The Video Tape

1 Aquele com a Véspera de Natal


Notas iniciais
Hello guys, espero que gostem dessa oneshot, eu escrevi ela tem um tempinho já, ela me veio a mente depois de ver aquele video fanmade da Emma vendo a Regina vestindo uma roupa de empregada sexy (Cena da Lana em Swingtown). Mas apenas ontem eu decidi postar ela como um especial de natal.

Perdoem os possíveis erros.

Enjoy it!!

24 de dezembro, delegacia de Storybrooke 17h35min.

Sabe a famosa frase “tudo o que está pior pode piorar”? Eu estou vivendo ela nesse exato momento, era de se esperar que por ser véspera de natal, alguma coisa daria de errado para mim hoje, entretanto hoje foi o ápice. Me digam o que fazer quando a mulher por quem você tem uma crush secreta te pega em uma situação constrangedora? Eu só estou querendo que Deus tenha piedade de mim e me leve nesse exato momento.

Não estão entendendo nada não é? Eu vou explicar, mas antes deixa eu me apresentar; chamo-me Emma Swan, tenho 28 anos e trabalho como xerife da cidade de Storybrooke, Maine; agora que já sabem que eu sou vou lhes contar sobre a mulher por quem eu não sei lidar, Regina Mills, a outra mãe do meu filho, sim eu tenho um filho, mas isso não vem ao caso agora, como se não bastasse ela ser a prefeita da cidade, ela também é tão fodidamente linda e sofisticada, enquanto eu aqui, Emma Swan.

Para contar a vocês sobre o meu martírio temos que voltar algumas horas antes…

Prefeitura de Storybrooke, 7h30min.

— Não foi ontem, nem anteontem Srta. Swan faz uma semana que eu estou pedindo por esses arquivos, uma semana, isso é um trabalho que excede suas capacidades? Precisa de um auxiliar para isso? Ou melhor, talvez eu deva procurar um novo xerife...

Ela é tão linda, cara. Olha esses lábios! Olha essa boca! Ah, a cicatriz em seu lábio superior! Definitivamente sexy!

Até quando está brava e brigando comigo Regina é maravilhosa, eu amo provocá-la apenas para aproveitar o deleite de ter sua atenção para mim, porque normalmente ela ignora a minha existência completamente. Se vocês acham que a vida amorosa de vocês está fudida meus amigos, eu nem na friendzone estou, visto que a minha crush me odeia.

Poxa crush, por que você não me nota?

— Srta. Swan? Srta. Swan? SWAN!

Volto a mim quando a escuto gritando.

— O que?

— Você prestou atenção no que eu disse?

— Sim, claro – minto, visto que eu estava prestando atenção nos movimentos dos seus lábios ao invés das palavras que saiam deles. — você está certíssima, eu sou uma idiota. — resolvo jogar essa tática, ela sempre me chama de idiota, então as chances de me safar dessa são grandes. — Não vai acontecer novamente.

— Ótimo, traga os arquivos para mim até o fim da tarde e eu falo sério dessa vez.

Assinto com a cabeça e ela manda eu me retirar, saio da prefeitura pensando que porra de arquivos ela quer que eu leve até o fim do dia para ela.

Regina Mills senhoras e senhores essa mulher seria a minha morte, espero que não literalmente.

******************

Delegacia de Storybrooke, 17h00min.

Hoje o dia foi corrido, típico de uma véspera de natal, passei horas e horas retirando gatinhos de árvores, ajudando alguns moradores a carregar móveis velhos para fora de casa, ajudei nas decorações de natal e até me fizeram buscar alimentos no mercado, às vezes me pergunto se eles sabem a real função de um xerife e para coroar o dia no final da minha ronda o Leroy resolveu arrumar briga no Rabbit Hole, como resultado eu tenho meia hora para achar os arquivos que a Regina pediu e levar para ela.

Agora eu estou aqui na sala de arquivos da delegacia encarando pilhas e pilhas de caixas sem saber por onde começar e o que exatamente procurar, não esperava menos de uma segunda feira, a semana começou bem para mim, realmente não tem como piorar. Tiro a jaqueta, prendo o meu cabelo e começo a pegar as caixas.

Perceberam a maldita frase? “realmente não tem como piorar” se eu sair ilesa dessa situação a qual me encontro vou abolir essa frase do meu vocabulário.

Eu já tinha olhado seis caixas, todas elas com vários e vários relatórios feitos por Graham, que Deus o tenha amém, quando fui pegar a sétima e notei que diferente das outras nessa havia fitas de vídeos.

O que será que tem nelas?

Resolvo sanar minha curiosidade, vou até a parte da frente da delegacia e pego o carrinho com o televisor, noto o Leroy roncando alto deitado na cama de uma das celas.

— Esse não toma jeito mesmo!

Volto pra sala de arquivos, coloco o carrinho em um espaço de frente pras pilhas de caixas e ligo a TV na tomada, pego uma das fitas, em nenhuma delas consta identificação indicando do que se trata, coloco no videocassete acoplado na TV, ligo ela e depois puxo uma cadeira para sentar.

No primeiro momento fica uma tela azul, mas então a imagem logo muda e percebo um cômodo familiar, acredito ser um dos quartos da pensão da Granny, uma música muito sugestiva começa a tocar, daquelas que se houve em boates de strip tease, mas antes que qualquer pensamento possa se formar na minha mente eu a vejo.

Regina Mills.

Em uma fantasia extremamente sexy de empregada, ela está de costas, mas eu reconheceria aquela bunda até mesmo em meio a uma tempestade de areia de tanto admirar.

— Não acredito no que meus olhos veem, eu estou sonhando? Se isso for um sonho, eu quero dormir para sempre.

Ela logo se vira e puta que pariu! Que mulher é essa! Eu começo a sentir um formigamento por todo o meu corpo, sinto minha boca ficar seca e a excitação já começa a se fazer presente. Mantenho meus olhos vidrados na tela, enquanto Regina começa a rebolar mordendo os lábios em meio a um sorriso.

Eu simplesmente não consigo me conter, desço umas das mãos até o fecho do meu jeans, abro e serpenteio sentindo a umidade do local. Mantenho os olhos nos movimentos que a Regina faz enquanto meus dedos me dão um pouco de alívio.

A coisa toda poderia acabar comigo tendo mais um orgasmo, mas alguém lá em cima deve me “amar” porque não foi isso o que aconteceu…

— Ai quase, isso Regina, iss…

— Swan?

*************************

Delegacia de Storybrooke, 17h37min.

Acharam que eu não ia passar vergonha hoje né?

Regina Mills, a minha eterna crush, me pegou tocando a siririca vendo um vídeo muito íntimo dela. A vida mais uma vez dando uma rasteira na minha pessoa, eu só posso ter dançado macarena durante a sua crucificação né Jesus, e você resolve se vingar da minha pessoa na véspera do dia do seu nascimento, não tem outra forma para explicar a horrível situação da minha vida.

Percebo que minha mão ainda se encontra no meio das minhas pernas, rapidamente a tiro e levanto correndo da cadeira para desligar a TV, em meio ao meu desespero eu tropeço em uma das caixas e caio de cara no chão, como já estou ultrapassando todos os níveis de humilhação possível diante de Regina, levanto como se nada tivesse acontecido e desligo a TV cessando a transmissão da dança erótica que a morena fazia, respiro fundo antes de me virar a ela.

Situação mais constrangedora que essa não existe, eu encaro ela e não consigo decifrar a expressão do seu rosto, já o meu, eu tenho certeza que ultrapassou todos os tons de vermelho, enquanto um leve suor escorre pela minha testa.

Será que se eu fingir um ataque cardíaco resolve?

— Swan...

— Regina, eu posso explicar. — Resolvo interromper ela. — Quer dizer não há muito que se explicar e essa situação toda é completamente embaraçosa, uma vez que você viu o que eu estava fazendo e…- paro de falar ao notar um sorriso surgir por seus lábios. Ela vai rir e zombar de mim acho que prefiro quando ela está brava comigo do que ser motivo de sua chacota. — Olha, eu… céus não acredito no que vou dizer, — respiro fundo, antes de falar, resolvo jogar a merda no ventilador de uma vez, a coisa toda já esta ruim mesmo. — eu sinto desejo por você, eu sinto uma atração muito forte, mas não é só isso, eu realmente gosto de você Regina, eu sei que você ter me visto, — faço um movimento aleatório com as mãos — você sabe, faz parecer que sou uma adolescente louca com os hormônios, mas não é isso, nunca foi isso. — começo a andar de um lado pro outro gesticulando enquanto falo. — Desde o primeiro momento que eu vi você, quando Henry me trouxe até Storybrooke algo despertou em mim, foi como se eu tivesse estado dormindo por toda a minha vida e finalmente ter acordado ao olhar seus olhos, ver o seu sorriso, escutar a sua voz. — meneio a cabeça e suspiro – Eu queria muito que você sentisse o mesmo por mim, mas para minha imensa sorte você me odeia e eu…

— Eu não te odeio.

Paro de falar ao escutá-la e me viro para ela, me assusto um pouco, pois ela está bem perto, nem notei quando ela se aproximou.

— Nunca chegou a ser ódio, eu não sei explicar o que eu sinto, não sou muito de falar sobre sentimentos, ainda mais quando estes são tão intensos quando se trata de você, mas não, eu não sinto ódio por você Swan.

Ela para de falar um instante morde os lábios e se aproxima ainda mais de mim, contenho a respiração olhando fixamente para ela.

— Você me irrita, me deixa nervosa e por muitas vezes com tanta raiva que me da vontade de te esganar, mas você também é a responsável por me tirar da minha tediosa rotina e por me fazer segurar o riso por culpa de alguma idiotice cometida por você.

Ela se aproxima ainda mais, invadindo meu espaço pessoal e eu sinto que minhas pernas parecem ser feitas de gelatina.

— E eu também gosto de você.

Sabe aquele momento que o coração dispara, tropeça, quase para? É como estou me sentindo no momento, meu cérebro parou com a sua fala, entrou em pane ao ver um sorriso nos lábios dela logo em seguida, mas ele derreteu completamente ao sentir sua boca na minha.

Por uns minutos eu fiquei sem reação, apenas sentindo o calor daqueles lábios tocando os meus, mas logo meu cérebro se refez e pude fazer o que sempre tive vontade, tomei Regina em meus braços enlaçando sua cintura, quando ela passou seus braços pelo meu pescoço e arranhou de leve minha nuca não contive o gemido que reverberou em sua boca, Regina tinha um gosto incrível, muito melhor do que eu imaginei e a sensação de finalmente ter ela em meus braços é inexplicável.

Presas em nosso próprio caótico frenesi, minha língua explorava toda a sua boca da mesma forma que ela fazia na minha, eu deslizava minhas mãos pelo seu corpo com rapidez, enquanto Regina me apertava e me puxava ainda mais contra si. Quando o ar faltou parei o beijo mordiscando levemente seu lábio superior e sorri ao encostar sua testa na minha. Regina tinha a respiração ofegante e quando me afastei um pouco dela sem tirar meus braços da sua cintura notei um leve sorriso em seu rosto, meu coração que já estava descompassado entrou em desalinho ao ser a razão daquele gesto tão raro na prefeita que senti coragem o suficiente para acariciar seu rosto.

Ainda com os olhos fechados ela abriu ainda mais seu sorriso abaixando a cabeça, segurei seu rosto com ambas as mãos não deixando ela me privar de tal maravilhosa visão. Acariciei de leve sua tez antes de pedir em um sussurro:

— Abra os olhos.

— Não.

— Por que não?

Ela hesitou mordendo o lábio.

— Porque tenho medo de que seja apenas mais um sonho.

Disse tão baixinho que se não estivéssemos próximas eu não teria escutado.

— Então tem sonhando comigo senhora prefeita?

— Você e essa sua capacidade de estragar qualquer momento não é Swan.

— Bem nós duas sabemos o quão idiota eu sou. – ri de leve. — abra os olhos Regina nenhuma de nós duas esta sonhando, não desta vez.

Quando o olhar dela se juntou ao meu, tive que me segurar para não tomar seus lábios novamente, ficamos nos encarando em silêncio por uns minutos, eu a observava tentando registrar esse momento na minha mente; enquanto Regina estava com um olhar hesitante parecia querer me dizer algo.

— Eu... Eu, ãn Henry gostaria de saber se você quer passar o natal conosco.

Sorrio em resposta.

— E quanto a você?

Ela sorri, me da um selinho e se desprende dos meus braços indo em direção a porta, antes de sair ela para e diz sobre o ombro:

— Às 19 em ponto Swan, não se atrase.

Quando ela sai eu começo a dançar e pular pela sala, esse momento é todo meu, obrigada Jesus pela maravilhosa vida nunca critiquei. Tiro a fita da TV coloco na caixa e saio da sala com ela nos braços coloquei ela em cima da minha mesa e peguei meu celular, quando estava para pegar a caixa novamente Leroy me chama.

— Hey irmã.

— O que é Leroy? — Vou até ele.

— Bem é véspera de natal, você poderia sabe... Me liberar.

— Tudo bem, sorte sua que estou com um ótimo humor. – destranquei a cela e o deixei sair – se comporte, por favor, não estrague a minha noite ou te deixo aqui até depois do ano novo.

— Não se preocupe, feliz natal irmã.

— Maravilhoso Leroy, ele será maravilhoso.

Voltei a minha sala e peguei a caixa com as fitas, tranquei a delegacia e me dirigi até meu carro, a deixei no porta-malas antes de entrar no carro. Suspirei ao me dar conta que o cheiro de Regina impregnou em minha pele. Quem diria que o dia que começou estressante, passaria a ser vergonhoso e agora era o melhor dia da minha vida, liguei meu fusca e parti para meu apartamento não poderia me atrasar no meu primeiro natal junto com meu filho a mulher que me tira o sono. Se alguém aí de cima esta me ouvindo só posso dizer obrigada.

*****************

—Emma! – o corpo de Henry me acertou com força quando abriu a porta. – Eu fiquei tão feliz quando mamãe disse que passaria o natal conosco, vem entra.

— Seu presente, não abra antes da hora viu garoto.

— Obrigado.

— Boa noite Srta. Swan.

— Boa noite Regina, — olhei para a morena que estava atrás de Henry, ela usava um vestido azul marinho colado ao corpo, com uma fenda na lateral da coxa, mais linda impossível. — talvez você devesse começar a me chamar de Emma.

— Tudo bem, Em-ma.

Engoli em seco apreciando o meu nome saindo de sua boca, os acompanhei até a sala onde uma enorme árvore de natal estava, observei Henry por o presente debaixo dela e dei uma olhada na sala, estava toda decorada com guirlandas e enfeites de natal.

— Eu estou mesmo feliz por ter você aqui Emma e mamãe também! Ela estava cantando enquanto preparava a comida e ela só canta quando esta feliz.

— Henry. – Regina o repreendeu e eu mordi os lábios ao ver ela corando.

Ele deu de ombros e sorriu, depois arregalou os olhos e saiu correndo em direção a escada.

— Preciso pegar os presentes de vocês e colocar debaixo da árvore.

— Henry não corra pela casa.

— Desculpe mamãe.

Aproximei-me de Regina quando o vi sumir de nossas vistas, toquei seu rosto fazendo um carinho leve antes de tocar seus lábios em um curto beijo.

— Eu também tenho um presente para você.

— Swan... Emma eu não comprei nada a você e...

— Não tem problema, estar aqui com você e Henry é o melhor presente que eu poderia ter. – pego uma caixinha de dentro da minha bolsa e estendo a ela. Espero ela abrir antes de explicar. – o pingente do colar é um cristal da mina, eu o peguei no dia que fomos resgatar Henry, aquele dia foi importante para mim, você confiou que eu o traria são e salvo a você e esse cristal é como uma lembrança.

— Obrigada, eu amei. – me deu um selinho antes de colocá-lo em minhas mãos e se virar. – me ajude a colocar.

Não resisti em abraçar ela depois de colocar o colar, senti ela relaxar em meus braços e me permiti suspirar sentindo seu corpo junto ao meu, com a cabeça deitada no vão do seu pescoço a escutei sussurrar.

— Acha que isso dará certo?

Afastei-me e olhei em seus olhos.

— A única certeza que posso te dar é que eu não vou deixar de lutar por nós.

Regina abriu um grande sorriso, um que eu havia visto ela dar apenas ao Henry e me beijou, ali naquele momento com nossos lábios juntos eu tive a certeza que precisava, ela também lutaria por nós.

FIM!

Notas finais
FELIZ NATAL A TODOS VOCÊS MEU AMORES!!!
VIVA LA SWAN QUEEN
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!