The Wallflower

12 Reencontros, brigas e carona


Notas iniciais
ooi gente está ai o capitulo espero que gostem :)
Desculpa qualquer coisa, é que a gente escreveu na pressa.

Cap 11.

Pov: Hinata

Descemos as escadas e logo encontramos Neji, ele andava de um lado para o outro parecendo nervoso. Eu soltei um leve riso e sentei no sofá entre Gaara e Ino. O clima está bem pesado entre eles. Ouvi a campainha tocar e pude ver Neji sair correndo para abrir a porta.

Pov: Tenten

Toquei a campainha e esperei alguém aparecer. Nossa eu estou muito nervosa, mas também, eu não o vejo a dois anos. Como será que ele está...será que está muito diferente? Fui tirada dos meus devaneios pela porta que tinha acabado de ser aberta. Um moreno de longos cabelos castanhos e olhos perolados... Neji. Ele tinha um sorriso no rosto e aquele sorriso era tão contagiante que não demorei a retribuir.

- Tenten? — Ele perguntou com sua voz grave que me fez sentir um leve arrepio.

- Neji.- Respondi partindo logo para um abraço apertado. Não me lembrava que a sensação de estar em seus braços era tão boa. Passamos muito tempo abraçados até que nos afastamos e ele segurou minha mão me guiando para dentro. Uau aquele lugar era imenso! Ele me levou até a sala de jantar onde todos estavam sentados. Me familiarizei rapidamente com aquelas pessoas e sem perceber já estava me divertindo muito. Quando finalmente começamos a comer. Naruto atacou o lamém enquanto os outros variavam entre bolinhos de arroz, peixe e sushi. Eu fiquei só com os bolinhos mesmo e até peguei alguns onigiri. Pude perceber que Naruto comia feito um animal em contraste a isso Sasuke comia como um perfeito cavalheiro, até me assustei com tamanha educação. Neji quase não falou durante o jantar, não que isso me incomodasse. Sempre soube que ele era mais na dele, quase nunca fala de si mesmo, mas está sempre lá para me ajudar quando eu preciso. Desde que ele entrou na minha vida tudo tem sido tão melhor... E agora eu estou cara a cara com ele, vamos morar na mesma cidade. Tudo vai ser perfeito.

- Então Tenten, onde você morava? — Perguntou Ino.

- Se você precisasse saber ela já teria dito. — Gaara retrucou com um tom de voz frio.

- Eu estou falando com a Tenten e não com você. Dá para calar a boca?- Ela questionou já irritada.

-Não é a sua vontade que determina minhas ações. — Ele disse.

- Quem você acha que é para falar assim comigo. — Ino falou se levantando da mesa.

- Superior a você loira mimada. — Gaara repetiu a ação da menina.

- Prefiro ser mimada pelo meu pai do que ter um que nem o seu que vendeu o filho por dinheiro.

Todos permaneceram em silêncio e o mesmo foi quebrado pelo sonoro tapa que o ruivo deu na loira. Como assim? Meu olhar era bastante surpreso, já o de Ino era assustado, era como se aquela dor não fosse física, mas algo como uma faca em seu coração. Ela saiu do local em silêncio . Para quebrar o clima tenso que se estabelecera Hinata se ofereceu para cozinhar mais lámen para Naruto que por sinal ainda estava com fome.

Pov: Naruto

Nossa que clima estranho ficou depois daquela cena do Gaara e da Ino. Estavam todos calados até que Hinata se ofereceu para fazer lámen para mim. Fico feliz que ela esteja começando a se abrir aos poucos. No começo foi difícil mas acho que ela agora confia em nós. Achei muito gentil da parte dela se oferecer para tal coisa. Sentei na cadeira em frente ao balcão e fiquei observando ela cozinhar. Parecia uma chefe profissional. Sabe eu parei para pensar... Se ela fosse mais confiante e se arrumasse mais poderia ter qualquer homem ao seus pés. Mas para mim todas as mulheres são lindas e os homens deveriam sempre lembrar isso a elas. Será que Hinata já teve alguém para lhe dizer tal coisa? Ela não parece ser muito segura de si, se bem que ela está linda hoje. De maquiagem e com as sobrancelhas feitas. Parece até outra mulher. Me levantei e fui me aproximando dela.

- Posso ajudar? — Cheguei por trás imprensando-a contra o balcão.

- Você pode me ajudar a cortar os legumes. — Ela respondeu.

Coloquei minhas mãos sobre as dela e comecei a ajuda-lá a fazer o movimento com a faca. Recostei minha cabeça em seu ombro e ela logo virou para mim parecendo desconfortável. Ela estava levemente corada.

- Você....sabe — Comecei.- Seus olhos são..- Pude perceber sua respiração ficar mais pesada. — Muito parecidos com os do Neji. Ah, é verdade vocês são primos.

Ela sorriu e pela primeira vez notei as feições femininas que ela possuía. A perfeita combinação que era o corpo provocante ( que eu só pude perceber hoje por causa do vestido) e o rosto que agora maquiado parecia o de uma boneca. Voltei a sentar na cadeira e observei ela colocar tudo no fogo em silencio.

Pov: Ino

Prefiro ficar aqui no silencio e vazio do meu quarto do que passar mais um segundo lá embaixo com ele. Sinceramente, não tem mesmo como desistir desse casamento? Tem como esquecer essa loucura? Vai ser uma tortura conviver com esse ódio mútuo. Esse casamento só vai trazer discórdia. E aquele tapa...aquilo me trouxe lembranças que eu preferia esquecer. Da minha infância...daquele dia...

Flashback on:

Eu nunca fui considerada uma criança bonita.Meus pais sempre supriam todos os meus desejos, eu fui sim uma criança muito mimada. Eu era gorda na época e me lembro de ir aos lugares e ver todas as garotas " perfeitas" e ter inveja delas. Eu não gostava de me arrumar na época. Vivia me sujando e comia o que eu quisesse independente de eu precisar emagrecer. Eu sempre era alvo de piadinhas e brincadeiras de mal gosto na escola. Eu pensava que as coisas não poderiam ficar piores... Mas acredite, ficaram. Era o meu aniversario e como de costume saí do colégio à noite, a rua estava deserta e silenciosa. Já estava quase na rua de casa quando fui abordada por um grupo de rapazes que deviam ter em torno de 20 anos. Eu estava assustada, não sabia o que fazer. Mesmo que gritasse ninguém seria capaz de me ouvir e se tentasse correr eles iriam acabar me alcançando. Um deles começou a me puxar pelo cabelo e foi me arrastando até um beco. Começaram a rasgar minhas roupas ao mesmo tempo em que me atingiam com tapas e chutes. Minha visão começou a ficar turva e eu já estava quase desmaiando, mas ainda consegui sentir uma dor aguda. Havia chegado ao meu ponto máximo, já não agüentava a dor.Desfaleci no chão gélido. Acordei e ao olhar em volta percebi que estava em um hospital. Meus pais se encontravam no quarto e ao me ver abrir os olhos minha mãe começou a chorar. Olhei para o meu corpo e vi que estava cheio de ataduras. Meu pai saiu e logo depois voltou trazendo um médico e uma moça de aparência simpática que se apresentou como sendo assistente social. O médico checou se eu estava bem e logo se retirou. Meus pais se sentaram e deixaram a moça que eu descobri se chamar Silvia conversar comigo. Ela me fez algumas perguntas e logo depois me informou que eu teria que dar um depoimento na polícia...eu tinha sido vítima de um estupro.

Flashback off

Bom, depois daquele minha vida nunca mais foi a mesma. Meu pai ficou completamente obcecado com a idéia de me proteger e eu só voltei a ter um pouco de liberdade ano passado quando conheci Sai e começamos a namorar. Ele sabia da minha história , por isso era sempre gentil comigo e nunca tentava forçar a barra. Eu estava completamente apaixonada por ele...mas minha alegria durou pouco. Meu pai falou que eu iria me casar. Fiquei muito irritada, passei vários dias sem falar com ele, mas de certa forma o entendia. Ele queria que eu estivesse com uma pessoa de confiança, que me tratasse bem e me protegesse. E quem melhor para isso que o filho do melhor amigo dele? Como eu disse consigo entender seus motivos, mas nem por isso concordo. Tentei argumentar sobre o assunto. Aleguei que era muito jovem e que estava apaixonada por outro, mas tudo que obtive como resposta do meu pai foi " Isso é para o seu bem e com o tempo você vai acabar se apaixonando por ele." Percebi que não tinha jeito então tentei ao menos pensar positivo. Me disseram que Gaara era um ótimo rapaz. Bonito, educado, gentil...

E eu cheguei a acreditar. Mas depois de conhecê-lo... pude ver que tudo que falaram era mentira.

Senti lágrimas escorrerem pelos meus olhos. Eu o odeio, muito mesmo. Mas não posso negar que aquele beijo mexeu comigo.

Pov: Sakura

Depois de toda aquela confusão eu achei melhor ir embora. Me despedi de todos e já ia saindo quando ouvi uma voz.

- Já está tarde. É perigoso andar pelas ruas sozinha.

Me virei e pude ver aqueles olhos ônix me fitando.

- Meus pais trabalham até tarde, não tem outro jeito de eu ir para casa. — respondi.

- Eu posso te dar uma carona.

- Não,obrigada. — Eu disse rapidamente.

- O que foi Sakura? Por acaso tem medo de mim. — Ele perguntou sarcástico.

- Claro que não. — Afirmei.

- Então espera que eu vou buscar o carro.

Fiquei esperando e logo ele voltou. Entrei no carro e depois de indicar o caminho se estabeleceu um silêncio que permaneceu durante todo o percurso. Ao pararmos na minha casa. Eu o agradeci e já ia sair do carro quando senti meu pulso ser puxado.

- Porque me odeia? — Sasuke perguntou olhando no fundo dos meus olhos.

- Eu não te odeio. — Disse simplesmente.

- Ah não? E porque me evita e responde minhas perguntas de maneira fria? Eu só consigo ver duas possibilidades. Ou você me odeia ou...

Ele se aproximou ficando a milímetros do meu rosto. Senti minha respiração acelerar e sabia que meu rosto devia estar muito corado. Seus lábios foram até minha orelha e ele sussurrou.

- Então é a segunda opção. Você ainda me ama.

Ouvir essas palavras me fez despertar. Me afastei dele e sai do carro, antes de fechar a porta disse o encarando firme.

- Está enganado Uchiha. Boa noite e obrigada pela carona.

Bati a porta com força.

- Fugir de seus desejos não tornam eles inexistentes. — Ele disse após ter abaixado e vidro e agora me encarava com um olhar sedutor.

Eu estava contra a parede. A única coisa que consegui dizer antes de ele ir embora foi:

- Boa noite.