The Way You Fall Asleep

35 Capítulo XXXV – Hello New World


Notas iniciais
Eu sei que era para ter postado ontem, mas eu precisava concluir um capitulo antes para conseguir postar esse. É isso. Boa leitura.

Capítulo XXXV – Hello New World

Então era isso.

Ela estava indo embora.

Rachel a olhava com os olhos cheios de lágrimas e Quinn não sabia como ainda conseguia segurar as suas próprias. Santana estava com um braço sobre os ombros dela e Brittany estava ao lado de Rachel. Quinn olhou para Santana e a abraçou com força. Sentiu a latina agarrá-la com força e chorando em seu ombro. Ela ainda coseguia suportar.

– Lembre-se de tudo que combinamos. – Santana disse contra o ombro de Quinn que assentiu e se separaram sorrindo. – Eu vou tomar conta da sua namorada, Fabray, eu prometo.- Quinn apertou mais a latina contra seu corpo e Santana chorou com mais força. – Nós estamos juntas para sempre. Não importa o que.

– Sempre. – Quinn sussurrou e virou para Brittany que praticamente pulou no seu colo e a abraçou. Santana se afastou e foi para o lado de Rachel que tinha a cabeça baixa e os braços cruzados.

A loira não chorava, mas tinha os olhos aguados e um pouco vermelhos.

– Eu vou tomar conta da Sant por você. – Brittany sussurrou e Quinn assentiu. – E da Rach também. – Quinn riu e beijou a bochecha da loira.

Logo ela se afastou e Puck e Mike veio lhe abraçar. Os dois a levantaram e a apertaram entre eles fazendo todos, menos Rachel, rirem. Eles finalmente a soltaram, e Quinn sorriu para Meredith que chorava abraçada com Jamie que tinha um sorriso orgulhoso. Nicole estava ao lado delas, com as mãos nos bolsos e com um sorriso para Quinn, mas ela sabia que era um pouco forçado.

Meredith se soltou de Jamie e abraçou Quinn com força, escondendo o rosto no pescoço da loira maior. Quinn beijou sua cabeça e a apertou em seus braços. Marie chorava baixinho contra a camisa de Quinn, que mordeu o lábio para prender os soluços, já que seus olhos já jorravam lágrimas.

– Eu te amo, okay? — Marie sussurrou e Quinn sorriu. – Eu nunca vou deixar de te amar.

– Eu também te amo, Marie. – Quinn sussurrou de volta.

Ainda abraçada com Marie, Quinn chamou Nicole que foi sem pestanejar, envolvendo Meredith entre elas. A loira riu e segurou as duas mais perto. Quinn olhou para Jamie que ainda tinha o sorriso orgulhoso nos lábios. Ela se soltou das duas e percebeu quando Nicole envolveu uma Meredith muito chorosa nos braços.

Quinn abriu os braços para Jamie que riu e a abraçou.

– Eu não sei porque eu me sinto triste e orgulhosa ao mesmo tempo. – Jamie disse baixinho e Quinn riu. – Fala sério! Eu só conheci você há dois meses!

– Eu também não sei, só sei que vou sentir sua falta. – Quinn comentou e Jamie a apertou.

– Vê se me liga para comentar dos professores, você sabe, como a gente sempre faz nas aulas.

– Eu vou ligar, pode ter certeza.

– Acho bom. – Então elas se separaram e Jamie olhou para trás de Quinn onde Nicole e Meredith estavam abraçadas. – Eu acho que estou com ciúmes.

Quinn seguiu o seu olhar e viu que Nicole sussurrava algumas no ouvido de Meredith que assentia.

– Elas eram muito amigas antes de se envolverem um pouco, você sabe. – Deu de ombros e Jamie balançou a cabeça.

– Eu só quero que ela seja feliz. – Sorriu tristemente. – Se for comigo, ótimo! Se for com ela... bom, acho que terei que encontrar outra pessoa.

– Nicole está muito enrolada, ela só precisa se resolver. – Sorriu e abraçou Jamie mais uma vez antes de se afastar.

A ultima pessoa que faltava estava de braços cruzados e olhava para o chão com o cabelo cobrindo o rosto. Quinn se aproximou e a envolveu em seus braços apertando-a com muita força quando escutou o choro baixinho dela.

– Eu te amo, tanto. – Rachel choramingou e descruzou os braços com dificuldade e os envolveu na cintura de Quinn. – Eu vou sentir tanto a sua falta.

Quinn não conseguiu segurar os soluços e chorou contra a camisa de Rachel, a morena chorava com ela, talvez mais que ela.

– Vai ficar tudo bem. — Quinn sussurrou e Rachel soluçou baixinho e apertou as mãos na jaqueta da loira. — Não é para sempre.

– Eu te amo...

– Eu sei meu amor, eu sei... — Sussurrou e apertou mais ainda a morena em seus braços.

Foi anunciada a ultima chamada para o seu voo. Quinn sentiu Rachel tremer em seus braços. Ela se soltou da morena cuidadosamente sentindo-a apertar as mãos em sua jaqueta antes de soltar lentamente. Quinn respirou fundo antes de segurar o rosto da morena e grudar suas testas. Ela nem tinha percebido que estava com os olhos fechados.

– Eu te amo. — Quinn disse baixinho e Rachel agarrou as abas da sua jaqueta e inclinou a cabeça, beijando-a com força. As mãos da morena se apertaram e puxaram o corpo de Quinn com força para frente.

Foi um beijo forte, Quinn sentia o gosto da boca de Rachel como se fosse a ultima vez. Sua mão apertava o rosto da morena trazendo-a para mais perto. Estava perfeito, até sentiu uma mão apertar seu ombro fazendo-a se afastar. Santana a olhava com os olhos cheios de lágrimas e com o lábio preso entre os dentes.

– Está na hora, Q. — Ela falou baixinho e Quinn não pode evitar o choro forte e se jogar nos braços de Santana que a pegou e apertou contra ela. — Não me esqueça, sua vadia.

Quinn riu e assentiu contra o ombro de Santana antes de se soltar e ela olhar para Rachel que estava nos braços de Puck. Quinn franziu e sorriu para aquilo. Puck a confortava, ele sabia sempre do que uma mulher precisava.

– Até mais, pessoal. — Ela acenou e mordeu o lábio quando voltou seus olhos para Rachel. — Eu ligo quando chegar lá. — Respirou fundo e pegou a mochila. Suas malas já tinham sido despachadas. — Amo vocês. — Disse baixinho.

Virou e começou a andar na direção do portão. Seguindo várias pessoas. Ela estava indo embora. Indo para uma vida diferente. Não tão diferente, mas necessária para ela. O que ela queria era que tudo acabasse bem.

Antes de passar pelo portão de embarque enquanto o homem verificava seu passaporte, ela olhou para trás, para ver Rachel olhando para ela com os olhos inchados e vermelhos, as mãos dentro dos bolsos da jaqueta e mordendo os lábios. Tudo indicando o qual triste e nervosa ela estava. Quinn sorriu tristemente e virou recolhendo seu passaporte e passando pelo portão.

__

Quinn dormiu praticamente o caminho todo. Acordava apenas quando vinham oferecer comida e ela pedia alguma coisa. Estava imensamente nervosa, sentia que estava indo para um julgamento de vida ou morte. E talvez estivesse. Ela só queria que esse tempo acabasse logo.

Sentou em uma cadeira no aeroporto e ligou para Rachel, mas ninguém atendeu. Suspirou e ligou para Santana que atendeu no segundo toque.

– Hey, já estou aqui em Oxford.

– Quinn, porra, é uma hora da manhã.– Santana resmungou do outro lado da linha.

– Argh, esqueci que existe um fuso horário. — Passou a mão no cabelo e olhou ao redor no aeroporto. — Enfim, estou saindo daqui e indo para a Universidade. — Coçou os olhos e bocejou.

Sim, sim. Rachel está dormindo aqui do meu lado.– Santana disse e Quinn sorriu. — Ela não conseguiu dormir no quarto dela e veio para o seu.

– Ela faz isso. — Riu e bocejou novamente. — Ela está bem?

– Não muito ela... bom você sabe, ela está triste., — Santana suspirou. — Eu estou cansada pra caralho Quinn, e você também, agora vá pra sua faculdade e me deixe dormir.

– Okay, eu ligo depois.

Tá tanto faz. – Quinn revirou os olhos e desligou o celular.

Quando chegou em Oxford, Quinn pegou um taxi e seguiu para a Universidade de Oxford. Suas mãos suavam quando desceu do taxi. Sua boca secou quando viu o enorme castelo. Isso castelo. Era gigantesco. Mordeu o lábio inferior para conter a animação. Com ajuda de um segurança, Quinn conseguiu chegar até a reitoria. Depois de se identificar eles lhe mostraram onde ela ficaria. As aulas já tinham começado, mas ela estava cansada demais para ir assistir aula. Então o diretor permitiu que ela descansasse até de tarde.

O dormitório feminino era separado do campus, tanto quanto o masculino. Cada quarto tinham cinco alunos. Ou seja, ela teria que dividir o quarto com mais quatro meninas. Ela não estava muito ansiosa pra isso. Não era bem um quarto, parecia mais um apartamento. Tinham cinco portas fechadas e uma aberta mostrando onde era o banheiro. No centro era uma sala, com sofá, um tapete agradável e uma televisão de... bom, pareciam ser muitas polegadas, já que era maior que a que ela tinha no apartamento com Rachel. E tinha também uma cozinha, uma mesa. Tudo muito agradável.

Em todas as portas tinham o nome da dona do quarto. No primeiro: Grace Kansas. No segundo: Alison Rogers. No terceiro: Karla Jones. No quarto: Amanda Braxis. E o ultimo quarto, um pouco longe do banheiro, estava vazio. Ela entrou no quarto. Todas as paredes brancas, uma cama de casal um guarda-roupa aberto e vazio. É... esse era seu novo quarto por cinco anos.

O barulho da porta da frente se abrindo a tirou dos devaneios. Olhou para ver quem era e encontrou uma ruiva de óculos lendo uns papeis que tinha em mãos. A ruiva voltou os papeis na mesa e suspirou olhando ao redor e seus olhos parando em Quinn que estava de braços cruzados e encostada no batente da porta.

– Oh, você deve ser Quinn Frabey? – O sotaque britânico fez Quinn sorrir para logo depois fazer uma careta com o erro em seu sobrenome.

– É Fabray, na verdade, mas é isso. – Deu de ombros e a ruiva sorriu.

– Eu sou Alison Rogers. – Esticou o braço e Quinn apertou sua mão. – Pode me chamar de Ally. – Quinn sorriu e Alison sentou no sofá batendo no mesmo para que ela se sentasse. Quinn sentou e a ruiva riu. – De onde você veio? Pelo seu sotaque, não é inglesa.

– Sou americana. – Sorriu um pouco nervosa. Ela não ficava perto de uma mulher quando Rachel não tinha noção. Era estranho. – Nasci em Chicago e depois que me formei fui para Nova Iorque.

– E eu não sou inglesa. – Alison confessou e Quinn franziu o cenho. – Nasci em Nova Iorque, me mudei para Londres, e vim para Oxford.

– Caramba. – Quinn riu e passou a mão no cabelo.

– Na verdade de nós cinco, só tem um inglesa. A Karls – Ela sorriu e Quinn assentiu supondo que Karls seria um apelido para Karla.

– O seu sotaque...

– Ah,com uma semana aqui, ouvindo todos falarem assim você pega fácil. – Ela riu. Então levantou e foi para a cozinha. – Toma café?

– Hm, sim. – Levantou e seguiu a ruiva. Sentou na cadeira do balcão. – Há quanto tempo você está aqui?

– Um ano, sou a mais velha de todas aqui. – Riu e virou para colocar o café na xícara de Quinn. – Aqui, ninguém nunca reclamou do meu café espero que seja o mesmo com você.

Quinn olhou para a xícara e suspirou lembrando de Rachel. A morena fazia o melhor café que ela já tinha tomado na vida. E agora ela não sabia se iria provar um melhor ou não tão bom quanto o de Rachel. Sorriu e pegou a xícara, levando-a aos lábios e tomando um gole.

Merda. Era bom. Muito bom. Ela não sabia dizer se era melhor que o de Rachel, mas era bom. Bom demais.

– Então...? – Alison se inclinou no balcão e Quinn pigarreou.

– A minha namorada... ela fazia um café maravilhoso. – Riu baixinho e pigarreou novamente para a voz não sair tremida. – Eu não sei dizer se o seu é melhor, mas é muito bom.

– Oh, claro. – Alison riu e pegou sua própria xícara. – Namorada, huh?

– Hm, sim, sim. – Assentiu e tomou mais um gole.

– Não precisa ficar nervosa. – Alison colocou a mão em seu ombro. – Ninguém aqui é homofóbico. Na verdade, todos aqui na universidade somos muito abertos quanto à sexualidade.

– É, sério...? – Quinn arregalou os olhos e olhou para a xícara que tinha em mãos. – Eu achei que não fosse bem assim por aqui. – Riu sem graça e Alison cruzou os braços.

– Não se preocupa, aqui todo mundo é muito tranquilo em relação a qualquer coisa. Menos estudos, estudos todo mundo aqui é pega muito pesado. – Brincou e se afastou do balcão. – Agora eu vou deixar você descansar e pegar minhas coisas para ir para a minha aula. – Sorriu e foi andando até o quarto.

Quinn observou a ruiva ir e sorriu. Não era tão ruim afinal, só o que a estraçalhava mesmo era a saudade que tinha dos amigos e de Rachel. Mas conhecer gente nova era bem legal.

__

Talvez ela tenha acordado um pouco tarde e tenha esquecido que tinha aula depois do almoço. E tenha perdido o horário do almoço. Mas quando levantou, saiu correndo pelo quarto e vestiu alguma coisa quente. O clima estava incrivelmente frio e ela não lembrava de ter comprado roupas quentes. Vestiu uma calça jeans, um suéter e uma jaqueta de couro e uma bota. Bagunçou o cabelo no espelho e pegou suas coisas antes de sair do quarto. Nenhuma das meninas tinham chegado desde que Alison saiu. Então ela correu para a cozinha, pegou uma maçã e saiu do quarto.

Não tinha muitas alunas no dormitório feminino, apenas algumas espalhadas pelos sofás e conversando entre si. Quinn sorriu para elas que acenaram para ela e saiu do dormitório correndo pelo campus até chegar ao prédio em que teria aula.

No caminho enquanto olhava um mapa que tinham lhe dado, Quinn não viu quando uma pessoa a parou segurando-a pelos ombros.

– Tudo bem? – Quinn olhou para cima seguindo a voz e encontrou olhos azuis que a olhavam divertidos.

– Ahn... Sim, só estou procurando a minha sala. – Sorriu e deu um passo para trás fazendo o rapaz sorrir.

– Posso ver? – Ele esticou a mão e Quinn lhe entregou o papel. O rapaz era bonito. Alto moreno com um cabelo liso e um leve topete. Ele vestia uma roupa quase formal, calças formais, sapatos formais, e uma camisa de botão branca por baixo de um suéter azul. – Sua sala é a mesma que a minha. – Ele sorriu e Quinn franziu o cenho. O cara tinha um sorriso incrivelmente perfeito. – Vem, vamos prá lá. – Chamou com o sotaque forte.

Quinn o seguiu ainda um pouco confusa.

– Ahn... Desculpa perguntar, mas... Você me conhece? – Quinn perguntou e o moreno riu. Uma risada calma e leve.

– Não, não. O reitor disse que talvez você fosse precisar de ajuda. – Ele piscou para ela. – Alias, sou Jesse. Jesse St. James.

– Quinn Fabray.

– Oh, eu sei! – Jesse balançou a cabeça sorrindo. – Acha que ninguém ia saber quem passou em primeiro lugar no concurso que a Oxford abriu? Você é incrível, garota.

Quinn riu quando empurrou um pouco e eles continuaram andando até a sala.

Notas finais
Gostaram? Sim, o Jesse foi acrescentado, ele vai ser bem importante para a Quinn no tempo que ela está fora. Por enquanto é isso. Deixem seus comentários, ou não. Até a proxima.