The Way You Fall Asleep
2 Capítulo II - Need a Stupid Friend Like That
Notas iniciais
Capitulo II
– Então ela é gostosa? — Santana perguntou sem conseguir esconder a leve excitação no comentário.
Quinn assentiu fervorosamente e tomou um gole do seu refrigerante. Estava precisando de uma bebida gelada depois de ver Rachel suada daquele jeito. Sua pele brilhando em um dourado precioso. Quinn ainda pensava no quão incrível seria tocar aquela pele suada. Pigarreando para disfarçar seus pensamentos e olhou para a Santana que tinha um sorriso malicioso no rosto. Elas estavam em um restaurante perto de NYU, Santana dizia que esse era o melhor restaurante de toda Nova Iorque, Quinn estava começando a acreditar. Era um restaurante bem climatizado e tinha um tema um pouco espanhol. Talvez esse seja um dos motivos por Santana amar tanto aquele lugar.
– Sim, muito, Santana você não faz ideia. – O tom quase desesperado em sua voz fez Santana gargalhar, e consequentemente chamar a atenção de metade do restaurante.
– Porra, ta na seca é?
– Fala baixo, Santana! – Sussurrou e revirou os olhos se encolhendo na cadeira. E daí que fazia tempo que ela dormiu com alguma garota? Ela podia usar esse tempo para estudar e ter um grande futuro. Diferente de Santana que dormia com qualquer uma que abrisse as pernas para ela.
– Ah, fala sério, você é que ta na seca. – Santana parou de rir e suspirou cansada. – Faz tempo que eu ri tanto assim. – E fingiu enxugar uma lagrima no canto to olho. Quinn revirou os olhos. – Mas, sério, você me disse que ela é gostosa e que vai morar com ela, beleza, mas ela sabe que você é lésbica?
Quinn travou. Não, Rachel não sabia disso. E Quinn ficou encarando descaradamente suas pernas e seu abdômen cheio de gominhos! Deus, ela se sentia extremamente envergonhada por isso. Talvez Rachel não ficasse a vontade com uma lésbica em seu apartamento, e Quinn se sentiu pior ainda. Ela tinha gostado do apartamento, não queria desistir, não queria outro. Droga. Pegou um punhado de batatas que tinha no prato e colocou na boca.
– Merda. – Resmungou com a boca cheia.
– Acredito que isso seja um não.
– E eu fiquei tarando as pernas dela...
– Você ficou olhando fixamente para as pernas da garota? – Santana perguntou com um sorriso safado. – Porra! Charlie estava a tona!!!
Quinn revirou os olhos novamente. Ela odiava quando Santana metia Charlie nas conversas, isso não era necessário. Ela não precisava do Charlie para conquistar as mulheres. Não mesmo. Nem um pouco... Bem, talvez um pouquinho.
– Charlie não estava à tona. Ele estava bem quietinho. – Quinn disse e fuzilou o próprio prato que estava vazio. As drogas das batatinhas tinham acabado e ela nem tinha percebido. Será que eles davam uma porção separada. Talvez com mais sal?
– Claro...
– Não é disso que estamos falando, estamos fugindo do assunto principal. – Quinn disse e cruzou os braços encarando Santana. — Enfim, eu estou falando que vou me mudar no próximo final de semana, e preciso que me ajude.
– Ajudar em que? Você só tem quatro malas de roupas!
Quinn revirou os olhos. Sempre que estava com Santana era assim, não tinha um momento em que não revirava os olhos, tinha até medo de acontecer algo com eles. Talvez seja por isso que eles doíam tanto quando passava muito tempo lendo.
– Preciso comprar um colchão, e quero que venha me ajudar a escolher? – Santana fez uma careta.
– Escolher um colchão para você se pegar com a Berry lá? Não mesmo.
– Em nenhum momento eu disse que iria me pegar com ela! – Quinn se defendeu e Santana riu algo novamente e as mesmas pessoas lhe encararam.
– Quinn, querida, eu não dou um mês para você vim chorar para mim dizendo estar morrendo de tesão por sua colega de quarto.
Quinn suspirou e olhou para Santana. Um mês era muito pouco, e ela não duvidava que fosse correr até a latina para pedir ajuda. Suspirou novamente e tomou outro gole do refrigerante. Ela nem sabia se Rachel era lésbica ou não, poderia até ser bi, bem... era somente sua colega de quarto, certo? Quinn não teria que dormir com ela na primeira noite que passar no apartamento. E nem em nenhuma das outras noites... Quinn queria morrer.
– Você é ridícula. – Comentou enquanto tomava outro gole do refrigerante. Santana riu, mais baixo dessa vez, Quinn agradeceu aos céus por isso.
– Tudo bem, vamos aumentar o prazo. – Santana brincou e começou a falar em um sotaque britânico. – Que tal, hm, três meses?
Quinn não entendeu a do sotaque britânico, mas é engraçado uma latina tentar falar o inglês britânico. Não pode evitar sorrir e Santana riu.
– Você realmente é ridícula, muito.
– Ah, sério, estou falando sério, depois não venha chorar para mim dizendo que não aguenta mais de tesão pela garota.
– Eu não vou fazer isso, Santana. – Quinn tentou falar com firmeza, talvez ela consiga acreditar nas próprias palavras desse jeito. Só talvez...
– Pode continuar falando, mas isso não vai fazer com que eu não esteja certa.
Quinn suspirou novamente. Ela queria socar Santana. Mas por quê? Por estar possivelmente certa? Quinn queria que ela estivesse certa? Talvez a parte “chorar para ela” Quinn achava que já era muito exagero da parte da latina. Ela ficou confusa, e agora tinha medo do que Rachel iria dizer se ela falar que é gay. Quinn tem que falar, até porque ela não poderia esconder algo assim da sua mais nova colega de quarto. Seria muito pior se Rachel descobrisse depois de um ano ou alguns meses.
Dividiram a conta do almoço e saíram indo procurar uma loja que vendesse colchão e que estivesse aberta às uma da tarde. Santana foi resmungando todo o caminho enquanto dirigia, Quinn precisava comprar seu próprio carro. Ficar dependendo de alguém como Santana Lopez faz qualquer um querer andar de taxi ao estar no mesmo carro que ela. Ou até andar de metrô. Tudo para não estar no mesmo carro que Santana Lopez.
Suas aulas não tinham começado, nem as de Santana, começariam depois de uma semana. Quinn estava feliz com isso, tinha tempo de sobra para descansar antes de começar a luta. Mesmo tento certeza do que queria, Quinn sentia medo do futuro, como qualquer um sentiria. Mas mesmo assim, ela mal esperava para ter sua própria editora. Já Santana, estava se formando em Medicina. Até hoje Quinn queria entender em como ela conseguiu uma bolsa para estudar Medicina em NYU, Santana nunca foi uma excelente aluna, sempre estava na média e abaixo da média, quando estava acima da média era porque tinha a ajuda de Quinn para estudar ou porque tinha colado. Quase sempre foi colando.
Entraram na loja colchões e Santana já foi logo se jogando em um que tinha perto da porta. Quinn bufou e chutou as pernas da latina. O atendente logo veio atendê-las.
– Posso ajudá-las? – Ele sorriu simpático, Santana sentou no colchão e ficou pulando sentada.
– Nossa! Esse aqui é bom! – E sorriu que nem uma retardada fazendo impulso para pular sentada. – Quinn se você comprar esse eu irei realizar o seu desejo de dormir com você.
Quinn perdeu a conta de quantas vezes já tinha revirado os olhos, e eles já estavam começando a doer. O homem fez uma careta e Quinn o ignorou.
– Então, eu estava procurando um colchão. – Quinn disse estupidamente e o rapaz a olhou como se ela fosse idiota. – Oh, não! Espera, eu estou procurando um colchão bom.
Ele continuou olhando-a como se ela fosse idiota, mas estava misturado com a estupidez. Quinn bufou e olhou para Santana que continuava tentando pular no colchão. A loira pensou um pouco e sentou ao lado da latina, pulando junto com ela. Era um colchão bom, só que era de solteiro, e tudo que Quinn menos queria era cama de solteiro, ate porque a cama que tinha lá era de casal, e era enorme até mesmo para uma cama de casal normal. E transar com alguem em uma cama de solteiro não é uma ideia muito boa, acredite, ela já fez isso, não foi muito bom, foi quente sim, mas foi estranho e embaraçoso. Não lembrava de quantas vezes tinha caído da cama naquela noite.
– Oh, esse é realmente bom. – Quinn comentou e o rapaz desfez a cara que estava antes.
– Esse é um dos melhores que temos, quase todo mundo compra desse, é o nosso maior numero de compras. – E ele assente orgulhoso com a própria afirmação.
Quinn o encara por alguns segundos. Ele era gay. Não que isso importasse, mas o jeito feminino gritante dele esfregava isso na cara de qualquer um.
– Sim, ótimo, tem desse para casal? – Perguntou ignorando o que ele disse, ela queria o bendito colchão.
– Ahn... – Ele pareceu pensar por alguns segundos. – Não no momento, nosso estoque de casal acabou, mas se me der o endereço posso mandar entregar quando chegar.
Quinn suspirou derrotada e Santana se jogou de volta na cama.
– Aceita logo, Quinn. – Santana ordenou e a loira revirou os olhos. – E você irá realizar seu sonho de dormir comigo, não tem nada melhor.
– Eu preciso pagar para vocês levarem? – Quinn perguntou e o rapaz assentiu. – Droga, o frete não grátis? – O rapaz negou. – Que merda.
– Aceita logo, porra. – Santana chutou as costas de Quinn que caiu da cama.
Bufando, a loira levantou do chão e bateu na perna da latina. Então ela se virou para o rapaz e assentiu, os dois foram para o caixa Quinn pagou e deu o endereço do apartamento que ela dividiria com Rachel. O cara disse que o colchão deveria chegar em duas semanas. Quinn quis esgoelá-lo.
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Depois de ter arrumado suas coisas – arrumado nada, ela só fez fechar o zipper da mala – e finalmente ter tudo pronto. Quinn foi se despedir da sua colega de quarto – sim, por puro deboche. A garota estava novamente fazendo exercícios estranhos enquanto tocava Telephone da Lady Gaga. Na boa a garota tinha uma fixação pela Lady Gaga.
Diferente de Rachel, a garota não era tão gostosa quando estava suada, e isso facilitava as coisas para Quinn. Não que a garota fosse feita, não mesmo, ela era muito bonita, mas não o bastante para chamar a atenção de Charlie. Mesmo a garota ainda sendo gostosa, Quinn tinha olhos e sabia quando uma garota bonita era realmente bonita, e essa era muito bonita, mas Charlie estava quieto. Revirou os olhos e cruzou os braços enquanto apoiava o corpo na porta, suas malas atrás de si.
– Eu vou indo. – Quinn disse e a garota se virou para ela.
– Já vai tarde. – Zombou e voltou a fazer o exercício. Ela subia e descia. Quinn fez uma careta para aquilo, era excitante mesmo assim, dava para ver claramente os músculos ficando tensos. E as pernas da garota não eram de se jogar fora, não eram pernas a lá Rachel, mas eram muito apreciáveis.
– Sim, só que, antes de ir, quero ao menos saber o que levou você a fazer isso? – Ela apontou para o exercício que a garota fazia.
– Eu sempre fiz isso, desde que tinha quinze anos. – Respondeu ofegante e começou a pular fazendo, o que deveria ser, polichinelos. Quinn engoliu em seco quando percebeu os seios da garota. Não eram muito grandes, mas era... bem... apreciáveis.
– Sim, mas agora são três horas da tarde, e você sempre faz dez horas da noite. – Quinn reclamou e a garota riu baixinho de um jeito debochado.
– Oh, bem, eu não acho que queira ouvir o que tenho para dizer quanto isso ai.
Quinn arquejou de modo dramático. Ela sabia que a garota tinha algum mal dentro de si, ela era perversa. Sim isso foi dramático. Quinn sorriu para a loira na sua frente.
– Você só queria me tirar do quarto, não é?
– Eu quero um só para mim, nunca fui uma criança que gostava de dividir coisas, eu sou egoísta. – Disse orgulhosamente e Quinn gargalhou.
– Engraçado como você tem tanto orgulho de dizer isso.
– Sim, eu tenho, sempre fui assim, as pessoas sempre diziam isso para mim, então acredito que isso seja uma coisa boa, mesmo que não seja.
Quinn assentiu e descruzou os braços se aproximando da loira. Ela esticou a mão para a loira e sorriu.
– Meu nome é Quinn Fabray. – Disse e não conseguiu evitar corar levemente.
A garota loira riu alto e cruzou os braços olhando para a mão estendida de Quinn. Balançou a cabeça e descruzou os braços enquanto apertava a mão da loira maior.
– Duas semanas convivendo no mesmo quarto, e nem mesmo sabíamos o nome uma da outra. – A garota riu e Quinn gargalhou com essa afirmação.
– Só me diga o seu nome. – Quinn pediu e a loira sorriu.
– Meredith Hasen. – Respondeu sorrindo igualmente e Quinn assentiu satisfeita.
– Pelo menos agora vou saber dizer o nome da pessoa que me expulsou do dormitório. E a culpa nunca foi minha!
Meredith gargalhou e assentiu exageradamente. Quinn ficou feliz por ter conseguido fazer amizade com a garota, isso era bom, ao menos não iria ficar o rancor que ela achava que teria. Sorriu novamente para Meredith e saiu do quarto depois de se despedirem.
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Quinn desceu novamente em frente ao apartamento e respirou fundo. Ali seria seu novo lar, e isso estava sendo incrível. Bobby a ajudou a subir com as malas e deixou-as na porta do apartamento de Rachel, que agora seria das duas. Quinn bateu na porta e a morena abriu, dessa vez – para a decepção de Quinn – ela estava vestida adequadamente.
Ajudou a loira a carregar as malas para o quarto, e o tempo todo dizia o que iriam fazer no resto da tarde. Rachel tinha feito uma lista de musicais e colado na porta do guarda-roupa de Quinn, e sempre que a loira assistir alguns daqueles musicais ela cortaria. Quinn já tinha assistido alguns, mas Rachel disse que só contaria quando as duas assistissem juntas. Quinn sorriu com essa possibilidade, seria muito bom ter esse tipo de intimidade com Rachel. E a morena pareceu arrumar o quarto antes mesmo de Quinn se mudar. Tinha um quadro que Rachel disse que seria onde colocaria as recordações que teriam juntas.
– E o colchão? – Rachel perguntou depois que elas guardaram tudo no guarda roupa e pelo quarto.
– Daqui a uma semana eles irão entregar o colchão aqui. – Quinn respondeu suspirando. – É um ótimo colchão.
– Hm. – Rachel assentiu parecendo entender, então ela se virou para a loira. – Então você dorme no meu quarto!
Quinn pensou. Ela pensou muito bem. Ela e Rachel, deitadas em uma cama, de casal. Rachel só tinha sugerido isso porque não sabia que Quinn era gay, sim. Só pode ser isso. Não era uma boa ideia, de longe isso era uma boa ideia. Quinn sentiu vontade de ligar para Santana, apenas para perguntar o que deveria responder.
– Eu... acho melhor ... não? – Rachel a olhou confusa. Bem, Quinn também estava confusa.
– Hã?
– Eu acho melhor não, prefiro ficar no sofá, parece bastante confortável! – E sorriu forçadamente.
– Não quer dormir comigo? – Oh! Sim, como ela queria.
– Hã... não querendo ser rude, mas nós acabamos de nos conhecer. – Quinn ofereceu e Rachel assentiu parecendo entender.
– Certo, mas se sentir-se desconfortável, pode ir para o meu quarto, a cama é grande. – E sorriu levantando do chão. – Eu vou tomar um banho para irmos assistir o filme.
E saiu do quarto e Quinn suspirou frustrada. Porra, aquilo seria difícil.
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