The Vanguard

4 Team OMEGA –Liekki-


A sala estava quase completa. Faltava pouco para o início da aula, mas como sempre Êrve ainda não tinha chegado. Era entediante ficar lá sentado olhando para o nada. De repente se pegou pensando naquela garota da loja que jogara contra ele. Ela era boa, talvez tivesse ganho dela por mera sorte, se ela tivesse uma PG naquela hora provavelmente teria perdido. Bem que ela poderia ter ficado mais tempo e dito seu nome.

– E ae, Liekki! — Falou Êrve, enquanto colocava suas coisas na carteira.

– Chegando em cima da hora, como sempre em Êrve.

– Pra que chegar cedo? A aula só começa às 8:00, 7:55 está bom demais.

– Poderíamos jogar um pouco, treinar para os campeonatos. — Retrucou Liekki.

– Nem temos um time. Falta uma pessoa e não conhecemos mais ninguém que jogue e esteja disposto a ir pra um campeonato oficial. Além disso, dependendo de onde o campeonato for teremos que arrumar hotel pra ficar e isso custa dinheiro.

– A parte do dinheiro a gente resolve fácil, só temos que nos preocupar com o terceiro integrante. Será que alguém lá da loja toparia?

– Talvez. Só perguntando pra descobrir.

– Ela bem que poderia ter dito o nome e aceito a proposta. — Falou Liekki chateado.

– Ainda pensando nela? Eu sei que ela era boa, mas nós não a conhecemos e se ela roubasse nossas cartas? É difícil encontrar cartas de Dark Irregulars, até hoje to procurando o Amon e não acho. E até onde eu sei seus Phantom Blasters também são bem difíceis de arrumar.

– Eu sei, mas eu não acho que ela fosse esse tipo de pessoa.

– Espero que não tenha sido por conta do deck dela. — Falou Êrve em um tom brincalhão.

– Não, aquilo foi só uma brincadeira pra simpatizar.

– O professor chegou. — Falou Êrve encerrando a conversa.

– Bom dia, a partir de hoje teremos novos alunos.

O professor saiu da sala para chamá-los. O primeiro aluno que entrou era... A garota do deck de Pale Moon. Lieeki ficou atônito era ela mesmo, com aqueles olhos duvidaria que fosse outra pessoa.

– Meu nome é Alice Menegran, prazer em conhecê-los. — Falou ela simpaticamente. — Então o nome dela era Alice, um bom nome combinava com o que ela parecia ser.

– Balker Lorigrim, prazer. — Falou o segundo aluno. Tinha ficado tão surpreso que tinha até esquecido do outro aluno. Ele parecia um gangster o cabelo curto com o cavanhaque e uma expressão séria deixavam essa impressão.

– Escolham seus lugares e sentem-se. — Falou o professor.

Liekki tinha esperanças de que ela senta-se ao seu lado, mas isso não aconteceu ao invés disso, ela sentou do outro lado da sala. Será que era outra pessoa? E ele se confundiu? Quem sabe. Ao seu lado sentou Balker, o olhou de relance parecia mais velho que a maioria. E tinha uma cicatriz perto do olho esquerdo.

– Ei, ela parece com aquela garota de ontem. — Cochichou Êrve.

– Eu sei.

– Será que é ela?

– Talvez, no intervalo nos perguntamos. — Falou Liekki encerrando a conversa.

=/=/=

O sinal para o intervalo tocou, finalmente a aula havia acabado. Liekki levantou-se rapidamente e foi em direção a carteira de Alice quando notou que ela já estava perto da porta, apressou o passo e conseguiu alcançá-la um pouco depois da porta.

– Oh! Você é o cara do Shadow Paladin de ontem. — Falou ela.

– Então você se lembra de mim.

– Claro que eu lembro. Eu não costumo perder e aquele Phantom Blaster Dragon não é tão comum de se ver, bem vou indo comprar um lanche, até mais.

– Também vou ao refeitório, já que vamos ao mesmo lugar por que não ir juntos? — Falou Liekki em um tom divertido. Ela deu um pequeno sorriso, não saberia dizer do que era o sorriso, mas ela sorriu e isso talvez fosse um bom sinal.

Ela se virou e foi andando e ele a acompanhou. Estava ao lado dela, mas o que falar? Seu deck é bonito? Não, a conversa se encerraria na próxima frase... Está quente hoje né? Não! Que tipo de pessoa começaria uma conversa assim? Tentou lembrar-se de quando começou a conversar com o Êrve. Esforçou-se. Mas foi em vão, não se lembrava. Quando deu por si estava já estava na fila do refeitório. Pediu o de sempre.

– Aonde vamos nos sentar? — Perguntou Alice.

– Eu costumo ir ao terraço lanchar. Por que não vamos lá? — Ela fez uma expressão desconfiada. — Sempre tem gente lá, pode ficar tranquila.

– Tudo bem então.

Eles subiram as escadas. O terraço estava como de costume com várias pessoas, conversando, comendo, alguns jogando.

– Então vocês tão aí. — Falou uma voz conhecida. Liekki se virou para ver quem era. Era Êrve.

– Você demorou. Bem agora o time está completo! — Falou Liekki. Êrve o puxou para perto e cochichou:

– Eu já disse, nem a conhecemos. Como podemos colocá-la no time?

– Colocando de que outro jeito seria? — Retrucou Liekki.

– Cara, ela nem sequer cumpriu o acordo de ontem.

– Eu cumpri. Falei meu nome, pra vocês e o resto da turma. — Interrompeu Alice se intrometendo na conversa.

– Então você conseguiu ouvir a conversa toda? — Perguntou Êrve atônito.

– Sim. — Ela respondeu secamente.

– Ótimo! Então você vai se juntar ao nosso time? Pense em nós famosos. — Falou Liekki animadamente.

– Desculpe, mas eu vou recusar. Não tenho dinheiro pra investir nisso, nem tempo.

– Se o problema for dinheiro eu posso resolver. — Falou Liekki despretensiosamente.

– Eu tenho um emprego, não posso sair dele assim. Onde vou arrumar outro? — Falou ela irritada.

– Eu dou um novo. Ou melhor, você vai ganhar um salário por ser do time! Que tal?

– Hahahaha... E de quanto vai ser esse salário? — Perguntou em um tom zombeteiro. Liekki pensou o quanto seria bom. Se ela tinha um emprego e não queria largá-lo facilmente, deveria ser algo no mínimo razoável. Olhou atentamente para ela. Era bonita, então deveria ser modelo. Quanto uma modelo ganha? 7 mil? 10 mil? 15 mil? Mas ele nunca a vira em revistas, cartazes ou coisas do gênero. Talvez fosse iniciante. Então isso diminuía os valores 5 mil talvez. Não, 7 mil? Parecia perto de um valor ideal. Então seria 7 mil e 500. Parecia um bom número.

– 7 mil e 500, lhe parece bom?

– 7 mil e 500?! — Falou ela surpresa com o valor.

– Achou pouco? — Perguntou o ruivo.

– Não, não é isso...

– Se quiser um conselho, aceite logo. Se não ele vai continuar insistindo até você ceder, ele é assim. Eu posso até não querer você no time, por enquanto, mas se ele quer não posso fazer nada. — Falou Êrve, se intrometendo na conversa.

– Tudo bem. Eu aceito. Então qual vai ser o nome do time?

– Foo Fighter AL4! — Respondeu Liekki.

– Não. — Falou Alice

– Por quê?

– Eu não gosto da Asaka e me recuso a ser como ela.

– Eh! Mas eu não tenho nenhum outro nome! — Falou Liekki de forma extravagante.

– Que tal "Omega”? — Falou Êrve.

– O que significa? — Perguntou Liekki.

– Se não me engano, é a última letra de um alfabeto antigo. Então pode-se dizer que significa "O fim" ou algo assim.

– Parece pretensioso, mas eu gostei. Então esse vai ser o nome do time. Alguma objeção? — Falou Liekki animadamente.

– Não. — Responderam.

– Ótimo!