Gabriel e eu estávamos com duas Harleys Iron 883 dirigindo por uma estrada de terra, em algum lugar no interior da Geórgia. Junto conosco, um Chevrolet Suburban cinza, que levava mais dois amigos nossos. Isabela e Vitor estavam dormindo, um na camper do carro, e a outra, deitada nos bancos de trás. Meu irmão Daniel dirigia o carro. Estava escurecendo quando Gabriel avista uma casa por entre as árvores do pomar. Ele faz um sinal para mim, e eu entro no terreno. Dan estaciona o carro e eu e Gabe descemos das Harleys. A casa, que aparentava estar abandonada faz anos, estava bem conservada por dentro.

– Gabe, checa o andar de cima. Temos que ter certeza de que...

– De que não tem nenhum Mordedor... Tá, tá bom.

– Demos sorte grande... — Diz Vitor.

– Verdade. Você ainda tá com as coisas no carro? — Respondo.

– É. Faz tempo que elas não saem de lá de dentro.

– Tira tudo de lá. Vamos passar a noite aqui.

Naquela noite, todos dormem como pedras. No dia seguinte, eu preparo o café da manhã com alguns cereais e frutas do pomar, além de pão. Meu irmão se levanta e vai até a cozinha.

– Bom dia, Gus.

– Bom dia, Dan.

– Seus amiguinhos são dorminhocos, hein?

– Hmph... É.

– O que temos para o café?

– Pão, frutas e cereais. O pão está na cesta, ali.

– Obrigado, mas não estou com fome.

– Tem certeza, Danny?

– Relaxa. Você é quem devia estar comendo. Você é o líder dessa droga.

– "Droga"?

– O grupo antig...

– Não se atreva a falar do grupo antigo. Aquilo foi um erro.

– Eu não terminei.

– Dan...

– Eu NÃO terminei! O grupo antigo era muito melhor. — Ele termina a frase. Saco a .22 e miro nele. Gabriel entra na cozinha.

– Gus, não.

– Sai daqui, Gabriel. Essa briga não é sua. É minha e dele.

– Gus, fica... calmo. Larga a arma.

– Vamos, maninho. Puxe o gatilho. Não consegue, não é?

– Cala a porra da boca, Daniel! — Jogo a arma no chão e pulo em cima dele.

– Filho da puta, sai de cima de mim!

– Eu vou te matar, seu desgraçado. — Grito. A essa altura, Gabriel e Vitor estavam tentando me tirar de cima do meu irmão. Eu pego a Ruger do chão e aponto para ele.

– Gus, NÃO! — Gabriel tenta tirar a arma da minha mão, mas já e tarde. Atiro

Notas finais
E aí, o que acharam? Lembrando que é minha primeira fan-fic!