Notas iniciais
Oiie gente, desculpem a demora, prometo postar um cap por semana agora ! Enjoy !

Cena 1:

Alice estava esperando por Elijah em algum lugar de Nova Orleans. Ela ainda estava impressionada com a mudança que ocorreu na cidade desde sua última visita. Ela deu uma olhada vagarosa na rua, aquela, com certeza, não era a parte de Nova Orleans em que ela viveu anos atrás.

– Como esse lugar mudou. – ela indagou assim que sentiu Elijah parar ao seu lado. Ele apenas assentiu, sorrindo. – Onde vamos encontrar o Nik? – ela não o olhava, ainda estava observando cada canto da imensa rua. – Niklaus está no French Quarter. – ela o encarou. – E por que não vamos até lá agora mesmo? – ele a puxou pelo braço até um beco vazio. – Antes de irmos eu acho que tem algo que você precisa saber. – ele sussurrou. – O que mais eu devo saber? – ela cruzou os braços e o encarou. – Niklaus não está em Nova Orleans pelo bebê. – Então me conte o real motivo. – ela arqueou uma sobrancelha. – Ele está ajudando Sophie e as outras bruxas a deter um vampiro fora de controle. – ele pareceu cuspir as palavras. – E daí? – ela parecia impaciente. – Quem é esse vampiro? – Alice percebeu a preocupação nos olhos de Elijah. – Quem é esse vampiro, Elijah? – o original hesitou um pouco, mas finalmente disse. – Marcel. – ela se assustou ao ouvir aquele nome. Após tantos anos ela já havia se esquecido de Marcel. – Marcel. – ela murmurou para si mesma. – O que as bruxas querem com ele? – ela estava quase exaltada. Marcel era seu amigo e ela havia prometido que não deixaria que ninguém o machucasse. – Ele está fora de controle, Alice. Ele se auto intitula rei da cidade. – ela o encarou, completamente incrédula. – O que? – ela riu de forma irônica. – Marcel? Rei de Nova Orleans? Da minha cidade? – ela disse debochadamente dando ênfase a palavra “minha”. – Vou encontrá-lo. – Alice deu as costas, porém Elijah a puxou. Alice o empurrou, ela já havia recuperado todas as suas forças. Elijah caiu no chão, mas levantou-se rapidamente. Ele olhou ao redor e não a viu. Alice parou atrás dele e quebrou seu pescoço. – Desculpe, Elijah. Mas eu tenho um assunto para resolver no French Quarter. – ela indagou antes de desaparecer nas ruas movimentadas.

Cena 2:

A noite já estava caindo e Marcel caminhava pela Bourbon Street que estava cheia como sempre. Ele tinha mais dois vampiros em seu encalço, como seus seguranças, e mantinha o mesmo sorriso superior nos lábios. Ele sentia orgulho de si mesmo pelo que tinha feito na cidade, ele era o rei e ninguém jamais iria destruí-lo. Marcel tinha certeza que aquele sempre fora seu destino.

Depois de alguns minutos de caminhada ele sentiu que estava sendo seguido. Olhou para trás e não viu ninguém além dos vampiros. Ele assentiu e voltou a olhar para frente. Marcel ficou parado tentando ouvir qualquer coisa, mas alguma força o jogou em uma parede próxima. Marcel tentou se soltar, mas era inútil. Ele sentia braços fortes que o seguravam impossibilitando-o de se mover, sem dúvidas um vampiro o havia atacado, ou talvez um híbrido. Ele levantou o rosto e viu uma garota jovem que lhe mostrava as presas. Aos poucos seu rosto voltou ao normal e ela sorriu da forma mais irônica possível.

– Olá Marcel. – Alice finalmente o soltou e se afastou um pouco. Os vampiros vieram correndo até Marcel, mas ele os mandou parar. Ele havia reconhecido aquele rosto. – Alice? – ele a encarou e ela sorriu novamente. Marcel sorriu abertamente e os dois se abraçaram. – Eu não posso acreditar. – os dois se afastaram. – Por que não me avisou que estava voltando? – Eu queria fazer uma surpresa. – ela piscou para ele. – Então devo dizer que conseguiu. – ele sorriu junto a ela. Alice se virou e observou a Bourbon Street. – Esse lugar não mudaria nem em um milhão de anos. – os dois sorriram. – É meu lugar favorito em todo o mundo. – ele a olhou. Marcel sempre fora encantado por Alice, ele estava feliz de estar com ela novamente. – Seus amigos não são nem um pouco sutis. – ela apontou para um grupo de vampiros que estava se alimentando. – Sutileza nunca foi meu forte. E nem o seu, que eu me lembre. – ele parou na frente dela e ela sorriu sedutoramente. – Então é você quem dá as ordens por aqui agora? – ela se aproximou mais dele. – Eu sou o rei. – ele sussurrou. – Então por que o vossa majestade não me leva para rever a minha cidade? – ela deu novamente ênfase a palavra “minha” e deu as costas a ele. Marcel sorriu. – Você não vem? – ela o chamou e ele foi atrás dela.

Cena 3:

– Espero que esteja com Alice ou é melhor nem entrar. – Klaus indagou. Elijah estava entrando na enorme sala de estar. Ele se virou para encarar o irmão. Elijah apenas assentiu abaixando um pouco a cabeça. – Foi o que eu imaginei. – Klaus disse mais para si mesmo do que para Elijah. Ele começou a andar em círculos pela sala. – Vou ligar para Rebekah. – Elijah disse e Klaus gargalhou ironicamente. – Você acha mesmo que Rebekah irá vir até nós? – Talvez se você tentasse pelo menos se desculpar com nossa irmã. – os dois se encararam. – Rebekah não irá nos ajudar. Então encontre Alice e a traga para cá. – Klaus deu as costas ao irmão. – Eu já a encontrei. – Elijah parou a poucos passos do irmão. – Então por que não a trouxe com você? – as palavras de Klaus foram duras, ele ainda estava de costas para Elijah. – A situação complicou no momento em que eu contei a ela sobre Marcel. – Elijah falou rapidamente e Klaus se assustou. – Ela foi atrás dele? – ele estava claramente nervoso. – Foi. – Elijah se limitou a dizer e Klaus se virou novamente para ele, fitando-o irado. – Sabe o que vai acontecer se Marcel fizer a cabeça dela? – Não acredito que Alice irá se deixar levar pela conversa de Marcel. – Elijah tentou acalmá-lo, mas foi inútil. – Não irei confiar em teorias. – ele caminhou rapidamente até a porta e saiu em disparada.

Cena 4:

Alice estava tomando banho na casa de Marcel. Ela estava unindo o útil com o agradável. Queria descobrir o que estava acontecendo em sua cidade e também queria se divertir. E, em Nova Orleans, Marcel era o cara certo para distraí-la. Alice não queria pensar em Kol e nem em Jeremy, ela só queria aproveitar sua vida. Ela ouviu um barulho com sua audição de vampiro, alguém estava entrando no quarto. Ela ouviu a voz de Marcel. “Vocês tem que ficar de olho no híbrido.” Alice imaginou que eles estivessem falando de Klaus. “Ele quer algo com as bruxas e vocês tem mais do que o dever de descobrir.” Ela ouviu a porta do quarto se fechar novamente e saiu do banheiro do jeito que estava. Alice viu Marcel de frente para a porta, ele sabia que ela estava ali então se virou, assustando-se com a menina nua na sua frente.

– O que foi? – ela perguntou com desdém como se aquela fosse a coisa mais normal do mundo. Marcel riu um pouco envergonhado. – Não me olhe com essa cara de idiota, isso aqui não é nenhuma novidade para você. – ela apontou para o próprio corpo e caminhou até a cama. Marcel a observou enquanto coçava a nuca e Alice prendeu o cabelo em um coque. – Você não mudou nada depois de um século. – ele brincou e os dois riram. Alice começou a vestir suas roupas e ele se sentou na cama. – Estou feliz que tenha voltado. – ele sorriu para ela que retribuiu antes de se jogar na cama ao lado dele. – Estou feliz de estar em casa novamente. – ela soltou o cabelo que caiu em cachos em suas costas. – E como está o Mikaelson mais jovem? – ela entendeu que ele estava se referindo a Kol. – Se importa de não falarmos dele? – os dois se encararam. – Como quiser. – ele se encostou na cama e ela se sentou ao lado dele. – Por que você não me conta o que andou fazendo por aqui? – ela se aproximou dele, estava claramente querendo tirar informações de Marcel, mas ele pareceu não perceber. – Pensei que seu irmão já tivesse falado tudo para você. – ele disse em tom de deboche. – Eu não tenho falado muito com Nik ultimamente. – ela praticamente sussurrou e ele acariciou o rosto da moça. Alice fechou os olhos enquanto sentia o toque do rapaz. – Você não faz ideia de como eu senti sua falta. – ele sussurrou enquanto puxava o rosto dela para si. Num golpe de sorte, Marcel a beijou.

Cena 5:

Elijah estava andando pelas ruas do French Quarter tentando encontrar algum sinal de Alice. Ele pegou seu celular e procurou pelo número de Rebekah. Ele precisava tentar. O telefone tocou uma, duas, três vezes e ninguém atendeu. Ele já estava desistindo quando ouviu o som tão conhecido da voz da irmã.

– Alô? – Rebekah. – ele disse em tom de alívio. – Elijah? – ela parecia não acreditar que era seu irmão. – O que quer? – Preciso da sua ajuda, irmã. – ele caminhou até um local silencioso. – Já disse que não quero saber dessa história de bebê. – ela disse ríspida. – Se Nik mandou você ligar eu já vou dizendo que... – Alice está acordada novamente. – ele a cortou. Rebekah ficou estática. – Pensei que ela tinha dito que não queria ser acordada. – ela debochou. – Onde ela está agora? – Não sabemos. Ela foi atrás de Marcel no French Quarter, não sei o que ela planeja, só sei que quer vingar nosso irmão. – Rebekah sorriu. – E você espera que eu ajude vocês a prendê-la em um caixão novamente? – ela riu ironicamente. – Eu espero que ela arranque o coração de todos vocês. – dizendo isto ela desligou deixando Elijah sem reação alguma. Ele desligou o telefone e após alguns segundos o ouviu tocar novamente. Era Alice. – Onde você está? – ele ouviu-a rir. – Olá para você também. – ele suspirou. – Estou visitando um velho amigo. Como está o pescoço? – Sei que está em negação, Alice, mas fazer isso não adiantará de nada. – Eu não estou em negação. – ela disse rudemente. – Tudo bem. Só peço que não faça nada imprudente. – Se eu fizer você será o primeiro a saber. – ela desligou o telefone deixando-o confuso.

Cena 6:

Rebekah desligou o telefone, no entanto a notícia que Elijah havia lhe dado tinha mexido com a original. Alice estava acordada novamente. Sua quase irmã. Elas sempre foram muito ligadas antes de Klaus trancar as duas em caixões. Rebekah sabia o quanto Alice havia sofrido com a morte de Kol, ela sabia que Alice jamais admitiria sua dor, ela iria querer vingança. Matt entrou no quarto vendo Rebekah claramente abalada. Eles estavam em algum tipo de hotel em algum lugar da Itália.

– Quem era no telefone? – ele mediu as palavras. Rebekah se virou para ele, mas abaixou a cabeça. – Elijah. – ela quase sussurrou, mas ele conseguiu ouvir. – O que ele queria? – Matt estava com medo de fazer a pergunta errada. – Alice acordou. Ele queria minha ajuda para encontrá-la. Tem medo do que ela seja capaz de fazer. – ela limpou algumas lágrimas e Matt se aproximou. – Você pretende voltar? – ela piscou algumas vezes enquanto fitava o chão e o encarou. – Não. Eu espero que ela mate todos eles. – ela disse duramente e Matt tocou seu rosto. – Esse ódio só fará mal a você, Rebekah. Se quiser voltar para sua família, eu irei junto com você. – ela o fitou.

Cena Final:

Alice estava entediada. Marcel havia saído e a deixado sozinha. Ela bufou. Acima de qualquer coisa ela tinha ido até ele procurando diversão. Foi aí que ela se lembrou que estava sozinha e poderia fazer sua própria diversão. Ela sorriu de forma sapeca e foi até a cozinha com sua velocidade de vampiro. Alice abriu alguns armários até achar o que estava procurando. Uma garrafa de Bourbon. Ela abriu rapidamente e começou a beber pelo gargalo mesmo. Alice correu até o som e o ligou. Ela nem reparou na música que estava tocando, ela era agitada então ela começou a dançar loucamente. Em poucos minutos a garrafa já estava completamente vazia, então ela pegou outra. E depois outra, e mais outra. De repente a música cessou. Ela se virou e viu Marcel encostado na parede a observando com um sorriso malicioso nos lábios. Ela sorriu e colocou a garrafa vazia em cima da mesa.

– Me avise quando for dar uma festinha e acabar com a minha bebida. – ele caminhou até a sala e Alice o seguiu. – Você me deixou sozinha, eu estava entediada. – a menina fez um biquinho e ele gargalhou. – Pretendo recompensá-la, portanto se vista, vamos sair. – ela arqueou uma sobrancelha. – Não sei se percebeu, mas esta é a sua casa. Não tenho outra roupa. – ele bufou e foi até o quarto e voltou em segundos. Marcel segurava um vestido. Alice abriu um sorriso. – Vou me arrumar. – ela pegou o vestido e correu até o quarto.

Marcel havia levado Alice ao lugar mais badalado de Nova Orleans. Ela estava impressionada com a quantidade de pessoas no lugar... pessoas não, vampiros. Ele a levou até a pista de dança e os dois começaram a dançar juntos. Alice já estava quase bêbada, de bebida e de sangue. Ela e Marcel bebiam sangue e depois compeliam os humanos a não se lembrar de absolutamente nada. Ela estava se divertindo da forma que queria.

– Vai com calma, Senhorita Sutileza. – ele sussurrou em seu ouvido e ela sorriu. – Vou pegar uma bebida. – ele depositou um beijo no canto da boca de Alice e se afastou dela. Alice caminhou até um canto afastado do lugar, seus cabelos estavam completamente bagunçados, seus pensamentos conturbados, ela estava bêbada de sangue e de whisky, mas mesmo assim ela estava feliz. – Se divertindo? – ela reconheceu aquela voz, então se virou para encarar o homem que ela não via fazia tanto tempo. – Niklaus? – eles se fitaram e Klaus sorriu.

Notas finais
Música do EP.: http://www.kboing.com.br/civil-twilight/1-1105672/

Próx cap.: 18/06