The Walking Dead: In search of a cure
1 Capítulo 1: Preso no telhado?
Notas iniciais
SE quiserem dar dicas, relatar erros ou elogiar estou de portas abertas...
Ta já enrolei.
Boa Leitura!
Coloquei minha mão sobre a cabeça, tinha sido uma bela pancada. Levantei-me ainda tonta olhando ao redor enquanto me apoiava em uma prateleira qualquer. Minha visão não era uma das melhores, mais consegui notar uma luz forte, virei meu rosto ainda vendo tudo borrado achei um balcão aqueles que se tem em lojas de roupa e mesmo com minha visão manchada pude ver um espelho que refletia uma luz forte em meus olhos. Agachei-me e fui engatinhando até o balcão. Tateei o chão em busca do meu colar, parei um pouco e ergui meu olhar pro teto de onde pingava agua, com isso uma gota caiu em meu olho, fazendo com que me levantasse rapidamente batendo a cabeça no balcão.
-Isso mesmo continue assim... – murmurei pra mim mesma- você nunca vai conseguir achar o colar.
Esfreguei meus olhos, voltando finalmente a ver claramente as coisas. Inspecionei o lugar, era uma loja de roupas, mas tinha algo errado, a porta estava aberta e além de estar claro, oque não era bom, ela não parecia ter sido aberta com muita facilidade, cacos de vidros estavam perto dela pelo que dava pra ver de longe. Mais diferente do que minha cabeça formulava em cenas, não dava a impressão de alguém ter sido devorado.
Ouvi gemidos familiares e em um reflexo fui pra traz do balcão, por sorte este era alto, não tão alto quanto uma parede logico a não ser que os clientes daqui fossem gingantes, mais era bom o suficiente. Lembrei-me do espelho que estava sobre o balcão e rapidamente o peguei. Eu não tinha a menor noção de como havia feito isso sem ter derrubado um dos vasos de flores e nem ter chamado atenção do Walker, coisa que tenho feito bastante ultimamente. Deixei isso de lado e posicionei o espelho de uma forma que dava pra ver o zumbi vagando pela loja.
Respirei aliviada assim que ele entrou em uma porta me dando a chance de tranca-lo lá. Sai de traz do balcão rapidamente me desviando de roupas jogadas no chão e encostando á um pilar branco e largo. Dei uma espiada e pude ver uma placa na porta escrita “provador masculino”.
Sai de traz da coluna e tranquei a porta, mas esta fez questão de ranger chamando a atenção do indesejado trancado no provador. As batidas estavam fortes, mas começaram a cessar dando lugar para gritos agudos, senti um arrepio e logo fiz uma careta imaginando a situação da pessoa lá dentro. Suspirei me virando e indo a passos largos de volta ao balcão, agora já via meu colar. O peguei passando meu dedo sobre a cruz prata depois a beijando. Os gritos já não eram mais ouvidos e as batidas começaram de novo. Senti um pouco de dó da pessoa.
Andei um pouco pela loja procurando por armas, não tinha nada, nem dentro do cofre, que por sinal é muito mal escondido. Encaixei o quadro no devido lugar escondendo o cofre, fui até uma mesa com lenços e meia espalhados e pus a única coisa achada, abri aquele saquinho preto e retirei de lá um pouco de dinheiro.
-Que ótimo!- sussurrei- Pra que em sã consciência alguém vai precisar de dinheiro em um apocalipse?- De qualquer forma coloquei o dinheiro no bolso da minha calça preta, bufando e jogando o saquinho de pano longe de mim.
Andei até as portas tentando abrir uma por uma, eram no total três, todas abriam, mas só tinha vassoura e produtos de limpeza dentro. Se algum dia teve armas aqui com certeza já devem ter levado. Suspirei me encostando a porta, silencio isso era oque predominava no local, olhei pros cantos da loja esperando que uma barra de chocolate surgisse e viesse voando até mim, eu andava tendo ilusões oque não era bom, eu já era viajada na maionese antes de tudo, e agora então já podia ser considerada caso pra hospício. Chacoalhei minha cabeça tentando me livrar da saudade insana por doces.
Estava praticamente dormindo em pé, quando um flashback me fez lembrar uma coisa, virei em direção ao balcão indo até uma das gavetas, isso sim, eu tinha visto uma chave, que com certeza era da única porta que tinha uma placa escrita andar de cima, então oque me impede de roubar um pouco de ar fresco sem ser devorada, acho que nada. Retirei a chave da gaveta e fui correndo até a porta, a destranquei e fui subindo as escadas correndo, parecia àquelas cenas de filmes dramáticas, onde a menina é capturada por um estranho que bate nela então um policial a acha e na hora de se reencontrar com a família ela ia correndo com o vento batendo em seus cabelos.
Mas minha situação não era essa, quem me dera se fosse. Ainda me lembro do dia que tudo começou estava na escola, mais especificamente na quadra dela, pra uma competição, estava todos lá, pessoas de vários colégios, então eles começaram a correr e eu não sabia oque fazer então os segui, foi então que vi o motivo de tudo. Walkers. Foram eles que arruinaram minha vida, por isso que os matos sem dó. Só que sem arma não Da.
Nem notei quando cheguei à cima do prédio, era enorme e dava pra ver Atlanta inteira. Um leve sorriso surgiu em meu rosto sujo e ele continuava lá enquanto meus olhos percorriam a cidade.
-Tá sorrindo pra que docinho?- ouvi uma voz grossa, vasculhei o lugar, achando um homem forte, com cara de presidiário algemado em um cano. Segurei minha vontade de rir, como alguém consegui ficar nessa situação?- Vem me ajudar...
Dei alguns passos pra perto do cara, o vendo sorrir, então voltei pra onde estava vendo o sorriso do homem se desmanchar. Foi ai que eu sorri um sorriso bem aberto. Perto de onde ele estava tinha uma caixa de ferramentas e uma arma!
Fui correndo pegar as coisas, ignorando por completo as reclamações do cara, de que isso era dele e eu não podia pegar, já ia indo embora até que me virei, eu senti pena do cara, isso é maldade não? Ele vai morrer e eu vou ser uma das culpadas.
-Vem me soltar... – choramingou, parecia bêbado- Vamos ter um pouco de diversão se você me soltar- arregalei os olhos, me afastando- Podemos tacar zumbis do alto de prédios e... — revirei os olhos.
- tá aí o motivo de você ser preso seu idiota- fui chegando perto com a arma apontada pra cabeça do cara- Eu só tenho onze anos e se você- o olhei com desprezo- jogar zumbis de prédios, a atenção volta tudo pra gente, além de que poderíamos ser mordidos na tentativa de suicidar os mortos.
-Nossa- começou a rir- Aí você exagerou docinho
Revirei os olhos, colocando a arma na cintura. Cheguei mais perto do cara levantando seu queixo pra me olhar.
-Eu não exagero docinho!- afastei pegando a caixa de ferramenta e indo até a saída.
-Você vai me deixar?
-Se quiser tem uma serra- sorri de lado enquanto ele me olhava incrédulo- Pode cortar sua mão ou esperar os zumbis te comerem.
Desci as escadas rapidamente, sentindo uma pitada de dó e de medo. Mais aquele cara podia ser um louco e se eu gastasse meu tempo cortando aquela algema, certa coisas teriam mais de um banquete no dia.
Assim que cheguei ao andar de baixo vi a porta do provador masculino aberto e por reflexo tirei a arma da cintura, andando devagar em direção ao balcão, estava até pensando em ficar alguns dias por lá, agachei usando a mesma tática de antes, o espelho refletiu o zumbi, talvez um dos mais nojentos que já vi, andando lentamente com seus braços pra frente sempre preparado pra pegar a próxima vitima. Ainda tinha restos da pessoa em suas mãos, não me senti muito bem com isso, além de ser gordo ele teria a capacidade de comer duas de mim seguido, comecei a ficar tonta. Deixei o espelho de lado, me encostando a parede, o vomito parecia querer sair. Os arrastões param subitamente e logo um estrondo no chão, olhei pro espelho não tinha nada no alcance, então a certeza de que o zumbi estava morto eram poucas.
Esperei alguns minutos, nenhum som, nada de passos, armas ou Walkers. Só as gotas de agua caindo no chão, uma por uma. Comecei a me irritar, fala serio um zumbi só morre quando acertam a cabeça dele, então ou a pessoa que ele comeu tinha alguma doença grave e acabou matando o zumbi por dentro ou então o docinho tinha realmente cortado à mão dele e metido o soco no Walker.
Levantei-me devagar e pude ver o zumbi caído, junto com sangue, muito sangue. Antes que pudesse sair de traz do balcão, alguém segurando alguma coisa dura meteu na minha cabeça.
Senti meu corpo caindo no chão e tudo escuro.
Não sei quanto tempo passei desacordada, mais um alivio invadiu meu corpo quando abri meus olhos e encontrei o teto daquela loja. Os pingos agora já tinham se espalhado e alguns caiam ao lado de minha cabeça atingindo um pouco do meu rosto, com certeza tinha ficado mais de uma hora desmaiada.
Fechei os olhos e pude perceber um peso em minha barriga, deixei de lado enquanto abria meus braços me espreguiçando, passei a mão pelos meus cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo, ajeitando uns fios soltos. Suspirei e olhei pra minha barriga era uma coisa bem pesada, fechei de novo meus olhos levando minha mão até a barriga tateei uma coisa, era algo como dedos e...
-AH!- levantei-me rapidamente do chão vendo uma mão, caída ao meu lado. Senti ânsia e tonteira de novo, tudo embaçado, me apoiei no balcão deixando algumas coisas caírem.
-Merda – esfreguei meus olhos e agachei ao lado da mão a segurando por um dos dedos, segurei a vontade de vomitar, mordi meus lábios jogando longe aquele membro cortado fora.
Aquele cara realmente tinha cortado a mão fora e eu nem sabia oque ele podia ter feito, além disso. Pus minhas mãos sobre o rosto e suspirei alto. Levantei e vi que o cretino além de me dar dor de cabeça, me roubou. A caixa de ferramenta não tinha muita coisa, mas servia, mordi meus lábios e tirei da cintura a arma, sorri, ele pode ter pegado a caixa de ferramentas mais a mamãe aqui tem uma arma.
Sai de traz do balcão indo até a porta que levava ao telhado da loja, subi rapidamente as escadas e olhei em volta nada, merda, o cara deve ter fugido chamando a atenção dos Walkers, porque lá de cima dava pra ver um monte de zumbis em volta de um taque e carros, resmunguei baixo algo que nem eu entendi e voltei pra loja.
Antes que pudesse fazer algo, mais um machucado pra coleção. Acertaram-me bem em cheio na cabeça, cai pra traz vendo tudo turvo. Algumas pessoas vieram até mim, eram homens, falavam coisas que eu não entendia muito bem.
-vamos leva-la?- disse um
-Deve ser mais um deles, pega logo.
Começaram a me carregar, enquanto falavam em espanhol sei lá, não conseguia prestar atenção, quando chegaram fora da loja à luz praticamente me cegou mais nem ligaram só me colocaram dentro de um carro enquanto gritavam.
Notas finais
Espero que não tenham se suicidado e por favor comentem...
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