Notas iniciais
YAY!

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos à meu conto! A história é baseada nos acontecimentos da série e num determinado ponto Hayato poderá encontrar personagens dos quadrinhos e até dos vídeo-games de The Walking Dead.

Espero que goste e boa leitura !

- Aluado

►Segunda-Feira, 20 de Julho de 2015, 13:00 PM, INVERNO

► Aeroporto Internacional John F. Kennedy

Pela manhã eu saí do dormitório da Academia St Mungos, peguei um táxi e me dirigi rumo ao aeroporto e devo admitir que o trânsito nova iorquino é intenso mesmo naquele horário. Cheguei ao John F. Kennedy às uma da tarde, e fiz todo o processo democrático para o embarque num avião; Eu mal podia esperar para voltar para o Japão, minha mãe deveria estar preocupada comigo (Mas ela sempre esteve desde que vim para a América.) e era muito provável que toda a família estivesse me aguardando na Terra do Sol Nascente. O intercâmbio foi ótimo, pude aprender muito com os professores além de poder aprender o inglês que atualmente é a língua universal.

Eu vestia uma camisa branca com um casaco escuro, sobre minha cabeça havia um gorro azul-marinho concluindo as botas ainda com neve.Como havia deixo minhas malas naquelas esteiras rolantes, decidi permanecer com minha mochila com alguns pertences pessoais: Um foto de minha família, uma garrafinha d'água e umas barrinhas de cereais (Eu amo essas coisas!). Minhas roupas estavam perfeitas para o clima frio de Nova York, a atmosfera lá fora era instável: Parecia a precipitação de uma nevasca poderosa, flocos de neve caíam lá fora. Os vôos estavam atrasados faziam algumas horas e os aviões que permaneciam no aeroporto estavam desautorizados de voar, os que chegavam permaneciam lá até o tempo estar bom novamente.

O interior do aeroporto era imenso. Internamente, o fluxo de pessoas circulando pelos check-in's era muito grande, homens mulheres e crianças corriam por todos os lados com suas malas e mochilas sobre carrinhos de metal. Permaneci sentado num banco junto com outros trinta passageiros em aguarde de seus vôos, todos nós estávamos cansados mas aquilo quase sempre acontecia em viagens comerciais. Como eu sabia que demoraria muito para que o tempo melhorasse, decidi tirar um cochilo ali mesmo. E assim, peguei no sono, e fui abraçado pelo escuro e a sonolência.

Enquanto dormia, tive pesadelos envolvendo zumbis. Sim, isso mesmo, zumbis. Não eram aqueles mortos-vivos dos velhos filmes em preto e branco que bastava um golpe e eles morriam, aqueles eram diferentes e mais assustadores. Grunidos, ruídos estranhos por todos os lados se misturavam em meio às trevas. Num sobressalto despertei de meu sono, ao olhar em volta vi pessoas correndo em várias direções, eu poderia ter achado que era normal mas não, em suas faces haviam expressões de medo. Me levantei do assento e ouvi uma explosão, BUM -- Um avião havia explodido lá fora, pessoas em chamas gritavam e rolavam no asfalto enquanto eram engolidas pelas labaredas vermelhas. Assustado, pus minha mochila nas costas e corri em direção à saída.

Deveria ser um ataque terrorista, os Estados Unidos já sofreram muitos atentados mas presenciar aquilo ao vivo eram extremamente apavorante. Quando saí pelas portas de vidro me deparei com um cenário horrendo, haviam corpos enfileirados pela calçada: Faltando partes do corpo, feridas expostas e muito sangue. A ânsia de vômito quase me fez perder a consciência. Mais explosões e desta vez, no fim da rua, carros eram engolidos pelas chamas assim como os corpos carbonizados. Avistei um policial do outro lado da calçada e corri em sua direção, ele vestia um uniforme padrão do departamento com boina preta e jaqueta e calças azul-escuro, os sapatos estavam sujos de sangue. Corri até ele e tentei chamá-lo.

- Senhor! — Exclamei tentando chamar sua atenção, ele respondeu com um gemido sem vida. — O que está acontecendo?!

Ainda me pergunto por quê fiz aquela pergunta, naquele momento eu estava com tanto medo que desejava que ainda fosse um terrível pesadelo e que a qualquer momento eu acordasse. Lentamente o homem se virou para mim e sua figura era mais horrível do que eu imaginei: Os olhos eram vazios e sem vida e uma camada de lama, sujeira e pus esponjava as orbes amarelas. Uma parte de sua mandíbula faltava de modo que parte da arcada dentária estivesse exposta no lado direito do rosto, parte de seu pescoço estava repleto de sangue assim como sua boca, agora, coberta das entranhas de alguém. O que estava acontecendo com as pessoas?!

Ele se lançou em minha direção, como eu era menor pude me jogar para a esquerda. Ele colidiu com a janela do carona de um Toyota estacionado, a cabeça fora perfurada por cacos de vidro mas ele ainda estava vivo, era como se a dor não existisse e para aquela coisa apenas minha carne importasse. Eu estava desarmado, gritos de pavor cortavam o ar naquela tarde de modo que se misturasse com buzinas e gemidos, gemidos estes necrosados e sem qualquer vestígio de vida. O policial voltou-se para mim novamente e desta vez uma outra pessoa, não, coisa também me avistou no chão: Uma senhora de saia florida e casaco tricotado róseo. Ambos gemeram e deram passos lerdos em minha direção. Olhei ao redor, o que poderia usar? Cacos de vidro iriam me ferir também, e duvido muito que uma mochila fosse eficaz para derrubá-los.

Debaixo do Toyota vi uma pistola, ela era negra e parecia com as que os policiais de Nova York usavam diariamente. A peguei, era pesada mas ainda sim minha melhor defesa contra aquelas coisas. Me levantei a arma estava destravada, tentei mirar mas minhas mãos estavam trêmulas. Lembre-se do que aprendeu Hayato, pensei; Verão passado pratiquei num clube de tiro, lá aprendi a manusear armas para caso algum dia precisasse, e realmente nunca achei que fosse tão necessário.

Apertei o gatilho e o cano fumegou em uma fumaça branca-acizentada, o projétil cortou o ar e atingiu bem no orifício entre os olhos do policial, ele caiu no chão criando uma poça de sangue e líquidos tão nojentos que lhe pouparei de descrevê-los. A senhora ainda estava de pé, ela tinha uma mordida na mão e deduzi que fora aquilo que causou sua transformação; Ela avançou em minha direção, eu me preparei e mirei em seu corpo. Assim que atirei o projétil a atingiu em seu peito, mas ela não caíra como o outro, apenas gemeu e voltou à caminhar em minha direção, disparei novamente desta vez mirando na cabeça. Ela caiu no chão como um saco de estrume em uma poça de sangue .

Meu deus, o que o mundo se tornou?! Para onde irei? O que fazer? Eram muitos questionamentos e eu havia acabado de matar duas pessoas, o que EU me tornei? Tenho de recobrar a consciência antes de virar um deles, a partir de agora era a lei do mais forte. Coloquei a pistola na cintura por debaixo da camisa e coloquei a mochila nas costas, quase havia me esquecido que a coitada estava no chão. Ao olhar ao redor vi que uns dez ou vinte daquelas coisas estavam avançando em minha direção e ficar parado era uma má escolha naquelas circunstâncias, como a janela do Toyota havia sido quebrada tive apenas de entrar no automóvel e me sentar no banco do motorista.

- Como se dirige essa coisa?! — Disse, tentando achar a ignição.

Sem chave. Eu estava sem tempo e era questão de tempo até estar cercado daqueles mortos-vivos, a melhor opção talvez fosse correr. Bati no painel da ignição até o mesmo cair no chão do carro, agora tinha de achar algum fio: Azul e preto, ou branco e amarelo?. GREEER, zumbis arranhavam a janela do motorista em que me encontrava, o vidro não os seguraria muito. Tentei juntar os fios azul e preto, o carro começou a lançar água no vidro frontal; Tentei o branco e amarelo e ele ligou, pronto para ser dirigido.

Me orientei pelos comandos do carro e pisei numa espécie de alavanca, o carro deu uma ré que pelo barulho, havia esmagado o crânio de algo. Tentei outra alavanca e o carro acelerou, virei o volante em direção à uma saída da rua, os pneus cantando no asfalto ensanguentado. Me recordo de ter atropelado quatro ou três zumbis enquanto dirigia loucamente em direção à rodovia mais próxima, ouvi gritos pela rua misturado com explosões e grunidos sem vida dos mortos-vivos.

O fim do mundo havia começado?

Notas finais
Se você gostou, deixe seu comentário aqui em baixo, isso me motiva muito para continuar o conto. A aparência de Hayato é a da capa da história, o personagem ilustrado na foto se chama Yashiro Isana *u*

Qual será o destino de Hayato agora? Ele sobreviverá nesse mundo apocalíptico tomado pelos mortos? O que será dele, esta pobre criatura que nada têm ?

Acompanhe nos próximos capítulos de " The Walking Dead - Em Ruínas"...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.