The Vance Problem
2 O Poder Feminino
Elisa entrou correndo na agencia, segurando seu filho mais novo e sua filha mais velha. Sua barriga de grávida de gêmeos a fez ir mais devagar, mas tudo o que ela queria era manter as duas crianças seguras.
— Elisa, o que foi? – Rossi segurou Sophie quando a menina correu para seus braços e enterrou a cabeça no ombro dele. – Sente-se aqui.
— Grisha foi raptado. – Elisa começou a chorar, não sabendo o que faria. – Vance deixou Janvier livre e ele emboscou o nosso carro.
— Pessoal! – Rossi começou a consolar a pequena Sophie. – Pen, leve Elisa, Sophie e Chris para dentro da sala segura.
— Dave, eu quero ajudar. – Elisa olhou para o homem que era como um tio. – Eu não posso deixar Grisha sozinho com aquele homem, ele vai matar ele.
— Filha! – Pride correu até ela e olhou para Rossi. – Diga-me que Penelope já está nisso.
— Com toda a certeza, Dwayne. – Rossi viu a filha digitar mais rápido que podia. – Aaron, temos uma situação!
— Já ouvi. – Ele sinalizou para todos e uma verdadeira horda de agentes começaram a se mover. – Vou falar com Derek em Los Angeles para que ele fique de olho.
— Chame a nossa equipe em Sacramento também. – Rossi pediu e viu Sam, Kensi e Deeks prontos para ajudar. – Matt, Reid. Verifiquem se Abby, Tim e a pequena já chegaram.
— Eu já estou fazendo isso. – Reid gritou enquanto começava a abrir o programa responsável. – Emily deixou você responsável?
— Sim. – Dave viu Emily assentir, deixando que ele coordenasse tudo. – O que sabemos?
— O carro que Janvier foi visto indo para o norte no Brooklim. – Penelope começou a digitar. – Há duas câmeras que pegaram a placa.
Dois dias se passaram antes de Elisa receber uma mensagem vinda do telefone celular, com um número que ela não reconhecia. Era um endereço que ela nunca tinha ido e ela decidiu que era hora de acabar com tudo.
Levando Penelope e Sam com ela, Elisa entrou no prédio, vendo Callen deitado no chão, o corpo coberto de hematomas e facadas. Ele mal respirava e Sam conseguiu atirar em quatro bandidos antes que Elisa visse Janvier e fosse atrás dela, uma raiva pulsando em seu corpo ao ver seu marido machucado.
— Sam, chame a polícia. – Elisa apontou a arma para Janvier. – Nem pense em se mexer. Ou eu juro, eu te mato seu porco.
— Acha que eu tenho medo de uma mulher grávida? – Janvier começou a rir, mas logo sentiu uma chuva de balas em seu corpo.
— Deveria ter. – Elisa disparou nele até que a arma ficou sem munição e Penelope a abaixou.
Callen foi levado para o hospital e direto para a cirurgia. Com a perda de sangue que enfrentou, ele ficou 5 dias em coma.
Felizmente Callen decidiu voltar dois dias antes de seus gêmeos nascerem.
Agora...
— Vamos entrar no 3, ok? – Elisa e Penelope se protegeram na parede da casa, evitando que fossem surpreendidas com tiros. – 1,2, 3.
— FBI! – Penelope, Sam, Matt, Luke, Callen e Elisa gritaram ao chutarem a porta.
Entrando com os agentes de apoio, eles verificaram cada um dos quartos na casa e não encontraram nada. Penelope e Elisa, no entanto, conseguiram uma pilha de pastas, cada uma com os nomes dos agentes do FBI.
Pegando uma em particular, Elisa sentiu a raiva voltar. Era uma com fotos de Callen sendo torturado por Janvier. Ela passou para Pen antes de correr para fora e vomitar.
— Elisa, você está bem? – Callen correu para a esposa e ela o abraçou. – Está tudo bem, querida. Todo mundo pode ter medo.
— Ele tem uma pasta com fotos de você, Grish. – Elisa respirou fundo. – Fotos de você sendo torturado e eu nem posso queimar porque são provas.
— Olhe para mim, querida. – Callen levantou o rosto dela. – Estou aqui com você e com nossos filhos. Sim, ele pode ter todas as fotos daquele dia, mas eu venci.
— Desculpe interromper esse momento fofo. – Pen se aproximou. – Mas acho que deveríamos jogar nossos celulares na piscina agora.
Callen e Elisa já haviam aprendido desde que conheceram Pen que não deveriam questionar nada.
Cada agente presente jogou os telefones na piscina, fritando os circuitos. Penelope entrou na casa, sendo seguida pelo primo e sua amiga.
Parando em frente a uma sala cheia de monitores, eles ficaram com vontade de gritar.
— Vance tem uma fazenda de servidores. – Penelope disse. – Um RAT foi instalado nos computadores da agencia.
— RAT? – Elisa queria saber o que era.
— Um vírus de acesso remoto. – Pen clicou em alguns botões e as imagens sumiram. – Ele tinha nossos contatos, mensagens dos telefones e e-mails.
— Sorte que a gente se comunica através de bolos e pizzas. – Elisa sorriu. – Aliás, bela sacada.
— Vi em um seriado de televisão. – Luke sorriu. – E o que fazemos agora?
— Acho que temos que pegar um mandato de busca de um juiz não envolvido com a gente e ir atrás desse desgraçado. – Elisa disse. – Eu mesma faria, mas seria visto como vingança e ele sairia pela porta da frente.
De volta ao FBI, Pen olhou para a caixa de entrada de correspondências e notou um convite diferente em todos os compartimentos.
— Baile anual inter agencias. – Pen começou a ler. – Hum, acho que poderia ser legal.
— Mais uma oportunidade para estudar o inimigo. – Elisa sorriu enquanto pegava o telefone. – Parece que Vance confirmou presença.
— Que idiota. – Pen sorriu.
Chegando em casa, ela olhou para o vestido que guardara para uma ocasião especial como uma boa encarada no inimigo.
Elisa abriu o guarda roupa e pegou o vestido guardado no saco de proteção e sorriu ao abrir. O vestido era vermelho vivo, com um comprimento perfeito e um decote que ao mesmo tempo escondia e mostrava o que ela tinha de melhor.
Entrando na festa, já cheia com os nomes mais importantes dos EUA. Penelope e Elisa sorriram. Todos os agentes do FBI foram convidados, uma vez que ajudaram mais gente que poderia se contar.
Gibbs e Jenny, assim como Tony e Ziva foram para a pista de dança, dançar um pouco, deixando Elisa e Penelope seguras enquanto observavam Vance tentando refazer alguns elos partidos em sua estrutura.
— Leon Vance. – Penelope o viu olhar para ela, assim como todos reunidos. – Achei que estaria se escondendo depois de termos realizado uma busca naquela casa que você comprou.
— Bem, vocês não acharam nada de errado, além de umas pastas e fotos. – Ele deu um olhar aguçado. – Ou acharam?
Penelope sentiu seu sangue ferver e se aproximou do homem, que finalmente demonstrou medo da agente.
— Eu não sei como você está fazendo isso, Leon, mas acredite em mim quando eu digo isso. – Penelope falou, sem medo. – Eu te garanto que você vai cair. E não vai ser com graça.
— Eu pago para ver. – Vance encarou Pen, mas se arrependeu quando o olhar determinado dela não vacilou.
— Durma de olhos abertos. – Ela sorriu. – E só para você saber, isso não é nenhum pouco infantil.
Ela caminhou pelo salão, juntamente com Elisa, atraindo a atenção ao mesmo tempo que ele foi totalmente deixado de lado. As duas garotas assim como todos do FBI foram aplaudidos pela dedicação, fazendo Vance ficar cada vez mais irado.
Deixando a festa, ele entrou no carro e bateu seus punhos contra o volante.
Ele mal sabia que Penelope, Elisa e o time todo estavam apenas começando.
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