The Walking Dead - Brasil
1 Capítulo 1 ~ Baia Vermelha.
Notas iniciais
Rio de Janeiro, Copacabana
25/05/2013
O Inicio.
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Estou realmente assustado, eu estou no apartamento de praia dos meus pais, em Copacabana, eu vim junto com minha namorada, no intuito de finalmente "comer" ela, só que a situação virou drasticamente, agora ela que quer me comer? Porque não estou feliz com isso? Porque nas ultimas duas horas, ela tem sido bastante literal em relação ao termo "comer".
Eu acho que estou apressando os fatos, estou deixando este diário no meu laptop, para o caso de as coisas não terminarem bem, mas na minha opinião isto não passa de uma pegadinha.
Hoje de manhã, eu vim com Stella para o apartamento na beira da praia do meu pai, Senador Barcelos, Stella é... era uma garota loira de olhos azuis, com pele liza e branca, a mais gata do colégio onde estudo, e estava louco para pegá-la a tempos, nós viemos de táxi, e tudo foi pro "caralho" quando, ao sair do táxi, um louco mendingo mordeu o tornozelo de Stella, não foi uma mordida profunda, mas deu pra sair sangue, Stella soltou um grito, e depois de muito tumulto em volta, a PM apareceu e prendeu o mendingo, que com muito esforço, foi forçado para dentro da viatura policial.
Nós chegamos em casa e eu tratei de fazer um curativo no tornozelo de Stella, e aos poucos percebi que era minha chance, ela estava sentada na minha cama e eu aos pés dela, era perfeito, comei a fazer graça e tal, até ela começar a reclamar de dor de cabeça, eu achei que pudesse ser o stress da viagem, já que viemos de Duque de Caxias, ela pediu para ir ao banheiro se trocar, e eu me deitei na cama.
Stella, que aos seus 16 anos(4 meses mais velha do que eu, que tenho 15) tinha um corpo lindo, oque neste momento estou lamentando drasticamente, como Deus pôde fazer isto conosco? COMO ELE NÃO PODE ESPERAR MAIS 1 OU 2 HORAS?!?
Eu acabei pegando no sono, eu acordei com um barulho de explosão, e com um susto pulei da cama, com o coração palpitando, no apartamento o ar frio que se faz nas noites de um apartamento de beira de praia estava começando a se fazer, e com a porta da varanda aberta um frio terrível se fez, calcei meus chinelos e fui para a varanda, estava um silêncio de matar no apartamento.
Chegando na varanda tive um susto, pessoas correndo e gritando na praia, avistei uma senhora sendo mastigada por um garotinho de não mais que oito anos, devorada! Carros batidos e pegando fogo, e outros correndo em velocidades insanas!
- Ei! Você, é o filho daquele politico que mora nesse apartamento né? — perguntou alguém a minha esquerda. —
Era meu vizinho, um senhor de idade, que se não me falhe a memória era engenheiro,um senhor da casa dos 40 á 50, cabelos grisalhos e alto, demorei um tempo para assimilar.
- Sim, oque esta havendo? — respondi a um volume razoável para que ele ouvisse, sem gritar. -
- É o apocalipse! Você ainda não sabe? Esta lucura começou a 1 hora, as autoridades não sabem dizer nada, uns dizem que são demônios, outros dizem que são doentes. Ligue sua TV e veja, mas volte aqui depois. — disse ele, demorei um tempo para perceber que era um tipo de rifle em suas mãos, que tremiam como as de quem esta tendo espasmos. -
Foi isso que fiz, fui para a sala e liguei a TV tela plana de meu pai, e no primeiro canal que encontrei estavam falando de como matar "as coisas".
"Para os que acabaram de ligar a televisão, eu sou Melly da globo, e aviso: NÃO SAIAM DE SUAS CASAS, TRANQUEM SUAS PORTAS E SE PROTEJAM! , estou aqui com o delegado Gabriel Fernandes para dar uma palavra de como se proteger contra essas coisas que apartir de agora chamaremos de 'infectados'.
Reporter: Delegado, as pessoas estão dizendo que essas coisas são imortais, isso é verdade?
Delegado: Não! Certamente elas são difíceis de matar, mas não impossíveis, aparentemente, é necessário uma lesão no cérebro para que eles morram...
Reporter: A policia, uma força que serve para proteger os cidadãos alega mata-los?
Delegado: A informação nos foi passada diretamente pela capital, quando a comunicação ainda estava funcionando, as equipes que foram enviadas para dar apoio à cidade ainda não retornaram, portanto n posso dizer nada, mas eu presenciei as coisas terríveis que essas coisas são capazes de fazer, e eu digo, façam o necessário para sobreviver.
Aqui é Melly Coutinho, com as noticias."
Loucura. Foi meu primeiro pensamento, meu segundo pensamento foi: Stella. Aonde ela estaria?
Vagueei pelo apartamento a sua procura mas não a encontrei, até que voltei ao quarto e me sentei na minha cama, com as mãos na testa comecei a raciocinar, que diabos era aquilo? Até que ouvi um gemido baixinho, levantei a cabeça no susto e fiquei em silêncio.
Arghhh...
De novo, vinha do banheiro, e era Stella, será que ela ainda estava lá? Talvez ela tivesse escorregado e se machucado, eu precisava checar. Bati na porta.
- Stella! Você esta ai?
Silêncio, e depois... PÁ! Ela bateu na porta de volta com força, e um gemido mais alto se fez. e continuou a bater. Assustado tropecei para trás e cai com as costas na minha cama, ela... era um deles.
Sai do quarto de tranquei a porta, depois voltei para a varanda e falei para o meu vizinho o ocorrido, ele ficou preocupado, mas nada disse, ele contou que morava sozinho, e que a arma era de seu filho, que gostava de viajar para caçar javalis por esporte. Me dei conta que se algo acontecesse, eu estaria ferrado, fui a cozinha e peguei o facão amoladíssimo de minha mãe e voltei para varanda, e fiquei observando as pessoas correndo e sendo comidas na linda praia que já foi Copacabana.
- Ei garoto, você sabe né? Terá que por um fim nesse bicho que ta ai contigo, aquelas portas vão ceder uma hora... — disse meu vizinho a verdade que eu mais temi. —
Entrei e digitei isso, pois amanha de manhã irei realizar o feito, ela não para de esmurrar a porta, me pergunto se ainda tera porta de manhã.
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