The Virus
3 Fight
Notas iniciais
Quando vi Merle se aproximando de mim daquela maneira escrota, voltei para o banheiro fiquei escorada na porta, e vesti rapidamente minha blusa. Mas não agüentei por muito tempo, Merle era um homem bem grande e forte... ele empurrou a porta e me puxou para perto dele.
- Me solta – falei com medo
- Não precisa ficar com medo gostosa – disse Merle.
Havia um pequeno abajur ao meu lado, consegui esticar minha mão e pega-lo, e o acertei em cheio na cabeça de Merle e saí correndo.
- Vadia, filha da puta – Gritou Merle.
Eu corria para fora da casa desesperadamente, e dei de cara com Daryl. O abracei forte e me escondi atrás dele enquanto Merle se aproximava. Daryl nos olhava sem saber o que estava acontecendo.
- Ele me agarrou – Gritei
- Cala a boca vadia – disse Merle, me matando com os olhos.
- Fique aqui, vou conversar com Merle – disse Daryl olhando para mim, me entregando a besta e subindo para um dos quartos com Merle.
Eu os segui nas pontas dos pés, e fiquei ouvindo a discussão deles com o ouvido encostado na porta. Podia ouvir claramente Daryl xingando o irmão, ele estava realmente muito bravo.
Quando me dei conta, eu já estava dentro do quarto olhando incrédula para eles, que se socavam.
- Parem com isso – Gritei, mas foi em vão, nenhum deles havia me dado atenção. Então eu desci para a sala, peguei a besta de Daryl e voltei correndo para o quarto, aonde os irmãos continuavam se batendo.
Mirei a besta para Merle – Tire as mãos de Daryl ou eu atiro em você – Gritei muito alto, não duvido nada que aquele meu grito poderia atrair walkers que estavam pela região, mas eu estava muito preocupada com Daryl, me machucava muito ver ele sofrer.
Merle largou de Daryl e se virou pra mim, me olhando muito bravo. Eu me aproximei de Daryl, pedi se ele estava bem, o puxei pelo braço com uma mão, e com a outra ainda apontava a besta para Merle, que saiu irritado em direção a sala.
- Eu sei me virar sozinho – Falou Daryl, com o tom que voz alterado. Mas eu não liguei, ele era muito orgulhoso, e eu sentia que devia algo à ele, pois afinal, ele brigou com o próprio irmão por uma garota que acabou de conhecer.
Limpei o rosto dele que estava com alguns cortes e suas mãos, que estavam machucadas devido aos socos. Logo em seguida, fiz o curativo em minha barriga.
- Obrigada – Falei olhando para Daryl meio sem jeito, me aproximando dele, que estava sentado na cama.
Pelo que ? – falou Daryl muito seco.
- Por ter me defendido de seu irmão – falei olhando em seus olhos azuis, que me deixavam encantada.
- Não fiz mais que minha obrigação, ele não podia fazer isso com você. – Falou Daryl, encarando o chão.
Me sentei ao seu lado, me aproximando para beijá-lo, quando estava quase tocando nossos lábios ele me afasta.
O que você pensa que está fazendo ? – ele disse grosso.
NADA – Respondi e sai do quarto batendo a porta e em tudo que via em minha frente.
POV DARYL
Havia brigado com meu irmão por causa dela, eu não sabia o porquê, mas de certa forma ela mexia comigo. Mas eu era uma homem com 29 anos de idade, ela aparentava tem uns 16, era apenas uma criança, eu não podia me envolver com ela.
Depois da briga com Merle, Isabelly limpou meus machucados, se sentou ao meu lado, e se aproximou de mim. Eu realmente não sabia como reagir, não sabia o que ela estava prestes a fazer. Será que ela iria me beijar ? Mas não tem porque, eu sou velho de mais para ela, ela é apenas uma garota inocente, que não sabe nada da vida e que provavelmente não quer nada comigo. Eu afastei ela, e pedi para ela o que ela estava fazendo, ela ficou incrivelmente brava comigo, e saiu do quarto batendo a porta e em tudo que ela via pela frente.
Eu não queria magoar ela, mas eu não sabia me expressar, e eu tinha acabado de conhecê-la. Eu era meio afastado, não costumava me envolver com as pessoas, muito menos no meio de um apocalipse zumbi, que a qualquer momento eu podia perder uma pessoa importante para algum Walker.
POV ISABELLY
Comi duas barras de cereais e fui dormir. Acordei cedo com alguém me chamando, abri meus olhos lentamente e minha visão estava meia embaçada, e foi melhorando aos poucos. Era Daryl, e ele estava me chamando para descer, disse que precisávamos conversar. Eu acenei com a cabeça e falei que já iria descer.
Levantei, lavei meu rosto, refiz meu curativo e desci para a sala, aonde Daryl e Merle conversavam. Eles olharam para mim, e Daryl me chamou para sentar-me ao lado dele. Eu fui sem contestar. Eles me pediram se eu já estava boa o suficiente para que pudéssemos seguir viajem, pois haviam encontrado alguns Walkers aqui perto, e de onde surgiram esses, poderiam surgir mais.
Acenei com a cabeça positivamente. – Minha barriga ainda dói um pouco, mas já esta melhor – falei meio rouca.
Ótimo, então arrume suas coisas, partiremos amanhã ao amanhecer – Disse Daryl.
Merle não se dirigiu a mim por nem um momento, talvez Daryl tivesse conversado com ele novamente. Ficava feliz em saber que Daryl se preocupava comigo, mas ele era muito fechado e grosso.
Daryl ? – falei o encarando.
Diga – falou Daryl sem me olhar.
Você poderia me ensinar a usar armas né ?! Eu luto muay thai, arremesso facas e sei manuseá-las, mas nunca toquei em uma arma, e acho que seria bom, se caso algum dia eu precisar – Falei sugestiva.
Ele ficou me encarando por um tempo, se aproximou de mim e me puxou pelo braço, me levando para fora da casa, e gritou ao Merle que voltaríamos daqui umas três horas.
Seguimos pela floresta, caminhamos cerca de 40 minutos e paramos perto de um rio. Daryl me jogou um revolver que ele tinha e começou a me explicar como usava o mesmo. Eu prestava atenção em cada movimento que ele fazia. Ele terminou de explicar e disse que era minha vez, me mandou atirar em um galho de uma árvore, e assim eu fiz. Até que fui bem, era a primeira vez que eu pegava em uma arma, e de cinco tiros que disparei, três acertaram o galho.
Nada mal para a primeira vez – falei sorrindo e me gabando.
Ele apenas revirou os olhos e disse que já estava na hora de voltarmos. Eu fui em direção ao lago e lavei meu rosto. Quando me virei para trás, havia perdido Daryl de vista. Ótimo – falei irônica para mim mesma.
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