The Way U Are - do Jeito que Você É
1 Promessas e maldições
Notas iniciais
Espero que gostem e necessito muito dos seus comentários ^^
Meia noite, estou no prédio mais alto de Seul olhando pra baixo. Sentada no muro que deveria parar qualquer avanço das pessoas, mas eu não sou uma pessoa normal, eu sou uma sugadora de energia. E nesse momento, olhando as pessoas lá embaixo, tudo que eu preciso é de sexo.
Você pode ter ficado chocada com minhas palavras, mas é exatamente como me sinto, sinto como se meu corpo pedisse um elemento vital para a sobrevivência, como se o mundo voltasse aos eixos quando eu conseguisse ao menos um pouco da energia gerada. É o que você está imaginando mesmo.
Eu sou uma aberração. Um nada no meio de “alguéns”, pessoas que tem uma vida, alguém que as ame, que as console. Eu sou apenas um ser solitário, um parasita, um nada que ocupa espaço e destrói vidas.
Mas antes que você desista de ler, vou contar mais um pouco sobre mim. Meu nome é Thais, mas me chamem de Thata. Segundo um maldito livro eu tenho 24 anos, falo assim porque esse livro governa minha vida, sou o que sou por causa dele. O que você espera de um “cruzamento” entre uma fada idiota (minha mãe) e um ser humano maluco (meu pai)? Nasceu eu, um ser amaldiçoado.
O parágrafo que fala sobre a minha maldição:
“É, portanto proibido para qualquer ser mítico unir-se fisicamente com criaturas que não sejam de sua natureza, que não tenham sua força ou poder. Essas criaturas menores devem estar sob nossa proteção, inclusive contra nós mesmos, e não devem ser violadas em impura abominação sexual. Essa é a lei. Quem quer que contrarie essa sagrada imposição terá de sofrer as penas da lei[...].
Infelizmente pra mim, minha mãe achou que isso era um monte de blá, blá, blá e não terminou a leitura.
[...]e de uma união proibida nascerá um ser mítico. Sua principal necessidade será a captação de energia necessária para a sua sobrevivência e como recompensa por suportar essa carga por deveras longa e angustiante, poderes serão concedidos a ela. Eles serão usados para a descoberta do fim da sua condição de sugadora, de ser não amável, insaciável, coração de pedra. Por invernos finitos será sua sentença, mas o sol nascerá no leste e nunca mais se esconderá [...]”
Por longos 24 invernos eu já havia passado, me restava saber o que significava aquela bendita figura do sol no meio daquela baboseira toda sobre a minha vida. Eu vivo pra esse abençoado dia em que eu finalmente ficarei livre de tudo isso que me torna essa pessoa incapaz de sorrir, de achar um sentido na vida. Já andei por vários países e continente, não sei te dizer onde exatamente eu nasci então posso dizer com toda certeza que sou do mundo.
Agora que já me apresentei vou voltar á minha narrativa.
Thata precisava de sexo urgentemente pra repor as energias e fecha os olhos pra procurar um local onde encontraria isso mais facilmente, os sentidos dela a levam até um parque no Japão. Ela respira fundo e em milésimos de segundos ela está no meio de Tóquio sentada em um banco. A garota olha ao redor e vê um casal de turistas entrando no parque.
“Bem na hora” a garota pensa enquanto segue o casal, mas algo na direção contrária chamava sua atenção. Um garoto bonito, com uma franja cobrindo parte dos olhos. O pouco que se via chamava a atenção da Thais e ela se surpreendeu quando do nada sentou-se do lado dele e ficou calada.
“mas o quê...” o garoto perdeu o rumo dos pensamentos ao se virar e observar uma garota linda sentada ao seu lado. Thais sorriu ao imaginar o que estaria acontecendo na cabeça do garoto ao ver sua aparência. Um vestido vermelho um pouco curto, botas de cano curto fazendo conjunto com meu cabelo negro como a noite, mas o que provavelmente chamava a atenção era meus olhos verdes incomuns.
“esses olhos” o garoto parecia hipnotizado e sentiu um golpe seco no coração quando viu a garota sorrir.
-oi...
-olá – o cara ficou estranhamente quieto e mesmo continuando a sentir a energia fluir do casal que estava na outra ponta do parque, Thais continuou olhando pro garoto.
-é a primeira vez que venho aqui, o lugar é bonito. – ela falou e depois pensou “ninguém perguntou, sua idiota”.
-eu gosto de vir aqui pra pensar. É que as vezes onde eu moro paz e tranqüilidade são mitos.
Eles riem juntos e conversam banalidades mas Thais sente seu corpo sendo puxado em direção ao casal. Procurando ignorar, ela continua conversando sem saber que seus olhos começam a brilhar e sua íris tornou-se cinza-chumbo.
“lindos olhos” o garoto parecia bobo ao observar a transformação das cores nos olhos da garota.
De repente, ela para de falar e se levanta murmurando um “até logo” apressado e some na escuridão. Ela vai em direção ao casal que em meio a gemidos se amava num canto, deixando- os desmaiados e sem energia por um longo tempo.
***
Quando a garota foi embora murmurando apenas um “até logo” pensei em ir atrás dela, mas desisti. Por um tempo eu estive cansado de conversas, amenidades e por vezes gostava do meu mundinho particular, mas depois dessa garota eu queria barulho. Eu não queria o silencio calando fundo evidenciando a ausência dela.
Levantei do banco e fui pra casa. Quando sai do elevador já consegui ouvir barulho, girei a maçaneta e fui recebido por confusão, discussão e no fundo, vozes cantando.
-finalmente você chegou Jae! Trouxe o jantar?
-esqueci. – sentei no sofá entre o Yoo e o JunSu.
-mas era pra você trazer... – o Min reclamou mas não tirou os olhos da TV.
-não sou empregado de vocês.
-bom, mas contando com o fato de que você saiu era pra ter trazido o jantar. – o JunSu reclamou.
Antes que eu respondesse a campainha tocou e a Alice apareceu com algumas sacolas.
-olá pessoas...
-Al! — Fui cumprimentar ela bastante aliviado porque pelo menos o Yun e o Yoo iam me deixar em paz. A Alice colocou as sacolas na mesa e imediatamente o jogo perdeu a graça e os meninos atacaram a comida que ela havia trazido.
Fiquei lá sentado no sofá com uma puta preguiça de levantar e fiquei pensando na garota. Viajei tanto que me assustei quando a Alice sentou do meu lado e colocou um prato no meu colo.
-tô sem fome – falei pra ela.
-tá nada, você tá é com preguiça, pode começar... – quando não fiz gesto pra começar a comer ela pegou o rashi e colocou um pouco de comida na minha boca.
-oti bebe! – o Jun fez gracinha quando chegou na sala e viu a cena.
-até parece que já não fiz isso com você Jun – ela riu quando o Jun ficou vermelhinho e começou a comer calado. Comecei a rir, mas me dei conta de que ela estava se lembrando de mais alguma coisa sobre o tempo que ela passou no Japão com a gente.
Resumindo tudo: a Alice sofreu um acidente e perdeu parte das memórias e aos poucos ela estava lembrando das coisas.
Ficamos lá comendo e conversando por um tempão e eu estava feliz pela companhia, mas meu pensamento teimava em voltar á imagem da garota. Quando fui dormir senti uma vontade inexplicável dela, dormi imediatamente porque estava estranhamente cansado e sonhei que nos encontrávamos no parque.
Dois dias depois fui falar com o Yun sobre isso, mas notei que a Alice ficava bastante perto de mim e estava evitando o Yun.
-acho que a Alice começou a se lembrar das coisas porque ultimamente ela anda muito distraída. Você sabe de alguma coisa? – perguntei pro Yun depois que sentei ao lado dele.
-você já deve ter percebido que ultimamente ela não fala muito comigo certo? – ele me olhou depois que perguntou isso.
Ficamos um tempo em silencio, até que falei pra ele.
-leader, acho que estou apaixonado.
-apaixonado por quem? – o Yun parecia meio descrente.
-um garota que conheci duas noites atrás. Foi até meio estranho, ela estava andando sozinha na rua e entrou no mesmo parque que eu estava, ela sentou ao meu lado e começamos a conversar, percebi que ela estava incomodada com alguma coisa e do nada os olhos dela brilharam de uma forma bem estranha e ela se despediu apressada, depois sumiu na escuridão.
-e você acha que está apaixonado por uma garota que você só viu uma vez? – só faltou o Yun rir pra expressar o pensamento de que aquilo era um completo absurdo.
-eu sinto meu coração chamar por ela, mesmo não sabendo absolutamente nada dela...
-mas você... ah, esquece! Eu não sou nem o indicado pra ficar dizendo o que é amor e o que não é.
-a situação com a Alice tá tão tensa assim?
-quase. Ultimamente só conversamos sobre assuntos da gravadora.
-hmm... – eu pensei um pouco e de repente levantei com a firme decisão de voltar ao parque pra ver se a encontrava de novo.
Cheguei todo animado, sentei no mesmo banco e fiquei esperando. Uma hora depois finalmente eu estava pronto para admitir que nunca mais veria ela de novo. levantei do banco e comecei a andar mas parei quando ouvi a voz dela.
-já vai embora tão cedo? – me virei e ela estava sentada de pernas cruzadas e envoltas por botas de cano altíssimo que cobriam até o meio da coxa; ela usava uma minissaia rosa e uma camiseta preta. O visual era fatal, mas ao mesmo tempo enganador.
-pensei que você não viria. – voltei a sentar no banco e me surpreendi quando ela se sentou de pernas abertas sobre mim. Ela chegou bem perto e me beijou intensamente, eu correspondi, segurei a cintura dela e apertei um pouco quando ela começou a me provocar enquanto me beijava. Ela riu continuou a me beijar e roçar o corpo no meu enquanto minhas mãos começaram a acariciar a pele dela por baixo da blusa e foram subindo...
Quando ela se afastou gememos em protesto ao mesmo tempo, o incrível foi que ela continuou na mesma posição e abriu a boca pra falar.
-não era isso que eu planejava, mas não me arrependo por não ter resistido.
-isso foi um tanto arriscado levando em consideração o local publico que estamos.
Ela concordou com um sorriso travesso e ficamos calados por um tempo até que comecei a falar.
-sou Kim JaeJong, prazer em te conhecer.
-Thais, mas pode me chamar de Thata, e o “prazer” é todo meu.
Ela sorriu e deixamos o silencio cair sobre nós, até quando ela pressionou um pouco o corpo contra o meu e falou.
-bom JaeJong, vou indo e qualquer hora a gente se vê. – ela se levantou e antes que ela sumisse como da outra vez segurei a mão dela e vi que ela ficou surpresa com o contato.
-quando eu vou te ver de novo?
-quando a marca desaparecer – antes que eu perguntasse ela se abaixou, levantou minha camisa e beijou minha barriga dando uma leve mordida depois. Olhei e vi uma marca perfeita e rosa de uma boca, quando voltei a olhar pra cima ela já havia sumido.
-Thais... – fiquei ali pensando nela enquanto deixava minha excitação passar. – Thata... – olhei pra marca e tentei tirar, mas ela parecia tatuagem. Sorri, levantei e fui pra casa.
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