Notas iniciais
Aiin droga! demorei novamente pra postar, mil desculpas...

quero postar mais dois caps até domindo, já que na segunda começa minha semana de provas na facu =D

Boa leitura s2

(Thais)

Acordei sentindo como se flutuasse. Era assim que era morrer? Após tanta dor apenas ficávamos flutuando? Não acreditava que eu havia passado a minha vida inteira esperando o momento onde tudo aquilo ia acabar e eu ia finalmente parar de ser tão destrutiva, e no final era tudo questão de ficar se sentindo como se flutuasse?

Realmente, nada era como imaginávamos... pensei mas de repente voltei a sentir aquele cheiro de água do mar, abri os olhos mas de nada adiantou porque continuei vendo só escuridão. Me remexi desconfortavelmente mas parei quando ouvi algo se mexer ao meu lado.

-quem está ai? Por que está tudo tão escuro?

-calma princesa... você ainda está viva, não se preocupe.

Ao ouvir aquela voz tremi da cabeça aos pés, eu realmente havia sido salva por Rain, não entendi porque aparentemente ainda estava viva mas aquela voz me trazia á mente todas as historias de infância sobre o bravo guerreiro defensor que punia a tudo e todos que desrespeitavam as leis.

-o que... o que... você está fazendo... aqui? – eu perguntei tentando ignorar o tremor na minha voz.

-na verdade você está na minha casa... – ele respondeu e ficou um tempo calado, coisa que me causou um desespero enorme então tive que usar minha habilidades de projeção astral pra tentar enxergar algo. Fechei meus olhos e me vi em um quarto inteiramente decorado em branco, onde as únicas coisas em destaque eram a cama com quatro pilares que se estendiam do chão ao teto, as mesinhas de cabeceira e um enorme piano preto.

Não entendi o porque da presença de um piano no quarto mas arfei de surpresa quando do nada uma melodia familiar começou a soar do piano. Olhei mais uma vez na direção dele e não vi ninguém tocando, mas a melodia continuava a soar.

Foi a vez de olhar assustada pro Defensor e percebi que ele estava me observando. Desviei os olhos rapidamente e comecei a procurar as rotas de fuga, eu precisava sair dali urgentemente apesar de saber que não iria muito longe quando ele resolvesse me perseguir.

-percebo que você consegue enxergar através da sua projeção astral...

Eu não respondi nada, apenas fiquei chocada com a capacidade de perceber as coisas tão facilmente que ele tinha. Direcionei meu rosto pra ele e o vi franzir a testa em claro sinal de confusão.

-algum... problema? – criei coragem pra perguntar, quando finalmente senti que não havia nada a temer. Por enquanto.

-imaginei que seu livro apareceria a qualquer hora, mas pelo que vejo eu estava errado. Isso é raro, a menos que... – e ele franziu a testa novamente.

-a menos que o quê? – eu o desafiei a responder, começando a sentir uma raiva inexplicável por não saber onde eu estava, como o JaeJong estava e com muita... sede.

-a menos que ele esteja com alguém...

-é exatamente isso. Eu o dei a uma pessoa. – mesmo sem querer ergui o queixo como se perguntasse que probleminha havia em escolher o destino de algo que era só meu.

-peço desculpas sinceras princesa, não era minha intenção aborrecê-la com perguntas e sugestões. – ele falou curvando a cabeça em sinal de respeito mas percebi que a postura dele era debochada.

Fiquei calada mas quando tentei me projetar em direção a porta senti uma vertigem forte e uma dor enorme na cabeça, me obrigando a recuar e quando percebi eu estava na escuridão de novo.

-pelo que vejo você já tentou ir mais adiante porém está muito fraca pra isso princesa, descanse um pouco e aposto que em breve vossa alteza estará se sentindo melhor.

-por favor você poderia usar uma linguagem mais atual comigo? Eu não estou em condições de responder adequadamente a esse linguajar formal, sem ofensas, que você está usando comigo. – eu respondi enquanto massageava levemente a cabeça e continuei. – seria muito incomodo você me trazer um copo de água?

-desculpe vossa alteza, eu não havia pensado em sua comodidade ao utilizar minha linguagem formal, a partir de agora usaria uma linguagem mais simples. Que tal?

Mesmo estando no escuro e não podendo vê-lo percebi que ele estava sorrindo e do nada senti ele pegando minha mão e colocando um copo nela. Com toda a certeza era água então levei o copo á boca e bebi rapidamente, o legal é que eu poderia beber o quanto eu quisesse e a água nunca acabaria. A graça de dominar a água era essa.

-posso perguntar o porquê do sorriso vossa alteza?

-só algumas particularidades de ser dominador da água, nada demais... – respondi ainda sorrindo e depois completei – por favor, não me chame de vossa alteza, apenas Thais.

-Thais... um belo nome, se me permite dizer vossa... Thais. – a voz dele ainda era divertida e continha um pingo de sarcasmo.

-e como eu devo te chamar? Defensor? –perguntei enquanto tentava achar um lugar onde colocar o copo, mas senti uma mão aparecer e estender a mão para pegar o copo.

-me chame apenas de Rain... é menos arcaico e eu costumo ser chamado assim pelos meus amigos.

-eu não chamei você de arcaico ou antiquado, apenas pedi pra você ser um pouco mais moderno na linguagem. – sim, eu havia entendido a indireta e senti necessidade de me defender.

-por mim tudo bem, agora descanse mais um pouco pra recuperar as energias.

Pensei em protestar, mas recomecei a ouvir a melodia vinda do piano, ela ainda me parecia familiar , pensei antes de finalmente adormecer novamente.

(JaeJong)

Acordei com o sol refletindo no meu rosto e um barulho no lado de fora do meu quarto. abri os olhos devagar e quase morri de susto quando vi alguém sentado na poltrona ao lado da minha cama. Era o irmão da Thais e ele olhava fixamente na minha direção.

-o que você tá fazendo aqui? – perguntei enquanto me sentava na cama.

-eu fiquei vendo se você estava bem.

-pois parece que estou... mas cadê a Thais? – perguntei enquanto me ocupava em levantar da cama.

-isso é que eu queria saber também... – ele respondeu baixinho e quando me virei espantado pra ele recebi um olhar desesperado em troca.

-como assim você não sabe onde ela está? Você é o irmão dela!

-mas não sou o guardião dela repetindo as palavras que ela me disse varias vezes.

-mas como assim não sabe onde ela está? – era apenas isso que eu conseguia pensar, mas de repente parei no meio do quarto e me virando novamente pra ele perguntei tremendo de nervoso.

-o que são vocês?

Ele ficou tenso mas não fez nenhum gesto pra se aproximar de mim, continuou apenas lá sentado.

-devo supor que você se lembrou do que aconteceu ontem a noite?

-obvio que sim. – respondi apesar do medo que eu sentia daquela criatura desconhecida.

-ok então. Eu posso começar a explicar ou você vai sair correndo gritando feito um louco? – ele perguntou e mesmo vendo um fundo de humor na frase percebi que havia um fundo de seriedade na pergunta, então me sentei na cama esperando e fiz um gesto pra que ele prosseguisse com a explicação.

-bom, por onde eu começo? – ele pareceu pensativo – eu definitivamente não sou humano pra entender essas coisas de emoções da mesma forma que vocês.

-uq você... quer dizer com isso? – eu realmente não estava entendendo nada e ele piorou quando a conversa passou a seguir pro rumo de que ele não era humano complicou tudo. – como assim você não é humano? É claro que você é, apenas é um humano louco.

-imagino que eu deva estar parecendo um agora.. – ele riu mas continuou a falar – é realmente isso que você ouviu, eu não sou humano e não sei como contar toda a historia pra você.

-mas se você e a Thais são irmãos, então ela não é humana também? – perguntei depois que ele passou quase uma hora falando sem parar sobre a família, o reino e o modo de vida do povo dele.

-ela é humana sim, quer dizer, meia humana. Ela é hibrida na verdade, filha de pai humano e mãe encantada. – ele riu com essa definição.

Isso me lembrou uma coisa, ela é quem deveria estar aqui me explicando tudo isso. quando perguntei ao Kellan sobre onde ela estava, o vi bastante preocupado e triste ao mesmo tempo.

-isso é uma coisa que eu não posso te responder nesse momento. Nem eu sei onde e como ela está... – ele respirou fundo e apertou os punhos como se para se controlar.

-mas como assim? Vocês estavam juntos...

-tecnicamente não. – ele me interrompeu.

-vai dizer que eu inventei aquilo tudo ontem? – perguntei indignado.

-o problema só surgiu depois que você não estava mais consciente... bem, a palavra certa não é essa. depois que você morreu é que o problema começou.

-eu morri? – perguntei chocado e recebi um aceno de cabeça em confirmação.

-a Thais te trouxe de volta, mas aparentemente isso a machucou demais e mesmo assim ela pediu que eu te trouxesse pra casa antes de cuidar dela. e quando voltei, ela havia sumido.

-sumido?

-é, ela não estava mais lá e vi muito sangue espalhado. Eu realmente estou muito preocupado com ela. – ele olhou pra mim e pareceu triste. – talvez ela tenha ido embora.

-ir embora pra onde? – eu perguntei não acreditando naquilo.

-depois que ela te... machucou, pra te trazer de volta ela prometeu que ficaria longe de você. Talvez ela tenha ido embora pra cumprir a promessa.

-ela faria realmente isso? – eu perguntei.

-claro que faria! Percebo que você não a conhece tão bem assim...

-é, pelo visto não. – respondi triste.

Continuamos conversando e paramos um pouco quando a porta se abriu e o pessoal todo entrou no meu quarto.

-hora de levantar seu folgado... – o JunSu falou e saiu puxando meus lençóis, fazendo com que todos caíssem na risada.

-ah, então é assim que vocês tratam um doente? – eu brinquei e imediatamente a Alice veio conferir minha temperatura.

-continua sem febre... – ela disse e se afastou um pouco. – podem bater eu acho. – ela riu quando os meninos pularam em cima de mim com travesseiros na mão.

Notas finais
Ainda não sei se tenho medo ou não do (gostoso) Rain ^^