dele, ela tinha fugido tanto dele, tinha feito tantas coisas erradas. Perdera todas as oportunidades que tivera para ficar com ele e mais, perdera até mesmo diversas oportunidades de ser feliz.
E feliz era uma coisa que ela já não era há muito tempo, sua alegria era algo momentâneo, se resumia apenas aos momentos que estava com Damon. E quanto mais ficava perto dele, mas dependente ficava, a necessidade dele aumentava, precisava cada vez mais da presença dele para, pelo menos, poder sorrir verdadeiramente. E quando estava sem ele, era impossível ficar bem, todo seu corpo sentia os efeitos da ausência, da distância, como ela estava sentindo agora, tão vazia, tão entristecida, aquela sensação horrível de solidão que a invadia.
A garota agradeceu quando tudo aquilo tinha terminado, poderia ir para casa. Não iria descansar, iria chorar, iria chorar muito, mas, ainda assim, era melhor do que tinha passado durante todo o jantar. As amigas todas tinham insistido que ela deveria ter uma festa de despedida de solteira, mas ela não tinha condições, não tinha mesmo. Ela tinha dito várias vezes que não queria e iria ter, se insistissem, não iria. Por isso, no momento que ela pode, Elena simplesmente saiu, foi embora o mais rápido que podia.
...
Elena girou a chave, estava tão aliviada por ter uma casa só sua, não ter que dividi-la com ninguém, principalmente com Stefan. Assim que a garota entrou, se livrou dos sapatos que estava machucando seus pés. Ela continuou caminhando em direção ao seu quarto, quando já estava subindo as escadas, já não pode mais controlar as lágrimas e chorou.
Chorava copiosamente quando chegou ao seu quarto. Iria se jogar na cama e ficar lá remoendo todas as suas dores, se sentindo cada vez pior. Não teria como se sentir melhor, ela o que ela pensava. Mas dessa vez, a garota estava errada.
Ela tivera que olhar duas vezes para ter certeza do que via. Damon estava deitado confortavelmente em sua cama, tinha um caderninho, que Elena demorou em reconhecer como seu, em suas mãos, o estava lendo com atenção. Ele fingiu não perceber a presença dela, mas deixou escapar um sorriso no canto de seus lábios.
A garota esfregou os olhos e o olhou novamente, pode sentir seu coração palpitar acelerado, descompassado. Como sempre, seu corpo pulsou por ele, quis se jogar nos braços dele e ficar ali para sempre. Elena ficou surpresa com a presença dele ali, pensou que ele a tivesse largado, mas ele nunca faria isso.
–Damon, o que você está fazendo? – Ela perguntou quando finalmente se deu conta que o caderninho que ele tinha em suas mãos, na verdade, era o diário dela e ele o estava lendo. Ele não poderia ler, aquilo era uma invasão enorme a privacidade dela, aos sentimentos que ela mantinha tão bem escondidos, ainda mais sobre ele. Tudo bem, ela tinha se declarado mais cedo, mas ainda assim, ela não tinha falado tudo, nem chegou perto das confissões que haviam naquele pequeno caderno.
–Lendo o seu diário. – Damon respondeu descaradamente, arqueou uma das sobrancelhas e sorriu irônico. Ele continuou lendo, virando as páginas provocativamente. A verdade é que estava adorando cada página, cada linha, cada frase, cada palavra que a garota tinha escrito ali. Era bom saber o que ela sentia e que não ousava falar de forma alguma. — Eu já li tantos “Eu amo o Damon”. – Ele falou cinicamente, enquanto a observava por cima do diário.
Damon não tinha pensado em ler o diário da garota, iria apenas até a casa dela, precisava vê-la, falar com ela antes que ela se casasse. Ou melhor, queria achar algum jeito de fazê-la mudar de ideia e ficar com ele e abandonar aquela ideia absurda de se casar com Stefan.
Era por isso que não ficou no jantar, não queria vê-la com o seu irmão mais novo, porque não queria sentir nenhuma culpa, ao pedir que ela largasse tudo. Por mais que ele não quisesse, ainda assim, sentia-se culpado, conseguia entender como a garota se sentia.
Stefan era seu irmão, não podia fazer isso com ele, mas não conseguia mais ficar longe de Elena. Bom, voltando ao diário, Elena o tinha largado em cima da cama, quando saíra mais cedo, então Damon apenas o pegou, não tinha feito nada de errado, o diário estava simplesmente ali em cima, tão convidativo, como se pedisse para ser lido.
Elena sentiu seu corpo estremecer, a pele do rosto queimar de vergonha e ao mesmo tempo de raiva. Ele conseguia ter atitudes que a irritavam profundamente, só que ao mesmo tempo em que a deixavam com raiva, faziam com que ela gostasse mais dele.
Não conseguia entender como ou porque, mas se apaixonava mais por ele, mesmo quando ele a provocava da maneira como só ele conseguia e como estava fazendo naquele momento.
–É sério, você não pode ler! – Ela bufou, mas ao mesmo tempo, sentia seu corpo amolecer, inebriado pela sensação boa que só sentia quando estava com ele. Não conseguia ficar realmente brava com ele, poderia até querer e se esforçar muito, mas não conseguia, era impossível. – Damon, larga, por favor. – Elena pediu numa voz que soou mais manhosa do que autoritária, como ela havia planejado. Seu coração batia vergonhosamente alto, ele podia ouvir sem nenhuma dificuldade.
A garota se lembrou disso e corou ainda mais. Só que não podia evitar, não podia. Ela estava daquele jeito, com o ritmo cardíaco rápido daquele jeito, não por vergonha pelo diário, ou por raiva, mas sim, porque o amava demais e estava muito feliz por vê-lo, por ele não ter se esquecido dela.
Querendo ou não, ele a amava tanto, que queria saber o que ela pensava, era mais do que simples curiosidade.
–Eu já estou lendo, Elena. – Ele ironizou, se divertiu com a expressão ela, ou melhor, achou que ela ficava ainda mais bonita daquele jeito, quando fingia que estava irritada, quando não estava de verdade. Elena era a garota mais doce que ele já havia conhecido, ela era tão especial, tão boa. Damon a via até de uma forma idealizada demais.
A verdade, é que ela o fazia se sentir de uma forma que ele não se sentia a tanto tempo, desde que ele era humano. Ela tinha despertado os sentimentos dele, ele já não era mais capaz de fingir que não se importava, quando tentava, ficava óbvio o quanto ele ligava, o quando ele sentia, principalmente, em relação a ela.
Isso porque ele a amava demais, amava mais do que julgou que poderia amar. Ele nunca quis, ou pensou, que poderia se apaixonar novamente, mas tinha acontecido, tudo isso por causa dela. – Eu vou separar as partes que eu mais gostei. – Ele falou, brincando com ela, vendo como ela ficava, tão envergonhada e ele achava que ela ficava ainda mais doce, mais bonita assim.
–Damon, me dá isso aqui. – Ela se aborreceu, não de verdade, pois não conseguia, mas era o mais próximo disso. Elena pulou na cama, tentando pegar o diário das mãos dele. Estava com tanta vergonha, ele estava lendo tudo e não parava. A essa altura já sabia de cada detalhe dela, de cada sentimento, de tudo.
Mas no fim, Elena ponderou que talvez não fosse realmente necessário que ele lesse o diário dela para conhecê-la, pois parecia que ele a compreendia tão bem, sabia exatamente quem ela era. Deveria ser a conexão que existia entre eles, uma conexão tão linda, tão perfeita.
A garota tentava tirar o diário da mão dele, mas não conseguia, os reflexos dele eram muito mais rápidos do que os dela, então, era como se ele adivinhasse cada movimento dela. E do jeito que ela ficava quando estava próxima dele, ia se inebriando com a presença, com o perfume dele, que seu raciocínio ia ficando ainda mais lento.
Elena quase estremeceu quando sua mão encostou-se à pele dele, cada vez que eles se tocavam, ela sentia uma corrente elétrica pulsar em seu corpo, era como se ela tivesse encontrado sua alma gêmea, algo tão intenso, que ela não era capaz de definir o que era. Só conseguia ter mais certeza que o amava.
–Querido Diário... – Ele começou a ler uma das páginas. — Você tem sempre que começar com “Querido Diário”? – Damon abafou um risinho, enquanto afastava o diário das mãos dela, que tentavam pegá-lo a todo o custo.
– Sério, Damon, para com isso! – Ela pediu, pode sentir que havia uma parte dela que já estava achando graça daquilo e outra queria matá-lo por ler o seu diário, mas a verdade, é que ele conseguia fazer com que ela se sentisse bem, mesmo quando a irritava ao máximo.
E ele estava bem diferente de como tinha se comportado mais cedo Tinha voltado a provocá-la, o que ele não havia há tempos. A verdade, é que ele tinha ficado tão confiante, tão feliz, depois que ela tinha se declarado para ele, que ele tinha ficado assim, meio bobo até.
– Eu nunca imaginei que iria falar isso, diário... — Ele continuou lendo e a garota foi se desesperando, tentava ainda mais tirar o diário dele, sabia exatamente o que tinha escrito naquela página.
– Mas, eu estou totalmente apaixonada por Damon. Você não deve estar acreditando, mas é isso mesmo, eu estou apaixonada por ele, ou melhor, eu o amo... –O vampiro fez uma nova pausa, para fitá-la, diretamente nos olhos profundamente castanhos. Ele virou mais algumas páginas, achando facilmente outro trecho e continuou lendo em voz alta — É impossível descrever a forma como eu me sinto quando estou com ele, seus olhos tão azuis, aquele sorriso irresistível...
Elena não o olhava irritada, mas sim de uma forma tão dócil e linda. Ela baixou o olhar, como se fugisse dele, estava tão vermelha, tão envergonhada, mas mesmo assim, falou. – Você já sabe que eu te amo... – Ela voltou a fitá-lo, os dois quase se perderam um no outro, no olhar tão intenso que trocaram.
– Eu sei. – Ele respondeu acariciando a face de pele aveludada da garota. – Mas ainda assim, eu gostei de saber de novo, lendo o seu diário. Eu adorei a parte que você estava falando sobre todo o meu charme... – Ele deu uma piscada e abriu um sorriso sedutor, que fez com que a garota, que rolava os olhos para dizer que ele estava exagerando, quase perdesse o ar. – E bem... – Ele fez uma pausa, quando a garota tentava pegar o diário dele novamente. – Se você continuar em cima de mim com esse vestidinho, eu não respondo mais por minhas atitudes...
–Damon! – Ela o repreendeu, mas no fundo, achou graça. Ela já estava toda manhosa o olhando. Elena tinha esquecido completamente de tudo, que iria se casar no dia seguinte, de Stefan. Ela não queria se importar com mais nada, a não ser em como se sentia naquele instante, em como seu corpo pulsava por ele. Um desejo tão grande se misturou ao amor que sentia por ele. Ela se deitou, deixando o corpo pender sobre o dele, quase roçando nele.
Damon levou uma das mãos ao rosto dela e acariciou enquanto olhava, admirado, para a face dela, de traços tão delicados, tão bonitos. Estava encantado com a garota. O amor que sentia por ela era tão intenso, tão verdadeiro. Ela abriu um sorriso doce, um sorriso que era apenas para ele.
Só sorria assim quando estava perto dele. Os lábios se aproximaram, ficando a centímetros, os olhos se fecharam, até as bocas se encontrarem, as línguas se entrelaçarem, explorarem cada centímetro, cada parte, o gosto doce. O beijo era de amor e de desejo, que se misturavam numa sincronia perfeita.
Elena podia sentir seu corpo pulsar, pulsar por ele em todos os sentidos, de todas as formas, se entregava totalmente, seu corpo, seu coração, sua alma. Ela levou uma das mãos ao rosto dele, para acariciá-lo suavemente, mostrava que o amava, que o desejava.
Damon também reagia da mesma forma que ela, ou talvez mais intensamente, e não era simplesmente por que suas emoções eram ampliadas pelo simples fato de ser vampiro, mas sim, eram ampliadas por que tinha desejado e esperado por tanto tempo, pelo momento em que ela seria dele, em que por um instante apenas Elena correspondesse aos sentimentos dele.
Quando Elena percebeu ele estava por cima dela, os lábios permaneciam colados, presos ao beijo profundo e apaixonado. As bocas não desgrudavam nem um instante, precisavam daquele contato, aliás, precisam muito mais, de um contato ainda mais íntimo.
Damon deixou a mão seguir pelo rosto dela, descer na direção do pescoço, o acariciando. Elena suspirou profundamente com aquele toque e então ela se deu conta que a mão continuou, procurando pelo fecho do colar que ela usava, o colar que havia ganho de Stefan. Ele abriu, tirando a joia e a jogando no chão.
Elena o ficou olhando sem entender, levou a mão direita até ele, mas ele a segurou, primeiro entrelaçou os dedos aos dela, mas depois, foi tirando, pouco a pouco, a aliança de noivado que ela possuía no dedo. — O que você está fazendo? — Ela o fitou, deixando o olhar se prender aos olhos azuis, ele ficou admirada. Ele era tão lindo e ela o amava tanto.
– Eu estou tirando de você tudo que lembre ele. Hoje, você é minha, só minha, pelo menos essa noite. Damon fez questão de jogar a aliança longe, esperou que ela se perdesse, ou melhor, se despedaçasse. Odiava vê-la a usando. Se era para que Elena usasse uma, que fosse uma aliança dada por ele.
– Mas eu sou sua, sempre vou ser. — Ela afirmou, abrindo um sorriso sincero para ele. Ela era dele, não tinha nem como não ser.
– Não, Elena, você nunca foi minha de fato... — Damon falou, num tom visivelmente abalado. O amor dela poderia até ser dele, mas ele nunca pode tê-la, nunca pode dizer que ela era dele, nunca pode se sentir amado por ela, por que ela nunca admitia seus sentimentos.
– Ah, meu amor... — Ela murmurou, deixando os dedos entrelaçarem nos cabelos negros dele, ela o fitava com tanto carinho, com tanto afeto. — Olha para mim... — Ela pediu. Os olhos azuis dele encontraram os dela. Os olhares se encontraram, brilharam de uma forma que significava um amor inequívoco. — Eu te amo, amo muito... — Elena falou num doce, mas seguro, tinha plena certeza de seus sentimentos. Cada vez que ela dizia que o amava, ele sentia todo seu corpo pulsar tão intensamente, era tudo que ele queria ouvir.
Damon sorriu para a garota e deixou os lábios pousarem novamente nos dela. Os beijos que compartilhavam eram doces, era intenso, era repleto de desejo, ao mesmo tempo, que era repleto do mais verdadeiro amor.
Elena deixou as mãos seguirem pelos braços fortes dele, sentindo cada músculo bem definido, subiu e desceu ali até que as mãos seguirem para o peitoral dele. Tirou a camisa dele com tamanha ansiedade, precisava tocá-lo. As mãos roçavam na pele dele, sentindo a textura, o relevo que os músculos formavam, os dedos dela passeavam, traçando caminhos tão ousados, até que ela deixou as unhas o arranharem, não com força, sim, de leve.
Os lábios permaneciam unidos num beijo delicioso. Ele acariciava os longos cabelos castanhos dela, até chegar ao rosto dela, acariciando sua face, sentindo a textura da pele aveludada. Os lábios dele se afastaram dos dela, roçaram pela linha da mandíbula, traçando um caminho quente até que a garota pudera sentir o hálito quente sussurrar em seu ouvido, fazendo com que ela se arrepiasse. — Eu te amo, Elena.
O coração da garota acelerou alucinadamente com as palavras dele. Ela levou as mãos ao rosto dele, o trazendo para perto, para que ele a beijasse na boca novamente. O beijo foi ainda mais intenso que antes, tão avassalador, tão forte, tão dócil, tão perfeito.
Ela sentiu os lábios dele escaparem dos dela novamente, ele descia pelo pescoço dela, dando beijos demorados, deixava os lábios roçarem na pele, alternava lambidinhas e leves mordidas.
A essa altura a garota se arrepiava inteira, cada parte de seu corpo já reagia de uma forma diferente, em meio a todo o romance, um desejo tão forte crescia dentro dela, se espalhando, como se fluísse pela sua corrente sanguínea.
Ele chupou a pele dela fazendo com que ela soltasse um gemido, a morena fechou os olhos, como se fosse para que ela se concentrasse apenas no tato, nas sensações que ele provocava nela. As mãos dele desceram nela, buscando o zíper do vestido que ficava na lateral do corpo dela, no lado direito, o abrindo avidamente.
Ela o ajudou a despi-la, revelando o pelo corpo curvilíneo da garota. Ele a admirou, por um instante, abriu um sorriso malicioso, ela era mesmo linda. Damon deixou as mãos a tocarem, explorar as curvas bem esculpidas. As mãos másculas chegaram aos seios volumosos da garota, ainda cobertos pelo sutiã rendado branco, apertando-nos.
Elena ofegou com os toques ousados dele, cada toque era como fogo. O desejo pulsava nele com tamanha intensidade que ele simplesmente rasgou o sutiã da garota, o arrancando dali, deixando os seios dela expostos. Ele os apertou, como se massageasse, fazendo movimentos estimulantes.
Ela gemia a cada toque dele. Gemeu ainda mais quando sentiu a boca quente a tocar, ele beijou-lhe o vão entre os seios e depois o lambeu. Ela arfou. Ele continuou, deixou a língua quente passar nos mamilos como se massageasse intensamente. O corpo de Elena pulsou, pulsou por ele, pulsou por mais.
Ela mal conseguia manter um raciocínio lógico, estava totalmente entregue. Era incrível a forma como ele a fazia se sentir, se antes, ela possuía os pensamentos mais doces e puros, agora sua mente estava perdida em meio às ideias mais lascivas e impróprias.
Quando ele abocanhou os seios dela, ela quase delirou, ele chupava na intensidade certa, que fazia com que uma sensação de prazer indescritível percorresse cada mínima parte do corpo dela. Ficou nos seios dela mais algum tempo, se demorou ali, a garota ofegava, a cada toque, a cada carícia recebida.
Então Damon fez o caminho de volta, percorrendo os seios, novamente o colo, o pescoço até alcançar os lábios dela novamente. Eles se beijaram intensamente, desejosamente, não havia mais nada no mundo que importasse a não ser um ao outro.
Elena levou as mãos às coxas dele, percorrendo, explorando toda a sua extensão. Nunca imaginou que poderia sentir sensações tão distintas ao mesmo tempo. Ela o amava, se sentia tão segura quando era envolvida pelos braços musculosos dele, mas naquele instante, sentia-se tão vulnerável, tão sensível a ele.
Seu corpo vibrava numa luxúria latente. Sentia-se amada, sentia-se desejada, era a junção perfeita. Ele era perfeito para ele, era tudo que ela sempre quisera. Quando ele abriu seus olhos novamente, quase se perdeu no brilho dos dela. Ela era linda, e ficava ainda mais linda quando ela sorria da forma como estava sorrindo naquele instante.
Era um sorriso meigo, amável e ao mesmo tempo quase malicioso. Ele sorriu em retribuição, levou as mãos até o rosto dela acariciando a pele macia. Depois, voltou a beijá-la, desceu pelo pescoço, pela linha da clavícula e depois voltou, continuou pelo corpo dela, explorando cada parte com afinco, com um desejo, com uma dedicação, ele a amava e a queria na mesma proporção.
Seguiu pelos seios, depois pela barriguinha sarada, a beijou, deu mordidinhas leves, mas que eram suficientes para marcar-lhe a pele clarinha. Ela ofegava, gemia de prazer. Era como se ele soubesse exatamente onde tocá-la.
As mãos passavam pelo corpo dela, exigentes, não queria perder nenhum detalhe, era como se quisesse gravar cada detalhe dela, sentir cada curva, a textura deliciosamente macia do corpo feminino. As mãos fortes alcançaram as coxas dela, apalparam com firmeza, subiam e desciam nela.
Depois, deixou os lábios tocá-la, percorrendo cada parte, distribuiu beijos em toda a extensão das coxas da garota. Alcançou a parte mais íntima dela, tirou-lhe a calcinha, deixando-a completamente nua. Elena sentiu uma pontada de vergonha, que não tinha nenhum sentido, depois de toda a intimidade dos toques que se sentiam.
Sentiu um gelo, devido à vergonha, percorrer-lhe a espinha, mas que foi levado embora tão rapidamente, que ela mal pode sentir, pelo calor dos toques dele. Ele afastou ainda mais as pernas dele, e então deixou a boca mergulhar nela, mergulhar na parte dela que mais o queria, que mais pulsava por seus toques.
Ela soltou um gemido profundo quando sentiu a língua quente a percorrer com tamanho empenho, cada toque habilidoso, certeiro, que lhe provocava tanto prazer. A língua acariciava cada parte, explorando demoradamente, a satisfazendo completamente, até alcançar o ponto mais sensível da garota, passou a língua de leve, provocantemente e depois tocou com mais intensidade, como se massageasse.
Ele a chupou, a sugou de uma forma que a garota julgou alucinógena. A língua a invadia, fazendo com que ela gemesse. Ela sentia tanto prazer, era como se a sensação deliciosa percorresse todo seu corpo, queimasse em suas veias.
Em seguida ele se afastou dela, não muito, apenas o suficiente para poder tirar as roupas que lhe restavam. Quando ele voltou novamente para ela, a garota tomada por um desejo alucinante, o enlaçou com as pernas. Ela o queria tanto quanto ele a desejava.
Ela soltou um gritinho ao ser penetrada, ele ficou parado dentro dela, como se fosse para que ela se acostumasse a ele, ao membro que a preenchia completamente. O corpo dele pendia sobre o dela, a garota levou ambas as mãos ao rosto suado dele e acariciou-lhe a face. Os lábios selaram num beijo que era lascivo, mas ao mesmo tempo amoroso.
Elena gemeu na boca dele, quando ele começou a investir contra o corpo dela, o quadril fazia movimentos suaves, cadenciados. Ela se sentia tanto prazer, podia perceber que os corpos deles estavam numa sintonia perfeita, era uma atração, um amor magnetizante.
Estava totalmente, rendida, entregue, não apenas seu corpo, como sua alma.
–Eu sou sua... — Ela falou entre gemidos e arquejos, já nem tinha muita ideia se conseguira articular a frase corretamente, seu corpo se concentrava nas sensações deliciosas, delirantes.
Damon podia ouvir, sentir as batidas descompassadas do coração dela, ela era dele, as palavras ainda ecoavam na mente dele, se fundindo a sensação inebriante que era possuí-la, que era estar dentro dela. Ela era quente, apertada, tão deliciosa.
Ela gemeu, um gemido que pedia por mais, ela já não aguentava mais de tanto prazer. Os movimentos se tornaram mais intensos, mais fortes, ia e vinha dentro dela. Os dois gemiam, ofegavam juntos até que o orgasmo delirante os invadiu, tomando conta de cada mínima parte dos corpos. Eles se renderam a sensação, era um prazer indescritível, era o ápice daquela relação.
Os dois desabaram na cama, exaustos, os corpos suados, as respirações irregulares, os corações que batiam acelerados. Damon a puxou para si, ela se aninhou nele, no peitoral dele. Sentia-se tão bem, tão segura, era tudo que ela queria. Elena se ajeitou, se aninhando ainda mais. Ele a envolveu em seus braços e ela dormiu ali.
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