The Watchers

1 S01E01 - Piloto


Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Esse é o primeiro capítulo da minha nova fanfic, baseada nos maiores clássicos de ficção científica: Doctor Who, Star Wars, e alguns quadrinhos da Marvel e DC. Essa é a minha segunda fanfic que será contínua, depois de "Capitã Marvel: Thunder", que é habituada no Universo Marvel. Por mais que Watchers seja focada na Lizzie, cada capítulo terá um dos cinco personagens principais como narrador. Beijos, e aproveite a leitura!

O barulho do despertador ecoa por todo o meu quarto, enquanto ouço minha mãe gritando:

— Lizzie! Já é seis e meia!

Faço uma careta, enquanto esfrego minhas mãos em meus olhos. Com certo esforço, me levanto da cama, posicionando ambas mãos no colchão, e bocejando. Vou até meu guarda roupa e abro-o rapidamente, ainda esfregando os palmos em meus globos oculares.

Procuro uma camiseta com uma estampa florida e um jeans rasgado no joelho. Visto minha roupa rapidamente, e calço uma bota de cano baixo com um pequeno salto na sua extremidade inferior.

Após me arrumar, me dirijo até o banheiro que estava no final do corredor do segundo andar. Ao tentar virar a maçaneta, apenas ouço o som da fechadura trancando a porta. Merda.

— Joe! Sai daí! Eu tô atrasada! — exclamo, dando várias batidas repetitivas na porta.

Joe é meu irmão mais novo. Ele é baixinho, com um cabelo castanho um pouco desbotado, e olhos escuros. Sua pele, assim como a minha, é clara e sensível. Para ser sincera, ele é igual à mim, só que com um cabelo curto. Eu, por outro lado, tenho um cabelo maior e mais ondulado, e sou uns dez centímetros mais alta.

Após um tempo batendo na porta, não obtenho nenhuma resposta ainda. Continuo batendo mais forte, até que Joe sai do banheiro, com uma cara feia.

— Você fica no banheiro um século, e eu não posso ficar nem mesmo…

Antes mesmo que ele concluísse a frase, apenas empurro-o para o lado, entro no banheiro, e tranco a porta. Pego minha escova que estava num recipiente circular amarelo e preencho suas cerdas com uma pasta azul clara. O gosto era semelhante à menta, mas também continha traços de hortelã.

Depois de escovar meus dentes, lavo meu rosto rapidamente, e aplico uma pequena quantidade de creme para pentear no meu cabelo. Faço um rabo de cavalo simples, e desço as escadas até a cozinha, onde minha mãe, meu pai e meu irmão estavam reunidos.

Meu pai era muito mais alto que eu, minha mãe e meu irmão. Ele tem olhos severos, e dedos grossos de tanto escrever, e uma barriga — ligeiramente — grande. Ele também tem um pouco e cabelo nos cantos de sua cabeça, e um bigode que ocupa grande parte de seu maxilar. Ele administra uma marcenaria, e trabalha até tarde. Mas ele é um babaca. Já traiu minha mãe diversas vezes, e uma vez, inclusive, já chegou a bater nela.

Minha mãe não é muito alta nem muito baixa. Ela tem um rosto ligeiramente oval, e um cabelo castanho claro grande. Ela não é muito magra, mas também não é gorda, (ou “cheinha”, como meu irmão prefere dizer). Ela cuida da casa, dos filhos, e também trabalha numa imobiliária. Ela se dá muito bem no trabalho, e é a melhor no que faz.

— Dormiu bem? — questionou meu pai, abaixando o jornal que obstruia seu rosto segundos antes.

Reviro meus olhos e simplesmente digo que sim. Como uma porção pequena de waffles, e tomo um copo de suco de laranja. Me levanto da cadeira, dou um beijo em meu irmão e em minha mãe. Pego minha mochila que estava no sofá da sala, e vou até o jardim de minha casa.

Espero alguns minutos por Louis, e aproveito para ver algumas notificações em meu celular. Coloco o padrão de senha rapidamente, e aperto o ícone do Facebook. Hm. Aparentemente, a Claire do segundo ano começou a namorar um cara cinco anos mais velho que ela. Nada de novo.

Continuo “rolando” a tela do Facebook, até que vejo uma foto de Ezra. Ele havia atualizado sua foto de perfil. Hm. Ele até está bonitinho… Mas continua estranho.

Após alguns minutos esperando no lado de fora de casa, um carro velho (ou vintage, como Louis preferia dizer) se aproxima, e vejo um sorriso branco de um garoto ruivo, que estava sentado no banco de motorista. A porta se abre, e eu entro rapidamente no carro.

— Eaí Lizzie — diz o garoto, ainda com um sorriso estampado em sua face.

— Oi Louis — respondo, dando um pequeno abraço no rapaz.

Louis é meu melhor amigo desde que eu me conheço por gente. Nossas mães são super amigas. Há alguns anos, a mãe de Louis (ou Louie, como eu o chamo quando quero irritá-lo), Agatha, brigou com seu marido, e ele saiu de casa. Ela ficou devastada, e minha mãe a auxiliou muito, tanto emocionalmente quanto financeiramente. Tem até alguns boatos na escola que ela ficou doida, começou a fazer umas experiências estranhas e tudo mais…

Louis tem um cabelo bagunçado e ruivo, e sua barba está começando a crescer. Ele também tem uma pele pálida e clara, e seus olhos são de um tom castanho, se aproximando muito do âmbar. Quando nos conhecemos, há uns 10 anos, ele era todo magricela, mas atualmente, ele tem ido muito à academia, e está ficando muito bombado. “Tá saindo da jaula o monstro!”. Eu sempre soube que ele sentia algo por mim, mas eu não consigo vê-lo como um namorado, só como um amigo mesmo.

Ao entrar no carro, ele liga o rádio, e começa a dirigir em direção à escola. Uma música folk começa a ecoar pelas pequenas caixas de som que estavam no carro, criando uma atmosfera extremamente confortável e acolhedora.

Estávamos quase na porta da escola,

— Você terminou o nosso trabalho de química? — questiono, enquanto vejo meu feed do Twitter.

— Que trabalho de química? — pergunta ele, agora fazendo uma careta e virando seu rosto para meu lado.

Ao virar seu rosto em minha direção, ele deixa de prestar atenção na rua, e nesse momento, um garoto simplesmente aparece em nossa frente, com um capuz preto. Antes que ele fosse atingido, grito:

— Louis, cuidado!

O ruivo aperta o freio com seu pé, e quase atropelamos o garoto. Louis faz uma cara de desespero, e o garoto-que-quase-morreu-atropelado tira seu capuz, revelando seu rosto.

Era Ezra.

Sim, o Ezra.

Ele simplesmente olha para mim e continua andando, enquanto eu apenas penso como é que ele consegue ser tão estranho assim.

— Eu ainda acho que ele vai fazer um Massacre de Columbine 2.0… — sussurra Louis, em minha direção, agora indo em direção ao estacionamento do colégio.

— Me lembra amanhã de nunca mais andar de carro com você. Eu tenho amor pela minha vida — digo, com um tom sarcástico e com um sorriso em meu rosto.

Ele solta uma pequena risada, enquanto estaciona seu carro numa vaga ao lado da sala de química do Sr. Johnson.

— Ai caralho… Você não terminou o trabalho de química? — questiono, saindo do carro e arrumando minha mala nas minhas costas, e encaixando meu celular em meu bolso.

Nope — responde ele, indo em direção às portas do colégio.

— Eu vou ficar de recuperação de novo nessa bosta… — reclamo, entrando no colégio.

Você provavelmente já assistiu Meninas Malvadas. Todo mundo já assistiu Meninas Malvadas, né? Minha escola, por mais clichê que seja, é igualzinha. Tem a gangue das branquelas ricas, composta pela Taylor, Tyra e Lily. Alguns diriam que o cabelo de Taylor está no seguro por dez mil dólares, mas eu prefiro dizer que ela é idiota mesmo. A Tyra e a Lily são os zangões dela. Na verdade, eu tenho um pouco de dó da Lily. Btw, também tem as facções dos nerds-jogadores-de-RPG e a dos atletas gostosões. Eu e Louis não nos encaixamos em nenhum desses grupos. Na verdade, nós somos um grupo, o Lizzie-Louie. Nós fazemos tudo juntos. Tipo, tudo mesmo…

O corredor do colégio tem um piso bege, e tem armários nas duas paredes, que são revestidas de um azulejo azul claro. Os armários eram amarelos e vermelhos, e tinham pequenos cadeados em um de seus lados.

“Atenção todos alunos! Não se esqueçam de fazer a inscrição para o coral. As inscrições para líderes de torcida também estão abertas!” anunciava a diretora nos auto-falantes. Louis ia à caminho da sala de Biologia, enquanto eu me dirigia para a sala de Física 2. No caminho da sala, me encontro com Alek. Alek. O Alek.

Ele era alto e musculoso, tinha um cabelo sedoso e uma pele pálida, e um piercing no septo. Ele era simplesmente a personificação de tumblr boy sexy. Talvez eu gostasse dele? Talvez…

— O-oi… — digo baixo em sua direção.

Ele me ignora totalmente, entra na sala e se senta sozinho numa carteira da sala. Hm.

Jogo minha mala numa das carteiras da segunda fileira, e enquanto o professor não entra na sala, fico mexendo em meu celular.

Alguns segundos depois, o professor entra na sala. Ele era velho, tinha ascendência indiana (o que era engraçado, já que além de ser indiano, ele morava em Indianápolis, no estado de Indiana…), e usava uma camiseta branca estranha. Ele joga sua bolsa-de-carteiro em cima de sua mesa, e exclama:

— Abram seus livros na página 394… Oh, senhor Edwards, chegou atrasado mais uma vez?

Ezra entra na sala cabisbaixo, e senta no fundo da sala. Durante o percurso, ele é atingido por várias bolas de papel. Bom, não havia nada que eu podia fazer. Na verdade, isso nem é problema meu.

***

Eu tava totalmente acabada depois de ficar duas horas e meia com minha bunda sentada numa cadeira ouvindo sobre termologia, ondas, e eletrostática. Nem sei por quê eu escolhi fazer física. Eu deveria ter escolhido literatura, ou qualquer coisa mais simples.

Ao acabar a aula, me levanto da cadeira rapidamente, pegando meus livros e caminhando para o refeitório. No meio do corredor, encontro Louis, que também estava com cara de cansado.

— Como foi a aula de biologia, sabichão?

— Pior do que eu imaginava… Acho que vou tomar bomba nesse semestre — responde, ajeitando suas madeixas ruivas que caiam em sua testa.

Louis é ótimo em biologia, física, química, literatura, história, geografia, matemática, e todas as outras matérias que existem. Ele só dizia que ia mal para me consolar. Na verdade, eu até tenho uma pequena inveja das notas dele. Mas fazer o que, não é culpa minha se não nasci com um QI acima de 1000.

Vamos em direção ao refeitório, e entramos na fila do almoço. Posiciono um prato de porcelana branco em cima de uma bandeja bege de plástico surrada, e pego um pouco de salada, lasanha e batata frita. Foda-se a minha saúde.

Me sento com Louis em uma mesa na extremidade do refeitório, e ficamos conversando sobre como o professor de Física era estranho e parecia ter ataques de nervos, até que o trio calafrio (sim mesmo, as branquelas ricas que parecem as Meninas Malvadas) fica parado em nossa frente. Parecia que elas estavam esperando algo.

— Você é o Louis, né? — pergunta Taylor, ajeitando seu cabelo loiro, formando um falso sorriso em seu rosto e segurando sua bolsa.

— Sim, sou — respondeu Louis, dando um gole em seu refrigerante.

— Fiquei sabendo que você vai dar uma festa em sua casa hoje a noite...

— Sim, e? — diz o garoto, agora voltando sua atenção para a garota loira.

Uau. Louis ia dar uma festa, e ele nem mesmo tinha me falado. Muito que bem. Olho por olho, dente por dente, capiche?

— Vocês estão convidadas, caso queiram saber — respondo, com faíscas nos meus olhos, agora voltando meu olhar para Louis, que começou a me fuzilar com seus olhos âmbares.

— Ah que ótimo… Começa às 19h?

— Vocês podem chegar quando quiserem, gatas — digo, agora dando um pequeno arroto, fazendo com que uma careta surgisse no rosto de Taylor. Ela simplesmente segue seu caminho, acompanhada de seus dois zangões, Lily e Tyra.

— É… Pelo o que parece, a Taylor tá caidinha por você cara — exclamo, dando uma risada, enquanto ele me fuzila novamente com seus olhos.

— Por que você as convidou? — questionou o rapaz.

— Por que você não me falou que ia dar uma festa? — respondo, com outro pergunta.

Ele simplesmente se levanta da cadeira e leva sua bandeja até o balcão. Ele estava bravo comigo. Mas eu não ligava.

— Até 19 horas, otário! — grito em sua direção, enquanto ele mostra seu dedo do meio para mim.

Dou uma pequena risada, e fico rindo sozinha por um tempo, até que percebo que estava na hora da aula de Geografia. Droga.

***

Tava todo mundo falando que a festa do Louis ia ser uma festa de arromba. E sendo assim, eu precisava estar no mínimo maravilhosa para chamar a atenção de Alek.

Após chegar em casa, me dirijo até o banheiro. Tiro minhas roupas e entro de baixo do chuveiro. A água quente entrava em contato com minha pele fria, causando uma sensação curiosa — e gostosa ao mesmo tempo. Lavo meu cabelo delicadamente, massageando meu couro cabeludo e até mesmo as pontas danificadas. Esfrego minhas costas, minha virilha, e tudo que eu conseguia tocar com uma esponja cheia de sabonete. Após concluir todos os processos, desligo o chuveiro e seco meu corpo rapidamente.

Pego uma pequena fita com cera de depilação na gaveta da pia, e… Bom… Eu acho que você não vai querer saber o que eu tirei. Só vou dizer que os animais da Amazônia ficaram sem habitat.

Me dirijo até meu quarto, enrolada numa toalha, e tranco a porta. Ao entrar no meu quarto, jogo a toalha no canto de minha cama, ficando totalmente nua. Abro minha gaveta de roupas íntimas, e visto um sutiã rosa e uma calcinha azul clara. Observo várias camisetas no cabide, mas escolho um vestido preto curto, com um pequeno decote. Coloco a mesma bota de cano baixo que eu havia usado para ir ao colégio.

Caminho calmamente até a minha penteadeira velha no canto do meu quarto, e penteio meu cabelo úmido, e depois seco-o com um retalho de pano. Faço novamente um rabo de cavalo.

Espirro um pouco de perfume em minha clavícula, e coloco um par de brincos prateados pequenos em minhas orelhas. Abro minha paleta de sombras, e pinto minhas pálpebras de roxo claro, beirando o lilás (se bem que lilás é roxo claro… Whatever…). Contorno meus lábios com um lápis escuro, e preencho-os com um batom vermelho. Coloco uma pulseira em meu pulso esquerdo, visto uma jaqueta preta para cobrir meus ombros e encaixo a alça de uma bolsa pequena em meu ombro.

Desço as escadas sutilmente, tentando não chamar a atenção de minha mãe, e muito menos de meu pai.

Ao chegar na sala de estar para sair pela porta, apenas ouço um pequeno barulho atrás de mim. Me viro, e dou de cara com meu pai tomando uma xícara de café numa poltrona.

— Elizabeth, para onde você vai? — questionou, arqueando suas sobrancelhas.

— E desde quando você se interessa? — respondo, revirando meus olhos e destrancando a porta.

— Não ouse sair dessa porta, garota…

— E o que você vai fazer? Vai me bater igual fez com a mamãe? Vai se foder — exclamo, pegando a chave da picape que estava em cima de um criado-mudo e batendo a porta com força.

Abro a porta da picape velha de meu pai, e ligo a ignição. Quando dou partida no carro, meu pai sai de casa, e conforme vou me afastando de casa, ouço seus gritos. Coloco minha mão para fora da janela da picape e lhe mostro meu dedo do meio.

Ligo o rádio da picape conforme vou dirigindo, e uma música estranha (provavelmente rock pesado ou qualquer coisa do tipo) começa a ecoar na picape. Desligo o rádio, e reviro meus olhos. Em poucos minutos, chego em frente à casa de Louis.

A casa era grande, com dois andares, mas não dava para vê-la muito bem por causa da multidão que estava no jardim e dentro dela, sem contar pelos milhares de rolos de papel higiênico que atravessavam o telhado.

Estaciono a picape atrás de uma fileira de outros carros. Saio do automóvel, pisando na calçada fria, e observando o pandemônio que estava o local.

Atravesso o jardim rapidamente, pisoteando um monte de camisinhas usadas, copos sujos, guardanapos usados e vestígios de vômitos, até chegar à porta da casa de Louis. Entro rapidamente, e ouço uma música tocando por toda a casa. Numa extremidade da casa, estavam os atletas gostosões, na outra estavam as Meninas Malvadas, e os outros grupos estranhos do colégio estavam espalhados por todo lugar.

Tento procurar Louis com meus olhos, mas não o acho. Me sento num sofá, ao lado de um casal que estava praticamente se engolindo ali mesmo. Desbloqueio meu celular e começo a fuçar no Twitter, procurando alguma coisa para ler.

Após alguns minutos forever alone no canto da festa, finalmente vejo Louis. Ele estava beijando uma garota do primeiro ano. Eu não deveria sentir ciúmes, né? Mas eu estou. E isso é estranho. Eu já tinha me conformado que não sentia nada por ele, mas vendo essa cena agora, parece que alguma coisa mudou… Sei lá, talvez eu seja uma sociopata-manipuladora que gosta de ser egoísta com seus melhores amigos.

Pego uma garrafa de cerveja e procuro um lugar mais calmo para descansar. Acho uma porta semiaberta, e entro no local, descendo algumas degraus.

Bom, era o porão da casa de Louis. Além de mim, mais quatro pessoas estavam no local. Lily, uma das escravas da Taylor, Max, um garoto da minha aula de Física Quântica, uma pessoa encapuzada, e.. o Alek. O Alek. Fico meio sem graça ao vê-lo, mas ele sorri em minha direção.

Ai. Meu. Deus. O Alek sorriu. Pra mim. O Alek sorriu para mim!

Fico sem saber o que fazer, e simplesmente sento ao seu lado no porão, enquanto observo algo no canto do ambiente brilhando.

— Você é a Elizabeth né? — pergunta Alek, ajeitando seu cabelo louro.

— Sim… — respondo meio sem jeito, ajeitando minha jaqueta e dando um gole na minha cerveja — Nós fazemos uma aula juntos.

— Sim, eu já te vi. O que você tá achando da festa?

— Meio bosta… Nada fora de normal dos padrões da minha vida… — dou uma pequena risada, tomando mais um gole de cerveja. Eu estava REALMENTE nervosa. Não sabia o que tava fazendo nem falando. Continuo bebendo, até que viro a garrafa por completo.

— Você vai ficar bêbada…

— O que é aquilo ali no canto? — questiono, agora me levantando do chão e caminhando em direção ao aparelho que brilhava e estava coberto por um pano.

— Não sei. Você nunca ouviu os boatos na escola que a mãe do Louis era uma doida que fazia experiências? — exclamou Alek, enquanto as outras três pessoas da sala começaram a prestar atenção na conversa.

O garoto que estava com capuz no canto da sala, um pouco próximo de Lily e Max, era Ezra. Consegui observar seu rosto através de um feixe de luz da lâmpada que estava no topo do cômodo. O que ele tava fazendo ali? Eu ganhei um stalker agora?

Ignoro a presença do garoto, e deixo de ouvir o que Alek continuava falando. Me aproximo mais ainda do objeto luminoso, e puxo o pano de cima dele.

Era realmente um objeto extremamente estranho. Ele tinha alguns tubos azúis em suas extremidades, e dava para ver pequenos raios passando neles. Tinham vários botões em seu topo, e um deles era vermelho.

— Eu acho melhor você não mexer nisso… — disse Ezra, se remexendo em seu lugar.

— Cala a boca, estranho — exclamou Max.

Max era um garoto esguio, negro, com um cabelo encaracolado. Ele também era fofinho, mas não parecia ser alguém muito sociável. Tinham boatos na escola que ele já tentou cometer suicídio…

— Calem vocês dois a boca, idiotas — falou Lily, tirando seu cabelo castanho de sua testa.

Lily também era esguia e negra, mas seu cabelo era mais volumoso. Ela estava usando um vestido rosa todo manchado. Provavelmente ela já havia vomitado em si mesma, ou alguém vomitou nela.

Continuo avançado em direção ao pequeno objeto luminoso, e aperto o botão vermelho que estava em seu topo.

Em poucos segundos, apenas ouço um barulho semelhante ao de um relógio, e logo depois, observo um clarão, e sinto meu corpo sendo jogado para trás.

CONTINUA...

Notas finais
Não deixem de comentar, favoritar, e recomendar a história, ajuda muito! Ah, e eu pretendo escrever uma temporada completa (13 episódios) caso tudo der certo, mas não tenho uma periodicidade especifica de lançamento de episódios. Até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.