The Vampire Princess
22 Acampamento = filme de terror.
Notas iniciais
Killu on:
Ruka estava acordando depois de algumas horas descansando. Ela estava deitada ao pé de uma árvore dentro da barreira que a mesma criou, eu estava em um galho da mesma árvore, logo acima dela. Ainda lembrava claramente de seu cheiro e seu gosto, seu sangue era simplesmente viciante, nunca provei um sangue tão bom...ISSO LÁ É COISA QUE EU DIGA???!!! Aff...me controlei e desci do galho para ver se ela precisava de alguma coisa.
– Killu, o que aconteceu?! – ela tava zoando com a minha cara. – Ah, lembrei. Você tá bem? – está perguntando isso pra pessoa errada...mas num tem nenhuma outra pessoa por perto, nossa eu realmente sou tapado.
– Hm, tô sim. Como você tá se sentindo?
– Eu ainda me sinto meio fraca, mas já estou melhor, obrigada. De qualquer forma, queria saber de onde saiu aquele cara, sem contar que ele falou várias coisas que nos deixa com muita dúvida.
– Isso é verdade, ele disse algo sobre eu ser um famoso Haruno, Haruno eu sou, mas um vampiro igual a ele me conhecer é muito estranho, queria perguntar sobre isso a Sakura, mas aqui tá meio impossível.
– Realmente... De qualquer forma, já vai amanhecer agente devia ir atrás de água e comida pros próximos dias, e nem vem com a desculpa de que por ser dia você não vai me ajudar. Sei muito bem que graças a sua pulseira milagrosa ai você pode se mover á vontade.
– Ah...ok, ok...mas espera até o sol nascer que vai ser mais seguro, vai que agente dá de cara com mais um encontro inesperado...
– Ok, de qualquer forma me ajuda a levantar logo. – ela disse autoritária como sempre. Me aproximei de Ruka e estava a ajudando a ficar de pé quando nós dois escorregamos e ela caiu por cima de mim, eu bati minha cabeça bem forte, mas assim que abri os olhos pude ver e sentir com mais clareza os lábios de Ruka sobre os meus, senti meu rosto ficar vermelho como tomate e Ruka se afastou rapidamente no mesmo estado, então a imagem dela dizendo que me amava veio a minha mente, fiquei mais vermelho ainda.
– V-v-vamos logo. – Ela disse se levantando com certa dificuldade, eu me levantei rapidamente e apenas assenti com a cabeça. Aproximei-me dela e coloquei seu braço esquerdo em volta do meu pescoço, assim saímos da barreira antes do combinado e fomos à procura de algo interessante para fazer.
Killu off.
Temari on:
– Shikamaru seu preguiçoso do demônio, acorda!!! – gritei no ouvido do Nara ao meu lado, desde que ele me ajudou e logo em seguida desmaiou(caiu no sono), ele ficou desacordado.
– Que é?? É assim que acorda alguém que salvou sua vida loirinha?! – Mas em??
– Repita o que disse seu preguiçoso vagabundo???! – senti uma veia saltar em minha testa, como ele ousa me chamar de loirinha???
– Ok, ok...sem brigas. De qualquer forma, por que estas me acordando a essa hora da manhã?! O sol ainda nem nasceu direito né?!
– O que isso tem a ver, estamos em uma floresta cheia de monstros e você fica ai dormindo, mesmo depois do que aconteceu ontem a noite eu ainda acho que você deveria ser mais resistente!
– Eu sou, mas isso não significa que minha preguiça também vá se esvair. O meu obro...não mudou em nada...ainda está doendo de mais...você realmente não fez nada né?!
– Por que deveria?! – provoquei.
– Como agradecimento pelo menos, eu salvei sua vida lembra?!
– Não pedi por isso nem nada parecido.
– Ok, pera ai, vou já te matar e ficamos quites, tudo bem?! – hahaha, ficou estressado bem rápido.
– Tudo bem, tudo bem. Por isso que te acordei, você já dormiu o suficiente, preciso que me ajude a cuidar do seu ombro. Eu posso coloca-lo no lugar, mas se estiver quebrado de mais, não vou poder fazer muita coisa.
– Tudo bem, tenho recuperação rápida, só vou precisar ficar um tempo com o ombro enfaixado.
– E de onde você espera que eu tire ataduras?!
– Da minha bolsa sua ignorante! Eu trouxe algumas já esperando por algo assim.
– Ok. – fui até a mochila dele que não estava muito longe, peguei dois rolos de atadura e voltei para perto dele. Ele se sentou de costas para mim e eu examinei o ombro esquerdo dele, ele disse que doía muito e por isso estava meio imóvel, seu ombro estava deslocado e quebrado, tive que colocar no lugar e aplicar um analgésico que ele tinha na mochila também, logo depois pedi que ele tirasse a camisa para que eu pudesse enfaixa-lo direito. O palhaço não perdeu tempo para fazer palhaçadas:
– Não vai se aproveitar do meu corpo sarado enquanto eu estou indefeso Temari. – isso me deixou corada e furiosa ao mesmo tempo, rebati dando um ‘leve’ tapa em seu ombro. Ele soltou um gemido e depois ficou calado de uma vez.
– Palhaço, fica calado que é melhor. – disse enquanto enfaixava seu ombro.
Terminei de cuidar do preguiçoso e mandei que ele vestisse uma camisa leve, para que o corpo dele ficasse mais solto. Coisa idiota de se dizer, mas falei sem pensar, dei uma de inteligente. Tenho certeza que ele sabia que eu só estava falando qualquer coisa, mas mesmo assim deixou de lado.
– Vamos. – ele disse depois de se vestir e arrumar sua mochila, o sol já podia ser visto no céu(não, no chão). Deduzi que eram mais ou menos seis da manhã. Mesmo assim não fazia a mínima do que ele tinha em mente.
– Pra onde?! – perguntei confusa, eu estava sentada encostada na árvore remexendo qualquer coisa na minha mochila.
– Procurar algo para comer e um lugar mais seguro obviamente! – ele disse isso como se fosse obvio, mas não era, quem iria procurar outro lugar a essa hora da manhã, e ele ainda esperava que encontrássemos alguma comida nesse lugar?!
– Tá louco?! Sério, não por eu ter me surpreendido com o fato de você ter falado em se mexer, mas sim por que não tem lugar melhor que esse livre por ai, vamos acabar topando com qualquer monstro. Além do mais vão enviar comida para nós, senta ai e dorme como você sempre faz.
– Você...tem algo de errado com você – ele percebeu – o que você está escondendo?! – ele perguntou se aproximando de mim, eu apenas me encolhi, não queria que ele prestasse a atenção.
– E-eu nada! Para com isso... – tentei disfarçar.
– Hm... – ele estava andando em volta de mim tentando descobrir o que era. Me encolhi mais, mas ai foi meu erro, acabei deixando um pequeno gemido escapar – Ahá! Você está machucada não é?! – meio certo, eu estava com uma velha amiga de volta. Desde quando eu era criança eu tinha uma doença incomum entre vampiros, provavelmente por causa da minha mãe humana. Eu sempre tive uma dor incurável, eu nasci com ela, uma dor na perna direita, mais especificamente uma fratura, no meu fêmur direito(eu inventei isso, nem sei se isso é possível de verdade). Sempre foi um problema, eu sentia muita dor, mas como vampira podia fazer com que a dor parasse ao me alimentar de sangue humano, mas depois que passei a me alimentar das pílulas a dor voltou, só diminuiu um pouco, mas ainda era frequente. Estou agora sem pílulas e como tomei sangue humano na noite passada a dor voltou agora de manhã por falta de mais sangue.
– É quase isso, mas deixa pra lá...vamos. – disse para não ter que ouvir mais reclamações do Nara, ele iria dizer que eu o estava atrapalhando, com certeza. Eu tentei me levantar, mas o que ganhei foi uma bela dor na coxa, e cai de volta no lugar onde estava, gemendo de dor.
– Temari! O que está acontecendo??!! – o Nara veio correndo em minha direção, ele pareceu preocupado, oque me surpreendeu.
– Nada de mais... – fui interrompida.
– Não brinque comigo! Acha mesmo que pode me enganar?! Sei que você tem alguma coisa, tem de me contar para que eu possa ajuda-la, ou nós dois seremos prejudicados.
– Ok... – contei a ele minha situação, ele riu no meio da explicação e perguntou como uma vampira tão autoritária como eu poderia ser tão indefesa nessas horas. Ele apanhou pelo comentário desnecessário.
– Ok, ok...vou dar um jeito nisso, mas não posso fazer nada em um lugar como esse, sem contar que corremos o risco de sermos atacados de novo, é o que mais me preocupa. E tanto eu quanto você estamos fora de combate, logo os dois seremos mortos. Vou te levar para um lugar mais seguro e então vou fazer umas pílulas de sangue.
– Com que sangue?! E como?!
– Eu sou um gênio, deve ser fácil fazê-las, e eu também sou humano, tenho sangue suficiente para nós dois. – ele disse olhando em meus olhos e com um sorriso idiota no rosto, me fez corar, mas ele não percebeu, estava me ajudando a levantar mesmo ferido, então fomos em busca de algum lugar seguro para nós dois.
Temari off.
Gaara on:
Ino estava desacordada ainda, ela dormiu a noite toda depois de me ajudar a sobreviver. Consegui uma maleta de mantimentos para nós dois e estava esperando ela acordar para fazê-la comer. Isso não demorou muito:
– Gaara...o que está fazendo?! – ela perguntou ao me ver fazendo café para ela...quem não acharia estranho um vampiro como eu fazendo café?!
– Café, consegui uma maleta de mantimentos para você. Aqui. – lhe entreguei uma caneca de café quente, aposto que estava amargo. Sou péssimo pra fazer qualquer coisa comestível.
– Hum...argh! você não sabe mesmo fazer comida humana em!
– De nada. – eu já sabia disso, não precisava repetir.
– Tá, o-bri-ga-da. De qualquer forma...onde consegui isso tudo? – ela se referiu a maleta.
– Vi caindo várias ao mesmo tempo e fui atrás, era bem cedo, encontrei com os Uchihas, com Neji, Naruto e com o Haruno menor. Acabamos por fazer uma mini reunião e falar sobre o acontecido da noite passada, todos passaram pela mesma coisa, os vampiros sentiram muita sede e os Hunters tiveram de enfrentar fortes vampiros assim como nós, suspeitamos da mesma coisa, mas resolvemos deixar pra lá. Não vi Temari, por isso fiquei preocupado, mas resolvi não ir atrás dela, imaginei que me arrependeria.
– Por ela estar com o Shika?! O máximo que poderia rolar é um climinha, nada mais.
– Hm...preferia não ver nem isso.
– Você é muito careta Gaara, deixa a sua irmã. O que mais aconteceu? Você sabe algo sobre a Saky?!
– Não, ninguém falou sobre suas parceiras, eu fui um dos últimos a ir embora e não vi nem mesmo os irmãos Uchiha trocarem palavras.
– Heh...será que algo aconteceu no trio amoroso?! – lado ruim da Ino.
– Deixa pra lá que é melhor! De qualquer forma, não parece que alguém tenha morrido na noite passada, mas ainda falta muito tempo, não sabemos o que pode acontecer nas próximas noites.
– Que sinistro o que você falou agora, ficou parecendo uma estória de terror. – mas essa é a nossa atual realidade, uma verdadeira estória de terror.
– Vamos apenas deixar o tempo passar, de dia parece que tudo se acalma então é bom descansarmos, á noite vai ser difícil, para todos.
– Ah...nem vai ter tempo pra romance né?
– Isso mesmo...ei! isso não importa Ino!
– É claro que importa seu insensível! Humpf! – E depois ela ficou calada.
Gaara off.
Gaara estava certo, as noites seriam longas e cada vez mais difíceis, o tempo determinado pela diretora para esse acampamento...não era mais válido, poderia durar muito mais tempo, ou poderia simplesmente acabar em uma noite.
Sakura on:
Voltando pra personagem principal aqui!
Depois que eu desmaiei não vi mais nada...espera isso é muito obvio! Ah, de qualquer forma quando desmaiei pude ter outro sonho-lembrança, foi estranho, mas foi como o outro, algo que lá no fundo eu sabia já ter visto acontecer.
Começou com eu dentro de um quarto, tudo no escuro, mas depois foi clareando e revelou as mesmas pessoas de antes, mas dessa vez em vez de eu e Sasuke criancinhas, tinha dois bebes, um estava no berço e o outro nos braços da mulher de cabelos azulados longos, se não me engano Mikoto, era o nome dela. Ao lado do berço tinha um garoto de cabelos não tão longos, mas reconheci imediatamente que era Itachi um pouco mais novo que no último sonho, ele olhava para o bebe no berço com curiosidade e não demorou muito para um sorriso se formar em sua face, pude me aproximar do berço e constatar o que suspeitava, quem estava no berço era eu, tinha os cabelos rosados de sempre e meus olhos esmeralda estavam brilhando ao escarar Itachi, a mulher com o outro bebe nos braços também se aproximou do berço e assim pude ver o bebe que estava em seus braços, era Sasuke com seus olhos ônix e cabelos negros como de todos da sua família, mas o seu sempre foi o mais rebelde. Percebi então um pouco afastados dali os outros três que faltavam, minha mãe e meu pai estavam perto da porta, de madeira e muito bem detalhada, do quarto, eles conversavam com o pai dos Uchihas, Fugaku. Suas expressões eram sérias e preocupadas como sempre, a de minha mãe parecia mais triste do que séria, resolvi então me aproximar para poder ouvir o que diziam, foi quando me surpreendi com o que ouvi:
– Como eu já disse essa é a melhor escolha, eu também não sou muito fã da ideia, mas precisamos decidir isso logo, nos resta pouco tempo Jheiny. – esse era Fugaku.
– Ele tem razão querida, eu sei que você não gosta da ideia de decidir o futuro de Sakura assim, mas precisamos pensar no futuro da nossa raça e eventualmente o futuro dela. – meu pai disse isso...não gostei nem um pouco de ouvir isso.
– Eu sei, mas pense nela...sendo forçada a fazer algo que não quer, eu queria que pelo menos ela, que pelo menos Sakura pudesse ter uma vida normal, e pudesse escolher seu próprio destino. – minha mãe parecia conter suas lágrimas.
– Mas temos de fazer isso, vamos decidir isso por agora, se tivermos tempo o suficiente para mudar essa decisão, o faremos, tudo bem?! – Fugaku conseguiu convencer os dois a sua frente assim – estão está decidido, Sakura se casará com Itachi assim que fizer 16 anos. – QUE MERDA É ESSA????!!! De novo esse papo...
Me virei para o berço novamente e pude ver uma Sakura sorrindo para um Itachi sorridente e um Sasuke se mexendo sem parar nos braços de uma Mikoto confusa. Depois tudo começou a escurecer e eu percebi que estava acordando, pois ouvi a voz daquele bebe inquieto, mas não como bebe e sim como o vampiro que vive me metendo em encrenca, Sasuke:
– Sakura? Resolveu acordar sua preguiçosa?! – palhaço, nem se preocupou comigo é?
– Humpf! – me coloquei sentada ao lado dele – o que está fazendo?!
– Chá, consegui essa maleta de suprimentos agora á pouco, vai querer?!
– Claro! E tem algum remédio para dor de cabeça ai?!
– Tem, pega. – ele me entregou uma cartela de quatro pílulas – o que aconteceu com você mas cedo que acabou dormindo tanto?!
– Obrigada por se preocupar, mas nem mesmo eu sei, só me senti tonta e desmaiei.
– Não diga...
– Baka, mas também senti meu corpo todo esquentar e do nada ficar gelado, mas eu não senti frio nem calor, por isso digo que não sei bem o que me deu.
– Hum...estranho, você disse que não sentiu nenhuma sede antes, está sentido alguma vontade de matar algo?!
– Não diga coisas estranhas tão normalmente seu idiota! E não, não estou sentindo nada fora do normal.
– Hum...aqui, seu chá. – ele me entregou uma caneca branca cheia de chá quente e pegou uma para si mesmo. – E...outra coisa, quando fui pegar a maleta encontrei com os outros, digo, com Itachi, Gaara, Neji, Naruto e Killu, eles disseram que passaram pela mesma coisa que nós, foram atacados enquanto estavam muito fracos, e todos relataram chegar muito próximo a morte.
– Killu estava bem?! Você falou com o Itachi?!
– Sim e não, todos estavam bem, apenas conversamos rápido sobre a noite passada e depois cada um seguiu seu rumo.
– Sinceramente, vocês garotos são todos antissociais.
– Você bem queria que nós ficássemos falando detalhe por detalhe do que aconteceu, não obrigado, não sou Sakura nem Ino nem alguma outra garota.
– ... – o fuzilei com os olhos, mas ele ignorou – de qualquer forma, quanto tempo falta para nós podermos sair desta floresta nada tropical?!
– Não tem mais tempo. – Sasuke disse sério, o que me assustou.
– Como assim?! O que você quer dizer com “não tem mais tempo” ?!
– Que o tempo que a diretora nos deu, não importa mais. Pelo que calculei, cada noite vai ser mais perigosa que a anterior, ou algo parecido. Estaremos em constante ataque, podemos ficar assim por tempo indeterminado, ou seja, podemos morrer hoje ou amanhã, ou essa luta pode durar semanas.
– Você disse noites, então poderíamos sair daqui durante o dia...
– Não ia dar certo. A floresta está tomada por vampiros, se nos mexermos...seremos detectados e atacados no mesmo instante. Quem pensou nisso, é um gênio, só vai nos deixar sair daqui mortos, ou quando tudo acabar. – Sasuke fez uma longa pausa, mas eu não falei nada, sabia que ele ainda tinha algo para falar. – e eu não pretendia acabar com tudo tão cedo, queria enrolar até pelo menos o ano que vem.
– Quando eu faço dezesseis anos?! – perguntei séria.
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