The Virtue Of My Sin.

20 Capítulo 20: For him.


Notas iniciais
Heey, três leitoras novas que não se identificaram no capitulo anterior, sejam bem vidas O/
Então, gente, muuuuuito obg pelo reviews que ando recebendo, vocês são demais, suas fofas *o* q
NÃO VOU DEMORAR, PQ ESSE CAPITULO TÁ DEMAIS, acho -qq
Boa leitura, Sn.

Zacky se levantou da cama, tateando-a em busca da menina de cabelos pretos.

Ela não estava ali.

Franziu a testa, bocejando e saindo da cama calmamente. Encontrou Brian em frente à pia, colocando café em uma xícara.

-Bom dia.

Brian nem se quer o encarou.

-Bom dia.

As palavras saíram tão mortas e frias que Zacky pensou se ele estava realmente desejando que ele tivesse um dia bom.

Zacky franziu a testa; não entendia o porquê dessa depressão do Brian, ou essa frieza com ele. Eram melhores amigos, e Gates estava evitando-o há um tempo incerto, mas longo.

-Viu a Taylor?

-Acabei de sair do quarto. Não.

Ele pegou a xícara e deu meia volta, ainda sem lançar um olhar se quer à Zacky.

O homem de olhos verdes fitou o amigo entrar no quarto e bater a porta do mesmo. Logo escutou-o trancar.

Brian não era mais o mesmo, e Zacky, justamente o melhor amigo, não sabia o por quê. Isso o deixava realmente mal, mas sabia que tinha que descobrir onde Taylor estava.

Pegou também uma xícara de café, e foi ate a sala, onde escutou a voz de Matt e Johnny.

-TOMA, SEU CARA DE SARDINHA! HAHA!

-PARA COM ISSO, MATT, DEIXA EU PELO MENOS LEVANTAR, COVARDE!

Os dois gritavam.

Ambos jogando vídeo game.

-Vocês ainda estão jogando essa merda?

Zacky arregalou os olhos.

-Claro.

-Viramos a noite.

Respondendo, futucando desesperadamente os botões do controle. Jogavam Street Fighter, e como sempre, Johnny escolhera Cammy.

-Mano, por que você não escolhe um personagem que presta? Ou pelo menos um homem?

Zacky o zoou, rindo. Matt o acompanhou, seus braços tatuados movendo-se com sua risada estrondosa.

-Ela é gostosa, pô! E ela bate bem.

-Ok, ok, preciso de uma informação. HEY, PAREM COM ISSO, PORRA!

Zacky gritou, tacando uma almofada nos dois, depois que Johnny bateu em Matt para que parasse de rir.

-Viram Taylor?

-Ih, a morena saiu cedo.

-É, estava apressada e tal.

Zacky franziu a testa.

-Disse para onde ia?

-Não, mas deixou um recado para você.

Johnny assentiu o comentário de Matt com a cabeça, ambos ainda olhando para a TV.

Zacky gesticulou para que eles começassem a falar de novo.

-E aí? O que ela disse?

-AH! Ela falou para você... O que mesmo, Johnny?

-Ah, não sei, esperei você se distrair para bater em vo...

Johnny se interrompeu, olhando para Matt na esperança dele não ter visto.

-VOCÊ ME BATEU ENQUANTO EU NÃO OLHAVA, SEU TRAPAÇEIRO DE UMA FIGA?

-Ah, só foram umas porradinhas, ok?

-Foi por isso então que você ganhou!

Matt sorriu ao ver que seu titulo de porradeiro de Street Fighter estava de volta.

-The bitch is back!

Ele ergueu os braços, se levantando, exibindo seus músculos.

Zacky ainda olhava para os dois como se fossem idiotas.

Talvez fossem.

-Sério, preciso saber aonde ela foi.

-Deve ter ido tomar um ar, você não sai da cola dela né.

Johnny deu de ombros.

-Você não se lembra? Ótimo, marombado.

Zacky passou as mãos na testa, respirando fundo.

Onde aquela garota tinha se metido agora, meu Deus?

***

Ela se sentou no park, respirando fundo.

Estava frio, frio demais. Saía fumaça gélida de sua boca, até. O sobretudo preto e as luvas quase não davam efeito algum. Ela assoprou o ar, esfregando as luvas de lã preta, enterrando o rosto entre elas e em seguida pôs-se a chorar.

Sua pele branca agora ficava vermelha em seu nariz, conforme ela choramingava no park. Todos que passavam, olhavam para ela com um olhar piedoso, ou alguns apenas pensavam que era uma drogada problemática e a ignoravam.

Só ela sabia o que estava sentindo.

Só ela sabia da dor.

Mas só ele podia salvá-la.

-Posso?

Ele perguntou. Taylor estremeceu, levantando a cabeça e parando de soluçar. Olhou-o com um olhar de nojo, fungando e secando as lagrimas.

Ele lançou um sorriso sutil.

-Ok...

Ele se sentou, acendendo um cigarro. Taylor respirou fundo, tentando estabilizar sua respiração.

-O que você quer?

-Quero...?

-Para deixá-lo em paz.

Ele abriu um sorriso ainda pior, que fez Taylor querer dar um soco a cara dela. O homem se virou para Taylor, e falou, a voz baixa e sedutora:

-O quão você se importa com ele, hum, Tay?

Ele afastou o cabelo dela de seu ouvido, sussurrando, em seguida, no mesmo:

-Heim...

Ela fechou os olhos fortemente, se arrepiando. Claro, ele percebeu, e disparou uma risada em seu ouvido, dando um selinho em seu pescoço.

-Só... fala, logo.

Ele não parava com os beijos em seu pescoço. Taylor sentiu uma lagrima cair de seu olho esquerdo.

-Não, não é assim... Aqui, não...

-Por favor, não faça mal à ele.

Ela suplicou, os olhos enchendo de lagrimas de novo.

-Eu faço qualquer coisa, mas, por favor...

Ele afastou o rosto de seu pescoço, encarando os olhos relutantes apontados para o chão da jovem.

-Ok. Ok, meu amor, não precisa chorar... Não vou fazer nada com o seu cachorrinho...

Ele disse, fazendo uma voz “doce”.

-Não chore...

Ela apertou os olhos, soluçando, ignorando o comentário do rapaz. ele colocou o rosto dela em suas mãos, sussurrando friamente, tentando parecer doce:

-Não vou encostar um dedo nele. Mas, já a você...

Ele deu outro sorriso malicioso, passando a mão levemente nas pernas da menina. Taylor estremeceu, fechando os olhos. Pelo Zacky, pelo Zacky...

-Kid...

-O que?

Ele novamente desgrudou os lábios do pescoço da moça.

-Todos estão olhando, pare...

Ele riu, se afastando por completo, ainda encarando-a.

Avermelhada e ardendo em vergonha, ela olhava o chão, chocada.

-Não se preocupe. Ainda vamos sair para bastantes lugares, ok? Relembrar os velhos tempos, com você e suas lingeries safadas falando coisas do tipo...

-PARA. PARA COM ISSO!

Ela gritou, trincando os dentes, dispersando a atenção de todos na praça. Com todos encarando-a. Kid franziu os lábios, pegando-a pela mão e conduzindo-a de mal jeito à algum outro lugar.

-Kid, para! Para!

-Então anda!

Ela a conduziu ate um beco. Longe, onde tudo ainda estava fechado. Lá, o carro dele estava esperando.

Ele a soltou e a encarou.

Não havia ninguém. Nem uma boa alma que possa servir de testemunha, muito bom, grande sorte, hei Taylor.

Ele passou as mãos nos cabelos, se sentando em cima do carro.

-O que você quer, Kid? Me deixe ir para casa.

-Não quer que eu poupe o seu gordinho? Então, faça por onde.

Ele sorriu, descendo e abrindo a porta do carro. De lá tirou uma garrafa de vodka em volta de um saco pardo, e gesticulou para ela.

-Não, eu...

Ele lhe lançou um olhar mortal.

-Não quero fazer isso a força. Não vê que estou tentando não machucá-la?

Taylor umideceu os lábios, apertando os punhos.

Ele não vai machucar o Zacky.

Vai, Taylor, por ele... Ele sempre cuidou de você, vai...

Ela se sentou de seu lado, pegando a garrafa de a bebendo.