The Vampire Diaries - Hunters And Vampires
2 Capítulo 1 - O primeiro pacto
Notas iniciais
Las Vegas
Narração — Samantha
Meus olhos estavam pesados naquele momento, eu nem sabia o que estava acontecendo, não me lembrava de absolutamente nada, as sirenes eram altas demais aos meus ouvidos, aquilo estava realmente me enlouquecendo. Minutos mais tarde me tiraram de uma ambulância, quer dizer então que eu estava em uma ambulância? Mas é claro que sim! O que estava acontecendo comigo? Por que eu demorava tanto para identificar o local onde eu me encontrava?
XxX — Levem-na para dentro imediatamente! — Ouvi uma voz familiar.
Olhei para o lado e pude identificar meu médico, sua feição não era nada boa, será que... Será que estou aqui por causa daquele maldito câncer que voltara novamente para me lembrar que eu jamais fui saudável?
Narrador
O desespero fez com que Samantha desmaiasse. Seu médico, Dr. Levi, a levou imediatamente para um quarto na U.T.I e tratou de fazer alguns exames para saber qual era a gravidade da doença desta vez. Infelizmente, ao sairem os resultados dos exames, Levi constatou que a doença estava num estágio avançado demais, qualquer tratamento que Samantha havia feito durante os últimos meses foram ineficazes.
Narração — Samantha
Abri meus olhos com uma certa dificuldade, o quarto estava claro demais, minhas vistas doíam, na verdade, meu corpo inteiro fez o favor de começar a doer, ouvi o barulho da porta e tentei me levantar um pouco para ver quem era, avistei Dr. Levi com alguns papéis em mãos, de início fiquei aliviada, mas, ao ver o rosto dele, fiquei novamente desesperada.
Sam — O que houve Levi?
Levi — Samantha eu não tenho boas notícias... — Ele suspirou. — Achei que tudo estivesse bem, mas... — Deu mais uma pausa. — O câncer só aumentou nesses meses em que esteve fazendo o tratamento.
Meus olhos imediatamente se encheram de lágrimas, quer dizer que depois de tanto tempo lutando contra isso eu iria simplesmente morrer?
Levi — Eu lamento muito Sam, muito mesmo. — Disse com o olhar triste, mas eu não queria saber, eu iria morrer, não importa se ele estivesse triste por isso ou não, eu iria morrer e ele encontraria mais pacientes para cuidar.
Sam — Pode me deixar sozinha Levi?
Levi — Samantha... — Disse aproximando-se um pouco de mim.
Sam — Por favor! — Praticamente gritei em prantos.
Levi saiu da sala sem mais protestos e, então eu chorei até começar a sentir dor em outras partes do corpo por não me mexer, era como se todo o meu sistema inteiro reclamasse da minha imobilidade, mas, para mim, aquila dor de nada valia, pois a dor maior era saber que eu morreria cedo, sem data pra acontecer, mas mesmo assim cedo!
XxX — Câncer... — Ouvi uma voz desconhecida no meu quarto. — Triste fim Sammy.
Sam — Quem está ai? — Perguntei me levantando bruscamente.
Perto da porta havia um homem que, se não me falha a memória, eu nunca tinha visto em toda a minha vida.
XxX — Quem sou eu? — Ele riu debochado. — Eu sou a saída mais fácil para o seu problema.
Sam — Como é? — Perguntei confusa.
XxX — Me chamo Nickolas Spell. — Ele aproximou-se. — E tenho que precisa.
Sam — O que eu preciso? — Ri. — Tem a cura para o câncer?
Nickolas — Na verdade... Tenho. — Disse sério.
Sam — Mentira! — Disse num tom alto. — Será que vocês loucos não deviam estar numa ala separada da U.T.I.
Nickolas aproximou-se mais, agora pude ver seus olhos azuis pacíficos, um sorriso lindo, o que, antes, eu não vi nele.
Nickolas — Posso te dar a cura se fizer um acordo comigo. — Disse ainda sério.
Sam — O que quiser, contanto que não esteja mentindo pra mim. — Eu disse, desta vez, séria.
Nickolas — Eu quero que faça o que eu mandar para sempre, será que pode fazer isso? — Ele sorriu de canto.
Sam — Me mostre a cura.
Nickolas pegou o copo que estava no criado mudo ao lado da cama e deu uma mordida em seu próprio pulso, fazendo-o sangrar e cada gota foi recolhida dentro do copo, por um momento tive a impressão de que seus olhos estavam vermelhos e as veias de seu rosto haviam saltado, então ele se aproximou mais e pude ver claramente, suas presas e seus olhos.
Sam — O que é você?
Nickolas — Beba. — Ordenou.
Sam — O que? Não!
Nickolas — Você queria a cura, aqui está ela, então beba e peça um novo exame ao seu oncologista e verá que o que eu digo é verdade.
Eu não tinha nada a perder, não é mesmo? Se um lunático esquisito me dissesse que tem a cura e me desse seu sangue eu realmente iria bebê-lo sabendo que aquilo não daria certo.
Peguei o copo como um sinal de decisão, bebi todo o sangue que havia no mesmo e me deitei, fechando meus olhos e, em seguida os abrindo novamente e, para a minha surpresa Nickolas já não estava mais lá.
Sam — Maluco. — Disse a mim mesma. — Mas não custa tentar, não é mesmo?
Chamei uma enfermeira e pedi que a mesma chamasse doutor Levi, eu precisava confirmar, algo em mim ainda gritava que Nickolas estava certo.
Levi — Como é? — Perguntou confuso ao me ouvir pedir um novo exame.
Sam — Apenas faça Levi e peça com urgência! — Disse tentando convencê-lo a aceitar a minha ideia maluca.
Levi — Não faça isso com você mesma Samantha.
Sam — Levi! — O repreendi.
Levi — Está bem, eu faço os exames. — Finalmente o venci.
No dia seguinte, fui levada ao laboratório e fiz exame de sangue e, no meu quarto pude fazer o ultrassom.
Levi — Mas ontem... Ontem... — Ele olhava incrédulo para a tela tentando achar o tumor cancerígeno no meu pulmão.
Sam — Tem algo ai? — Perguntei aflita.
Levi — Sam não há nada aqui, o tumor... Sumiu. — Ele ainda observava a tela do computador incrédulo.
Eu não sabia se sorria ou se chorava, aquele estranho simplesmente estava certo, eu estava curada!
Horas depois...
XxX — Sammy! — Ouvi uma voz animada.
Eu estava de costas para a porta, fiquei tão feliz que admirei o sol desde que recebi a notícia de que o câncer havia sumido.
Sam — Nickolas? — Perguntei sem olhar para trás.
Nickolas — Creio que temos um acordo.
Sam — Como você fez isso? — O olhei sorrindo.
Nickolas — O que importa é que você, a partir de agora, me serve.
Sam — Como é? — Perguntei rindo da brincadeira.
Nickolas — O pacto está selado.
Em questão de segundos senti algo afiado em meu pescoço, era como se todo o meu sangue estivesse obedecendo aos comandos daquelas presas fincadas em meu pescoço.
Não demorou muito para que Nickolas me largasse, depois de um tempo ele simplesmente me "curou" novamente, eu sabia, estava perdida.
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