The Way You Fall Asleep

31 Capitulo XXXI – Opportunity


Notas iniciais
E ai o drama se inicia :v Boa Leitura.

Capitulo XXXI – Opportunity

Semanas se passaram, meses e até anos. Dois anos para ser mais exata. Quinn nunca pensou que fosse realmente se dar bem em uma cidade como Nova Iorque. Tudo bem que ela não veio de uma cidade pequena, mas ela sentia como se tivesse vindo. Estava tudo acontecendo perfeitamente bem. Ela tinha um estágio na New York Times, sua faculdade estava ótima, era considerada uma das melhores alunas no departamento de escrita de Columbia. Seus professores estavam muito orgulhosos. Ela tinha seus amigos com ela, e o melhor de tudo: Ela tinha Rachel Berry.

Rachel Berry, o amor da sua vida.

Bom, pelo menos era isso que seu coração dizia.

Rachel era perfeita. Tudo nela era perfeito. Bem, não tudo. Rachel era uma pessoa que sempre quer que tudo seja do jeito que ela quiser. Quinn às vezes não suportava as coisas que Rachel fazia, mas ela não deixava de amá-la. Rachel também era carinhosa, e sempre estava querendo cuidar de Quinn. E ela não reclamava disso.

Sem falar que elas eram sexualmente ativas. Bom, sexo era quase sempre.

Mudando de assunto.

A vida de Rachel também estava muito boa. Com apenas um ano de faculdade, ela conseguiu uma peça off Broadway e chamou a atenção de muitos produtores e muitas agências. Quinn estava orgulhosa da sua namorada. Depois de conseguir muita atenção, Rachel foi chamada para entrar em um musical escrito por um produtor grande. Quinn não lembrava bem quem era, mas estava orgulhosa por sua namorada estar conseguindo tudo que sempre quis.

Mesmo com muitas agências querendo Rachel, a morena escolheu alguém totalmente diferente para lhe agenciar.

Ela escolheu Sam como seu empresário.

Quinn ficou surpresa quando soube disso, mas a morena apenas disse que queria alguém que ela confiasse, e ela ficou mais surpresa ainda por isso, e Rachel se sentiu um pouco ofendida, mas disse que confiava sim em Sam, e estava feliz por ele ser seu empresário.

Enfim. Quinn estava bem da vida. Ela se sentia nos ares.

__

A aula acabou e ela levantou da cadeira, começando a recolher suas coisas como todos seus outros colegas faziam. Quando terminou e colocou sua mochila sobre o ombro olhou para a porta. Seu professor ainda estava na sala.

– Algum problema, senhor Thompson? – Ela perguntou se sentindo subitamente nervosa.

– Oh, não senhora Fabray, só queria perguntar se posso conversar com você antes de ir embora. – Ele respondeu com um sorriso simpático. Quinn retribuiu e passou os dedos no cabelo, arrumando-o, enquanto se aproximava do professor. Era um dos melhores professores que ela tinha, então ela teria que se manter apresentável. E ela sabia que seu cabelo provavelmente estava idêntico a uma juba de leão.

– Sim? – Ela sorriu quando parou em frente do professor.

– Quinn... Posso te chamar de Quinn? – Ele perguntou e ela assentiu. – Bom, Quinn. Como você sabe, você é uma das minha melhores alunas. – Ela sorriu timidamente. – Eu falo sério! Eu nunca pensei que leria um trabalho tão bom quanto esse aqui. – Ele repousou a mão sobre uma pasta transparente em cima da mesa. Quinn olhou bem vendo que tinha seu nome na folha dentro da pasta.

– Obrigada, senhor Thompson. – Ela estava tímida. Ela nem sabia o porque, mas estava.

– Oh, Quinn, me chame de Richard, estamos conversando como amigos agora. – Ele pediu rindo e Quinn o acompanhou, se sentindo menos nervosa. – Bom, como eu ia dizendo. Esse trabalho é fantástico Quinn. Em toda a minha vida profissional eu tinha visto um trabalho tão bom como esse!

– Obrigada, Richard.

– Você já considerou em ser escritora, Quinn?

Ela estava nervosa novamente. Se ela já pensou em ser escritora? Sim! Porra! Esse era um maldito sonho. Ela só não sabia como iria fazer para realizá-lo.

– Uh, sim, mas eu...

– Mas nada, Quinn! – Ele sorriu grande. Seus dentes brilharam. Richard era um homem muito bonito para seus quarenta e cinco anos. Tinha os cabelos todos no lugar, e bem grisalhos. Olhos azuis e um corpo atlético. Era o único professor que ela considerava bonito. – Já considerou em sair do país?

– D-do p-país? – Ela gaguejou e Richard riu enquanto circulava a mesa e sentava nela na frente de Quinn.

– Eu entendo que o sonho de muita gente é ganhar a vida em Nova Iorque, mas você já pensou no que outros países vão lhe reservar? Quinn, o seu talento para a escrita é fantástico, você consegue abordar temas que ninguém poderia imaginar que alguem iria abordar, você consegue fazer com que qualquer um se sinta preso no que escreve, eu definitivamente leria um livro seu.

– Quando você diz “outros países”...

– Inglaterra! – Ele anunciou entusiasmado. – Todos os grandes escritores são da Inglaterra. Pode ver, todos os livros que estão aí nas mãos de adolescentes, crianças, adultos, idosos, grande parte são de autores ingleses.

– Eu então eu deveria ir para a Inglaterra.

– Claro! – Ele sorriu e levantou voltando para trás da mesa, e começando a mexer em uma pasta. Quinn estava se sentindo tensa. A ideia de ir para Inglaterra era incrível, mas... como ela faria isso. – Aqui! – Ele entregou para ela um papel. – Eu consegui isso aqui pra você.

– Oxford? – Ela leu sem fôlego.

–Sim! – Ele riu feliz. Quinn olhou nos olhos azuis do professor. – Você só precisa escrever uma redação e mandar para eles.

– Só isso...?

– Sim, e não é sempre que isso acontece, Quinn. Oxford está abrindo portas para novos talentos e você é um deles, só precisa fazer isso.

– Quanto tempo eu... quanto tempo eu tenho para pensar nisso? – Ela perguntou sem tirar os olhos do papel, em suas mãos.

– Você tem dois meses. Pense bem, Quinn, não é sempre que isso acontece. – Ele repetiu e começou a recolher as coisas.

– O que... – Ela falou baixinho e Richard levantou os olhos para ela. – O que você ganharia com isso?

– Eu não quero nada, Quinn. Só quero ver a minha melhor aluna de toda Columbia, ir para o caminho certo. Um caminho que eu me arrependo de não ter seguido. – Ele respondeu sério e depois sorriu simpático e beijou a testa de Quinn antes de sair pela porta, ele parou. – Pense bem, Quinn. É uma oportunidade única.

Ela assentiu e olhou para ele, observando-o sair da sala.

Voltou seus olhos para o papel e respirou fundo, sentia um peso enorme em suas costas.

__

Abriu a porta do apartamento e logo encontrou sua namorada deitada no sofá com uma taça de vinho e seu corpo todo coberto e Lord Stormie enrolado ao seu lado enquanto assistia alguma coisa na televisão. Sorriu para a morena enquanto se desfazia da jaqueta e colocava a bolsa em cima da poltrona.

– Hey, baby. – Rachel a cumprimentou e levantou colocando a taça em cima do centro e foi até Quinn, abraçando seu pescoço e beijando seus lábios. – Como foi a aula?

– Foi ótima. – Sorriu e sentiu seus lábios serem cobertos novamente. – Como foi os ensaios?

– Foram ótimos. – Respondeu no mesmo tom e se beijaram novamente.

As mãos de Rachel escorregaram para as nádegas de Quinn, apertando-as fazendo a loira rir. Ela voltou suas mãos para os ombros de Quinn, enquanto beijava seus lábios com fervor.As mãos de Quinn pela lateral do corpo de Rachel, apertando a cintura da morena e colando seus quadris.

– Você demorou... – Rachel disse ofegante e Quinn assentiu enquanto enterrava o rosto em seu pescoço, beijando-o. – Aconteceu alguma coisa?

– Nada demais. – Mentiu e apertou os dedos na pele da morena. Ela não queria falar sobre isso ainda.

– O-oh... – Rachel gemeu agarrando o copo de Quinn com mais força. – Deus... você é tão boa nisso...

Quinn riu com os lábios contra a pele da morena e a olhou.

– Eu sei disso, baby. – Riu e beijou os lábios dela empurrando-a para o sofá.

– Não! – Rachel parou e Quinn sentiu sua excitação diminuir. Droga.

– Porque não? – Choramingou.

– Stormie está dormindo. – Disse baixo e Quinn revirou os olhos.

– Empurra ele pra fora do sofá! – Guinchou e se arrependeu quando viu o olhar de Rachel.

– O sofá foi o único lugar que você ainda não o proibiu de dormir. – Ela lembrou e Quinn suspirou pesadamente.

– Então... o que vamos fazer?

– Ir para o quarto? – Sugeriu obviamente e revirou os olhos. – As vezes você é tão...

– Tá, tanto faz. – E puxou Rachel pelo pulso, fazendo o corpo pequeno da morena bater contra o seu, e, seus braços circularem o corpo dela.

Seus lábios bateram juntos e Rachel impulsionou o corpo para cima, circulando as pernas na cintura de Quinn, que levou as mãos até a bunda da morena para conseguir segurá-la. Foi caminhando e batendo nas paredes até seu quarto. Jogou Rachel na cama e continuou a beijá-la. Suas mãos foram retirando as peças de roupa, logo as duas estavam apenas com suas roupas intimas.

Quinn estava deitada sob o corpo de Rachel, com as pernas morena circulando-as em sua cintura, movia-se lentamente, impulsionando para frente, criando um atrito considerável, aumentando a excitação de ambas. As mãos de Rachel se desfizeram do feixe do sutiã de Quinn que o tirou, e fez o mesmo com o da morena. Logo as duas estavam nuas. Rachel empurrou Quinn para o lado, montando em seu corpo e inclinando-se para beijá-la. Quinn gemeu em como a língua de Rachel fazia maravilhas na sua boca.

Rachel encharcava o abdômen de Quinn, movendo o quadril aproveitando o atrito perfeito que fazia. Sua intimidade passava pelas linhas definidas do abdômen da loira, fazendo-a gemer algo e apertar-se com mais força, forçando para baixo, tentando criar para pressão.

Quinn segurou os quadris de Rachel, e ajudou-a com os movimentos. Ela gemeu e jogou a cabeça para trás, colocando as mãos nos ombros da loira e movendo mais rápido e com mais força. Quinn observou, maravilhada, Rachel tendo um orgasmo. Nada, nada mesmo, era melhor do que ver sua namorada, amor da sua vida, soltar um gemido gutural com o rosto vermelho e os lábios inchados.

Logo Rachel caiu em cima de Quinn com um sorriso satisfeito. Mas Quinn não estava satisfeita. Virou Rachel na cama, subindo em seu corpo e sorrindo maliciosamente para a morena que riu e colocou as mãos em seus ombros subindo por sua nuca e agarrando os fios loiros e recentemente cortados – Rachel realmente gostava do seu cabelo curto.

Agarrou as pernas da morena, colocando-as ao redor da sua cintura novamente – ela adorava como as pernas torneadas da morena apertava sua cintura – e apertou suas coxas, levando as mãos até sua bunda e levantando-a um pouco. Sorriu novamente e escondeu o rosto no pescoço da morena, beijando a pele do local. Seus dedos dedilhavam a intimidade encharcada. Deus! Rachel era incrível.

Um miado.

Uma porra de um miado.

– Arrgghhh!!!

– Quinn...

– Eu. Odeio. Esse. Gato!

– Não, você o ama! – A voz da morena saiu divertida, mas mesmo assim, rouca de frustração.

– Argh! Não, eu não amo!

Rindo, Rachel empurrou Quinn para o lado e a loira se jogou na cama, bufando irritada vendo a morena sair e abrir a porta para Stormie que entrou e subiu na cama.

– Ah, não, não, não, não, não mesmo. – Quinn começou a expulsar o gato da cama.

– Awwwnn Quinn, ele quer dormir com a gente.

– Não, ele não quer, ele quer sair do quarto.

– Quinn...

– Não, Rach, nós nem vamos dormir!

A morena fez beicinho e Quinn rosnou para o gato que miou e a olhou com aqueles olhos azuis brilhantes. Ela o pegou no colo e o colocou no corredor, fechando a porta logo em seguida.

Rachel a olhou com os olhos maliciosos.

– Não vamos dormir? — Perguntou com o tom rouco e Quinn estremeceu.

– Não.

– E o que vamos fazer? – Ela foi se aproximando aos poucos e Quinn engoliu a seco.

– Eu não sei, o que você quer fazer?

– Achei que teria uma sugestão.

– Eu tenho.

– Então me fale. – Ela estava com os lábios colados nos de Quinn que estremeceu novamente e fechou os olhos. Droga, Rachel tinha um poder incrível sobre ela.

Sorrindo, Quinn começou a andar para frente, sem mesmo tocar em Rachel. A morena caiu na cama e ela subiu no corpo da namorada, colocando as mãos de cada lado da cabeça dela. Rindo, Rachel circulou os braços ao redor do pescoço de Quinn e puxou-a para mais perto de si, fazendo a loira cair em cima do seu corpo.

– Eu te amo. – Rachel sussurrou e beijou os lábios da loira que logo aprofundou o beijo, pressionando a morena na cama.

– Eu também te amo. – Murmurou contra os lábios grossos.

As pernas de Rachel circularam sua cintura e a empurrou a loira para o outro lado da cama abrangendo seu corpo. Sorrindo maliciosamente e morena beijou os lábios da loira novamente.

– O que você vai fazer? – Quinn perguntou roucamente. Sim, ela tinha uma noção do Rachel queria fazer, mas era excitante escutando a morena falar.

– O que você quer que eu faça? – Sussurrou sensualmente com os lábios colados no ouvido de Quinn que estremeceu fortemente e enterrou os dedos nas costas nuas de Rachel. – Não vai responder? – Perguntou zombeteira, não se importando se Quinn iria responder ou não, apenas foi descendo os beijos delicados e sensuais até os peitos da loira.

– Rach...

– O que? – Perguntou em um sussurro, olhou para a loira que a olhava com os olhos nebulosos. – O que você quer? – Perguntou novamente, com o tom mais sensual.

Não esperou que a loira respondesse, sua boca cobriu o mamilo rosado, chupando-o com volúpia. O broto duro de Quinn era tão perfeito na boca de Rachel que ela as vezes perdia a linha da razão. Quinn arqueou para ela, a ponta dos seus dedos se enterrando com mais força nas costas de Rachel.

Rachel riu sentindo as unhas da loira se enterrarem em seus ombros. Logo a morena foi descendo com os lábios beijando cada parte do corpo da loira. Chegou até a intimidade da e sentiu sua excitação crescer ao vê-la completamente encharcada. Segurou as pernas da loira em seus ombros e soprou levemente escutando-a arquejar e gemer seu nome. Logos os dedos longos se enterraram em seu cabelo, empurrando seu rosto para seu centro.

Quinn sentiu a língua de Rachel brincar com sua intimidade e gemeu irritada com a provocação da morena. Mas logo suas preces foram atendidas, e Rachel enterrou a língua em sua vagina. Arqueando para fora da cama, Quinn apertou os dedos nos fios castanhos empurrando-a mas para seu centro.

Sentiu a língua a da morena sair, e dois dedos s penetrarem com força, saindo e entrando rapidamente, para logo a língua voltar para dar atenção ao seu clitóris.

– Merda... Rach... Ahhh... – Jogou a cabeça para trás gemendo alto.

Os dedos de Rachel curvaram para cima atingindo o exatamente onde Quinn precisava, arfando alto e rangendo os dentes enquanto gozava ao longe escutando sons de miados de Stormie, mas ela não estava se importando com isso.

A cabeça de Rachel saiu do meio entre suas pernas. Lambia os lábios com prazer, seus olhos escuros e os lábios molhados.

– Você não é muito vocal. – Rachel observou e Quinn abriu os olhos rindo baixo.

– Me desculpe?

– Oh, não, não se desculpe. – Sorriu maliciosamente enquanto subia no corpo da loira novamente, e aproximava seus lábios. Os olhos de Quinn se cerraram e suas mãos voaram para o rosto da morena. – Eu amo escutar seus ruídos excitados, e arquejos desesperados.

– Você está rimando? – Ela perguntou rindo e Rachel deu de ombros e pressionou seus lábios nos da loira, fazendo-a sentir seu gosto e gemer.

– Eu te amo tanto. – Rachel sussurrou contra os lábios rosados da loira, que sorriu e pressionou seus lábios novamente.

– Eu também te amo, tenho certeza que muito mais. – Rachel revirou os olhos e pressionou os lábios nos de Quinn mais uma vez.

Novamente o miado de Stormie soou do outro lado da porta.

– Eu já disse que odeio esse gato? – Quinn rosnou e Rachel riu e saiu do corpo da loira fazendo a gemer irritada.

– Ele só está se sentindo excluído, talvez precise de amigos. – Seus olhos brilharam e Quinn gemeu e enterrou a cabeça no travesseiro.

Rachel riu novamente e pegou uma camisa da loira na gaveta da cômoda e abriu a porta deixando Lord Stormie entrar no quarto e subir na cama se enroscando nas pernas nuas de Quinn.

– Owwnnn, ele ama tanto você. – Rachel disse enquanto sentava na cama, acariciando os pelos do gato que olhava para Quinn esperando que ela também fizesse isso.

– Argh! Eu não sei por quê! Eu odeio esse gato! – Ela levantou da cama e foi para o banheiro.

__

– Eu preciso de sexo. – Puck se lamentou enquanto rodava sua garrafa de cerveja em seu abdômen. Poderia dizer que ele estava levemente embriagado.

– Só você? – Mike rosnou e tomou um gole da sua própria cerveja.

– Quando é que vocês vão parar de se lamentar? – Marley rosnou e levantou do sofá jogando o controle do Xbox nele e caminhou até o banheiro.

– O que deu nela? – Quinn perguntou e escutou a porta do banheiro bater.

– Parece que ela discutiu com Kitty da ultima vez que foi pra Chicago. – Mike respondeu e tomou mais um gole.

Eles estavam no apartamento de Quinn e Rachel, a morena estava na casa de Kurt fazendo algo que Quinn não estava se importando muito para o que fosse. Ela então resolveu chamar seus amigos para fazer qualquer coisa. Ela também chamou Santana, mas a latina tinha um trabalho gigantesco pra fazer e ignorou Quinn.

– Eu preciso de sexo. – Puck se lamentou mais uma vez e tomou um gole da cerveja.

– Eu acho que já escutamos isso. – Quinn observou e Mike revirou os olhos e pegou o controle que antes estava com Marley.

– Vamos lá Quinn! – Ele sorriu maldosamente e Quinn debochou enquanto dava play no jogo.

– Preciso de motivação. – Puck se lamentou mais uma vez. – Vamos Quinn, me conte suas aventuras com a Rach.

O jogo foi pausado e a loira olhou para Puck com os olhos arregalados.

– Porque, porra, eu faria isso?

– Preciso de motivação!

– Pra que?

– Não pergunte! – Mike aconselhou e Puck revirou os olhos.

– Eu não ia falar!

– Claro que não.

– O que?

– Não, Quinn.

– Mas o que é?

– Calem a boca, por favor! – Marley se fez presente na sala e se jogou no sofá se encolhendo. – Vocês só se importam com vocês mesmos.

Quinn percebeu que os olhos da morena estavam levemente avermelhados. Ela levantou do chão e sentou ao lado de Marley, colocando um braço ao redor dos ombros da morena que se aconchegou em seu corpo.

– Me conte o que aconteceu? – Quinn pediu e Marley fungou.

Mike se ajeitou no sofá e Puck sentou no chão de frente para elas.

– Ela diz que eu não dou mais atenção a ela e que se continuar assim era melhor a gente terminar. – Fungou novamente e cobriu o rosto com as mãos. – Eu não quero terminar. – Choramingou e Quinn apertou seus braços ao redor dela.

– Por que ela acha que você não dá mais atenção a ela? – Puck perguntou com a voz serena. Quinn sentiu Marley soluçar em seus braços.

– Ela quer que eu volte pra Chicago.

– Você quer voltar? – Quinn perguntou e Marley deu de ombros. – Eu não acho que isso seja uma resposta.

– Eu não sei se quero. Só sei que quero ela comigo. – Choramingou e Quinn suspirou.

– Porque você não volta pra Chicago? – Mike perguntou baixo e Marley retirou as mãos do rosto para olhar para o amigo. – Pelo menos até terminar o colégio. Sei que você não precisa assistir aula, mas já pensou que você pode perder o ano por faltas?

– Minha mãe conversou com o colégio, minhas faltas não são nada. – Ela balançou a cabeça e colocou-a no ombro de Quinn que esfregou seu ombro.

– Você nunca pensou em como ela se sente estando longe de você a maior parte do tempo? – Mike perguntou e Marley suspirou pesadamente.

– Eu sempre pergunto a ela se está tudo bem, ela sempre me responde que sim.

– Você acredita nela?

– Não. – Balançou a cabeça e Quinn suspirou.

– Pense um pouco, volte para Chicago. – Puck aconselhou e Marley o olhou. – vai ser bom pra vocês.

Quinn observou Marley pensar. E então assentir a contragosto.

Então pensou no papel que estava guardado em sua bolsa, entre seus cadernos. O papel que poderia fazer com que ela seguisse seu sonho. Mas, observando Marley, ela sabia que teria que escolher, não queria ter que magoar Rachel. Também não queria ficar longe dela.

Quando os três foram embora e Quinn estava deitada na cama, com o notebook no colo, aberto na página de Oxford. Tinha um anuncio que seu professor lhe disse antes. Ela só precisava se escrever. Somente isso.

– Quinn? – A voz da morena soou pelo apartamento.

Respirando fundo, Quinn fechou o notebook e colocou de lado.

– No quarto! – Disse e escutou os passos da morena até que a porta se abriu e ela entrou com um sorriso gigante.

Então a morena sentou em seu colo e beijou seus lábios. Ela amava tanto Rachel que doeu pensar que poderia se afastar dela no futuro. Próximo ou não. Ela apenas não queria deixar Rachel. Nunca.

– Eu te amo. – Sussurrou e Rachel franziu o cenho, seu sorriso nunca vacilando.

– Eu sei, e eu também te amo. Muito. Muito. – E colou os lábios novamente nos da loira, que aprofundou apertando o corpo da morena contra o seu.

Ela não queria nunca ter que deixar a menina que estava em seus braços.

Notas finais
Irei demorar para o próximo capítulo. Logo avisando. Quero fazer uma enquete: Brittana sim ou não? Estou pensando seriamente nisso. '-' Comentem e vejo se consigo postar mais rápido.