The Ups And The Downs About Love
6 Capítulo 6 - A surpresa
Acordei no meio da noite. Estava deitada no colo do Dick, com a tv ligada. Dick também caíra no sono. Desliguei a tv, coloquei a pipoca em cima da mesinha em frente ao sofá e acordei Dick para ele ir para seu quarto. Ele deu um sorriso, desejou boa noite e foi quase se arrastando para o quarto. Fui para o meu quarto logo em seguida e adormeci.
Acordei para tomar o café da manhã. Chegando à cozinha, me deparei com uma cena inusitada: Dick estava sentando distante dos demais, Sammy e Jason lado a lado conversando, Marie no seu iPad tomando chocolate quente e Ben estava conversando com Hanna, aquela que vi no dia do meu sequestro, aquela que me sequestrou. Eles estavam rindo. Fiz cara de espanto e senti uma tontura imediatamente. Dick se levantou, me segurou e foi comigo para sala.
- O que ELA está fazendo aqui? – Perguntei.
- Não sei. Acordei agora e ela estava aqui, tenho que avisar o Ben. Mas só depois de ela...
- Tá tudo bem? – Perguntou, de repente, Hanna, com um sorriso falso.
- Eu só quero que saia, por favor. – Disse.
Hanna fez uma cara de pura fúria. Depois respirou fundo e gritou “Ben, estou indo! Te ligo depois. Tchau pessoal!” Somente Ben respondeu.
Sammy e Marie vieram até o meu lado. A tontura havia passado. Marie me trouxe um copo de chocolate e eu me senti melhor. Fui para a cozinha, e comi um pedaço de bolo, tentando esquecer o que havia visto.
- Hum... Selly... Não acha de devíamos dar uma passada no terraço hoje a noite de novo? – Perguntou Dick, com um sorriso.
- Sim, seria bom para mim. – Disse.
Cinco minutos depois, o meu celular tocou. Número desconhecido. Pedi para Jason atender.
- Alô? Não, aqui é o Jason. Péra... QUEM? MEU DEUS! VOCÊ JÁ ESTA AQUI NA CIDADE? QUANTO TEMPO CARA! Sim, pode vir! Tem quarto de sobra! Okay, não conto para ela. Tchau, até mais. – Exclamou Jason.
- Nossa! Quem era? – Perguntei, super curiosa.
- Hum... Surpresa!- Disse Jason, piscando.
— Maravilha! Agora, devo me preocupar? – Perguntei.
- Não mesmo. Você vai adorar!
- Espero que ele não venha à noite. Temos a hora do terraço, está no nosso horário, escreve aí na agenda! – Disse Dick. Todos riram.
- Eu também! Vamos fazer algo de bom... Alguma ideia pessoal? – Perguntei.
- Que tal piscina? – Disse Ben, que estava calado desde que Hanna saíra.
- Não. – Disse Dick, fuzilando Ben com o olhar. – O que acha de irmos visitar a Torre Eiffel?
- Boa ideia! – Disse. – Quem mais quer ir?
- Eu! Não tenho nada para fazer mesmo. – Disse Marie, bocejando.
- Ben? – Perguntei. Marie olhou para mim e entendi rapidamente. Ela não queria que Ben fosse.
- Não, valeu Selly. Vou dar uma olhada na nossa mãe, Dick. Quer que eu diga algo? – Perguntou Ben, levantando as sobrancelhas.
- Diz que eu vou ficar aqui por mais tempo. Valeu Ben. – Disse Dick, sério.
- Tá. Tchau gente. Eu volto daqui alguns dias. – Disse Ben.
- TCHAU! – Responderam todos, em coro, menos Dick.
- Hum... Sammy e Jason? Vocês vão? – Perguntei.
- NÃO! – Responderam os dois juntos e depois se encararam.
- Okay. – Disse, dando um sorriso de lado.
- Não quero segurar vela! – Disse Marie.
- Então vai encontrar um bofe! – Disse Dick.
Marie lhe mostrou a língua e foi trocar de roupa. Fui para o meu quarto e Dick para o seu. Em 20 minutos estávamos todos prontos. Fomos de táxi. Chegando lá, tiramos muitas fotos e subimos na torre. Admirando a paisagem, lembrei-me da minha mãe. Pamella Isley Kyle. Enchi os olhos d’água, fazendo esforço para não chorar.
- O que foi Selly? – Perguntou Dick.
- Minha mãe. – Disse.
- Onde? – Disse Dick, procurando ao redor.
- Engraçadinho. – Disse, sorrindo para ele. – Minha mãe e meu pai nos trouxeram aqui, um dia antes de acontecer a tragédia com minha mãe. Ela iria para Londres a negócios. O avião em que minha mãe estava caiu, ainda não descobriram por que. Não houve sobreviventes. Ela faz falta. Meu pai me faz falta. Desde então, meu pai não se apaixonou por mais ninguém. Ele a amava e essa notícia o abalou muito. Ao saber, ele foi para no hospital. O trabalho dele o deixa livre de pensar na mamãe.
Marie tirou uma foto nossa. Virei para ela imediatamente, sorrindo.
- Nem me deixou fazer pose. – Disse.
- Nem precisa. Vamos dar mais uma volta, tirar mais algumas fotos e vamos almoçar no Village Mood. – Disse Marie, se virando.
Demos mais algumas voltas, tiramos muitas e muitas fotos e fomos almoçar. No meio do almoço, ligaram para Marie.
- Alô? Oi Sam! Mas já? Ele nem avisou o horário... Okay, estamos acabando aqui e já estamos indo. Tchau.
- Quem chegou? – Perguntei.
- Alguém. E então, vocês estão namorando? – Disse Marie, mudando de assunto.
- Ainda não. – Disse Dick.
Pegamos outro táxi e chegamos ao hotel. Meu pai estava no saguão, falando no celular, como sempre. Ao me ver, deu um sorriso e saiu de vista. Subimos o elevador e Jason já estava na porta nos esperando.
- Mas precisa disso? – Perguntei, intrigada.
- Sim. – Jason pigarreou. – Tãn Tãn Tãraaaan. Apresento-lhes uma pessoa muito querida do passado de Selina Kyle. Pode abrir a porta, Sammy.
Quando olhei, não acreditei. Meu melhor amigo de infância estava lá, de braços abertos. Era Nick Diggory. Era alto, olhos e cabelos castanhos. Forte e bonito. Tinha uma queda pela Marie, que só o considerava como amigo. Ele tinha o sonho de visitar a Itália, então ele foi com os pais. Fui correndo abraça-lo, ainda não acreditando.
- Por que você está aqui? Como foi lá na Itália? Você me trouxe alguma coisa, claro né? Nossa, eu senti muito a sua falta! Você perdeu algumas matérias importantes de espanhol. A Marie ainda não tem namorado, então você tem chances. Você andou malhando? Como estão seus pais? E sério, você me trouxe alguma coisa? – Disse, disparadamente, sem pegar fôlego. Estava muito animada.
- Eu voltei pra cidade! Foi muito bom! Claro que trouxe! Eu senti sua falta também. Perdi? Que saco! Não malhei! Eles estão bem. Sim, Selly, trouxe. – Disse Nick, também sem parar.
Abraçamo-nos por alguns minutos. Apresentei-lhe todos. Ele ficou vermelho quando foi dar um abraço na Marie. Sammy não parava de pular de alegria. Jason estava muito feliz.
- Vou ter problemas? – Cochichou Dick.
- Não! – Disse sorrindo.
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