The Vampire Secret
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Me mudei para uma casa nova faz duas semanas, hoje as aulas começam na Seattle High School, não estou nem um pouco animada com isso.
Hoje o dia começou com o seu cinza chumbo e com uma leve garoa. A temperatura é de 20 graus. Coloquei uma calça jeans, bota de couro preta, blusa de manga curta roxa e uma jaqueta de couro preta. Meu cabelo agora é liso graças a chapinha, mas antigamente ele era cacheado. Tem cor de mel e é vai ate mais ou menos a metade das costas, meus olhos são verdes.
Tenho um carro, um Ford vermelho. Ganhei á uns meses atrás.
Em Seattle muitas pessoas conhecem a lenda dos vampiros, bruxos e lobisomens. Mas quase ninguém acredita, o que é bom porque se um desesperado qualquer souber da nossa existência pode ir espalhando para todos os lados ate chegar em ouvidos não confiáveis e ir acabando com a gente aos poucos.
Fui para a sala de jantar onde minha mãe estava colocando pratos para tomarmos o café da manhã.
–Bom dia. –Digo me sentando ao lado de May, minha irmãzinha adotiva, ela tem 10 anos, sempre soube que somos vampiros, mas mamãe hipnotiza ela para que não saia espalhando para os amigos da escola sobre sua família sobrenatural. Meus pais não querem transforma-la tão cedo.
–Bom dia, você esta muito bonita. –May diz devorando um pedaço de torta.
–Obrigada. Esta nervosa com o primeiro dia?
–Nunca. –Ela sorri.
–Falando nisso será que você poderia levar suas irmãs para a escola, Natasha? –Minha mãe pergunta para mim.
–Claro. –Me sirvo de café e uma torrada. Não sou de comer muito. Meu pai e Carrie se juntam a nossa mesa. Carrie tem 15 anos, aparentemente uma adolescente normal, o único problema é que ela nunca consegue controlar sua sede e acaba matando alguém, nunca aconteceu isso na escola, mas com pessoas de lá . Ela é loira, tem olhos verdes, pele branca, muito bonita. Estava com uma calça skinning preta, blusa vermelha, jaqueta de couro e bota preta de couro.
–Carrie sua irmã que vai levar você para a escola hoje tudo bem?
–Tudo bem.
Depois do café da manha, fomos de carro ate a escola, minha escola não era a mesma delas. As duas estudavam juntas mas não na mesma sala. Deixei as duas lá e segui o caminho até a minha.
Estacionei em uma vaga um pouco longe da entrada. Raios de sol começaram a surgir, mas não era o bastante para esquentar o tempo. Era bem grande, tinha uma escada que dava para o pátio, onde tinha vários bancos, alunos sentados neles conversando, lendo ou apenas esperando alguém.
Uma menina, de cabelo castanho e pele clara veio até mim.
–Oi, sou a Melissa do conselho de boas vindas. Você é nova né?
–Oi, sim sou.
–Deixa eu ver aqui. –Ela estava com uma prancheta com nomes de alunos, ela deslizou o dedo no papel ate chegar no meu. –Natasha Miller, certo?
–Sim. –Digo sorrindo.
–Não tenho muitos amigos aqui, então você pode andar comigo, se quiser, é claro.
–Claro que sim, é horrível passar o primeiro dia de aula sozinha, ainda mais sendo novata. –Ela riu e subimos as outras escadas ate chegar na porta, ao entrar tinha um corredor cheio de alunos e armários. A esquerda dava para um corredor e a direita também.
–Vou levar você ate a secretaria para você pegar seus horários e tudo mais.
–Ok.
A secretaria era uma sala pequena, com algumas cadeiras de estofado azul, uma porta, escrito "sala do diretor" de preto, um balcão com computador e uma cesta de metal cheia de papeis. Uma mulher estava sentada na cadeira preenchendo alguma coisa ao meu respeito.
–Aqui esta seu horário, leve isso para seu responsável assinar, por favor, e amanha quando chegar traga aqui. –Ela estava mascando um chiclete, e seus óculos estavam na ponta do nariz.
–Tudo bem. –Disse, peguei minha mochila e fui para o corredor, olhei meus horários, a primeira aula era de álgebra, mas que droga.
Cheguei na sala, a porta ainda estava aberta e os alunos espalhados pela sala. O professor ainda não havia chegado. Fiquei parada para ver qual era o melhor lugar, alguém esbarrou em mim, quase pedi desculpas, ate ver o dedo do meio da garota.
–Tá parecendo um poste ai. –Já dava para perceber que tipo de garota era ela, a do tipo vadia. Da vontade de quebrar a cabeça dela.
–Todos em seus lugares. –O professor disse e achei melhor escolher qualquer lugar mesmo. Dei um passo quando ele disse para eu ir ate a mesa dele.
–Aluna nova, certo? –Ele perguntou.
–Sim. –Disse.
–Vá ali e se apresente.
–O que? Acho... Que não será preciso.
–É preciso sim, agora vai ate lá e se apresente. –Xinguei ele mentalmente e fui ate o meio como ele havia mandado.
–Gente essa é a aluna nova, qual e seu nome?
–Hm, Natasha Miller. –Todos estavam me olhando como se eu fosse um ET.
–É nova na cidade também?
–Sim. –Digo, não achava aquilo muito necessário.
–Veio de onde? –Ele perguntou. Isso estava muito estranho.
–Los Angeles. –O professor fez uma cara de “que maravilha” e me mandou sentar. Infelizmente minha mesa era no final da sala, e tive que passar por todos, a maioria olhou para mim, como se eu fosse uma presa e eles os predadores, mas na verdade era ao contrario.
A aula não foi nada de mais, na verdade, eu já sabia aquilo que ele estava ensinando então ficou muito fácil, e tedioso claro.
Minha próxima aula era de inglês. Também foi um tédio, além disso não sei nem porque ainda vou à escola, já aprendi tudo. Tirando história, era muito chato assistir as aulas.
Varias aulas se passaram, ate chegar a hora do almoço. Procurei Melissa ao sair da sala, mas só consegui encontra-la na porta do refeitório. Estava com outras duas pessoas.
–Nat, esses são Lucas e Daniel, também começaram hoje.
–Oi. –Digo a eles.
–Oi. –Eles falaram em um uníssono.
–Vamos entrar então, estou morrendo de fome. –Seguimos Melissa ate a mesa com nossas bandejas. Sentei ao lado de Melissa e Daniel e Lucas ficaram de frente para nós. Os dois eram lindos, Daniel tinha cabelos castanhos e olhos azuis, Lucas tinha cabelos louros com olhos verdes, os dois eram altos.
Quando acabamos ficamos conversando um pouco, quando ficamos em silencio, Melissa disse que ia ao banheiro e me convidou, sem pensar direito aceitei, os dois ficaram conversando e pareceu que eles nem viram a gente saindo.
–Eles são lindos não é. –Melissa disse enquanto retocava seu lápis de olho do espelho do banheiro.
–Muito.
–Eles gostaram de você. –Ela disse com um sorriso.
–E como você descobriu?
–Fácil. Os dois não paravam de olhar para você um segundo.
–E já passou pela sua cabeça de que eles podiam ter me achado estranha. –Ela riu.
–Duvido muito, você é linda.
–Até parece. –Digo cruzando os braços, as únicas pessoas que um dia me chamaram de linda de verdade foi minha família e Tom. O único homem que me amou de verdade.
Finalmente na ultima aula. Educação física. Fui para o vestiário, era a aula de Melissa Daniel e Lucas também. Muito estranho a propósito. Vesti o uniforme de ginástica, uma calça leg azul marinho e blusa branca de manga curta. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo.
Fomos para a quadra, tinha um tatame no meio, e minha dedução era que a treinadora iria passar luta para a gente.
–Bem, alunos esse semestre nosso tema será vôlei e luta. Começando por luta. –Na mosca! Finalmente uma aula interessante. Depois que fui transformada, passei seis meses na Donatha para aprender a ser uma vampira experiente inclusive aprendi a lutar. Seria fácil de mais para mim e muito difícil para eles.
A treinadora deu alguns exemplos e explicou como agente deveria fazer.
Começou com algumas pessoas desconhecidas e depois foi para Melissa, ela lutou com uma menina da mesma altura e estrutura corporal, ganhou nos primeiros 15 segundos de luta. Em seguida uma garota alta e muito forte foi para a frente, a treinadora escolhia alguém e esse alguém escolhia uma pessoa para ser seu parceiro.
–Vamos Carmona, escolha alguém, de preferência menina claro.
–Deixa eu ver. –Ela percorreu os olhos por todo mundo ate parar em mim. –A magricela ali. –Ela disse e todos olharam para mim.
–Eu? –Disse com uma voz de surpresa. Ela bateu de leve a mão na testa fechando os olhos.
–Além de fraca é burra. –Pronto, ela atingiu a minha cota, vou acabar com ela. Fui para tatame e fiquei de frente com ela, Carmona girou o pescoço para estralar. Apenas fiquei parada e esperei ela acabar de se fazer de durona. Ficamos na posição inicial. Ela tentou o primeiro soco no meu rosto mais desviei. Pude ouvir alguns “Oh” atrás de nos mais continuei focada na luta.
–Que merda de luta é essa? –Ouvi alguém gritar, me distraindo. Carmona aproveitou essa deixa para dar um soco no meu queixo. Nem perdi tempo colocando a mão no queixo para fingir dor como mamãe havia aconselhado fazer. Fui direto para cima dela, dei um soco muito forte em seu rosto. Ela levou a mão no rosto mais nem se importou e tentou me bater de novo, mas não deu certo, dei um soco em sua barriga, em seguida no seu rosto, ela caiu no chão, montei em sua cintura e comecei a bater nela. Não durou muito. Só percebi que ela estava chorando quando alguém me tirou de cima dela, algum garoto. Me soltei dele e sai do tatame indo para o vestiário.
–Chega por hoje gente. –Ouvi a treinadora gritando atrás de mim.
Troquei meu uniforme pelas minhas roupas normais. Não dobrei, só enfiei elas no armário e peguei minha mochila. Fui direto ao estacionamento, precisava sair imediatamente de lá antes que o diretor ou alguém me chamasse e fizesse milhões de perguntas.
Faltava vinte minutos ainda antes das minhas irmãs saírem da escola, então peguei outro caminho, um mais longo.
Liguei o radio para poder me distrair, estava tocando Justin Timberlake.
Cheguei a escola delas, May estava sentada no banco da entrada, perto de uma arvore. Buzinei e ela veio para o carro.
–Aonde esta a Carrie? –Pergunto.
–Ela foi ao shopping, disse que precisava comprar umas coisas novas. –May disse colocando o sinto de segurança.
–Tem certeza?
–Mais ou menos. Mas ela pediu para falar isso a mamãe.
–Então ela não foi ao shopping. –Minhas suspeitas era que ela foi caçar seu almoço. Não se satisfazia com bolsas de sangue.
Quando cheguei em casa não tinha ninguém, May foi assistir televisão e eu fui direto para meu quarto. Peguei uma roupa de moletom e fui para o banheiro.
Tomei um longo banho para relaxar. Quando sai fui para o meu quarto, ainda estava com uma toalha para enxugar meu cabelo. Sentei na cama e fiquei penteado eles.
Fui a minha prateleira e escolhi um livro para ler, quando ouvi uma briga vindo da sala, provavelmente seria Carrie e May. Desci correndo.
–Sua idiota, era para você calar a boca. O que você falou? –Carrei pegou May pelos braços.
–Solta ela. –Disse empurrando Carrie para trás.
–Ela disse o que para você?
–Que você foi ao shopping. Alias, que rápido em.
–Não acredite nela, a Carrie pegou carona com uma menina e matou ela. –Disse May.
–O que? –Era mamãe, ela estava na porta da entrada com o óculos escuro no toco da cabeça e algumas sacolas de supermercado nas mãos. Ela fechou a porta com o pé e me deu as sacolas para que guardasse na cozinha.
–Eu e você vamos ter uma conversinha. –Minha mãe pegou no braço de Carrie e a puxou para o quarto dela no andar de cima.
Depois de guardar as compras fui para a sala e May falou:
–Fiz alguma coisa de errado em contar?
–Claro que não, foi muito bom. –Disse. Ela voltou a assistir televisão e eu fui para o meu quarto.
Algumas horas depois mamãe foi ao meu quarto.
–O jantar está pronto. –Ela disse.
–Já vou. –Ela entrou e fechou a porta, sentando na beira da minha cama.
–O diretor da sua escola ligou. –Olhei para ela pela primeira vez dês de que entrou em meu quarto.
–Hum. –Fingi não me importar. –E o que disseram?
–Que minha filha praticamente espancou uma garota na aula de educação física. –Seu tom de voz era calmo de mais.
–Só isso?
–Como só isso Natasha? – Ela andou pelo quarto e parou colocando a mão na cintura.
–E o que você disse?
–Que falaria com ela, ele só não te expulsou porque é o primeiro dia de aula. Sua irmã matou uma menina hoje, vocês estão chamando atenção de mais para o nosso lado. A Carrie ate entendo, agora você Natasha.
–Ela me provocou muito mãe. –Disse com raiva.
–O que? Essa é sua desculpa. Estou decepcionada com você.
–Decepcionada porque uma vampira agiu normalmente. Isso sim é decepção. Você acha mesmo que eu vou me controlar?! Você age como se essa família fosse como as outras mais não é! –Falei tão rápido e alto que senti lágrimas em meus olhos.
–Então se eu sair por ai matando todo mundo você vai me achar mais com cara de vampira? –Sua voz não se alterou. –Afinal a única opinião que importa e a sua né, você sabe mais que todo mundo, sempre foi assim Natasha. –Ela saiu batendo a porta.
Não me humilhei ao ponto de chorar. Arrumei minha cama e escovei meus dentes, pequei meu fone e deitei na cama, não iria jantar. Só dormir.
Acordei e tive que fazer muito esforço para sair da cama, não estava afim de ir a escola hoje. Fui para a sala de jantar, estava todo mundo. Mamãe e Carrie estavam conversando como se nada tivesse acontecido no dia anterior.
Não estava com fome então só bebi café.
–Natasha, hoje vou ter que usar o seu carro, posso deixar vocês na escola mais terão que voltar sozinhas. –Minha mãe disse sem me olhar.
–Tudo bem.
–Não precisa me buscar hoje, vou voltar sozinha. –Carrie falou, pensei que mamãe iria dar um show falando que ela não iria voltar sozinha coisa nenhum ou algo do gênero, mas em vez disso ela apenas ficou quieta.
–E você May? –Pergunto.
–Ela não vai hoje, esta com indisposição. –Por um momento tinha me esquecido de que ela era uma humana.
A viagem ate a escola foi silenciosa, exceto pelo radio que estava ligado. Mesmo assim parecia que estávamos a caminho de um funeral.
Quando cheguei, minha nova turma de amigos estava me esperando ao lado do meu armário. Melissa estava ainda mais bonita que ontem, seu cabelo aparentemente mais vivo e com alguns acessórios.
–Oi. –Digo dando um pequeno sorriso.
–Achei que você não iria vir hoje, por causa do incidente de ontem. –Melissa disse.
–Minha mãe que me trousse hoje, ela é meio lerda na hora de sair de casa. –Apesar de ser uma vampira.
–Ata. Nunca vi a Carmona apanhar antes, você é muito forte, sabia?
–Você esta exagerando, só tive mais... Concentração. –Gaguejei. Nunca fui boa em mentir.
Fui para minha primeira aula. O professor estava passando uns exercícios básicos sobre a matéria, copiei tudo rapidamente. Ele disse que chamaria alguns alunos para responder, estava disposta a ir ate a mesma dele e hipnotizar ele para que não me chamasse.
E felizmente não chamou. A aula de inglês foi... interessante. Ela passou um trabalho sobre Shakespeare. Nunca fui muito fã mas era fácil.
Na hora do almoço me sentei com os meus amigos, dessa vez o almoço estava mais silenciosos –pelo menos em nossa mesa-, pela janela pude ver que estava caindo uma leve garoa. O que me deixou um pouco desanimada, não gosto muito da chuva.
Quando acabou o almoço fomos todos junto para a aula de educação física.
–Natasha, devido ao acontecimento de ontem você vai ser suspensa das aulas pelo resto da semana. –A treinadora disse. Dei de ombros e fui para o banco, praticamente agradeci por isso.
A aula deles hoje foi jogo, e pra falar a verdade estava bem interessante. O time do Daniel começou ganhando mas depois o time da Melissa e do Lucas estava melhor, conseguiram ate alcançar os 15 ponto que o time de Daniel havia feito.
A treinadora deu um tempinho para ir beber água. Lucas se sentou ao meu lado.
–O que você esta achando do jogo?
–Bem interessante. –Digo sorrindo.
–Pois é. é legal quando o time começa perdendo e depois fica melhor que o adversário. –Ele disse. –Queria que estivesse jogando. É boa no vôlei? –Dei de ombros.
–Raramente jogo.
–Espero que seja do meu time. –Ele falou e saiu andando, indo de volta a seu lugar, que era o de saque.
Quando acabou, Melissa me perguntou se eu queria uma carona, mas recusei.
Fui andando mesmo, a garoa já havia acabado. Estava só um pouco frio. A rua estava completamente vazia, mas conforme eu ia andando um grupo de garotos –da mesma escola-, apareceram, estavam conversando e pareceram nem se importar com a minha presença. Um dos garotos, o mais alto e forte olhou para mim, em seguida deu uma risada, os outros garotos também olharam. Continuei andando, mas o garoto alto me puxou.
–Ora, ora. Se não é a menina que bateu na Carmona. –Todos riram, mas bem de leve.
–Hm, da pra você me soltar?
–Não da não, amor. Você venceu dela, mas será que consegue bater em mim, e sair viva? –Ele só podia estar brincando. A voz dele era grave e rouca.
–Ei cara, não era só pra assustar? Você não disse que bateria nela. –Um garoto de cabelo castanho e um pouco mais baixo que o que estava me segurando disse.
–Cala a boca Matt. –Ele disse por cima do ombro.
–Sério? Você vai me bater? Mas que covardia! –Digo zombando dele. Ele percebe e aperta ainda mais o meu braço. Minha expressão não se alterou, percebi que ele estava bem irritado, estava sendo muito divertido zombar deles. Errado mas divertido.
–Só é covardia se a pessoa estiver em desvantagem, e pelo o que eu vi você é bem capaz de lutar comigo não é? –Ele riu.
–Sério vamos embora. –O outro garoto disse. Ele me soltou e virou para ele.
–Você não sabe nem matar uma mosca vai querer brigar comigo. –Percebi que era minha deixa para ir embora. Apenas sai andando.
–Aonde você pensa que vai!? –Apenas o ignorei, senti que ele estava andando em minha direção então parei e virei para ele.
–Vai ser uma perda de tempo você lutando comigo, então... Tchau. –Virei e sai andando. Ele me pegou e quase me deu um tapa, mas claro, eu desviei. O outro garoto me empurrou e falou:
–Você sabe que vai ganhar, então pra que perder tempo com essa ai? –Ergui uma sobrancelha e cruzei os braços.
–Como é? –Falei.
–Cala a boca. –Ele disse por cima do ombro. O que me impedia de bater neles era... Nada!
–É você tem razão. –Ele mostrou o dedo do meio para mim e saiu andando, os outros seguiram ele. Agora virou modinha mostrar o dedo do meio!
Quando cheguei em casa mamãe me ligou pedindo para que fizesse uma sopa para May já que estava meio doente.
Fui ate a cozinha e procurei os ingredientes, peguei uma lata de sopa instantânea e acrescentei batata e cenoura, e também alguns pedacinhos de carne.
Enquanto esperava ela ficar pronta fiz o dever de casa na mesa da cozinha. May estava deitada assistindo televisão no sofá da sala, com alguns cobertores.
Quando a sopa ficou pronta, preparei suco de laranja. Coloquei a sopa em uma tigela e com uma colher, peguei o suco e fui ate a sala, dei o pote para ela e coloquei o suco na mesinha de centro. Fui para a cozinha e guardei minhas coisas na mochila e fui para o meu quarto.
Tirei o tênis e deitei na cama e fechei os olhos. Fiquei na companhia do CD de Evanescence.
Quando abri os olhos percebi que havia dormido, pois o CD já parara de tocar e apenas uma luz fraca atravessava meu quarto, que vinha lá de fora.
Minha janela estava aberta e uma brisa gelada entrava fazendo a cortina balançar um pouco. Fechei a janela e fui tomar banho. Nem tinha visto que horas eram.
Quando voltei para meu quarto peguei meu celular e olhei a hora, eram 19:15. Fui para a minha mesinha e liguei meu notebook. Chequei meus e-mails e vi que tinha uma nova mensagem, era da minha amiga de Los Angeles, Lena.
Natasha,
Espero que esteja bem, eu e Lúcia, sentimos muito a sua falta afinal você foi uma amiga e tanto. Fiquei muito triste quando disse que ia embora, e ainda não superei. Quando ficamos amigas você me disse que nunca ficava muito tempo em um lugar só, que viajava muito, achei que não seria problema você ir embora, mas agora vejo que você foi muito importante para mim. Quando você chegou estava passando por um momento muito difícil em minha vida, afinal minha mãe havia morrido. Você deu muitas forçar para que eu voltasse a minha rotina, e só consegui graças á você. Desse jeito parece meio exagerado mas é a mais pura verdade. Sentimos muito a sua falta.
Beijos, Lena.
Meus olhos encheram de lagrimas e não quis conte-las. Também sentia muito a falta dela. Não cheguei a contar para elas que sou vampira, jamais contei a ninguém e espero que continue assim.
Fui para a sala, May não estava mais lá, o sofá estava vazio e sua coberta cuidadosamente dobrada.
Meus paus já haviam chegado e estavam na cozinha. Os dois eram professores de história, a única diferença era que ele dava na faculdade e ela em escolas para adolescentes. Felizmente ela nunca deu aula em uma escola que eu estudasse, ela também nunca tentava um emprego nessas escolas. Papai esta sempre corrigindo provas e trabalhos ou planejando aulas. Desse jeito ate parece que somos normais. Eles raramente caçam, preferem beber de bolsas de sangue. Mas dizem que todo vampiro deve caçar pelo menos uma vez por semana, se não eles ficam fracos, claro que nenhum dos dois queria ser vampiros mas já que são poderiam fazer um esforço para ser saudáveis.
Eu bebo tanto de animais quanto de bolsas. Mas prefiro o sangue direto das veias, ou melhor, da veia de um humano. É um pouco proibido na Donatha. Mas dês de que seja de vez em quando não faz mal. Agora tem sempre alguns vampiros que tem sua dieta só de sangue humano, é proibido, não das bolsas, e sim das veias.
–Boa noite. –Digo me sentando em uma das cadeiras ao lado de papai.
–Olá filha. –Ele diz sorrindo. Mamãe nem se quer olha para mim, ainda fica mexendo sua panela no fogão.
O jantar também foi quieto. Estavam todos na mesa, apenas encarando o prato, as vezes tinha alguém que olhava para cima ou coisa do tipo. O jantar foi macarrão a bolonhesa. Depois fui para o banheiro, escovei meus dentes e fui para o quarto. Li um pouco e depois fiquei cansada. Arrumei a cama e deitei me entregando ao sono.
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