Notas iniciais
A personagem tem um pouquinho de sangue grego então umas palavrinhas básicas do idioma.

Kalisphera = bom dia
Abba = Pai
tephinis = querida
S'agapo = te amo

acho que é só... =D
e claro, agradecendo ao reviews... ainda vou responder um por um tá?

-nossa! – sentei rápido na cama – você surgiu de onde? –perguntei e vi que ela olhou pra baixo e sorriu de canto.

-confia em mim, você não acreditaria se eu te contasse...

-a pergunta mais especifica seria, como você conseguiu entrar no meu quarto. – ignorei a tentativa de gracejo dela e fui direto ao ponto.

-não foi difícil, assim como também não foi difícil te encontrar... – ela me olhou séria e vi no fundo dos olhos dela uma emoção que desapareceu imediatamente. – eu só passei pra saber como você estava.

-estou bem e... você?

-do mesmo jeito, a mesma vida de sempre, nada muda a não ser... algumas perdas e ganhos.

-você sabe que eu não faço a menor ideia do significado dessas suas últimas palavras né? – ela sorriu e respondeu.

-eu não espero que você entenda... ainda. – ela voltou a ficar séria e passeou pelo quarto, tocando algumas coisas aleatoriamente como se nada a preocupasse. Tentei conter a todo custo minha curiosidade, mas no fim não consegui.

-o que você é Thais? – ela parou de andar e me encarou por um tempo, tanto que virou um pouco a cabeça pro lado, como se analisasse a profundidade da resposta que poderia me dar.

-eu sou o mesmo que você... um ser humano com algumas diferenças, vantagens e desvantagens, que tem o que geralmente precisa...

-que tem sentimentos? – ela ficou tensa e demorou a responder.

-não sei se sou capaz de ter sentimentos... não sei o que é ter sentimentos, tudo é instintivo pra mim. – devagar ela veio e sentou ao meu lado na cama.

-duvido que você seja desse jeito, me fale um pouco de você. – eu segurei a mão dela e percebi que ela estava tremendo. Ela tentou sorrir e começou a falar.

-eu sou diferente de você em algumas coisas, em várias coisas aliás, mas basicamente somos iguais. Minha vida parece ser bastante diferente da sua mas eu não consigo e afastar de você. Eu... – nesse momento os olhos começaram a mudar da cor verde pra cinza lentamente. Eu estava sentado na cama, mas de repente senti uma fraqueza e preferi deitar.

-você se importa se eu deitar um pouco? É que fiquei um pouco cansado...

-muito cansado? – ela parecia alarmada e deu alguns passos pra trás.

-só um pouco... vem pra perto de mim. – estendi a mão e ela ficou olhando por um tempo, depois respirou fundo e começou a andar. Quando ela finalmente sentou ao meu lado senti uma onda de cansaço me envolver e tive que lutar um pouco contra o sono.

-eu tenho que fazer algo pra parar isso... – devagar ela se curvou e me beijou. Foi como se eu recebesse uma pequena descarga elétrica e o que era um beijo leve tornou-se mais intenso e eu a segurei e joguei na cama, antes que ela pudesse reagir eu já estava por cima e a beijava intensamente, era como se todo meu cansaço houvesse sumido de repente e tudo que eu queria era beijá-la.

Me afastei um pouco retirei o vestido que ela estava usando, ela sorriu e me beijou mais uma vez, fui descendo as mãos em direção ao centro do prazer dela e quando minhas mãos acariciavam os quadris dela se preparando pra descer mais ouvimos um barulho em frente ao quarto e o JunSu entrou no quarto com tudo.

-JaeJong você não sabe da... – ele parou quando nos viu naquela posição constrangedora. – novidade... eh... me desculpem, eu... – ele fechou a boca e saiu quase voando do quarto.

A Thais riu e me deu um leve empurrão pro lado, ela se levantou e colocou o vestido no lugar.

-bom, isso foi pra me lembrar que não é hora pra isso... eu... – ela olhou longamente pra mim depois suspirou – eu já vou indo, mas eu volto depois.

-como assim já vai? Você acabou de chegar, nem tivemos tempo pra conversar direito... – eu protestei e ela parou.

-que tal a gente se ver no próximo sábado?

-sábado? – droga! Eu teria show no sábado... mas antes que eu respondesse, ela me interrompeu.

-droga! Sábado não vai dar... que tal na quarta? Você vai estar ocupado?

-não, pode aparecer qualquer hora do dia... – ela sorriu e veio pro meu lado.

-tá bom, prometo que apareço... até lá. – ela me beijou e do nada sumiu. Se eu não estivesse tão cansado até teria tempo de me perguntar como ela havia aparecido e sumido tão rapidamente antes de dormir profundamente.

(Thais)

Apareci na calçada em frente a casa do JaeJong. Como eu esperei por aquele dia... e finalmente aquela maldita marca havia desaparecido, eu já estava novamente cansada de ficar andando pelo mundo, hoje na Coréia, ontem em Fiji, anteontem em Londres. Isso me fez lembrar da pequena festinha que eu acabei, mas ninguém poderia me condenar por detestar aqueles riquinhos pedófilos... imagino a cara do JaeJong se me visse agindo como realmente sou. Ele ficaria...

-oi maninha! – me virei e vi um cara alto, loiro e com magníficos olhos azuis me encarando sorrindo. Mesmo sem ter nenhuma reação minha ele me abraçou bem forte.

-tá, pode me soltar agora! – quando ele me soltou eu sorri pra ele. – que você tá fazendo por aqui Kellan?

-eu segui seus rastros. – quando ele viu minha cara ele continuou rapidamente – por culpa da mamãe. Ela quer que você vá visitá-la amanhã. Disse que tem uma coisa pra falar com você, acho que é sobre o seu aniversario.

-mamãe e as ideias malucas dela. ok, diga a ela que eu vou, mas na segunda estou saindo. E diga pra ela mandar aquelas malditas flores daquele jardim se calarem senão eu arranco elas uma por uma. – sorri angelicalmente pra ele depois de fazer a ameaça.

-você sabe que eu não darei esse recado né? As flores vão ouvir e vão infernizar a minha vida... – ele fez uma careta só de imaginar a situação. – e agora? Pra onde vamos?

-você eu não sei, mas eu estou indo pra Nova York visitar papai e amanhã vou visitar a mamãe.

Ele olhou pra mim por um bom tempo e ficou me avaliando calando. Quando percebeu que eu já estava sem paciência o Kellan finalmente falou.

-você está diferente, tá parecendo feliz e isso não é comum. – ele cruzou os braços e olhou bem sério pra mim. – você não está sugando apenas uma pessoa novamente né?

-não é nada disso, é que eu encontrei um cara e ele parece ser tão legal... o problema é que eu não consigo me controlar perto dele e quando vejo ele já está fraco e eu tenho que me afastar. – olhei pro chão enquanto respondia. Kellan ficou calado por um tempo e depois colocou a mão no meu queixo levantando um pouco meu rosto.

-você sabe que tem que se afastar dele imediatamente não sabe?

-eu sei, mas é que... eu não sei direito mas me sinto bem perto dele, eu quero saber tudo sobre ele, o que ele gosta e o que não gosta... é como se ele fosse... importante pra mim. – olhei assustada pra ele depois de falar isso e fiquei mais assustada ainda quando o Kellan arregalou os olhos e comentou bem baixinho.

-alguma coisa está mudando em você, parece que você está começando a sentir as coisas. É melhor você falar sobre isso com a mamãe, ela vai saber o que fazer, agora vai lá... – ele me abraçou mais uma vez.

Me despedi dele e desapareci em direção a Nova York. Chegando lá fui diretamente fazer compras, eu podia ser uma aberração, mas o meu senso de moda era muito forte. Sai da loja vestida em um vestido azul royal, um casaco de plush preto, meia-calça e botas. Resolvi brincar de ser normal e peguei um taxi, cheguei em frente a uma mansão em estilo grego (só um maluco grego pra acreditar em fadas). Anunciei minha chegada e passei direto pela segurança. estava tudo normal até a hora que cheguei até a entrada da casa e um empregado me parou.

-desculpe moça, mas a senhorita Person pede que você use a entrada dos empregados pois ela está recebendo visitas importantes e não quer ser perturbada.

-e quem seria a senhorita Person? – olhei pra ele e senti que ele havia visto que eu era perigosa.

-ela é a noiva do Sr. Kostoupollos. Me acompanhe por favor... – ele pareceu aliviado por eu aparentemente concordar com ele e indicou o caminho. Forcei um sorriso pra ele e respondi.

-de jeito nenhum. – abri a porta principal e entrei no hall. Lá encontrei um batalhão de garçons trabalhando, dei aquele bom dia geral e fui em direção á sala principal e encontrei o grupinho de mulheres mais desprezível que eu vi na vida. Dez mulheres ocupavam a sala e riam como hienas descontroladas, desnecessário dizer que a graça acabou quando eu cheguei.

-bom dia. – falei em inglês. Percebi elas se entreolharem e a mais velha tomou a palavra.

-bom dia. Quem é você? – não deixei de notar que ela agia como se fosse dona da casa e respondi em um tom calmo.

-sou Thais. – imediatamente a mulher ficou branca, se levantou e veio quase tropeçando em minha direção.

-me desculpe, eu não sabia que sua chegada era esperada, ninguém me avisou e eu...

– onde está meu pai? — ignorei aquela babação toda e fui direto ao ponto.

-ele está... lá em cima dormindo. É melhor não incomodá-lo.

-não cabe a você decidir isso. – respondi e sai da sala indo direto pro quarto do meu pai.

Ele estava dormindo, mas senti o cheiro de tranqüilizantes no ar, então fechei os olhos e me liguei ao sangue do meu pai e retirei qualquer traço do remédio e reabri os olhos quando meu pai acordou.

- Kalisphera Thais... como você está tephinis? – ele levantou bem disposto e me abraçou. Me distanciei um pouco e respondi.

-kalisphera Abba. Estou bem e você?

-eu acho que estou um pouco atrasado pro trabalho. Tenho uma pequena reunião daqui a pouco.

-com o tanto de tranqüilizantes que você tomou? Você não ia sair daqui tão cedo.

-que tranqüilizantes? –ele parou e olhou pra mim sem entender. – eu não tomei remédio nenhum – estreitei os olhos e cruzei os braços.

-você sabe que dia é hoje Abba?

-dia 10, sexta-feira.

-de que mês? – a resposta dele não estava correta.

-junho. – ele foi em direção ao banheiro e quando voltou eu já tinha conferido que as hienas continuavam na sala; provavelmente a queria Evellyn Person não suspeitava de nada.

-Abba, hoje é dia 22 de julho e é terça-feira .- ele parou e me olhou chocado, quase pude ver as engrenagens girando na cabeça dele.

-mas eu me lembro de ter dormido ontem, só se... – vi o exato momento que ele entendeu tudo e olhou pra mim. Eu acenei com a cabeça e abracei ele brevemente.

-Abba eu preciso ir agora, desculpa por estragar tudo mais uma vez.

-o que eu faria sem você Thata? Você sempre cuidando de mim... S’agapo Thais, te amo pra sempre filha.

-fica bem Abba. – eu tentei sentir alguma coisa, qualquer sentimento bom, mas eu não conseguia. Emoções não eram normais pra mim e tudo que eu sentia era meu instinto destrutivo me mandando acabar com a festinha daquela mulher lá embaixo. Mas não na casa do meu pai.

Desci as escadas com meu pai e enquanto ele entrava na sala fui em direção á porta de entrada. Não na casa do meu pai.

Do portão pra fora era outra história, pensei enquanto sorria lentamente.

Notas finais
E então, o que estão achando da fic?

bjus e até a próxima!