Notas iniciais
Heeeeey, penúltimo capt dessa temporada! Deixo aqui meu muito obrigada a Nicolly Correa Silva pela maravilhosa recomendação e elogios a Alice, minha obra prima! Muito obrigada de coração!
Boa leitura! Não esqueçam de comentar :)

Cena 1:

Klaus ainda não conseguia acreditar no que havia acabado de acontecer logo embaixo de seu nariz. Hayley estava morta. Ou quase. Seu filho estava adormecido no colo de Sophie. E os dois esperavam ansiosamente o momento em que a lobisomem iria acordar. Klaus sabia o destino de Hayley, ele mesmo já havia passado por aquela situação antes quando tentou criar um exército de híbridos. Sem o sangue da duplicata, ela morreria.

– Deve haver algum jeito. – Klaus murmurou pensativo e Sophie o fitou. – Você conhece tantos feitiços, deve haver algum para esse tipo de transformação.

– Klaus, você, mais do que ninguém, sabe como tudo funciona. Se não tivermos o sangue da duplicata Hayley não viverá até o próximo amanhecer. – ela sussurrou para não acordar o bebê. Klaus quis gritar, mas Sophie o repreendeu com o olhar.

– Não há nenhum feitiço para tentar retardar o... processo? – ele engoliu em seco. – Tempo suficiente para eu tentar encontrar uma duplicata humana. – ele cruzou os braços e Sophie suspirou.

– Posso tentar retardar o processo e fazer um feitiço de localização para encontrarmos a duplicata. – ela levantou e Elijah pegou o bebê no colo. Sophie abriu uma gaveta e encontrou alguns grimórios, no entanto, os dois foram surpreendidos por uma Hayley que acabara de acordar.

Cena 2:

Rebekah estava na mansão de Klaus completamente desolada. Ela e Vaughn não falaram absolutamente nada após presenciarem a cena de horror no túnel. Eles não sabiam o que dizer, não sabiam como reagir. O único pensamento que Vaughn tinha era o desejo de vingança. Ele precisava daquilo, era como se a vingança fosse a única coisa que havia lhe restado da única pessoa com quem ele se importava. Os dois ouviram o barulho da porta e Rebekah correu para os braços de Elijah assim que o avistou. O irmão não entendeu o motivo de tanto choro, e muito menos Klaus, mas apenas consolou a irmã em silêncio. Vaughn continuou parado no canto da sala, apenas observando o sofrimento da original.

– O que aconteceu? – Elijah perguntou enquanto limpava as lágrimas do rosto dela após Rebekah se afastar dele.

– Eles estão mortos Elijah. Marcel os matou, eu vi. – ela disse entre soluços e os dois originais se assustaram.

– Quem ele matou Rebekah? – Klaus indagou impaciente.

– Alice e Kol. – ela sussurrou baixinho e se aconchegou novamente no abraço de Elijah que estava assustado demais para falar qualquer coisa. – Caçador? – Klaus perguntou, já sabendo a resposta. Vaughn apenas sinalizou que sim com a cabeça e fechou os olhos parecendo prender o choro.

– Isso é impossível, ele não tem a estaca. – Klaus exclamou andando a passos pesados até o centro da sala.

– A bruxa que está com ele é muito poderosa, ela jogou um feitiço nas adagas. – Vaughn finalmente se pronunciou.

– Você tem certeza? –Elijah fitou o caçador que apenas assentiu positivamente.

– Ótimo, como se já não bastasse matar a Hayley agora ele mata meus irmãos! – Klaus esbravejou e socou a parede, ele parecia segurar o choro.

– Ele matou a Hayley? – Rebekah se assustou.

– Tentou matar. Fizemos o parto do bebê, mas então ele voltou e quebrou o pescoço dela. – Rebekah levou as mãos a boca na tentativa de conter um grito.

– Esse não é nem de longe o pior de nossos problemas. – Elijah retrucou e suspirou antes de completar. – Hayley morreu com o sangue de Klaus no organismo, o que significa que ela agora é uma híbrida.

– Mas não seria necessário o sangue da duplicata? – Rebekah perguntou e Elijah assentiu de cabeça baixa.

– A namorada do nosso querido irmão é humana, ela tomou a cura. – Rebekah fitou Klaus e Elijah repetidas vezes.

– Katherine? – Klaus apenas concordou com a cabeça. – E vocês sabem onde ela está?

– Sophie a encontrou, no entanto Elijah insiste em falar com ela primeiro. – Klaus sorriu malignamente. – Caso ele não consiga convencê-la eu irei tirar o sangue dela do meu jeito.

Cena 3:

A noite estava escura e fria em Chicago. Katherine, agora humana, apertava o casaco contra seu corpo enquanto caminhava rapidamente em direção ao seu apartamento. Ela ouviu passos atrás de si e agradeceu mentalmente por já estar chegando em casa. Katherine apertou mais ainda o passo e suspirou aliviada quando virou a esquina que daria na rua de seu apartamento. Cedo demais para comemorar.

– Ah! – ela se assustou. – Elijah?

– Olá Katerina. – ele sorriu sem diversão.

– O que faz aqui? – ela cruzou os braços na intenção de se esquentar.

– Preciso falar com você. – ela assentiu confusa.

– O que aconteceu?

– Katerina, sei que não deveria estar pedindo isso, mas é um caso de vida ou morte. – ela se assustou. – Se lembra que Hayley estava grávida do meu irmão?

– Sim, lembro.

– A criança nasceu, mas houveram complicações. – ele suspirou fundo e ela se aproximou pegando suas mãos. – O vampiro que estamos querendo destruir matou Hayley... – Katherine se arregalou os olhos.

– E a criança?

– Está bem, mas há um porém. – ele segurou firme as mãos da jovem. – Hayley morreu com o sangue de Niklaus no organismo.

– Isso quer dizer que...? – Katherine murmurou com uma sobrancelha arqueada.

– Se Hayley não beber o sangue da duplicata ela irá morrer definitivamente. – os dois se encararam.

Cena 4:

O dia estava começando a amanhecer quando Rebekah e Vaughn chegaram a Chicago, embora eles se odiasse, estavam compartilhando da mesma dor da perda e isso fazia com que Klaus achasse que os dois seriam uma boa dupla. Por incrível que pareça, ele estava certo. As ruas ainda estavam vazias e os dois caminhavam lentamente procurando pistas de Elijah ou Katherine na localização que Sophie havia dado.

– Você e Alice eram tão próximos assim? – ela perguntou baixinho e Vaughn a fitou. Ele suspirou fundo antes de começar a falar.

– Ela era a única amiga que eu tinha. – ele sorriu um pouco nostálgico. – A única pessoa por quem eu morreria.

– É estranho acreditar, a natureza de vocês é serem inimigos. – ele soltou uma risada sem diversão.

– Alice não era apenas uma vampira, ela era a garota mais incrível que eu já conheci na vida. – ele sorriu, mas não de tristeza e sim de lembrar todos os bons momentos que passou com Alice. – E ela amava seu irmão mais que tudo nesse mundo, pode ter certeza. – ele sorriu para Rebekah e eles viraram numa rua pouco iluminada.

– Tem certeza que é aqui? – Rebekah perguntou após um longo silêncio.

– Só estou seguindo as orientações da bruxa. – ele murmurou e voltou a prestar atenção nos becos. – Pensei que o combinado era deixar Elijah falar com a ex — vampira primeiro. – ele debochou e Rebekah rolou os olhos.

– Nik não gosta de esperar. – ela disse simplesmente e os dois entraram num beco.

– Acho que é aqui. – Vaughn indagou. – Você é o que? Algum tipo de cão farejador? – ele ignorou o comentário maldoso de Rebekah e ela sorriu sarcástica. Os dois fitaram a escada de incêndio do prédio de apenas três andares. Rebekah subiu a escada em menos de dois segundos e parou em frente a janela que estava entreaberta. Dentro da casa ela avistou Katherine e Elijah. Rebekah sorriu e fez um sinal para Vaughn que sorriu vitorioso.

Cena 5:

Rebekah ainda estava na mesma rua junto com Vaughn apenas vigiando o apartamento de Katherine e esperando por Klaus. Ninguém saiu, ninguém entrou. Katherine e Elijah ainda estavam sozinhos. Os dois ouviram um barulho e se viraram assustados. Klaus.

– Você me assustou Nik. – Rebekah indagou e ele apenas ignorou. Klaus fez um sinal para Vaughn esperá-los ali e ele apenas assentiu concordando. Klaus e Rebekah foram rapidamente e em poucos segundos estavam na porta do apartamento de Katherine.

Dentro do apartamento Elijah sentiu algumas presenças desconhecidas e pediu que Katherine ficasse em silêncio. Ela concordou e ficou escondida em um canto da sala enquanto ele caminhava até a porta. Elijah abriu a porta e, primeiramente, não enxergou ninguém. Segundos depois uma força o empurrou para dentro do apartamento novamente. Ele só teve tempo de ver Rebekah e Klaus entrando no apartamento. Elijah olhou para o lado e não viu Katherine.

– Onde ela está? – Rebekah indagou impaciente.

– Tínhamos um trato Niklaus. – Elijah murmurou e se levantou do chão.

– Sim, irmão, mas eu detesto esperar. – Klaus sorriu malignamente.

– Eu iria convencê-la...

– Palavras, palavras, eu preciso de ações. – Klaus cruzou os braços e então os três ouviram pequenos ruídos vindo das escadas de emergência. – Tão sutil como uma pluma. – ele murmurou e correu até a janela. Klaus avistou o caçador segurar Katherine quando ela acabou chegou ao fim da escada. Ele desceu a mesma em segundos e deu de cara com sua preciosa duplicata. – Fugindo de mim amor? – ela tentou se soltar dos braços do caçador inutilmente. Klaus a pegou nos braços levando-a de volta ao apartamento. Rebekah sorriu e Elijah suspirou derrotado. A expressão de Katherine era de medo. – Vamos ter uma conversinha? – Klaus indagou antes de jogá-la numa cadeira.

– Não vai ter nada de mim. – Katherine disse entre dentes.

– Sempre a mesma ladainha. – Rebekah indagou com desdém e desviou o olhar.

– Por que você não coopera e nós acabamos logo com isso? – Klaus fingiu paciência. – Pense bem, se eu não tirar seu sangue por bem tirarei por mal. – Katherine engoliu em seco e ficou pensativa por alguns instantes.

– Tudo bem. – ela se levantou e passou dando as costas a Klaus enquanto caminhava em direção a Elijah que estava parado perto de Rebekah. – Mas não faço isso por vocês, e sim pelo bebê. Não quero que ele seja órfão como o bebê que me foi tirado. – Elijah assentiu e os dois se fitaram intensamente.

Cena 6:

De volta Nova Orleans, Klaus levou o sangue de Katherine para Sophie que o deu a Hayley. Ele precisava espairecer e aceitar o fato de que tinha outra vida além da sua para tomar conta então foi até um bar, ele só não esperava que fosse o mesmo bar que ele frequentava com Alice anos atrás. Alice. Marcel havia matado sua irmã. Sua irmãzinha. Klaus fechou os olhos e caminhou até o balcão pedindo um uísque ao barman. Ele deu uma olhada no ambiente, tantos anos depois e não havia mudado quase nada. Olhar para aquele lugar lhe trazia lembranças de todos os tipos. Tristes e felizes. Lembranças de Alice. De seu sorriso, seus olhos, seu jeito cativante e ao mesmo tempo provocante. Ele iria vingá-la, precisava disso, precisava saber que tinha honrado a memória de sua irmã.

– Te achei. – ele ouviu uma voz conhecida e se virou. Caroline.

– Veio me dizer que sou sua maior decepção? – ele disse debochando de si mesmo e Caroline rolou os olhos.

– Eu soube o que aconteceu. – ela repousou a mão sobre o ombro dele. – Eu sinto muito. – ele apenas assentiu e bebeu seu uísque. – Klaus? – Caroline o chamou.

– O que você quer que eu diga Caroline? – ele a fitou com os olhos marejados. – Que eu poderia ter impedido? Que eu deveria estar lá com eles? Que eu devia ter matado Marcel quando tive oportunidade? – ele lutava contra o choro assim como Caroline. – Quer que eu diga que sinto falta dela? Eu sinto! Sinto como se uma parte de mim tivesse sido levada junto com ela! – ele gritou e finalmente deixou as lágrimas rolarem pelo seu rosto. Ninguém no bar pareceu se importar além de Caroline que o abraçou. – Eu vou matá-lo Caroline, eu juro pela memória de Alice, eu vou matá-lo.

Cena Final:

Rebekah saindo da mansão de Klaus, ela só queria voltar para casa e encontrar com Matt. Ela só precisava do abraço dele, precisava saber que ele estava ao lado dela depois de tudo. Ela caminhou até a porta, mas, quando a abriu, deu de cara com a última pessoa que esperava ver.

– Hayley? – Rebekah perguntou assustada.

– Posso entrar? – Rebekah assentiu e abriu mais espaço para que Hayley entrasse.

– O que faz aqui a essa hora e com o bebê? – ela perguntou confusa apontando para o bebê que Hayley segurava.

– Precisava falar com você. Pode segurá-lo? – ela entregou o bebê a Rebekah e cruzou os braços.

– Pode falar.

– Rebekah, quero que tome conta do meu filho. – ela falou rapidamente e Rebekah arregalou os olhos.

– O que?!

– É só por um tempo. Agora que eu estou mais forte posso caçar Marcel e matá-lo. Me vingar por tudo. Inclusive pelos seus irmãos. – Rebekah continuou em silêncio. – Você sempre quis isso, sempre quis uma família, e, além do mais, meu filho jamais estará seguro ao meu lado, não enquanto Marcel viver... – ela suspirou antes de continuar e observou Rebekah que brincava com o bebê em seu colo. – Você é a única que eu posso confiar. – ela se aproximou de Rebekah e acariciou a bochecha do bebê enquanto uma lágrima teimosa rolava pelo seu rosto. – Espero que possa me perdoar um dia pequeno.

– Hayley... – ela virou o rosto para fitar Hayley, mas a jovem já havia desaparecido deixando Rebekah sozinha.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem por favor, opiniões são essenciais pra mim! Beeeeijos e até a season finale !
Música do capt.: http://www.youtube.com/watch?v=lDK9QqIzhwk