The Vampire Diaries - 6ª Temporada
1 Fragmento 1 - Seguindo em Frente
Notas iniciais
Diário de Elena, 27 de agosto de 2014 – Recomeçar é difícil, ainda mais quando se perde o seu amor e sua melhor amiga de uma única vez, e vale adicionar ao pacote a cidade em que você vive desde seu nascimento, e aqui estou eu, em meu dormitório na Universidade, escrevendo neste inútil diário.
Decidi fazê-lo, pois estou muito solitária, Caroline viajou com Tyler e não dá notícias há meses, e eu precisava desabafar. Nada tem sido fácil, se é que um alguma vez depois do meu encontro com os Salvatore algo foi fácil, Jeremy continua morando em Mystic Falls e Matt tornou-se responsável por ele, agora que nem eu nem Alaric podemos entrar na cidade, graças ao bendito feitiço de Markos.
Stefan? Viajou para a Itália, me deixando completamente sozinha perdida em tristeza.
Alaric? Tornou-se professor na Universidade, lecionando no curso de História.
Eu? Mudei meu curso para Medicina. Por quê? Decidi que quero salvar vidas, algo como uma herança do meu pai.
Bem, venho tentando refazer minha vida, como disse não tem sido fácil, mas remoer o passado não me levará a uma forma de trazê-los de volta. Isto é possível? Não sei, mas tentarei o máximo fazê-lo.
Diário de Stefan, 26 de agosto de 2014 – Finalmente, reencontrei o rumo da minha vida. Sem muito tempo para escrever hoje, tenho que encontrar com uma pessoa, amanhã, talvez, eu conte este encontro.
Diário de Stefan, 27 de agosto de 2014 – Querido diário, eu agora pertenço a Ordem do Dragão, um grupo de caçadores de demônios (que incluem vampiros) que aceitam seres sobrenaturais como caçadores desde que estes sobrevivam ao Jubileu, talvez outrora eu escreva sobre isto (ainda estou me recuperando). Ontem foi minha iniciação, meu encontro foi com Lady Maristar, a líder do grupo, ela fez todo um ritual e me fez um caçador. Eu sei que tenho retido minhas anotações, é que é proibido fazê-lo aqui no Castelo, a Ordem não gosta de ser referenciada em escritos. Logo partirei em missão a Veneza, durante a viagem tentarei fazer mais anotações, sobre minhas últimas semanas. Superei o luto? Não inteiramente, mas em 90%, estou pensando em Elena, faço-o vinte e quatro horas por dia, mas isso não vem ao caso, eu espero que ela esteja bem, pois eu estou.
Diário de Elena, 27 de agosto de 2014 – Me pergunto como será que Stefan está? Será que voltou a ser um Estripador? Espero que não.
Diário de Elena, 28 de agosto de 2014 – Cinco da manhã do dia 29, o que faço acordada? Simples, não dormi. Ontem começou o semestre, conheci minha nova turma e algo que descobri me deixou inquieta e sem sono.
Acordei às oito da manhã, uma hora atrasada para a aula, me apressei e vesti a primeira roupa que achei na mala, um jeans preto com uma camisa branca sobreposta por uma jaqueta preta. Preto? Luto? Não, apenas gosto porque minha nova cor de cabelo se ressalta nele. Mudei de preto para vermelho sangue com mechas de preto carbono, as cores do verão passado.
Cheguei à sala, com duas horas de atraso, para minha sorte descobri que o professor se atrasou, sentei na última fila de cadeiras. Havia apenas uma pessoa lá, um garoto que não aparentava mais de 20 anos, um gostoso, ele usava uma camisa rosa justa que dava destaque a seus músculos fortificados por musculação (provavelmente), loiro, olhos azuis, uma barba escassa (seu charme), e um sorriso hiperbranco, entrei em êxtase, que foi quebrada pela doce grave voz dele.
— É Elena, não é?
— Quem?
— Seu nome, é Elena, não é?
— Oh sim. — que mico da minha parte, ficar babando por um garotinho inocente.
— Meu nome é Derek.
Ele levantou e me deu um abraço sufocante e caloroso, e em seguida beijou minha mão.
— Como me conhece?
— Tenho te observado desde que cheguei esse seu estilo negro e sombrio me excita.
— Ah, bem.
— Brincadeira, apenas li o nome em seu colar.
Meu colar? Ah, é mesmo, meu colar. Estou usando um colar com meu nome, foi um presente de Alaric.
— Bom dia alunos! — o professor entra. — Me chamo Lancelot.
Volta a êxtase, o professor é idêntico ao Derek, então me viro para perguntar o que é isso, e... E nada. Derek sumiu nenhum vestígio dele. Enlouqueço, então desço e saio da sala, pedindo licença ao professor.
Do lado de fora, procuro por Derek na lista de alunos, mas não o acho, então retorno a sala e assisto a apresentação de Lance, como ele prefere ser chamado, com muita atenção.
Diário de Stefan, 29 de agosto de 2014 – A viagem foi calma, portanto pude escondido, escrever sobre minhas últimas semanas.
Após a morte de Damon, Elena entrou em depressão nas primeiras semanas, o que não foi nada bom para Jeremy que voltou a beber, assim eu e Alaric e Caroline tentamos trazê-la de volta, conseguimos até certo ponto, foram momentos conturbados por sentimentos como a angústia. Após me certificar que ela estava melhor parti para a Itália.
Instalei-me em Roma e enquanto perseguia um vampiro que havia matado uma senhora, fui interceptado por homens usando balestras que quase me mataram, por pouco pude explicar que eu não era um vampiro “mau”. Ainda assim me prenderam e mataram o outro.
Levaram-me para um Castelo longe do centro de Roma e me prenderam nas masmorras, junto a outros seres sobrenaturais que eu nunca havia visto, um deles era meio lagarto, outro um bode, mas havia conhecidos também como vampiros e lobisomens.
Passei quase cinco dias até ver alguém, era uma mulher, vestida em vestido branco e com o rosto coberto por um véu.
— Quem é você? — perguntei.
Ela permaneceu calada e com um molho que carregava abriu minha cela.
— Não tens medo que lhe mate?
— Siga-me!
Ela caminhou para a esquerda e eu a segui até um salão, cujo chão era pintada a imagem de um dragão dourado, sentados em tronos estavam quatro velhos, e no centro uma cadeira me esperava. Sentei.
— Você é Stefan Salvatore? — perguntou o velho a norte.
Fiz silencio e uma pequena escotilha se abriu sobre mim, liberando uma rajada de sol. A dor era imensa, até então não percebi que perderá meu anel. A escotilha se fechou e a pergunta foi refeita, desta vez confirmei com um aceno de cabeça.
— O Estripador? — interrogou o velho a sul.
— Não mais. — respondi.
Minhas feridas ainda queimavam, eu não estava me curando, olhei ao redor e percebi por quê. Eu estava preso num Círculo de Fogo, um feitiço que impede que vampiros se curem, muito usados para torturas.
— Assume ter cometido o assassinato de mais de cem humanos? — perguntou o velho do oeste.
Fiz que sim.
— Que seja dada a escolha! — gritou o velho do leste.
O velho do norte abriu um pergaminho, e começou a lê-lo.
— Stefan Salvatore, vampiro e estripador, têm duas escolhas a partir de agora, queimar pelo fogo do sol, aí onde tu sentas-te ou servir a Ordem do Dragão e jurar caçar todo e qualquer tipo de demônio que anda sobre este mundo. E então o que escolhes a morte ou a vida de caçador? Um minuto para resposta.
— O quê é a Ordem do Dragão? — perguntei.
Mas, nenhum dos velhos me respondeu, uma ampulheta fora posta a minha frente, provavelmente meu minuto. Não poderia morrer ali, mal chegara à Itália, mal reencontrara o sentido da minha vida, então quando o tempo acabou e a escotilha estava sendo aberta, gritei:
— Caçar!
Os velhos se levantaram e a moça que me libertou caminhou a onde eu estava sentado.
— A partir de agora, estás no Jubileu, sobreviva e poderás fazer parte da Ordem do Dragão e assim limpar o mundo das criaturas como você.
A moça disse algo em latim e o círculo se desfez, então pediu novamente que nós a seguisse entramos por uma porta abaixo do trono do velho sul.
Diário de Elena, 28 de agosto de 2014 – Quando acaba a aula, saiu apressada da sala e caminho para a diretoria, bato na porta e entro. Alice a secretária me olhou de cima abaixo como é de seu costume e perguntou:
— Senhorita Gilbert, o que quer?
Olhei-a e a compilei.
— Preciso das fichas de todo Derek, matriculados aqui!
Alice levantou entrou por uma porta e em alguns minutos voltou carregando oito pastas.
— Aqui jovem! Seu ficaria envergonhado com este seu visual, eu espero que volte a ser...
Deixei-a falando sozinha e corri de volta para o alojamento. Quando abro a porta um susto, lá estava ela. Caroline estava pondo suas roupas na gaveta e meu deu um sorriso sínico.
— Sua vadia! — Voei em cima dela. — Como some assim e não envia um SMS sequer.
— Também é bom te ver, Elena!
— Precisei muito de você!
— Eu sei só que eu queria um tempo a só com o Tyler.
— E então?
— Então o quê?
— Onde ele está?
— Mystic Falls.
— O que ele decidiu?
— Ele vai continuar humano. O que é isso que você jogou no chão?
— As fichas.
Corri e as apanhei, joguei-as na cama e puxei Caroline para sentar comigo.
— Algo superestranho aconteceu hoje, quando eu entrei na aula, sentei na última fila, onde só havia um garoto, tal de Derek, então entrou o professor, que para o meu espanto, era idêntico ao garoto, e quando me virei o menino havia sumido.
— Então obrigou Alice a lhe dar as fichas dele?
— De todos eles.
— Todo Derek da universidade?
— Sim. Agora vamos ver.
Folhei todas as fichas e nenhuma delas tinha a foto dele.
— Como é possível, sumir do nada, e o professor Lance ser igual a ele.
— Elena, como é possível ser imortal? Você ainda acha que alguma coisa é impossível?
— Boa pergunta. Mas quem é este garoto?
Diário Terapêutico de Jeremy, 29 de agosto de 2014 – Bonnie. Bonnie. Bonnie. Eu faria qualquer coisa para tê-la de volta. Bem, não deveria escrever isso aqui, por isso risquei. Alaric me obrigou a escrever esta merda, mas pelo menos me deixou a cerveja. Não sei o que escrever, minha vida tem se resumido a beber e transar com a Liv. Bem não é ético transar com uma garota, pensado em outra e bêbado, que se dane a ética, então. Matt vem me ver às vezes quando folga, mas eu geralmente o expulso, as únicas pessoas com quem tenho falado são Liv e Alaric, raramente ligo para Elena. Liv ligou e disse que viria agora à tarde, são três horas e continuou esperando.
Liv finalmente chega às três e meia, ela entra chorando e diz que precisamos conversar, tento agarrá-la, mas ela evita e me puxando pela mão me leva para o quarto.
— Não tem ninguém, em casa podemos começar pela sala! — brinco e aperto a bunda dela.
— Não vim transar.
Ela me joga dentro do quarto e fecha a porta.
— Vim dizer algo.
— O que seu irmão descobriu sobre nós, mande-o vim eu mesmo cuido dele.
— Não é isso, é que eu...
— Você está louca para chupar meu pinto de novo?
— Não! Eu estou... Não sei como dizer, mas eu estou grávida!
Diário de Stefan, 29 de agosto de 2014 – O que me esperava atrás da porta? Fica para outro dia, são cenas que nem eu gosto de me lembrar. Resumindo fui aceito nos caçadores e designado para matar um clã de lobisomens de Veneza, junto a Rogue, uma vampira caçadora.
Confissões Alcoólatras com Matt Donovan, 29 de agosto de 2014 – Alaric é um imbecil, beber logo pela manhã que exemplo ele quer dá ao Jer?
— Você já pensou se o Jeremy vem aqui e te pega bebendo? — perguntou.
— Jeremy não sai de casa há semanas, não acho que ele venha aqui exatamente hoje.
— O que está fazendo para ajudá-lo, afinal?
— O máximo que posso, obriguei-o a escrever um diário.
— Sério? Um diário?
— Ás vezes escrever seus pensamentos ajuda a ordená-los.
— E a Liv? Ela continua com ele?
— Bem, ela tem ido frequentemente quando não estou em casa, digamos que ela pode ajudá-lo.
— Notícias da Elena?
— Sim, ela ligou ontem à noite e perguntou com o Jeremy estava, e pediu para avisar a Xerife que Caroline está com ela na universidade.
— Caroline voltou?
— É o que parece e o Tyler teria vindo para cá, ele não está com você na mansão?
— Até ontem à noite não, o que terá acontecido?
Diário Mental de Tyler Lockwood, noite de 28 de agosto de 2014 – Finalmente estou de volta a Mystic Falls, bem talvez não muito alegre por ficar separado de Caroline, mas definitivamente feliz. Ver Matt vá ser legal e tomar umas com Alaric também. O quê? O que é aquilo? Um corpo? É melhor eu ir ver.
Parece um corpo, mas... Meu Deus, estes olhos vermelhos sangue, não pode ser. Drake, o Alfa.
— Pela sua expressão, parece que me reconheceu jovem Lockwood.
— O que quer aqui?
— Algo que você sabe onde está. Feather pegue-o!
O quê? Escuro. Dor.
Diário Terapêutico de Jeremy, 29 de agosto de 2014 – PAI! Eu não quero ser pai! Liv está parada na minha frente, ambos nos entreolhando, sem saber o que dizer ou o que fazer.
— Jeremy, o que faremos? — perguntou ela.
— O que você fará? Este filho não pode ser meu, você é uma vadia deve ter transado com algum outro macho pelas moitas.
— Jeremy, eu não sou uma vadia, este bebê é seu, eu não transei com mais ninguém! Eu pensei que você me conhecesse melhor...
— Suma daqui! Vire-se com este bebê, mate-o, faça como quiser, procure o macho que o fez com você.
Ela deixou o quarto e saiu correndo chorando.
Pai? Será que eu, vou ser pai? O que eu fiz? E se eu for realmente o pai? Não, Liv o que eu disse, volte eu sou um idiota, este bebê só pode ser meu. Naquela noite, nós não usamos proteção alguma. Liv! Preciso correr!
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