The Way I Loved You

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Eu estava ouvindo a música "The Way I Loved You" da Taylor Swift e essa história me veio à mente.
Espero que gostem e, se lerem, comentem, tá?
Boa leitura! :3

Capítulo Único — The Way I Loved You

“Belle, você aceita se casar comigo?” Na frente de todos, Gaston estava pedindo minha mão em casamento. Olhando para os lados, percebi que os convidados todos sorriam tranquilamente, como se já ouvissem meu sim eminente. E bem, havia meu pai, que me olhava orgulhoso por eu estar finalmente “desencalhando”. Era como se lhe tirassem um fardo das costas, eu tenho certeza.

Olhei mais uma vez para Gaston ajoelhado à minha frente, sorrindo todo confiante e me oferecendo uma aliança incrustradas de pequenos diamantes.

Dizer sim à sua proposta era o correto a se fazer. Afinal, o que eu perderia com isso? Absolutamente nada. Gaston era extremamente gentil, cortês, e muito bom pra mim. Ele era, definitivamente, o cara perfeito. Aquele que toda mulher gostaria de ter. Enfim, sempre desconfiei que eu não era igual a todas mesmo.

É claro que boa parte do meu receio e minha rejeição ao Gaston não era sem motivos. Havia outro homem que povoava meus sonhos e meu coração. No entanto, um homem proibido para uma boa garota como eu. E isso era o que mais me doía.

“E aí, Belle? Não vai responder? Diz sim logo, amiga!” Uma de minhas amigas gritou com um certo tom de desprezo. Ela e todas as jovens da cidade sempre sonharam em ter algo com Gaston, no entanto, ele sempre só teve olhos para mim, infelizmente.

Ele é sensível e tão incrível

E todas as minhas amigas solteiras estão com inveja

Ele diz tudo o que eu preciso ouvir

E é como se eu não pudesse pedir por nada melhor.

Ele abre a porta e eu entro em seu carro

E ele diz "você está linda hoje à noite. "

E eu me sinto perfeitamente bem.

Eu e Gaston namorávamos há pouco tempo, pois para ser sincera, eu sempre o evitei. Eu sempre fora apaixonada por Rumplestiltskin, o Senhor das Trevas. No começo, a paixão era apenas platônica e eu tinha a consciência de que um homem como ele jamais se interessaria por uma jovem como eu. Porém, minhas esperanças foram renovadas quando o filho dele, Bae, apareceu em minha vida.

Era um dia comum e, como sempre, eu havia fugido do castelo de meu pai e ido até a praça da cidade ler em um de seus bancos. Não sabia explicar ao certo, mas aquele lugar, aquelas árvores, me traziam uma tranquilidade enorme. Quando eu estava bem entretida na leitura, um menino aparece ao meu lado, sentou-se junto a mim e graciosamente, com sua voz adorável de criança, me perguntou que livro eu estava lendo.

“É uma história de amor sobre uma jovem que se apaixona por um monstro.“ Lhe disse.

“Um monstro de verdade? Mas como alguém pode se apaixonar por uma pessoa má?” O pequeno menino parecia espantado.

“Ele não era mau realmente, era como uma máscara, entende? Para as pessoas o temerem e perderem a vontade de conhece-lo verdadeiramente.”

“Ah, então essa moça do livro conseguiu conhecer ele de verdade né?”

“Isso mesmo, rapazinho. Como é o seu nome? O meu é Belle.”

“Baelfire. Mas todos os meus amigos me chamam de Bae. Você quer ser minha amiga, né Bella?”

“Eu adoraria, pequeno Bae.”

Inesperadamente, o pequeno menino pulou em meu colo e me deu um abraço demorado. Ele parecia desesperado por atenção, por amor... Onde será que estaria sua mãe?

“Baelfire, pra casa agora. O que eu disse sobre socializar com qualquer um?”

Eu me levantei no mesmo instante. Nunca pensei que Rumplestiltskin pudesse ser tão grosseiro como estava sendo. Senti meu coração se quebrar. Eu estava decepcionada. Bem, paixões platônicas nunca condizem com a realidade mesmo, não é?

“Eu não sou qualquer um, Sr. Além do mais, o que pensa que está fazendo, se metendo na minha conversa com o garoto?” Ele me olhou bravo, como se não estivesse acreditando que alguém ousava falar com o tão temido Rumplestiltskin daquele jeito.

“Ele é meu filho, Srta. French. Então, se me der licença...”

Depois daquela conversa, ele simplesmente se foi, imponente como sempre. E eu fiquei lá, apenas o observando caminhar ao lado de seu adorável filho. Bae era tão apaixonante quanto o pai, claro que de maneira diferente, mas mesmo assim.... Eu não fazia ideia de que o Sr. Gold tinha um filho, quem diria?!

Após aquele dia, eu pensei que nunca mais veria nenhum dos dois. Porém, num dia que eu estava, outra vez, lendo na praça da cidade, Bae chegou até mim e como da outra vez, me abraçou forte e demoradamente. Eu o enchi de beijos e só me dei conta de que o Sr. Gold estava ao meu lado quando Bae saiu correndo para brincar nos brinquedos para crianças que haviam na mesma praça.

“Olá, Srta. French. Acho que te devo desculpas pelo modo como a tratei alguns dias atrás.” Sorri.

“Então quer dizer que o Senhor das Trevas pede desculpas, é? Essa é novidade.”

Todos na cidade o chamavam de Senhor das Trevas, pois diziam que ele controlava tudo e todos na cidade, até mais que o rei. Se as pessoas não lhe davam o que deviam, ele as destruía, trazia a escuridão para a vida delas. Por isso, o apelido. Até que caía bem, não é?

“Não peço. Mas às vezes sou obrigado a abrir uma exceção por conta do meu filho. Ele gosta muito de você, de fato.”

“Seu filho é adorável, Sr. Gold.” Pela primeira vez na vida, eu o observei dar um sorriso verdadeiro, realmente orgulhoso de seu filho. E aquilo derreteu meu coração.

Não importava o que as pessoas diziam, um homem com um sorriso tão amoroso quanto aquele não poderia ser tão mal.

“Então, Srta. French, o que faz aqui nessa praça quase todos os dias? Seu pai não é o mais rico do reino, mas tenho certeza que sua casa não é tão desconfortável.” Ele mudou de assunto rapidamente, mas não consegui me importar. Só de ele estar mantendo uma conversa comigo já era algo formidável.

“Minha casa é perfeitamente confortável, realmente. Mas sinto falta do ar livre que as árvores daqui proporcionam. Meu pai não gosta que eu saia, mas eu não posso evitar.”

“Ele te prende muito.” Não foi uma pergunta, e sim uma afirmação. Acenei em concordância. “Mas por quê? Todas as outras moças da cidade saem pela cidade procurando um bom marido e os pais até fazem gosto. Por que o seu é diferente?” Eu ri. Bem, se eu saísse de casa com este propósito, tenho certeza que ele não me proibiria.

“Se eu saísse de casa para procurar um marido ele não me impediria. Ele não gosta porque sabe que eu venho ao parque ler. Segundo eles, mulheres que leem não passam uma boa impressão, além de ser uma perda de tempo absoluta.” Fiz uma careta. Meu pai era tao ignorante na maioria das vezes. Aliás, quase todos naquela cidade eram.

“Não vejo como adquirir conhecimento pode ser uma perda absoluta de tempo, querida. Não ouça o que o seu pai diz.”

Querida. Ele me chamou de querida. Meu coração quase pulou do peito ao ouvir a carinhosa palavra. Eu estava nas nuvens. Eu estava apaixonada.

(...)

Os dias passavam cada vez mais depressa enquanto eu conhecia mais de Rumplestiltskin. Todos os dias eu fugia de casa para a praça da cidade e todos os dias encontrava ele e o filho lá, já me esperando. Bae sempre me dava um abraço e ia brincar, e o Sr. Gold sentava-se ao meu lado e conversávamos por horas a fio. Conversar com ele era a melhor coisa do mundo, tanto que, naquelas horas tão especiais, o livro que eu tinha em mãos era totalmente esquecido.

Num desses dias, enquanto estávamos conversando amenidades, ele sutilmente segurou minha mão na sua. Eu corei com o ato, mas fingi não achar nada demais, apesar de estar morrendo de felicidade por dentro.

E numa tarde meio nublada e incomum em nossa cidade, enquanto conversávamos, Gaston, meu pretendente desde aquela época apareceu. Ele agiu como se tivéssemos alguma coisa e disse que uma mulher como eu não deveria estar na rua sozinha àquela hora. Eu o mandei embora e, depois de muita insistência, ele finalmente o fez.

Quando ele saiu e a chuva começou a cair rapidamente, antes de chamar Bae para irmos embora dali, Rumplestiltskin me puxou e me beijou rudemente, como se quisesse dizer que eu era dele e de mais ninguém. Eu me entreguei a sensação desconhecida e o deixei me beijar em pleno parque, com a chuva caindo sobre nós, com todos da cidade podendo observar. Nada mais me deixava temerosa, pois eu o queria tanto que nada mais fazia sentido.

Eu sinto falta de gritar e brigar e dos beijos na chuva
E às duas da manhã e eu xingando seu nome
Você estava tão apaixonado que agia insanamente
E esse é o jeito que eu te amei
Arrasando e desfazendo,
É o friozinho na barriga como o de uma montanha russa
Eu nunca imaginei que eu pudesse sentir tudo isso
E esse é o jeito que eu te amei

(...)

“Belle? Meus joelhos estão doendo aqui, amor. Aceita se casar comigo, não é?” A voz de Gaston me tirou das lembranças e me trouxe ao presente. Lágrimas vieram imediatamente aos meus olhos, lembrando do homem que amei e perdi. Eu não podia, simplesmente não podia aceitar me casar com alguém como Gaston.

Ele respeita o meu espaço
E nunca me faz esperar
E me liga exatamente quando ele disse que vai
Ele é próximo da minha mãe,
Conversa sobre negócios com meu pai
Ele é charmoso e encantador
E eu estou confortável

Gaston era realmente tudo de bom que alguma mulher poderia querer, mas não quando se está apaixonada por outro. Eu amava Rumplestiltskin. Por mais que ele fosse impulsivo e cruel com a maioria da cidade, eu havia o conhecido verdadeiramente, como a moça do livro que eu contei a Bae.

Rumplestiltskin era o desconhecido. A emoção para mim. Tudo perto dele, com ele virava uma aventura sem fim. Eu me sentia eufórica, como se tudo no mundo valesse a pena. Como se tudo fosse excepcionalmente perfeito!

Infelizmente, por um erro, eu o deixei ir. Obviamente, meu pai descobriu sobre nós dois. Ele odiava Rumple. Vivia o chamando de tirano o quanto podia. Bem, ele não estava de todo errado, mas ele era bom pra mim e eu o amava com loucura. Infelizmente, meu pai me chantageou e eu caí. Fiquei com medo de perder meu pai quando ele disse que se eu ficasse com um monstro, eu nunca mais seria a filha dele.

Agora vejo a burrada que fiz. Se meu pai me amasse realmente, mais cedo ou mais tarde ele iria entender ou aceitar, pelo menos, a minha escolha. Não se podia mandar no coração. Por mais que Gaston fosse atencioso, ele não era o homem que eu amava. Nunca seria.

Ele não pode ver o sorriso que estou fingindo
E meu coração não está machucado,
porque eu não estou sentindo mais nada
E você era indomável e louco,
Tão frustrantemente, intoxicante
Complicado, o perdi por algum erro

E agora?

“Eu não posso me casar com você Gaston, pois eu amo Rumplestiltskin. Desculpe.” Todos os que estavam em minha festa de noivado me olhavam espantados. Na verdade, a maioria ali sabia do meu envolvimento com o Sr. Gold e meus sentimentos por ele, mas ninguém ousaria falar alguma coisa. Era uma hipocrisia, como se não falar sobre fizesse a história desaparecer.

“Se o senhor me ama, um dia aceitará minha escolha. Me prender com alguém que não sinto nada só me faria sofrer.” Sem esperar resposta de meu pai, apenas corri daquela sala, daquela casa. Eu precisava urgentemente ir até a casa de Rumple e Bae e pedir mil desculpas aos dois. Eles eram a minha felicidade, nada mais. Nunca deveria ter cogitado a possibilidade de abandoná-los.

Arrependimento era tudo o que eu sentia quando lembrava de nossa despedida:

“Eu não posso mais ficar com você, Rumple. É errado.” Ele soltou uma risada encantadora, enquanto eu me perguntava como ele poderia rir de algo que me faria chorar por horas a fio.

“Sempre foi errado, minha querida. Mas isso nunca nos impediu, não é mesmo? Eu sou um monstro mesmo, como a história que você contou para Bae. Mas eu tenho duas partes boas em mim. Você e meu filho. Eu pensei que nunca mais sentiria isso por uma mulher, mas eu amo você com loucura. Mais do que já amei qualquer uma.”

“Eu te amo muito. E amo demais o seu filho também, Rumple. Mas meu pai, ele nunca me perdoaria.” As lágrimas que eu tanto evitei já escorriam por meu rosto violentamente.

“Lembra-se quando eu disse para não dar ouvidos ao que seu pai dizia? Eu falava sério, não apenas sobre os livros. Ele te controla demais, Belle. Que tipo de amor é esse que não liberta? Eu quero você aqui, comigo. Não vá embora, por favor.”

“Eu preciso.” Tirei minhas mãos das suas com muito custo e me levantei. Eu precisava ser forte naquele momento.

“Então não volte nunca mais, Srta. French. Eu não dou segundas chances.” Rumplestiltskin fechou a cara e me acompanhou até a porta completamente sério, sem nem ao menos me deixar despedir-me de Bae. Agora eu entendia mais do que nunca porque as pessoas tinham medo do terrível Senhor das Trevas.

(...)

Será que ele me perdoaria? Eu esperava que sim. Ele disse que não dava segundas chances, porém ele também dissera que não pedia desculpas, mas abrira uma exceção por conta de Bae. Ele poderia abrir outra exceção para mim?

Bati à sua porta nervosamente. Deus, que ele não me mande embora, por favor!

“Belle, o que faz aqui? Papai disse que você não gostava mais de nós e não ia voltar.” Os olhos de Bae se encheram de lágrimas e meu coração se partiu mais ainda ao ver que eu era a culpada daquilo. Eu tinha feito minha pobre criança chorar, droga.

“A Belle ama vocês dois, Bae. E nunca vou abandonar vocês mais, me desculpa.” Eu o peguei no colo e sussurrei em seu ouvido, tentando acalmá-lo. Bae colocou seus bracinhos ao redor de meu pescoço e me abraçou forte.

“Então você vai poder ser a minha mamãe, Bella?” Mamãe. Eu não esperava por aquilo, por mais que meu coração o amasse como um verdadeiro filho. Rumple havia me contado que a mãe de Bae tinha ido embora com outro e que o filho sentia muito a sua falta, por isso nunca pensei que ele iria me colocar numa posição tão importante.

“Sempre, meu amor. Sempre.”

“O que você faz aqui? Pensei que tinha sido bastante claro sobre não dar segundas chances, Srta. French.”

Bae desceu de meu colo e logo sumiu de vista, nos dando espaço. Acho que ele não queria presenciar o pai sendo rude comigo, mas tudo bem, eu merecia daquela vez.

“Mas eu te amo e sei que você sente o mesmo por mim, Rumple. Eu pensei que poderia ser feliz ao lado de Gaston, mas é impossível. Ele é o sonho de qualquer garota, mas não o meu. Meu sonho e a minha realidade é você. Por favor, não me expulse. Eu errei mas voltei pra você e pro Bae. Vocês são a minha família, perdoe-me por ter percebido isso só agora.”

“Eu nunca perdoo ninguém, Belle. Nem dou segundas chances.”

“Eu sei. Mas pra mim você abre exceções desde sempre, não é?” Sem deixa-lo falar, me aproximei dele e enlacei seu pescoço.

Inconscientemente, nossas bocas se procuraram num desespero mútuo e urgente. Assim que se encontraram, nosso beijo começou urgente e saudoso. Foi como se nossa antiga bolha voltasse e só existisse nós dois, foi como se minha felicidade estivesse completa mais uma vez. Tudo era perfeito quando eu tinha Rumple me segurando firme colada à seu corpo e sua boca na minha, me provando e me deixando mais louca por ele do que nunca.

Aquilo ali, nós dois e também Bae, era o quadro perfeito da perfeição. Era isso que eu queria, não um casamento forçado. Eu queria amor. Queria a minha família perfeita em suas imperfeições.

E claro, diferente da história que li e contei para Bae, a nossa não teria um final feliz, pois nunca acabaria. Nossa felicidade seria eterna, porque nosso amor também era para todo o sempre.

FIM

Notas finais
E aí, o que acharam?
Mereço reviews? Hahaha
Beijos e bom final de semana! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!