The Way To Paradise

8 Capítulo 8- Pé na Estrada


Notas iniciais
Primeirão de 2016!!!! A você que está lendo eu desejo muitas vitórias menos se você for fazer ENEM ou UERJ, aí quero que tire uma nota menor que a minha KKKKK. Brincadeira, saúde para nós e boa leitura.

–Sim, venha, não me importo. –disse Lucy subindo a escada de três degraus. Só tinha um travesseiro e um cobertor para os dois. Ela o deixou apoiar-se no travesseiro e encostou a cabeça em seu ombro, em pouco tempo o rosado roncava alto e a loira dormia um sono pesado.

Capítulo 8 — Pé na estrada

Quarto 502 – Mermaid Heel – 06:15 a.m.

Pov.Autora

Amanheceu e Jellal acordou com a luz batendo em seu rosto. Abriu os olhos tentando se acostumar com a claridade, virou para o lado e viu Erza dormindo tranquilamente com o cobertor até os ombros. Depois de alguns minutos Gray e Juvia também despertaram. A garota se sentou na cama e retirou uma escova de cabelos de madeira da sua mochila para tentar desfazer os nós dos fios azulados. O moreno pegou sua blusa jogada entre os cobertores e a vestiu.

–Bom dia. Dormiram bem? — perguntou Jellal esfregando os olhos.

–Sim, sabe que horas são? – perguntou Juvia ainda escovando as madeixas.

–Acho que seis e meia. Lucy voltou para o quarto, está na cama de cima com Natsu. – disse o azulado sentando-se apoiando as costas na lateral da cama do casal.

–Ela já está melhor? –perguntou Gray preocupado.

–Não sei, acho que sim. Eu só ouvi a voz dela e do Natsu.

–Do que vocês estão falando? –perguntou Levy sonolenta. Ela descia as escadas ainda com a roupa do dia anterior.

–Sobre a Lucy ter voltado.

–Eu acabei de vê-la dormindo com o Natsu. Eles namoram? –Ela perguntou amarrando o cabelo num coque e sentando na cama de Jellal.

–Não, eles acabaram de se conhecer. Por quê pergunta?

–Pelo o que eu percebi eles estão de conchinha. –riu -Esse aí ataca rápido hein.

Gajeel desceu as escadas, estava com suas calças de antes e uma camiseta branca. Coçou os olhos e se espreguiçou. Estranhou quando percebeu os olhos de seus companheiros voltados para si.

–O que estão olhando?- perguntou com sua cara de carranca, como sempre.

–Nada, não podemos olhar? Maluco. — disse Levy com um sorriso debochado.

A conversa fluiu e depois de alguns minutos o resto do grupo despertou. Seus colegas preferiram não perguntar sobre a cena da cama de Natsu e Lucy, até porque ele fica esquentado com qualquer tipo de brincadeira à seu respeito. Eles arrumaram a cama, vestiram suas roupas e seguiram rumo ao refeitório. O café da manhã era um pão velho, manteiga e um copo de água pra cada um. Arrumaram suas mochilas, agora bem leves, abasteceram o carro e seguiram viagem rumo a Magnólia.

Já era hora do almoço e Erza estava dirigindo numa estrada asfaltada, porém, seu entorno era desértico. Até o momento não tinham cruzado com nenhum estabelecimento ou casa.

–Natsu, estou com fome, quando vamos chegar? –perguntou Lucy no banco traseiro atrás da motorista, apoiada no ombro do rosado.

–Daqui a pouco nós cruzamos com alguma lanchonete de estrada e paramos. –respondeu Natsu acariciando os cabelos da menina.

– Se continuarmos seguindo o mapa chegaremos na Fairy Tail no início da noite. Isso sem paradas. – afirmou Gray com o mapa de Magnólia nas mãos, analisando-o sério.

–Então acelera, com certeza tem algum albergue ou hotel de beira de estrada. –falou Natsu empolgado.

Alguns minutos se passaram e o sol estava começando a se esconder por detrás de nuvens carregadas.

–Gajeel, acho que vai chover, não é melhor a gente parar e montar acampamento? – perguntou Levy apreensiva de cima da caçamba e sem o seu jaleco.

–Acampamento? Não, precisamos de um teto de verdade com comida de verdade.

–Você só pensa em comer?- perguntou a azulada emburrada.

–No momento? Sim.- bufou Gajeel.

Depois de uma hora e meia eles avistaram um posto de gasolina. Aproximaram-se e viram oito zumbis vagando pelo local.

–Gente, o que vamos fazer?- perguntou Natsu.

–Matá-los, óbvio. — respondeu Gajeel, pela janela traseira.

–Ok. Quem vai? –perguntou Erza.

–Se você parar lá dentro a gente nem sai do carro. — disse Natsu se empolgando.

–Ou a gente os atrai com um tiro e dá uma rajada leve. — sugeriu Gajeel num tom sádico.

–Mas não temos muita munição, gastamos três cartuchos hoje, melhor a gente descer e matar na mão mesmo. –afirmou Natsu.

–Já sei. Como eu sou bom como facão, eu o uso. Gajeel e Erza são bons a médio alcance, eles pegam uma pistola, acho que só com isso a gente resolve, eu vou lá e vocês me dão cobertura, pode ser? – sugeriu Gray.

–Por mim tudo bem, Erza?

–Por mim também. Alguém pode assumir o volante? Qualquer erro a gente sobe no carro e sai daqui.

–Eu assumo. –disse Natsu levantando o braço.

–Então vai ser assim -começou Erza- Natsu, os primeiros são os da ponta ­-falou apontando para dois zumbis na beira entre o posto e a estrada — isso deve chamar a atenção dos outros, depois é só sair cortando as cabeças enquanto a gente te cobre, então pode ficar tranquilo.

Erza estacionou o carro em frente ao posto. Ela desceu com Gray e Gajeel pulou da caçamba. Natsu assumiu o volante, Juvia foi para o banco do carona e Levy, juntamente de Wendy, para o banco de trás.

Gray pegou o facão da caçamba e Erza junto a Gajeel carregaram suas armas com os dois últimos cartuchos restantes.

–Gray, tente matar o máximo possível, esses são nossos últimos cartuchos e não sei onde vamos encontrar mais munição. – falou Gajeel enquanto fechava uma das mochilas. – Vamos rápido porque eu estou com fome.

–Agora silêncio, meninos! –brigou Erza amarrando seus cabelos escarlates num rabo de cavalo alto. Quando terminou, certificou-se de que seus coturnos pretos estavam bem amarrados e de o cinto de sua calça estava firme. -Prontos? Tenham foco total na missão, qualquer distração pode levar à falha.

Gajeel e Gray se olharam e ascentiram com a cabeça.

Lenta e silenciosamente, Gray se aproximou do zumbi mais próximo, atacou-lhe o pescoço com força, arrancando a cabeça com dois golpes. O baque do corpo no chão chamou atenção do outro zumbi, que perdeu a cabeça no instante em que virou.

–Um golpe? Bom... –murmurou Lucy, dentro do carro, observando a ação de longe.

Após matá-los, Gray correu em direção ao mais próximo, perto de uma das mangueiras, e com três golpes fortes decepou-lhe a cabeça. O som do corpo deste batendo contra a mangueira, e caindo no chão chamou atenção dos outros cinco zumbis a leste. Eles viraram e seguiram em direção ao barulho lentamente.

–Gray, estamos aqui, faça o que tiver que fazer. –sussurrou Erza.

O som da mulher fez os infectados acelerarem o passo. Um dos que estava bem mais a frente levou um golpe forte no pescoço, não arrancando sua cabeça, mas o suficiente para levá-lo ao chão. Os outros quatro dispararam em direção ao moreno, que golpeou apenas um. Erza atirou contra o que seguia por trás perfurando seu crânio e derrubando-o violentamente. Gray atravessou o facão pelo pescoço do que se esgueirava por detrás do zumbi mais próximo antes de ser atacado, finalizando-o com quatro golpes para, então, atravessar sua clavicula. Foi tempo suficiente para que os outros dois se aproximassem perigosamente dele. Enquanto se defendia de um o outro foi derrubado por Gajeel com um tiro no femur para depois ter a cabeça esmagada pelo mesmo.

–Terminamos? –perguntou Erza.

–Sim. Foi um pouco mais fácil do que eu esperava –Disse Gray.

–Claro, eles estavam distantes e não conseguem lutar sem uma cabeça, além do mais, não são um problema se forem poucos. – afirmou Gajeel já se dirigindo ao carro ao encontro de seus companheiros.

Gray observou a loja de conveniências. A porta estava destrancada. Ele revistou o local com cautela por fora e entrou enquanto Erza vigiava os arredores.

–Não tem quase nada, um escritório, um banheiro, e o estoque está quase vazio, as estantes não estão muito melhores. –afirmou Gray, saindo do estabelecimento ao encontro de Erza.

Logo Lucy, Wendy e Levy entraram na loja e guardaram tudo que conseguiram em suas mochilas.

–Tem comida? –perguntou Lucy.

–Não muita, mas o bastante até a próxima parada.- afirmou Gray.

–Gray, tem um pouco de álcool e uma torneira lá fora, lava esse facão e as suas mãos. –ordenou Erza.

–Nossa hein, parece que temos um líder aqui. –zombou Gajeel fazendo a ruiva revirar os olhos.

–Você não entende? Se ele tiver um ferimento aberto o sangue pode infectá-lo.

–Tá. — bufou Gray, que, em seguida, saiu do estabelecimento.

–Erza-san, onde é o estoque? –perguntou Wendy.

–Naquela porta de madeira à direita. –respondeu apontando.

Wendy, Levy e Lucy seguiram para o local indicado e abriram a porta. Era uma sala pequena, com as paredes cobertas com estantes de ferro cinza e várias prateleiras, a maioria delas, vazias. As únicas que estavam preenchidas eram as duas últimas, elas tinham pacotes de biscoito de água e sal, latas de ervilha e milho em conserva, pacotes de frutas ressecadas e caixas de barras de cereais reviradas.

–Não é muita coisa, mas deve servir. –suspirou Lucy, cabisbaixa.

–Tem certeza que não tem nada lá fora? –indagou Wendy.

–Tenho. –respondeu a “bad girl”.

–Então peguem isso e vamos logo, não podemos perder tempo. –falou Erza, do lado de fora.

As meninas pegaram os itens e saíram da saleta. Encontrando Jellal sentado no chão, apoiado na parede e Juvia trocando o curativo de seu tórax. O corte estava começando a cicatrizar, mas de acordo com o rapaz, ainda doía um pouco.

Após a nadadora terminar o curativo de Jellal, o grupo se acomodou na picape prateada e seguiu viagem rumo ao Fairy Tail.

Notas finais
Espero que tenham gostado, infelizmente não tenho nem previsão de quando o próximo vai ser postado pois ainda nem comecei direito a escrevê-lo. Beijão
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.