The Weapon
28 Capítulo 30
Notas iniciais
Seria mais facil com duas pessoas escrevendo, não é, John?ù_ú
Abandonar o barco na última hora é uma coisa muito, muito feia!
Boa leitura!
-Não é obvio o que aconteceu?! — Começou um filho de Montu, deus da guerra — Percebam, o único lugar que não foi destruido foi a área de Bastet! Adicione um eclipse solar nisso e tudo aponta para nossa única semideusa de Bastet!
-Ela merece uma punição... — Comentou a filha de Mafdet, deusa da justiça e dos reis, Ágata, com o semblante calmo e os olhos deixando claro um sinal de perigo.
-Se for para aplicar-lhe uma punição, eu posso comandar! — Disse um filho de Seth, deus da violência, da guerra, da desordem e das serpentes. Não vou e nunca fui com a cara dele.
-Silencio! — Bradou Elisaveta, filha de Sia, ela é uma espécie de manda-chuva por aqui — Concordo com Luan e Ágata. Tudo indica que foi você, Acsa... Explique-me, como isto aconteceu? — Não, ela não foi amorosa nem terna. Sua voz era decidida e feroz e me encarava com tanta frieza que pensei que tudo estivesse congelando.
-Eu... eu não sei. Eu vi Mírian e Fírion e beijando e sai correndo em direção ao meu acampamento... E aí tudo isso começou.
Só aí notei que eles não estavam lá. Nem eles nem Bianka. E nem Klauss, o garotinho de Nut de 8 anos de idade.
-Onde eles estão? E B-bianka e Klauss? — Me desesperei.
-E você desejou a morte deles, ou qualquer coisa do gênero? — Perguntou em seu tom glacial. Como você pode ver, não obtive respostas.
-S-sim...
Ela suspirou, bagunçou o próprio cabelo com os olhos fechados, pensativa, e voltou-se para mim.
-Você invadiu a área de Nut. — Opa! Como ela sabia disso?, é o que passa na minha cabeça agora. Claro que naquela hora eu não consegui pensar nisso — Acabou com nossa cidade. Matou quatro de nossos irmãos: Mirian, Fírion, Bianka e Klauss. Voto pela expulsão de Acsa da cidade.
A maioria levantou a mão, a favor de Elisaveta. Não os culpo, afinal eu sou mesmo uma monstra. Uma assassina. Meus amigos, Asenet, Suzan e Higor, se aproximaram de mim, abraçando-me. Foi uma sensação boa, tripla.
-Eu sinto muito, querida. Eu queria poder ter avisado você, — desculpou-se Suzan — mas não posso interferir no destino.
-Saiba que sempre poderá contar conosco. — Disse Asenet entre soluços. Ignorei o fato dela estar molhando toda minha túnica com suas lágrimas.
Higor ficou em silencio, com o rosto enterrado na curvatura do meu pescoço e apertando-me contra ele. Aliás, os três estavam me apertando tanto que era capaz de meus ossos quebrarem!
Quando dei por mim, eu também chorava. Não, não eu, mas meu eu passado, a Acsa que havia acabado de incendiar cidade construída com tanto esforço pelos seus irmãos... A Acsa que havia acabado de matar quatro semideuses inocentes... É, talvez sejamos as mesmas Acsas. De qualquer forma, não entendo por que estou revivendo isto. Eu estava fazendo alguma coisa, não estava?
Acho que eu estava no carro com Annie, Petter, Melanie e Johan.
Vamos, Acsa, concentre-se. Por que é tão estranho pensar no meu nome? É como se eu estivesse invocando um demônio ou algo assim... Não! Concentre-se! Aeron... O vilarejo... O ancião chato... O dragão... Ah, sim, acabo de lembrar! Eu preciso botar aquele dragão para dormir e salvar — não matar — quatro semideuses. E dois elfos, não posso esquecer. Ah, e talvez um vilarejo inteiro! Isso é empolgante...
...Okay, qual o botão de voltar à minha realidade?
Talvez se eu me concentrar no que eu estava fazendo e tentar sentir alguma coisa daquela realidade, concentrando-me nessa coisa e retornando. E não é que funcionou?
Eu segurava um vidrinho com liquido verde-escuro, o que facilitou bastante a minha volta. Antes minha intenção era invocar a erva de uma planta sonífera, não uma poção do sono, mas não preciso nem me perguntar como aquilo aconteceu por que já sei a resposta: Asenet. Então ela vem me ajudando todo esse tempo... Será que tem algo a ver com a minha visão?
Depois eu penso sobre isso.
-Recuem até o vilarejo e tampem o nariz! — Gritei, jogando o frasco no chão, prendendo a respiração e correndo o mais rápido que pude. Quem respirasse iria adormecer na hora.
Senti o chão tremer, provavelmente o dragão havia caído. Ótimo. Agora nos encontraríamos no vilarejo e partíriamos daqui de uma vez.
Só espero que ninguém tenha respirado...
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