The Vampire Diaries: The Originals
11 You Are My Queen
Notas iniciais
Cena 1:
O dia já estava amanhecendo quando Alice, Kol e Vaughn chegaram ao final da caverna. A iluminação era toda feita com velas e não havia sinal de quem alguém talvez vivesse ali, não ser uma mesa com uma enorme vela e um livro com aparência antiga no meio. Os três caminharam juntos até a mesa e Alice abriu o livro.
– O que está escrito? – Kol perguntou enquanto Vaughn vigiava o local. – São feitiços. – ela praticamente sussurrou e então Vaughn se aproximou. – Você sabe para que servem? – o caçador perguntou e ela o fitou. – Não faço ideia. – ela voltou a folhear o livro. – Parece ser um livro muito antigo, parece com os grimórios que a minha mãe usava. – ela fitou Kol assustada e ele encarou o livro. – Seja o que for temos que levar daqui. – ele fechou o livro e o pegou. Os dois vampiros ouviram um barulho e se assustaram. – Quem está aí? – Kol perguntou, mas, como já era esperado, não obteve resposta. – Fique aqui. – ele murmurou para Alice e se aproximou do túnel de onde eles vieram. Tudo estava calmo, mas Kol ainda sentia que estavam sendo observados. – Vaughn? – ele ouviu Alice chamar e se virou para ela. – Onde está o caçador? – os dois se fitaram assustados. Kol e Alice se apressaram para sair dali, não porque estavam com medo e sim porque deveriam achar Vaughn. O caçador sabia mais do que eles mesmos. Os dois em poucos segundos já estavam na cabana novamente, mas as coisas não seriam tão fáceis quanto eles imaginavam. – Vejam só se não é meu casal favorito. – Marcel sorriu irônico e Kol puxou Alice pela cintura no intuito de protegê-la. – Estão procurando o amigo de vocês? – ele perguntou enquanto cruzava os braços. – Eu vou acabar com você seu maldito! – Alice esbravejou e Marcel deu um passo a frente. – Então nunca mais verá o caçador. – ele ameaçou e deu um sorriso sarcástico. Alice e Kol conheciam a maldição do caçador, mas duvidavam que Marcel conhecesse. No entanto, Alice não queria ver seu amigo morto, não se ela fosse capaz de impedir, mesmo que ver Marcel sofrendo por bastante tempo fosse tentador para ambos os originais. – Vamos fazer um trato. – Marcel começou a andar pela cabana sob os olhares predadores de Alice e Kol que apenas esperavam o momento certo de atacar. – Eu entrego o caçador a vocês... – ele apontou para os dois. – Mas, primeiro, vamos ter uma conversinha. – Kol e Alice fitaram o vampiro que sorria de forma maligna.
Cena 2:
Rebekah se apressava para chegar a casa de Klaus. Ela ainda não havia tido oportunidade de contar aos irmãos tudo o que ela, Sophie e Vaughn haviam descoberto recentemente. Ela entrou na mansão e tudo estava silencioso, parecia até um pouco assustador. Ela caminhou até a sala e encontrou Klaus sentado em uma poltrona de costas para ela. Rebekah ficou por alguns instantes apenas observando o irmão.
– Campainhas existem para serem utilizadas Rebekah. – ele soltou uma risada debochada e Rebekah rolou os olhos. – O que veio fazer aqui a essa hora? – ele perguntou enquanto ela se aproximava. – Elijah está em casa? – ela perguntou e então a figura sempre bem arrumada de Elijah apareceu na sala. – Isso responde a sua pergunta? – Klaus sorriu de lado e Rebekah desviou seu olhar para Elijah. – Precisa falar comigo irmã? – ele perguntou se aproximando dela. – Na verdade preciso falar com os dois. – ela pegou o celular. – É importante. – Klaus gesticulou para que Rebekah e Elijah se sentassem e assim eles fizeram. – Pode falar Rebekah. – Elijah disse em seu característico tom compreensivo e Rebekah respirou fundo antes de começar. – Sophie descobriu algo na floresta. Uma cabana. – ela mostrou as fotos aos irmãos que ouviam atentamente. – Não há sinal de que alguém viva lá, no entanto, pelos conhecimentos da bruxa, um feitiço de rastreamento de magia é muito especifico. – Klaus fitou Rebekah, a parecia já saber o que viria a seguir. – Se Marcel consegue rastrear a magia na cidade inteira o que ou quem rastreia deve estar exatamente no centro da cidade. – Nessa cabana, eu suponho. – Elijah indagou e Rebekah assentiu positivamente. – Vamos lá e acabamos com isso, fim de história. – Klaus falou e entregou o celular a Rebekah novamente. – Não é tão fácil assim, veja os símbolos na cabana Nik, são símbolos de magia muito antiga. – eles se fitaram assustados, conheciam aqueles símbolos. – Onde estão Alice e Kol? – ele perguntou. – Alice foi com Vaughn até a cabana ontem. – Rebekah respondeu. – Kol provavelmente deve estar com eles ou com Hayley. – Elijah indagou. – Temos que encontrar eles, precisamos de toda a ajuda necessária. – Klaus indagou e os três irmãos se fitaram.
Cena 3:
– Sabe Alice, você e seus irmãos já estão me dando nos nervos. – Marcel coçou a nuca enquanto falava. – Então me diga onde está o caçador e eu levo eles embora daqui para sempre. – Kol a fitou, ele sabia do que Alice seria capaz de fazer para salvar Vaughn e ela poderia colocar tudo a perder. – Alice... – ele sussurrou e ela lhe lançou um olhar confiante. – Não é tão fácil assim. – Marcel indagou e ela voltou a encará-lo. – O liberte então. Seu problema é com a minha família e não com ele. – os dois se fitaram intensamente. – Sua família é uma pedra no meu sapato. – ele se afastou e cruzou os braços. – Vocês são um bando de vampiros invejosos que querem minha cidade, meus amigos... Minha garota. – ele apontou para si mesmo e fitou Kol que avançou furioso. – Ela não é sua garota seu rato! Nunca foi. – Alice tentou segurar o original, mas foi inútil. Os dois estavam cara a cara. – Me ataque Mikaelson e carregue nas costas o peso da morte do amigo da garota que você ama. – Marcel sorriu sarcástico e Kol levou alguns segundos para se afastar. – Muito bem Alice, controle seu cãozinho. – Kol tentou avançar novamente, mas Alice se colocou na frente dele. – Eu vou arrancar a sua cabeça desgraçado. – ele ameaçou entre dentes. – Já chega! – Alice exclamou. – Kol, não podemos fazer nada contra ele ou Vaughn estará morto. – ela se virou para Marcel. Kol sabia que Alice tinha um plano, ela sempre tinha um plano, e, quando fosse a hora certa, ele se vingaria de Marcel. – Marcel, o que quer para deixar meu amigo em paz? – ela o fitou e Marcel sorriu maldosamente. – Acho que finalmente estamos nos entendendo. – ele fitou os dois originais com os braços cruzados e com um sorriso malicioso nos lábios.
Cena 4:
Vaughn estava jogado no chão da floresta, sentia uma dor insuportável de cabeça e o cheiro de sangue havia impregnado suas narinas. Ele olhou ao redor e avistou um rapaz que, por conta de seu instinto de caçador, ele deduziu como sendo um vampiro. Vaughn tentou se mexer, mas seus braços e pernas estavam presos por uma corda.
– É inútil tentar fugir caçador. – o vampiro se aproximou dele e cruzou os braços. – Eu precisava tentar pelo menos. – Vaughn zombou e se sentou na terra. – Não sabia que caçadores andavam com vampiros. – o vampiro sorriu maldoso. – Você é o bichinho de estimação deles? – Quer saber qual vai ser a primeira coisa que eu vou fazer quando me soltar? – os dois se fitaram intensamente. – Arrancar o seu coração podre. – Vaughn sorriu com desdém e o vampiro retribuiu na mesma intensidade. – Isso se eu permitir que você viva. – Vaughn soltou uma gargalhada. – Você não pode me matar sanguessuga. – ele sorriu da forma mais cínica que conseguiu. – E o que vai me impedir? – Você é tão burro que claramente não conhece a maldição do caçador. – Vaughn fez uma careta. – Deixarei essa questão no ar. – ele piscou e o vampiro de repente ficou apreensivo. – Que maldição é essa? – Vaughn se limitou a virar o rosto para o outro lado. – Você está blefando. – o vampiro o puxou pela blusa com força. – Tenta a sorte então. – Vaughn indagou e o vampiro o jogou no chão então. – Ficou com medo? – Vaughn debochou e o vampiro avançou. Seu objetivo não foi concluído, entretanto. Alguém o impediu e Vaughn só conseguiu enxergar o coração do vampiro ser jogado no chão. Ele subiu os olhos e avistou a última pessoa que ele esperava ver ali. – Que contraditório não acha? – ele sorriu de canto e Rebekah rolou os olhos. – Por mais que eu esteja tentada a te deixar aí para morrer de fome outra vez... – ela cruzou os braços antes de continuar e ele bufou. – Precisamos da sua ajuda. – ele a fitou sorrindo maliciosamente e Rebekah retribuiu o sorriso.
Cena 5:
Hayley caminhava rapidamente pelo imenso cemitério em direção ao mausoléu já conhecido. Vez ou outra ela se pegava agarrada a própria barriga de praticamente 6 meses, agora já visível. Ela sentia que precisava proteger aquela criança, mesmo que nunca tivesse desejado ser mãe, não naquelas condições. Ela suspirou fundo antes de abrir a porta do mausoléu e entrar.
– Hayley. – Sophie indagou assim que a viu. – Descobriram mais alguma coisa? – a lobisomem perguntou e cruzou os braços. – Vaughn foi com Alice até a cabana, mas eles não deram notícias até agora. – ela se encostou na parede e Sophie continuou. – Mas não foi por esse motivo que eu a chamei. – Então qual o motivo? – ela perguntou e Sophie apontou uma cadeira. Hayley se sentou e Sophie respirou fundo antes de começar. – Hayley, já está chegando a hora. – ela apontou para a barriga de Hayley. – Eu estive pensando que talvez você devesse ficar escondida até a criança nascer. Apenas por precaução. – Eu sei me cuidar Sophie. – ela levantou e se aproximou de Sophie. – Marcel colocou todos os vampiros dessa cidade vigiando de você, ainda acha que a questão é sobre você saber ou não se cuidar? – ela foi dura e Hayley apenas assentiu. – Serão só alguns meses, o suficiente para você ter o bebê em paz. – as duas se encararam apreensivas. – Eu prometo que dará tudo certo, Hayley. – Sophie segurou as mãos de Hayley e a lobisomem respirou fundo. – Onde eu vou ficar?
Cena 6:
Klaus e Caroline estavam voltando para casa depois de um passeio. A verdade é que ele estava procurando uma maneira de dizer a ela que eles não poderiam ficar juntos, não naquele momento. Era perigoso e ele jamais se perdoaria se algo acontecesse a ela.
– Klaus? – ela o chamou e Klaus voltou ao mundo real. – Está tudo bem? – ele balançou a cabeça e deu uma risada para disfarçar. – Sim, Car, está tudo bem. – ela sorriu e Klaus continuou caminhando ao seu lado. – Você está estranho hoje. – ela indagou enquanto eles entravam em casa. – São os problemas dessa cidade, amor, não precisa se preocupar. – ela assentiu sorrindo e ele bateu a porta atrás de si. – Eu estou um pouco cansado também, se importa se eu for para o quarto? – Klaus tentava de todas as formas fugir da conversa, queria adiar a despedida o máximo que conseguisse. – Eu vou com você. – ela sorriu e os dois subiram as escadas juntos. – Sabe Klaus, eu tenho que resolver minha vida, tem a faculdade e tudo mais. – ela soltou o que tanto a incomodava enquanto eles entravam no quarto de Klaus. – Garanto que você irá resolver tudo isso o mais rápido possível. – ele sorriu de lado e ela se sentou na cama. – Não quero magoar ninguém. – ela abaixou a cabeça e Klaus se aproximou. – Tudo vai dar certo. – ele segurou o rosto de Caroline com as mãos e a beijou delicadamente. Klaus foi lentamente se deitando em cima dela. Essa era a forma que ele encontrou de se despedir.
Cena Final:
Alice e Kol ainda estavam na cabana, toda aquela espera apenas os deixava cada vez mais nervoso. Alice sentiu seu celular vibrar e o pegou. Uma mensagem de Rebekah dizendo que estava com Vaughn. Alice, disfarçadamente, mostrou a mensagem para Kol que a fitou intensamente. Eles sabiam o que devia fazer, e fariam.
– Quer saber Marcel? – Kol começou e Marcel o encarou. – Não vamos fazer trato nenhum com você. – ele sorriu de canto e Marcel deu uma gargalhada. – Pode dar adeus ao seu amigo então. – ele fitou Alice que sorriu maldosamente. – E quem vai matá-lo mesmo? – Alice perguntou de forma debochada e Marcel encarou os dois repetidas vezes. – Minha irmã acabou de matar seu escravo, Marcel. Acabou. – Kol o fitou sorrindo e Marcel arqueou as duas sobrancelhas. – Quem disse que acabou? – ele sorriu de canto e Alice o atacou. – Eu digo que acabou. – os dois começaram a lutar e Alice jogou Marcel contra a parede. Ele foi rápido e quebrou uma cadeira. Alice o prendeu contra a parede, mas Marcel foi mais esperto e inverteu as posições antes de enfiar uma pedaço de madeira na barriga da vampira que ficou imóvel. Kol o atacou e o prendeu contra a parede novamente. – Você tem que aprender a ser um bom perdedor. – Kol indagou e o jogou no outro canto da cabana. – Eu nunca perco Mikaelson. – ele sorriu de forma maldosa e Kol o atacou novamente, mas, desta vez, ele sentiu uma forte dor de cabeça que o impediu de continuar. Uma jovem entrou na cabana e parecia estar controlando a dor que agora percorria todo o seu corpo. Uma bruxa. Em poucos segundos ela deixou Kol e Alice adormecidos. Marcel se levantou e a fitou intensamente sorrindo.
Notas finais
Música do Capt.: https://www.youtube.com/watch?v=KrZHPOeOxQQ
Xoxo
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