The Way You Fall Asleep
13 Capitulo XIII – This Is Ryan!
Notas iniciais
Capitulo XIII – This Is Ryan!
Nunca pensou que uma viagem de avião fosse mais cansativa que de carro. Era segunda e ela só iria para Columbia para entregar o papel para mudar de curso. E era exatamente isso que ela estava fazendo, com Santana atrás dela, resmungando que estava cansada e que queria ir para casa. Mike foi com Marley pegar o carro da latina na casa dos avós do garoto. Puck estava sentado cochilando em uma cadeira três vezes menor do que ele. Não parecia confortável. Já Brittany, ela estava sentada ao lado de Puck com o celular de Santana, jogando algum jogo que Quinn não estava interessada em saber.
Logo que Quinn conseguiu falar com o reitor da faculdade para mudar o curso. Tudo ocorreu perfeitamente. Quinn saiu da sala do homem e foi até Santana que estava, agora, cochilando ao lado de Puck. Mike e Marley tinham chegado e estavam também cochilando. A secretaria olhava para os quatro assustados. Brittany ainda jogava tranquilamente.
– HEY! – Quinn gritou e todos quicaram onde estavam e a olharam assustados. Não aguentou e gargalhou alto, para logo receber uma travesseirada na cara por parte de Santana. De onde ela tirou aquele travesseiro?
– O que foi, porra? – Santana rosnou.
– Para onde vamos agora? – Brittany perguntou quando finalmente largou o celular colocando-o sobre as pernas de Santana, e aproveitando para deixar sua mão lá.
– Bom, eu sei que preciso ir para casa. E ainda tem a festa de noite. – Quinn comentou se espreguiçando, suas costas estalaram e ela gemeu.
– Só você? – Santana desdenhou e Quinn sorriu debochada. – E sim, eu vou para a festa. – Se ofereceu e Quinn assentiu.
– O que vamos fazer com eles. – Apontou para Mike, Puck e Marley que tinham voltado a dormir.
– Não sei, joga eles em algum hotel. — Santana sugeriu levantando da cadeira e gemendo com suas costas estalando. Agarrou-se em Brittany que a recebeu com muita vontade. – Britt fica comigo. Ângela ainda está na casa dos pais e só volta na outra semana. – Ângela era a colega de quarto dela.
– Ok, mas e eles? – Quinn novamente apontou para os amigos.
Santana bufou e chutou as penas dos três que novamente acordaram.
– O que? – Puck choramingou agarrando o moicano.
– Onde vocês vão ficar? – Santana perguntou e Puck pareceu confuso.
– Acho que vamos voltar para Chicago. – Marley disse parecendo subitamente triste. – Eu não quero voltar para Chicago. – Choramingou.
– Podemos ficar na casa dos meus avós. — Mike sugeriu e Marley comemorou.
– Pra mim tanto faz, só não to a fim de voltar para Chicago. – Puck deu de ombros.
Novamente, todos se instalaram no carro apertado de Santana, que foi dirigindo até a casa dos avós de Mike. Deixando os três e logo indo para o apartamento de Quinn.
Quinn estava ansiosa para falar com Rachel sobre a viagem, a morena tinha trocado algumas mensagens com ela, e isso deixou Quinn muito animada, além de ter tido uma curta conversa com Santana sobre o que fazer.
– Você tem certeza disso? – Perguntou a latina quando sentaram lado a lado no avião, Brittany do outro lado de Santana.
– Sim. – Quinn respondeu com um sorriso mínimo. – Acho que poderia dar certo.
– E quanto a Meredith? – Santanaperguntou e Quinn suspirou pesadamente.
– Nós conversamos e... bom...
– Pense bem nisso, Q. eu gostei muito da Berry pra você ficar com ela e depois jogar fora. – A latina tinha a voz levemente irritada e Quinn sorriu. Rachel sempre encantava a todos.
– É isso, Santana, eu também gostei muito da Rach para deixar ela escapar.
Santana sorriu e Quinn retribuiu.
– Bom, isso é interessante. – Santana disse ainda com um sorriso orgulhoso nos lábios.
Desceu do carro com um sorriso e Brittany passou para o banco da frente. Despediram-se depois que a loira pegou as malas.
– Até de noite, Q.! – Brittany disse e Quinn acenou e entrou no prédio.
Com a ajuda de Bobby, ela foi até o elevador com as malas.
– Valeu, Bob. – Agradeceu ao velho.
– Não é de que, senhora Fabray.
– Só Quinn, por favor Bob. – Pediu e o velho assentiu tímido e as portas do elevador se fecharam.
Encostou-se à parede e respirou fundo. Precisava de um banho, de uma cama, e de um sono longo. Tinha que aproveitar, a festa era só de dez horas da noite, e ela ainda teria que entrar na fantasia estúpida que Santana a obrigou comprar em Los Angeles. E ela queria poder dizer que tinha escolhido. Meredith não a queria mas, bom, foi terrível ver a loira chorar, mas ela deu adeus, e Quinn pensou muito sobre ficar com Rachel.
A morena era incrível, sexy, carinhosa, e beijava super bem. Não seria um desperdício, e sim uma maravilha. Estava ansiosa para abrir a porta do apartamento e pegar Rachel em seus braços e beijá-la com toda sua vontade. Sorriu com esse pensamento, seu coração acelerando consideravelmente.
A porta do elevador se abriu e Quinn arrastou suas malas até a porta do apartamento. Catou a chave na bolsa e abriu a porta.
O que encontrou não foi muito agradável e fez seu coração, antes acelerado, doer terrivelmente.
– Oh, oi Quinn!
Rachel estava praticamente em cima de um cara. Um cara ruivo de olhos verdes. E ele estava sem camisa e as calças desabotoadas. Rachel estava só de sutiã e saia. E ela poderia ficar ali admirando a vista que tinha de Rachel. Se não fosse tão perturbador.
– O que...?
– Oh, hmm, Quinn esse é Ryan. – Apresentou e o cara levantou do sofá com uma almofada na frente da sua provável ereção e esticou uma mão para Quinn.
– É um prazer Quinn. – O tal de Ryan foi educado. Ela não se importou com isso.
Quinn ignorou a mão o homem que recolheu a mão. Tudo que ela quis no momento foi correr para o quarto, trancar a porta, se jogar na cama e chorar.
– Sim... – Murmurou e olhou de volta para Rachel que vestia a camisa jogada no chão. O cabelo castanho emaranhado, os lábios inchados, o pescoço marcado.
– Ryan já estava de saída. – Rachel disse e sorriu para o ruivo.
– Estava? – O garoto a olhou confuso então arregalou os olhos. – Oh, sim, eu estava de saída. Tenho que resolver umas coisas na lanchonete. – Disse e voltou para Rachel, inclinando-se para ela. Quinn desviou o olhar, sentindo seus olhos arderem. – Até mais babe. – Escutou o tal de Ryan sussurrar para Rachel. – Até mais Quinn.
Quinn não respondeu, escutou Ryan recolher a camisa e caminhar até a porta, seguido por uma Rachel corada. Escutou a porta se abrir, e mais um som de beijo. Começou a andar até seu quarto, não queria escutar as explicações de Rachel. Ela só queria se encolher na cama e chorar agarrada em seu travesseiro.
Soltou as malas no chão, jogou a mochila no notebook na cadeira e se jogou na cama, abraçando o travesseiro e enterrando o rosto nele.
– Quinn? – Gemeu ao escutar a voz de Rachel. – Está dormindo?
Ela queria responder grosseiramente, mas apenas retirou o rosto do travesseiro e olhou para uma Rachel tímida. Isso era fofo, se seu peito não estivesse doendo tanto, poderia ir abraçar a morena, sentia falta dela, mas, mesmo de longe, conseguia sentir o cheiro de perfume masculino impregnado na morena.
– Não estou dormindo. – Respondeu seca e enterrou novamente a cabeça no travesseiro, virando para o outro lado e encolhendo na cama.
– Cansada da viagem? – Rachel perguntou docemente e Quinn quis gritar para ela sair do quarto.
– Sim. – Respondeu ainda seca, com a voz abafada pelo travesseiro.
– Uh, certo, então eu vou indo...
Quinn tentou suspirar, mas o travesseiro não deixava. Então tirou a cara dela e olhou para Rachel que ainda estava parada na frente da cama com as bochechas coradas e uma pose tímida.
– Quem era aquele cara? – Perguntou sentando na cama. Controlou sua voz para não sair tremula.
– Ryan? Oh, conheci ele no avião, ele sentou do meu lado, ele tem pais em Lima, estava indo visitar a família e nós conversamos bastante e acabamos...
– Informação suficiente. – E enterrou novamente o rosto no travesseiro.
– Ele é um cara legal. – Rachel continuou e Quinn gemeu. – Saímos nesses dias, e começamos a nos conhecer melhor...
– Rachel! — Quinn tirou a cabeça do travesseiro e fuzilou a morena. Rachel se encolheu onde estava. – Eu não quero saber disso! Não quero saber se você transou com aquele cara, ou se estão de namorico de adolescente! Não quero saber o que ele é, ou o que ele te faz sentir! Não quero saber de nada!!! – Gritou. Sentia a adrenalina correr em suas veias. Ela nunca tinha sido assim com Rachel, e isso pareceu magoar a morena. Os olhos castanhos se encheram de lágrimas.
– Okay. – A morena disse baixinho, a voz tremula fez com que Quinn se arrependesse. – Eu vou para o meu quarto.
E saiu, deixando Quinn mais chateada do que já estava.
__
Quando foi sair do quarto novamente, já eram seis horas da tarde. A porta do quarto de Rachel estava fechada. Suspirou pesadamente e caminhou até a cozinha. Estava enjoada, não tinha comido nada direito esses dias. Foi até a cozinha e como de costume, olhou para a cafeteira. E ela estava misteriosamente cheia. Tocou o vidro e seu coração pesou quando viu que estava frio.
Rachel nunca deixava o café esfriar.
Respirou fundo e jogou o café fora. Se pós a fazer outro. Colocou em duas xícaras e caminhou até o quarto de Rachel. Bateu na porta e não escutou nada.
– Rachel? – Chamou baixinho. Nada. Colocou um xícara no chão e tentou abrir a porta. Não estava trancada. Pegou a xícara no chão e entrou no quarto. – Rachel?
A morena estava toda encolhida na cama, abraçando o travesseiro. Era exatamente a mesma posição que Quinn queria ficar a algumas horas atrás quando viu que Rachel estava com um cara. Respirou fundo e se aproximou da cama, colocou as duas xícaras sobre a mesa de cabeceira. Sentou no lado vazio da cama e olhou para as costas da morena.
– Hey. – Chamou e escutou um resmungo de Rachel. – Desculpa por ter gritado.
Rachel não respondeu. Nem deu sinais de que estava escutando. Quinn respirou fundo mais uma vez e se arrastou na cama para ficar deitada. O colchão não era tão bom quanto o seu, mas era confortável. Olhou para as costas da morena novamente. Hesitou em se aproximar.
Pensou um pouco. Deveria estar triste, e estava, Rachel estava com um cara quando chegaram, quase transando em cima de um sofá que ela dormiu por uma semana. E agora ela estava aqui tentando se desculpar com Rachel por ter gritado com ela enquanto estava de cabeça quente. Realmente, é certo fazer isso? Santana iria zombar dela.
– Rach? – Tentou mais uma vez. Quando não escutou nada, levantou da cama, pegou sua xícara de café e se prontificou para sair do quarto.
– Não vai... – Escutou uma voz baixinha. Olhou para trás, vendo que Rachel olhava timidamente por cima do ombro. – Fica. – Pediu com a voz miúda.
Mesmo que estivesse se sentindo péssima, Quinn ainda estava magoada. Ainda queria chorar, a imagem de Rachel sob o cara ruivo ainda martelava em sua mente, mas ver a morena ali... tão vulnerável.
Sentou na cama, quase que bufando, e culpando a si mesma por ser uma boa pessoa. Ela deveria ignorar Rachel, não deveria nem ter entrado naquele quarto em primeiro lugar.
Parou de pensar quando Rachel se virou para ela e se aproximou, deitando a cabeça em seu ombro, os dedos finos passeando por seu braço. Quinn tremeu. Ela não queria que seu corpo reagisse ao toque de Rachel, mas infelizmente, isso acontece.
– Ryan e eu não estamos namorando... Ainda. – Quinn teria ficado feliz por escutar isso, mas o “ainda” no final fez novamente seu peito doer. Porque Rachel estava fazendo isso?
– Hm. – Foi monossilábica. Não queria pensar em Rachel com aquele cara.
Passaram um tempo em silencio. Quinn decidiu passar um braço sobre Rachel a aproximá-la do seu corpo. Demorou um certo tempo, mas Rachel ficou satisfeita.
– O que vai fazer hoje? – Quinn perguntou um pouco a contragosto.
– Nada. E você? – Levantou a cabeça para encarar Quinn, os olhos cheios de expectativas.
– Vai ter uma festa, as dez, hoje em Columbia. – Disse dando de ombros. – Se quiser ir...
– Oh, seria legal! – Rachel sorriu.
– Pode levar o seu... amigo.
Ela estava se matando por falar isso.
__
Entrou no ginásio de Columbia seguida por Brittany e Santana. Quinn nunca pensou que fosse existir tanta gente que estudasse em Columbia. Estava incrivelmente cheio. A decoração estava perfeita. O ginásio estava escuro, um bar grande encostado no final. Um palco gigante de tocava algum cover de Gorilaz. As pessoas estavam se esfregando uma nas outras. E a festa tinha acabado de começar.
Tinha sangue por todo lado. Esqueletos, morcegos e várias outras coisas espalhadas pelo ginásio. Brittany parecia muito empolgada com a decoração. Já Santana se divertia muito mais com sua própria fantasia, e a de Brittany.
Brittany estava usando um vestido tomara que caia branco, o cabelo liso estava solto com uma antena que segurava uma aréola branca, e usava algumas asas brancas. Ela estava de anjo sexy, muito sexy. E as botas de cano longo ajudavam bastante.
Santana fazia jus a sua fantasia. Um vestido vermelho, botas de cano longo vermelhas, um tridente na mão, uma tiara com chifres e um rabinho. Sim, ela estava de diabinha. E também estava malditamente sexy. E sim, ela comprou a fantasia em Los Angeles e comprou a de Brittany, e elas estavam combinando.
Já Quinn, bom, não queria nenhuma fantasia em primeiro lugar, mas Santana insistiu em comprar. Usava um short curto e, incrivelmente apertado. Uma camisa de botão folgada dobrada até os cotovelos, com quase todos os botões abertos e um top preto. Seu abdômen estava ali, livre para quem quisesse olhar. E ainda tinha o coldre amarrado na perna com uma arma falsa. E um estúpido cap na cabeça. As botas eram altas e longas, e muito apertadas, tinha certeza que no final seus pés estariam implorando para serem amputados.
– Isso está ridículo. – Reclamou para as garotas que já tinham bebidas em mãos. Brittany entregou a sua e logo tomou um gole. Tinha gosto de cereja.
– Fala sério, Q., estamos sexys. – Santana retrucou e sorriu maliciosamente, novamente fazendo jus a sua fantasia.
– Eu ainda não entendi a minha própria fantasia! – Quinn comentou e Santana riu.
– Tudo menos policial, por favor. – Disse e Quinn revirou os olhos retirando cap e passando os dedos pelo cabelo.
– Você que disse que ficava legal com esse cap.
– Veio junto com a fantasia. – Respondeu e se voltou para o salão. – Essa festa tá até interessante. Vamos Britt.
Jogou os copos no lixo e arrastou a loira para a pista de dança. Quinn bufou e engoliu todo o conteúdo do copo. Não percebeu que alguém se aproximava.
– Quinn? – Olhou para o lado e viu uma enfermeira, que provavelmente estava morta.
– Meredith? – Perguntou temerosa.
– Sim? – Marie zombou e Quinn riu sem graça. – Eu sei, minha nova colega de quarto está fazendo artes também, e ela sabe maquiar perfeitamente, e agora eu pareço um zumbi.
– Nova colega de quarto?
– Sim, a outra puta pediu para sair. – Sorriu vitoriosa e Quinn riu.
– Imagino... – Olhou Meredith de cima a baixo. – O que seria sua fantasia?
– Acho que enfermeira zumbi. – Riu e Quinn a acompanhou. – Eu não entendi a sua, só sei que está muito sexy.
Corando, Quinn olhou para si mesma, sim ela estava sexy. Era para ser uma policial sexy, mas desistiu quando se lembrou da fantasia de Meredith.
– Zombi Hunter. – Disse timidamente e Meredith sorriu também tímida.
– Quinn! – Outra voz a chamou e esse era um encontro que ela temia.
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