Notas iniciais
Esse é o primeiro capitulo e eu aguardo comentários para poder continuar, esperto que gostem.

Eu corri, e corri, como se a minha vida dependesse disso, e vamos combinar, ela dependia, e muito. Virei para trás só para constatar o que já sabia: Dezenas de walkers estavam me seguindo, e eles estavam se aproximando cada vez mais, eu não tinha mais munição e não havia tempo para o arco e flecha, de repente bati contra algo, ou melhor, contra alguém. Encarei seus olhos azuis ainda sentada no chão onde eu havia caído alguns minutos antes, o vi matar alguns dos zumbis que estavam mais perto de nos, depois, com o meu cérebro funcionando lentamente o ouvi dizer algo que distingui como:

- Venha comigo, se você quiser viver.

Eu fiz o que a ele disse, corri no seu encalço o mais rápido que eu conseguia. Fomos nos afastamos mais e mais dos zumbis, até que não fosse possível mais ver eles, de repente me vi em frente a uma enorme prisão, que pelo meu pensamento deveria estar cheia daquelas coisas assustadoras, mas ao contrario, não havia nenhuma lá, havia apenas uma mulher de cabelo extremamente curto com o que aparentava ser um bebe no colo do lado de fora. Distraída com a imagem que via percebi tarde demais que estava tendo os meus pulsos amarrados as minhas costas.

- EI! — Gritei indignada observando aquele que me salvara, me prendendo — Você não recebeu educação não?

Ele apenas me lançou um sorrisinho um tanto irônico e continuou me empurrando portas a dentro pela prisão, tentei me soltar muitas vezes, mas era inútil, ele tinha sua besta apontada para as minhas costas e continuava me empurrando quando chegamos a uma sala de frente a uma galeria de celas em que havia dois homens, um senhor mais velho de cabelos brancos e sem uma perna e um homem de cabelos castanhos e impressionantes olhos azuis como o do homem que havia me trazido ali.

- Onde esta a sua educação meu rapaz, porque amarrou a moça? – O senhor mais velho perguntou a quem havia me trazido ali.

- Devo lhe lembrar de que não devemos confiar em ninguém nos dias de hoje? – Ele perguntou sem nenhum divertimento no rosto

Quando o terceiro rapaz ia se pronunciar uma quarta pessoa chegou pelo mesmo caminho que eu havia vindo, mas com uma mochila e uma cesta de compras na mão. Ele me encarou durante alguns segundos e depois disse com cara de ponto de interrogação para os outros:

- Não sabia que teríamos visitas Rick – Ele disse olhando para o rapaz que já estava no quarto quando eu cheguei, e provavelmente seria o tal Rick que sorriu e deu de ombros para o moço que parecia coreano e disse:

- Acredite Glen, eu também não sabia, estou tão surpreso quanto você – Rick disse com um sorriso divertido no rosto – E agora, vai nos contar porque a trouxe aqui?

Eles me colocaram sentada em uma cadeira em um lugar em que eu poderia observar os três enquanto conversavam e eles também podiam me observar.

- Talvez eu tenha tido um ataque de bondade e tenha ficado com pena quando a vi cercada por walkers – Todos pareciam extremamente surpresos com a atitude que ele havia tomado, acredito que isso não seja um habito constante dele

- Sabe vocês podem perguntar as coisas a mim também, eu também sei falar. – Falei encarando a todos eles

- O, nos desculpe pela falta de educação, senhorita...

- Lorelay, Lorelay Willinson, mas eu prefiro apenas Lola – Falei encarando a todos.

- Bom, Lola, esses são Glen e Hershel — Ele disse, se referindo ao rapaz coreano e ao senhor que já estava lá quando eu cheguei – E eu sou Rick, o líder desse grupo.

- Prazer em conhecê-lo Rick.

- Bom, desculpe pelo nosso amigo a ter amarrado, mas sabe como devemos ter cuidados nos dias de hoje, certo? – Acenei que sim com a cabeça enquanto ele prosseguia – A gangues que podem atacar o nosso grupo e nos não podemos trazer qualquer um para aqui, me diga Lola, você tem um grupo?

- Mão, sou eu desde que toda essa confusão começou – Eles pareceram surpresos com esse fato, talvez porque meninas costumam ser bobas e frágeis não guerreiras de um apocalipse zumbi.

- Bom, para estar viva e sozinha durante todo esse tempo acredito que seja boa com uma arma.

- Não realidade não, sou péssima com armas, mas antes de tudo isso começar eu competia profissionalmente em campeonatos de Arco-e-Flecha, essa foi a minha salvação, sem duvida.

- Bom, não parece que temos alguma coisa a temer te aceitando aqui, talvez seja de ajuda termos outra pessoa com uma arma silenciosa – Ele falou sorrindo pra mim, eu sorri de volta sentido que pela primeira vez não teria que correr pela minha vida pelas cidades, poderia dormir tranquila durante a noite sem me preocupar em ser mordida, enquanto eu pensava nessas coisas ele encarou o homem que havia me trazido aqui e perguntou – Será que você poderia mostrar a nossa hospede a prisão?

Ele soltou a minha mão e caminhou comigo, me mostrando as outras partes da prisão, como a torre de vigia, o vestiário, o exterior, me mostrou também áreas que eu não devia frequentar por serem muito perigosa e com muitos zumbis, depois disso entramos nos blocos onde havia varias pessoas me encarando como se eu fosse alguém completamente fora do lugar ali, e acredite, eu também me sentia assim.

- Então, quem é a sua nova amiga? – Perguntou uma menina loira que deveria ter no mínimo uns 14 anos

- Pessoal essa é a Lola. Lola, esses são Beth, Carl, Carol, Maggie e essa no colo de Carol é a pequena Judith. – Ele me disse o nome de cada um os apontando, uma enorme surpresa me atingiu ao ver o bebe, vamos dizer que bebes, vivos pelo menos, não são algo comum hoje em dia, eu sorri para todos e eles sorriram de volta, quando o homem que estava comigo foi me levando em direção a uma das celas – Bom, essa vai ser a sua nova casa a partir de agora querida, sinta-se em casa, e boa sorte – Ele exclamou saído

- Espera – Eu falei ainda encarando ele, que voltou alguns passos e me encarou esperando provavelmente o motivo de eu o ter chamado – Eu sei o nome de todos, menos o seu

Ele sorriu me olhando como se essa tivesse sido a coisa mais boba que disseram pra ele nesses últimos tempos, e provavelmente era, então ele me encarou e disse:

- Daryl, Daryl Dixon, esse é o meu nome – E logo apos isso ele saiu, me deixando sozinha na minha mais nova cela/casa.

Notas finais
Esse capitulo se passa um pouquinho antes do Glen e da Maggie serem sequestrados pelo Merle, mas isso vai acontecer, só um pouquinho diferente... Então aguardo comentários para que eu possa escrever o próximo capitulo, beijinhos