The War Of Factions
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Comentem sobre o que acharam do nome da fic, da capa, que comecei a dar no es para os capítulos e do capítulo abaixo também kkkk' amo vcs que estão comigo desde a primeira temporada, vcs são fodas. Agradeço a todos que fizeram desde comentários até recomendações, todos vocês merecem um beijo do Tobias, Uriah e Zeke kkkk' espero que gostem da continuação que está cheia de segredos da 1ª temp q serão revelados a partir de agora!
Falei demais, até o próximo capítulo! Bjs
P.s.: terá p.o.v.'s nessa entao segurem os feels kkkk'
Sam's P.O.V.
Estava quase cochilando quando ouço Tobias acordando Tris e ela acorda ofegante e assustada, como se tivesse um pesadelo tenebroso.
— Tris, vamos — diz Tobias para ela. — Precisamos pular.
Eu me levanto e estico minhas pernas para evitar lesões na hora da queda. Já está escuro e a cerca é mais longe da cidade ao que parece.
Todos saltamos um de cada vez e quando caio, sinto pontadas nas têmporas e me sinto numa ressaca. Bati a cabeça umas quatro vezes no ataque e agora ela dói, mas pelo menos não tomei um tiro no ombro, como Tris que está quase se contorcendo de dor pelo impacto.
— Você está bem? — ela pergunta ao garoto que não sei o nome e que está ajoelhado no chão, esfregando o joelho ralado. Ele funga e percebo que está a beira de um choro. Tris assente e vira para o lado, evitando olhá-lo.
— Você precisa cuidar disso. — eu digo me referindo ao seu ombro. — E aliás, quem é esse garoto erudito? — eu pergunto sussurrando mas parece que ele ouve.
— Meu irmão. — ela diz num meio sorriso, mas há melancolia em tal. — Caleb, Sam, Sam, Caleb.
Ajudo-o a levantar e apertamos as mãos.
— Deveria haver guardas da Audácia aqui. — diz Marcus. — Onde eles estão?
— Provavelmente estavam sob o efeito da simulação — diz Tobias. — E agora estão... Sabe-se lá onde, fazendo sabe-se lá o quê.
Me calo por um instante. Mesmo quem sobreviveu da Abnegação e os eruditos que não concordam com o que Jeanine faz, o que podem fazer agora? Para onde irão? Ainda estão sob uma ameaça... Diríamos, química? Psicológica? Pressão do governo?
Tobias se aproxima de uma caixa de metal grudada à parede e abre, mostrando um teclado. Começa a digitar códigos.
— Espero que a Erudição não tenha pensado em trocar a senha.
Quando termina, a tranca do portão se abre e nós entramos. Ou saímos. Não sei ao certo.
— Como você sabia a senha? — pergunta Caleb, impressionado.
— Trabalhei na sala de controle da Audácia por muito tempo, monitorando o sistema de segurança. Eles só mudam a senha duas vezes por ano.
— Sorte a nossa. — diz Caleb, ele hesita em encarar Tobias. Parece apavorado com os acontecimentos.
— Não tem nada a ver com sorte. — diz Tobias. — Eu só trabalhava lá porque queria ter certeza de que conseguiria fugir um dia.
Fugir? A palavra me dá certa confusão. Para onde Tobias fugiria? Para fora da cerca? Como ele pretendia fazer isto? Acha que é fácil? Já li em vários livros da Erudição que sempre diziam a mesma frase no final dos contos "quem vive em Chicago, não sai de Chicago. E quem tenta sair, não volta". Deu medo mas acreditei, afinal foram tantos livros, autores diferentes e mesmo assim todos sabiam de tudo isso e concordavam na teoria.
Todos caminhamos em silêncio, ouvindo apenas o baixo barulho do choque entre nossos passos e o barro com pedrinhas sob nós. Cada um com seus pensamentos sobre em que tudo isso vai dar.
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Após tanto tempo andando, avistamos pontinhos de luzes brancas e caminhando mais e mais, vemos a grande estufa, que é como o Fosso da Audácia, mas na Amizade. Atravessamos um pomar que cheira cítrico — jura? — e flores de variados cheiros, consigo sentir meu cheiro favorito neste mundo; dama-da-noite. É uma flor com um cheiro forte e doce, eu amo.
— Sei para onde devemos ir. — diz Marcus, agora nos guiando.
Eu mal olho para onde estamos indo, só absorvo tudo aquilo em minha mente. Lembro-me de quando fiz uma excursão do colégio e vim para estudar os tipos de plantas, árvores, flores e os animais que contribuíam com seu crescimento e desenvolvimento. Cameron estava comigo e eu tinha 10 anos. Estávamos andando com o grupo e então senti um cheiro estonteante, o segui. Pouco tempo depois eu achei a flor, mas desencontrei do grupo. Eu chorava e chorava até que Cameron me achou e parei de chorar, o abraçando.
— Onde você se meteu? — ele perguntava confuso.
— Eu senti o cheiro dessa flor e vim pegá-la.
— Dama-da-noite? — ele disse confuso. — Este cheiro é realmente o melhor. Te perdoo.
Eu ri e nós voltamos para o grupo e mesmo meu conhecimento prático de odores de plantas não ser avançado, este cheiro me dá lembranças que me acalmam e faz eu esquecer-me do todo o caos que estou passando. Momentaneamente.
Chegamos a um edifício feito de madeira escura e áspera, assim como todos aqui, e Marcus abre a porta sem qualquer dificuldade. Que segurança. Os costumes da Amizade, em primeiro lugar, é confiar uns nos outros na intenção de assim mostrar-se respeitável, amável e pacífico. Portanto deixar as casas sem trancas é um sinal de paz. Não entendo muito esta teoria mas é isso que aprendi.
O prédio é escuro, vazio e o único silencioso que passamos até agora, e olha que se trata da Amizade.
Marcus toca em uma porta e alguém permite nossa entrada gritando um "Entre!". Me deparo com Johanna Reyes, representante da Amizade. Ela tem um conhecimento faculto dos costumes de outras facções, assim como eu. Mas diferente da maioria dos que têm aptidão para Amizade, ela não é louca e solta, e sim, filósofa. Sabe raciocinar e aconselhar, por isso é a representante. Adoro esse jeito dela por quê me identifico um pouco. Outra coisa que marca sua aparência é sua grande cicatriz no rosto, que vai da sobrancelha direita até o lábio. Ela esconde esta cicatriz com o cabelo, mas fica com uma expressão valente verdadeira não cobrindo-a.
— Graças a Deus! — exclama Marcus ao vê-la.
Ele caminha até ela de braços abertos na intenção de abraçá-la mas em vez de ela fazer isso, toca seus ombros interrompendo-o. Ah, claro, a Abnegação não usa contatos físicos desnecessários ou fúteis.
— Os outros membros do seu grupo chegaram há algumas horas, mas não sabiam ao certo se vocês haviam sobrevivido — ela diz simplesmente, engolindo em seco. Reviro os olhos quando Marcus se ajeita, patético.
Ela se refere ao grupo da Abnegação, eles escaparam. Um suspiro aliviado sai da minha boca e Tris relaxa os músculos que estavam tensos.
— Nossa. — diz Johanna olhando para cada um de nós mas parando em Peter com o braço encharcado de sangue. Ele tomou um tiro no braço? — Vou chamar um médico. Posso permitir que vocês passem a noite aqui, mas amanhã nossa comunidade terá que tomar uma decisão em conjunto. E... — ela olha para mim, Tris e Tobias. — ...eles não ficarão muito felizes com a presença da Audácia em nosso complexo. Peço, é claro, que vocês entreguem quaisquer armas que possam estar carregando.
Droga, esqueci a minha no trem!
Tobias entrega a dele e sei que Tris está com a dela, mas não entrega.
— Meu nome é Johanna Reyes. — ela diz cumprimentando-nos com um aperto de mão, típico da Audácia.
— Este é To... — Marcus começa a dizer mas Tobias o interrompe:
— Meu nome é Quatro. — diz ele. — Estes são Tris, Sam, Caleb e Peter.
— Bem-vindos à sede da Amizade. — ela diz sorrindo amigavelmente mas estou tão exausta que acredito que ele seja real e acredito que ela queira nos ver bem, não apenas por obrigação de seus próprios costumes, mas me obrigo a acreditar que alguém está se importando conosco. — Por favor, permita que nós cuidemos de vocês.
Nós nos entreolhamos, sorrimos fraco e assentimos. Ficaremos aqui até termos tempo de fazer algo. De pensar. No meu caso; de se recuperar.
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