The Walking Dead: Lifeline
6 Consequences
Naquela noite Vanessa não falou muito, apenas respondia o que lhe perguntavam e foi para seu quarto logo depois do jantar; possivelmente, aquele comportamento de Vanessa era conseqüência da conversa que tivemos naquela manhã.
Fingi indiferença. Levei minhas coisas para o quarto do porão, não queria ficar naquele cubículo onde me puseram de molho e agradeci aos céus o fato de ter finalmente encontrado um local remoto e isolado onde tal contato seria impraticável.
Dois dias depois do acidente, ou melhor, “incidente”, via-me finalmente a recuperar as minhas forças, apesar de ainda ter dificuldade para andar, mas nada que alguns analgésicos não pudessem resolver; Merle havia feito um estoque deles caso precisássemos, — provavelmente havia roubado de alguma farmácia, pois o dinheiro que tinha, nunca foi para fins úteis – mas achava que não teria muita utilidade ou que não seria o bastante. Bom, agora tinha uma utilidade, me serviria muito bem.
Enquanto explorava o quarto, encontrei mais quadros de Vanessa e seu pai, – era quem eu achava que fosse – detive-me de admirar as fotos nas quais Vanessa expunha um largo sorriso no rosto, que ainda não tivera o gosto de ver desde que a conheci naquela estrada.
O que raios eu estava fazendo? Chacoalhei a cabeça negativamente. Pus-me a explorar o quarto novamente para tentar preencher o lugar que o sono deixara, encontrei muitas coisas interessantes, — o tipo de coisas que entreteriam uma pessoa com tédio e sem sono por algumas horas – mas não me atrevi em tocá-las.
Joguei-me na cama numa forma frustrada de tentar ocupar meu tempo com alguma coisa, mas antes que eu pudesse perceber, acabei adormecendo.
... ...
... ...
– Ontem a noite um grupo de zumbis tentaram passar por estas cercas. – disse Rick. – Então vamos reforçá-las e depois que terminarmos, vamos montar equipe de vigia, este lugar não esta totalmente seguro.
– E a chefia? – perguntei.
– Vanessa? – fiz que sim. – Saiu para buscar madeiras.
– Escutei ela dizer para Lori que iria buscar suprimentos, parece que a comida da dispensa esta acabando. – disse Glenn.
–Não... Isso não esta certo. – disse.
Glenn, aparentemente confundindo minha curiosidade com preocupação, apressou-se em acrescentar que Vanessa estava quieta desde a noite passada e escutou-a dizer alguma coisa sobre Atlanta.
Nada disso me preocupou muito, mas senti que de algum modo eu fazia parte disso.
– Acha que ela foi embora? – perguntou Glenn.
– Não, embora não... Fugindo.
– Fugindo? – repetiu Rick.
– Há quanto tempo ela saiu? – perguntei.
– Já faz algum tempo. – respondeu Rick.
– Alguém precisa ir atrás dela.
– Eu vou! – disse Shane que vinha em nossa direção. – Acabei a minha parte.
Eu não confiava muito em Shane, então me apressei logo em dizer.
– Vou com você!
– Eu vou com vocês!
– Glenn, acho que vão precisar mais de você aqui, verifiquei os fundos da casa e parece que os cupins estão denegrindo as madeiras das cercas.
– Ah claro! – Glenn suspirou demoradamente.
... ...
Pegamos estrada para Atlanta, Shane dirigia, enquanto eu estava atento as marcas que o carro de Vanessa deixara no chão.
Estávamos a uma distancia de 30 quilômetros da fazenda, quando nos deparamos com um pequeno grupo de zumbis.
– Droga! Vamos ter que fazer a volta e achar outro caminho. – disse Shane.
–Não espera... Não são zumbis!
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