The War Inside
8 Sex on the beach
Notas iniciais
Logo nós dois estamos cansados, exaustos pra ser mais exato. Ela está deitada no meu peito, fazendo carinho na minha barriga.
–Eu não sou gato não, Tori -ela riu baixinho e se encolheu fechando os olhos- Não tem noção de como eu estava com saudade de você. Não só do seu corpo, mas da sua risada, da sua voz, do seu gosto.. -beijo o topo da cabeça dela. Seus cabelos castanhos claro, cheiram a morango, e estão amarrados num coque frouxo.
–Eu te amo tá? Por favor, não vai embora. Não sei se vou conseguir seguir em frente dessa vez.
–Eu também te amo, baixinha. Amo você mesmo, mais do que minha própria vida. É preciso ir. Seguir carreira e espero que faça a escolha que pensar ser melhor..
–Como conseguiu as cicatrizes? -ela me interrompeu, falando em sussurros.
–Ah.. Foram estilhaços de uma bomba. Servi de escudo humano. Não se preocupe. Foi a dois anos atrás. Não dói -ela toca meu pulso como se ainda tivesse na carne viva.
–Existem mais nas suas costas, né? -ela me olha com os olhos cheios de lágrimas. Parecia até que ela tinha sentido as dores.
–Huhum -limpei uma lágrima que ameaçava escorrer- não chora meu amor, eu estou aqui agora. Não podem me machucar novamente -deitei ela novamente no meu peito e subi o lençol até seus seios, e fiz carinho em seu braço esquerdo, até ela parar de soluçar e finalmente dormir, olhando pela porta de vidro da sacada que refletia o pôr-do-sol, me levando para o mundo dos sonhos.
FLASHBACK OFF
Nem precisei me preocupar com a pílula do dia seguinte. Todas as 3 vezes em que ele gozou, só sujou fora.
Me levantei da cama e me olhei no espelho, admirando a arte que ele fizera em meu corpo. Filho de uma boa mãe. Eu teria que usar até mesmo cachecol para cobrir as marcas. Como colocaria um vestido provocante hoje? Há! Deixe que todos vejam. Ele provocou, agora iria ter de aguentar.
A tarde se passou o mais lentamente possível. Argh. Fui para o trabalho, fiz uma reportagem sobre algumas coisas políticas. Algo sobre o impeachment da presidente. Tem algo mais entediante do que isso?
Antes de voltar pra casa, passei em uma loja de lingerie e comprei algo bem provocante. Adorava vestir um conjunto provocante, pois me deixava com a alto estima lá em cima. Me dava poder. Comprei também um novo vestido. Algo não tão extravagante, mas que com certeza deixaria qualquer um com tensão por mim. Ele mal podia por esperar.
–Droga Astoria. Tinha que se atrasar tanto assim? -ele estava apoiado na parede, elegantemente, ao lado de um dos seguranças da entrada VIP.
–Atrasar? Ainda são 21:32 -falei checando no celular- Pelo amor, senhor correntinho. Até parece que nasceu de sete meses, Bernardo!
–Você com esse salto e esse vestido, brigando comigo.. -entreguei o ingresso ao segurança, que me reconheceu, então me cumprimentou e deu passagem, logo entrei e o deixei pra fora. Caminhei até à mesa onde sabia que tinha conhecido, até porque era uma sexta feira, e meus amigos sempre iam naquela boate. Cumprimentei o pessoal, Ana, Cat, Vivi, entre outros e estava caminhando para o bar- Não faz assim vai, Tori. Nem um beijinho? -ele havia chegado mais perto e me puxado pela cintura para a pista de dança. Comecei a dançar sensualmente. Não pra ele, mas pra quem estivesse vendo. Fiz de propósito, rebolei, e senti ele me "sarrando". Aposto que ele estava excitado. Pude sentir o volume de seu membro roçar na minha bunda. Calma, Astoria. Muita calma nessa hora.
–Preciso de uma bebida -falei me abanando e rindo. Caminhei até o bar e pedi um sex on the beach. Terminei de beber rapidamente e senti a parte da bebida descendo rasgando, mas logo o suco deixou aquela sensação doce e meio dormente. Ele sorriu e pediu uma vodka. Bebeu de uma vez só, fazendo uma careta pra finalizar o estilo, "Marrento manteiga", como eu chamava ele na adolescência.
–Vem, tenho algo pra lhe mostrar -disse perto do meu ouvido, estendeu a mão pra mim e sorriu, segurei sua mão e ele me levou em direção ao elevador.
Fale com o autor