The Walking Dead - Perdas e Recomeços

7 The Walking Dead - Perdas e Recomeços / Uma nova ordem - Capítulo 07


Notas iniciais
Oie, ainda tem alguém lendo? Tenho altos compromissos pra Setembro, que envolvem me matar de estudar desde agora, porque farei provas dificílimas e concorridíssimas, rezem por mim e não me amaldiçoem se eu matei seus favoritos. O próximo já está agendado, but depois pode ser que demore um pouco para ter atualizações.

Glenn corre pela rua acompanhado de Elena que tem dificuldade em acompanhá-lo com seus passinhos inexperientes. Maggie os observava cautelosa, existem muitos perigos, eles podem cair, pisar em algo cortante, voltar chorando para os braços das mães.

Eles só parecem estar seguros do contato com os mortos lá fora. Há um bom tempo nem ao menos um se aproxima dos muros de Alexandria, os guardas estão cada vez mais atentos. Nem mesmo no caminho do Alto do Morro para lá ela se deparou com algum.

Maggie, Sophia e Carl estão visitando Alexandria, em certos períodos eles precisam se reunir para discutir questões de segurança e outras coisas importantes, mas no fundo há sempre a vontade de rever as pessoas queridas.

Dois anos se passaram desde a última grande tragédia e eles tiveram que rever algumas coisas como os desvios de manadas e a localização do Reino. O Reino ficava em uma área de risco, em meio à área urbana onde sempre passavam mais errantes. Como a união faz a força, Michonne decidiu anexar uma parte do Reino ao Alto do Morro e outra a Alexandria, os dois tinham territórios maiores e, especialmente Alexandria, casas confortáveis.

– De ser rainha? Para, claro que eu não sinto falta, era bom pra o ego de Ezequiel, depois ele mesmo cansou, algumas pessoas se distanciam de você quando você tem determinado título. Eu gostei de pegar meu pegar meu antigo posto em Alexandria de volta, cuidar da segurança, mesmo que eu só cuide da parte burocrática porque preciso ficar perto de Elena.

– Lembra de quando as mulheres eram ousadas por não querer ter filhos? Nós fomos o contrário, insistimos em ser mães no meio desse inferno e eu não podia ter tido melhor decisão.

Maggie olha com carinho o filho tão parecido com o pai, Sophia cada dia mais linda e inteligente, já a ajuda nos problemas da comunidade.

Há um ano, Carl está no Alto do Morro, depois de ajudar Rick no que podia, e vendo que Michonne mudou-separa lá, ele resolveu que poderia seguir em frente.

– E Carl e Sophia se resolveram?

Michonne pergunta.

– Eles estão se entendendo ao jeito deles, acho legal que eles desenvolveram uma amizade, conheceram outras pessoas, quando iniciarem um relacionamento, se ainda não fizeram isso, vão estar um pouco mais maduros.

– Você nunca pensou em casar de novo?

–Realmente? Eu não consigo me imaginar com alguém que não seja o Glenn, eu não tinha quem escolher pra namorar, ele foi minha única opção, mas foi a pessoa certa. Entra tantas desgraças, eu encontrei a minha alma gêmea e fui feliz com ele. Nada mais me importa, além do nosso filho e do lugar seguro que ele sonhou pra nós. Mas e você? Michonne, não me diga que você...?

–Oh, não! Eu não sou tão deplorável assim, Maggie. Não, espere, fazem dois anos, não seria anormal se eu tivesse alguém. Mas não, antes, ao contrário de você, eu tive muitas escolhas e nenhum foi o certo, eu respeito todos os relacionamentos que eu tive, mas só não eram os certos. Até que eu encontrei Ezequiel, nós éramos tão diferentes, mas encontramos um jeito de dar certo porque ele foi a melhor pessoa pra mim depois disso tudo. Ele foi o único que viu o ser humano dentro de mim. Antes eu não podia ficar sozinha, eu queria companhia e não podia me entregar de verdade, eu só podia oferecer o sexo em troca disso. Agora eu tenho minha filha, pra sempre uma companhia que me preenche de verdade. Eu não preciso mais de outro tipo de amor, seremos as duas viúvas solitárias, amigas de outro viúvo solitário.

Michonne termina de falar quando avista Rick indo em direção às crianças com alguma dificuldade por causa do problema persistente com a perna. Ela lembra do jovem de cabelos de areia que conheceu na prisão, desconfiado, destemido, cheio de planos. Agora sua cabeça está repleta de fios prateados, seu corpo reflete todas as suas perdas e combate e ela confessa pra si que ainda reconhece o seu Rick nesses olhos tristes e cansados, alguma luz ainda brilha lá dentro. Ela sabe que não poderá amar outro homem depois de Ezequiel, mas Rick ainda é como o amor de uma outra vida que ficou em algum tempo bem distante.

– Tudo bem, Rick? Por que Eugene te chamou?

– Um movimento de errantes perto da fábrica nova, eu sabia que essas construções lá fora iam dar problema, mas não estamos tendo outra opção além de expandir.

– Será que não podemos ter um dia bom aqui? Eu vou resolver, não se preocupe.

Notas finais
As narrações estão quase em um tom de romance. Eu não sei fazer quadrinhos,rs,rs. Mas é preciso fazer assim porque eu quero explorar os sentimentos deles e acho que os quadrinhos não fazem muito isso. Bom porque eu posso imaginar o que eu quiser. Bj especial pra Arelia que sempre comenta, Bjos,bjos.