The Way You Fall Asleep

39 Capítulo XXXIX – Im So Sorry


Notas iniciais
Chegou :v Não me responsabilizo por nada :v Boa leitura.

Capítulo XXXIX – Im So Sorry

Seu corpo tremia fortemente contra os braços que lhe circulavam. Ela não fazia ideia de quem era. Apenas sentia o cheiro de tabaco muito forte. Os soluços faziam seu corpo tremer com mais intensidade.

– Talvez seja o melhor para nós... – Rachel disse com os olhos cheios de lágrimas. – Eu não aguento mais, Quinn!

– Me diz o que eu fiz! – Implorou sentindo o rosto molhado de lágrimas, seu corpo soluçava tanto que ela teve que sentar no sofá para não cair. – Por favor, Rach, por favor...– Implorou mais uma vez enquanto enfiava o rosto em mãos e soluçava.

– Eu achei que fosse aguentar com você do outro lado de mundo, achei que fosse possível para mim, mas... – Chorou e virou de costas com a mão na boca. Não parava de soluçar e vendo Quinn naquela situação parecia pior. – ver você uma vez por ano não é suficiente para mim. – Disse e virou para a loira que agora a olhava com os olhos arregalados e vermelhos. Os lábios molhados de lágrimas e o cabelo desarrumado.

– Não, faz isso...

– Eu sinto muito Quinn...

Seu coração doía tanto que ela se agarrou com mais força nos braços da pessoa que estava lhe acolhendo. Enterrou o rosto na camisa da pessoa e chorou com mais força.

– Quinn, por favor, me diz o que aconteceu. – A voz da pessoa que lhe abraçava era a voz de Karla. Como ela tinha chegado em Oxford?

Estava tudo bem até o momento em que ela entrou pela porta. Rachel estava encarando-a e Quinn não sabia o que tinha acontecido. Ela perguntou diversas vezes se tinha algo errado e Rachel apenas balançava a cabeça e andava pela sala. Quinn tentou puxar assunto e Rachel deixou a bomba cair dizendo que “elas precisavam dar um tempo”.

– Eu não quero acabar com os meus sentimentos por você. – Rachel confessa com a voz fraca e Quinn só podia chorar. – Quando você voltar... Se você voltar a gente pode tentar de novo, mas agora não dá.

– Você tá terminando comigo...

– Não é um termino! – Rachel falou verdadeiramente desesperada, parecia que se essa palavra fosse colocada em pauta fosse mais doloroso para ela. Não que isso estivesse sendo mais fácil. – Pense como um tempo para ficar com outras pessoas... – ela engoliu o bolo que queria se formar. – Só até você terminar o seu período em Oxford... Ficar longe de lá...

– É esse o problema? – Os olhos vermelhos de Quinn se focaram nela e Rachel estremeceu com a magoa que a loira tinha neles. – Você quer um tempo para ficar com outras pessoas até que eu esteja aqui apenas pra você.

Rachel balançou a cabeça e mordeu o lábio inferior. Ela não sabia o que responder. Ela apenas não aguentava a distancia que tinha entre elas, mesmo quando estavam juntas essa muralha existia.

– Eu sinto muito, Quinn. – E saiu correndo para o quarto enquanto a loira chorava no sofá.

Sentiu duas mãos segurarem seu rosto a fizeram encarar a pessoa que a segurava.

– O que aconteceu?! – Karla perguntou, seus olhos estavam cheios de preocupação. Quinn se encolheu para perto dela e tentou parar de chorar. – Me diz, por favor...

Ela lembrou que tinha pegado um avião assim que saiu da casa do apartamento. Era por isso que ela estava ali nos braços da punk naquele momento. Olhou nos olhos dela e mordeu o lábio inferior para controlar o choro que ainda a fazia soluçar.

– Rachel... – Tentou falar, mas voltou a chorar se agarrando na camisa da punk. Fechou os olhos com força e esperou a onda de choro passar. – Rach-el...

– O que? – Karla perguntou novamente e levantou Quinn do chão e a colocou no sofá, sentando ao seu lado. – O que aconteceu com a Rachel?

Encarou os olhos da punk e seu lábio tremeu.

– Acabou tudo... – Choramingou com a voz quebrada e viu os olhos dela se arregalarem e logo sua expressão ficar triste. Sentiu seu rosto se contorcer e escondeu ele no ombro de Karla que a abraçou com força.

– Vai ficar tudo bem, eu prometo. – Karla disse, a voz soando baixa e tranquila, tudo para conseguir acalmar Quinn.

Sem sucesso.

Então ela apenas segurou a loira até que ela adormecesse em um sono cheio de pesadelos.

__

Rachel tinha o rosto enterrado no peito de Kurt enquanto chorava piedosamente. O garoto desistiu de tentar falar alguma coisa. Ele sabia o que tinha acontecido, quando Rachel ligou para ele chorando, ele já sabia. Ele só não sabia o porque da morena estar chorando tanto se foi ela que acabou tudo. Ela tinha o motivo, porque estava triste?

– Eu... eu não aguentava mais. – A morena finalmente respondeu quando ele perguntou novamente. Os dois estavam sentados no sofá do apartamento dela, aproveitando que Santana tinha ido para Chicago com Brittany. – Eu sentia que estava perdendo-a aos poucos, que eu precisava dar um jeito nisso.

– E porque terminou com ela? – Kurt perguntou. Sua voz deveria ter soado fina e alta porque Rachel se encolheu para longe dele que bufou se xingando internamente. – Desculpa. – Pediu baixo e passou um braço pelo ombro dela trazendo-a para perto.

– Nós não terminamos, eu disse isso para ela. Eu precisava de um tempo para entender o porque disso. Eu não conseguia confiar e sabia que isso era um sinal ruim.

– Não conseguia confiar nela? – Ele perguntou surpreso.

– Eu confiava, até o momento em que ela me ligou e disse que era muito feliz lá. – Olhou nos olhos azuis do amigo e sorriu tristemente. – Eu senti como se estivesse sendo traída. Algo dentro de mim dizia que ela não deveria ser feliz sem mim, que isso era errado. Eu não queria que isso fosse errado. – Terminou com a voz quebrando em mais um choro forte.

– Oh, querida...

– Eu não queria que ela se sentisse feliz enquanto eu me sentia uma droga por estar longe dela... eu não queria isso... – Chorou e olhou nos olhos dele novamente. – Eu sou uma péssima pessoa...!

– Oh, não, querida, você não é. – Trouxe-a para seus braços acolhendo-a com carinho.

– Sim, eu sou! – Choramingou. – Eu deixei ir a melhor coisa que aconteceu na minha vida. – Ela passou um tempo em silêncio, apenas choramingando contra a camisa do amigo. Kurt tentou não pensar em como isso iria arruinar a sua camisa. – Eu tinha que parar de me sentir assim, tinha que ter certeza de que a amo. — A intensidade que ela usou no final fez Kurt sorrir.

– Então porque não fala com ela?

– Eu não posso. – Balançou a cabeça e fungou se afastando de Kurt. Olhou para o celular que estava na sua mão. – Pelo menos não agora. – Fungou novamente passando a mão pelo nariz e enterrando os dedos no cabelo e puxando-o levemente. – Eu preciso entender o que eu realmente estou sentindo.

– Você a ama! – Kurt disse exasperado. – Isso não é nenhum enigma!

– Sim! Eu amo! – Ela disse no mesmo tom, talvez com mais desespero. – Mas não quero ser dependente dela, não quero estar sempre me sentindo uma merda quando ela se sente feliz com algo que não tenha sido eu que tenha feito.

– Drama lésbico é uma droga. – Kurt comentou e Rachel suspirou pesadamente e agarrou o celular com força. Acendeu a tela e choramingou com uma foto dela e de Quinn abraçadas. Quinn com os braços ao redor dela enquanto Rachel tirava a foto. Os lábios da loira colados na sua bochecha enquanto a abraçava por trás. – Ligue pra ela, só pra saber se está tudo bem.

Ela olhou para Kurt e pensou que isso fosse o mais inteligente a fazer. Desbloqueou o celular e discou o numero da loira, apertou “chamar” e choramingou novamente quando a foto de Quinn apareceu. A loira estava dormindo com a boca aberta, o cabelo espalhado pelo travesseiro. Era uma foto linda, e muito intima.

Levou o celular até o ouvido e esperou.

– Alô? – Uma voz atendeu. Não era Quinn. Rachel ficou tensa e respirou fundo.

– Quinn? – Perguntou baixinho.

– Ahm, não, Quinn está dormindo agora. – A voz falou delicadamente. – Rachel?

– Hm, sim?

– Oh, sou eu, Karla!

– Oh, Karla! – Rachel tentou parecer no mínimo, uma pessoa legal.

– Você provavelmente quer saber como a Quinn está. – Karla presumiu e Rachel escutou um leve suspiro. – Ela... ela está bem... pelo menos é o que ela quer que eu pense.

O coração de Rachel partiu.

– O que... o que aconteceu quando ela chegou ai? – Perguntou com a voz fraca e olhou para Kurt que tinha um olhar compreensivo.

– Ela chegou desorientada, muito atordoada. – Karla começou e Rachel fechou os olhos. – Eu somente a abracei até que ela desatou a chorar.

– Droga... – Rachel choramingou e sentiu as lágrimas escorrendo.

– Rachel... Eu sei que não é da minha conta mas... O que aconteceu? – Perguntou delicadamente e Rachel lambeu os lábios para se concentrar. – Ela me disse que tudo acabou e...

– Não acabou... – Rachel corrigiu e Karla ficou sem saber o que dizer. – Eu só queria um tempo para pensar... pensar no que está acontecendo comigo.

– Eu não vou ser tranquila com você, Rachel. – Karla disse firme. Rachel estremeceu e levou uma mão até o rosto. – Ela não está bem, e não sei quando ela vai ficar bem.

– Eu me sinto horrível.

– Olha, você precisa do seu tempo para pensar, pense agora que ela também precisa do tempo dela. – Karla falou e Rachel suspirou pesadamente.

– Você... Você pode ajudá-la? – Rachel perguntou e Karla respirou fundo.

– Eu iria mesmo que você não me pedisse.

– Diga a ela que eu sinto muito.

– Eu acredito que ela já saiba disso.

– Eu a amo tanto... -

– Também acredito que ela já saiba disso, só que agora não tem certeza se é verdade.

Rachel se deixou chorar novamente. Escutava Karla tentando acalmá-la do outro lado e Kurt a olhando triste. Ela fez a maior merda da vida dela. Nunca esteve tão arrependida na vida quanto estava agora. Ela só queria se encolher na cama como uma bola e esperar que tudo isso passasse.

Mas ela não podia.

Ela iria sofrer todas as consequências.

E estava se odiando mais ainda por causa disso.

__

Ela tinha quase certeza de que seu coração tinha parado.

Olhava para o teto com os olhos pequenos e inchados de tanto chorar. Sua boca estava seca e dolorida. Sua cabeça parecia uma bomba esperando o momento certo para explodir. Sentia-se dormente. Conseguiu até dormir por algum tempo até acordar com um pesadelo. Ela não deveria acordar com pesadelos se o que ela vivia agora era um pesadelo.

Ela só queria acordar de vez ao lado de Rachel. Somente isso.

Piscou lentamente e olhou ao redor. Seus olhos pararam em um porta retrato. Era uma foto sua e de Rachel. Seus braços circulavam a cintura da morena com força enquanto ela segurava a câmera com um sorriso enorme.

Não fazia ideia do que tinha acontecido. Ela não se sentia culpada, não se sentia arrependida. Sabia que não tinha feito nada de errado. Não tinha dado motivos para que Rachel a odiasse. Talvez Rachel apenas tenha se cansado dela. Cansado delas duas juntas. Ou apenas se cansou de esperar que ela voltasse para casa.

Seu peito se apertou dolorosamente, fazendo-a deixar com que as lágrimas escorressem desimpedidas. Seu rosto se contorceu de dor e virou o corpo abraçando o travesseiro. Enterrou o rosto nele e fungou. Não sabia se deveria estar feliz por que o cheiro do travesseiro não era nada a ver com o cheiro de Rachel.

– Quinn? – A voz de Alison a tirou dos curtos pensamentos. Não disse nada, sentiu uma mão em seu ombro e a cama afundando levemente. Logo a mão estava desenhando círculos em suas costas. – Quer conversar? – Não respondeu. Apenas virou rapidamente e escondeu o rosto no colo da ruiva e se deixou chorar com força. – Oh, querida. – Ally acariciou seu cabelo com delicadeza. – Vai ficar tudo bem, você vai ver.

Ela queria que ficasse tudo bem. Mas seu coração doía de mais para pensar nisso.

Escutou a porta do quarto se abrindo novamente.

– Ally? – A voz de Karla estava calma e delicada. – Tudo bem?

– Eu não sei. – Alison disse baixinho e tentou arrumar a cabeça de Quinn em seu colo, mas a loira estava com ela enterrada perto da sua barriga. – Ela estava chorando quando eu entrei.

Sentiu a cama afundar novamente e uma mão em suas costas.

– Q.? – Karla chamou e suspirou quando não conseguiu respostas. – Quinn, eu sei que eu não tenho certeza se deveria te falar isso. – Falou confusamente. – Mas Rachel ligou.

O movimento foi tão rápido que sua cabeça doeu. Mas ela estava sentada na cama olhando para Karla com os olhos arregalados.

– O que!?

– Ela queria saber como você estava. – Olhou para Quinn esperando que falasse algo, mas como a loira continuou olhando para ela, Karla suspirou e continuou a falar. – Ela não está bem...

– Como ela não está bem? – Quinn choramingou e levou uma mão até a cabeça, agarrou os fios loiros e rosnou. – Ela que terminou comigo!

– Ela deixou bem claro para mim que não terminou com você, que apenas queria dar um tempo.

– É a mesma coisa!

– Tecnicamente não. – Alison se fez presente e Quinn a olhou confusa. – Ela parece só querer um tempo para entender.

– Entender o que!?

– Isso ela não me disse. – Karla falou e suspirou novamente. – Mas ela disse que te ama.

– Ama? – Os olhos verdes se voltaram para a punk novamente. Quinn sentiu seu coração bater, nem que fosse um pouco, mas ele bateu. – Ela disse isso mesmo? – Sua voz estava vulnerável e pequena. Karla sorriu e pegou sua mão.

– Porque não fala com ela?

– Hoje não. – Alison falou e Karla concordou. Quinn olhou confusamente para as duas. – Quando você estiver um pouco melhor você liga.

– Mas eu estou melhor!

– Não, você não está. – Karla retrucou.

– Mas..

– Porque você não vai tomar um banho, depois tomar um café bem forte e ai, quem sabe, você liga para ela, e ainda esclarece tudo isso?- Alison sugeriu e Quinn parou um pouco para pensar.

– É... – Resmungou e deitou na cama. Mesmo que estivesse tendo a esperança, ela ainda estava cansada de tudo.

Alison levantou da cama com Karla e elas se dirigiram para a porta.

– Eu vou fazer o café. – Alison disse e Quinn acenou.

Nenhum café era melhor do que o de Rachel.

__

Fazia um tempo que estava deitada no sofá. Olhava para o celular que repousava suavemente contra a sua mão. Ela esperava o momento certo para poder ligar. O problema era que não sabia o momento certo. Kurt disse para dar um tempo. Ela já tinha dado mais de 48 horas. Era tempo o suficiente.

O celular vibrou na sua mão e Rachel viu quem ligava. Seu coração acelerou tanto que ela ficou sem ar.

– Quinn? – Atendeu e escutou um guincho do outro lado.

Rachel? – Era ela. Era a sua Quinn e não mais outra amiga dela. Ela respirou com força e sentou no sofá.

– Sim, sou eu. – Disse baixinho e escutou um suspiro aliviado de Quinn.

Então a linha ficou silenciosa. Ela já não sabia mais o que dizer. Outro suspiro de Quinn foi escutado e ela ficou com medo de que a loira estivesse cansando de esperar.

Está tudo bem? – Quinn perguntou e ela ficou aliviada quando viu que a loira parecia bem.

– Sim... Não. – Resmungou e fechou os olhos com força. – Não está nada bem.

– Eu... eu fiz alguma coisa? – A voz da loira saiu tremula e Rachel quis se esmurrar por fazer a pessoa que mais amava se sentir mal.

– Não, meu amor. – Rachel fechou os olhos e escutou Quinn molhar os lábios.

– Então porque você terminou comigo? – Perguntou dolorosa. A voz da loira fez o coração de Rachel se apertar tanto que ela mordeu o lábio com mais força para não chorar. – Eu não era o que...

– Eu te amo.

– O... O que? – Quinn parou e Rachel abriu os olhos. Ela tinha quase esquecido que falava com a loira pelo celular. – Pode dizer de novo?

Ela riu baixinho e respirou fundo.

– Eu te amo, Quinn. – Tinha tanta emoção que lágrimas jorraram de seus olhos. – Te amo tanto. Por favor, me perdoa. – E caiu no choro.

– Eu... eu não entendo, eu...– Quinn respirava com dificuldade e Rachel fechou os olhos com força. Jogou a cabeça para trás e mordeu o lábio novamente. – Você... foi você quem terminou comigo! Não foi?

– Eu não terminei, Quinn.

– Mas...

– Eu só queria um tempo, meu amor. Eu nunca seria capaz de terminar com você, nunca.

– Então... Por quê?

Ela não conseguia pensar em nada. Nada que lhe desse um motivo para querer um tempo de Quinn. Ela é uma idiota. Ela teria que falar a verdade, ela não podia mentir para Quinn depois de tudo que tinha feito, ela não podia ser mais idiota do que já era.

– Eu não aguentava ter que ver que você estava feliz sem mim. – Admitiu e a linha ficou silenciosa. Mesmo assim ela se sentiu mais idiota que antes.

– Mas eu não estava sem você. – Quinn respondeu depois de um tempo e Rachel parou para pensar como iria explicar isso sem parecer mais idiota ainda.

– Você estava longe, e eu via como você ficava mais feliz a cada ligação que fazia. Isso me matava. Porque eu não era a razão dessa felicidade.

Novamente a linha ficou silenciosa e Rachel esperou. Ela não tinha mais nada para falar. Ela só esperava que Quinn não a julgasse.

– Como... – Quinn murmurou e respirou fundo. – Como você acha que eu me sinto depois disso?

Rachel apertou os olhos e os abriu olhando para o apartamento vazio. A voz de Quinn a deixou tensa. O tom na voz dela e irreconhecível e isso a deixou mais tensa ainda.

– Eu não sei... Eu não sei. – Se encolheu no sofá e abraçou uma almofada. – Me perdoa, Quinn, por favor, me perdoa.

– Eu te amo, Rachel. – Quinn disse como se fosse à coisa mais simples do mundo. – Isso é prova o suficiente para você entender que eu nunca vou ser feliz sem você. Se você achava que eu ficava feliz por estar longe de você, isso nunca aconteceu. Eu ficava mais feliz a cada momento que falava com você. Rachel, você não faz ideia do quanto a sua voz... Só escutar a sua voz, me faz feliz. Tão feliz que, mesmo com tudo o que aconteceu, meu coração ta batendo tão rápido que eu estou sorrindo. – Ela riu baixo e Rachel suspirou um pouco aliviada. – Eu entendo que você tenha se sentido mal por estar longe, mas nunca pense que eu sou feliz sem você.

– Me desculpa. – Implorou e Quinn suspirou do outro lado.

– Eu não preciso te desculpar.

– Precisa sim. Eu fui uma idiota. – Murmurou triste.

– Não, você foi insegura. – Explicou e Rachel fez uma careta. Ela não escutava aquela palavra desde que deixou de ser adolescente. – Você não tem que ser insegura. Não comigo.

– Eu te amo tanto, Quinn. – Rachel desabafou e escutou um riso fraco da loira. Ela não sabia o que falar diante de toda a lição que a loira dava nela, ela só queria dizer que a amava, somente isso, deixar claro que ela nunca vai deixar de amá-la.

– Eu também te amo, Rach. – Quinn respondeu com um sorriso no rosto. Rachel se sentiu aliviada por ter tido uma resposta correta. A linha ficou silenciosa por um tempo, até que Quinn resolveu quebrar. – Então... como nós ficamos?

– Que tal... Que tal apenas esquecermos o que aconteceu? – Rachel ofereceu timidamente e com o coração na mão. Ela tinha tanto medo que Quinn negasse.

– É... é uma boa ideia. – Quinn respondeu tranquila e Rachel respirou aliviada.

– Boa ideia? É uma ótima ideia!

Não força, amor. – Brincou, Rachel riu fazendo a loira rir também. – Tudo esquecido?

– Sim, tudo. – Respirou fundo. – Eu me odeio por ter feito isso com você, eu fui tão idiota.

– Não se odeie. – Quinn pediu então riu. – Ou se odeie, eu te amo o suficiente por nós duas.

Rachel riu e se deitou no sofá. Sentia seu corpo leve, seu coração batia tranquilo.

– Estamos bem?

Estamos, perfeitamente, bem. – Quinn respirou e Rachel sorriu.

Ela estava bem.

Elas estavam bem.

Notas finais
Eu dei um sustinho? Se sim, então o que eu queria deu certo :v Eu fui colocar a minha prima, que nunca tinha ouvido falar de Faberry, para ler isso, ela chorou tanto que eu fiquei impressionada '-' Depois ela quis me bater... Enfim, não sei quando vou postar o próximo, mas é isso por enquanto. A fanfic está chegando em sua reta final. Teremos mais ou menos 11 capítulos. Ainda não tenho tudo calculado nem escrito, mas por enquanto é isso mesmo. Bom, comentários?