The Untold Story
1 Prólogo
Notas iniciais
Eles não tinham muito em comum. Quer dizer, eles tinham características parecidas, em duplinhas. Victor e Noah se destacavam imensamente no colégio, já Drew era invisível. Drew e Victor eram viciados em vídeo games, já Noah prefere um bom livro. Noah e Drew gostam de se prender em relacionamentos duradouros e românticos, duas horas para Victor já é contato demais. Fora isso, não há o que falar que realmente sirva para todos.
Noah, filho de um casal rico e instável, é tão rico e tão instável quanto eles. Fashionista, delicado, perfeccionista e um tanto stalker, o menino enche a porra do saco dos outros dois, que, nas palavras dele, são meros vagabundos. Baixinho, forte, o sorriso brilhantemente irritante, o cabelo cacheado sempre coberto de gel. Suspensórios, suéteres, camisetas xadrez e gravatas borboletas. Essas são as palavras que definem o “cabeça” do grupo.
Victor, filho de um magnata suspeito de máfia, nunca falou nada sobre sua mãe. Nem para os melhores amigos, nem para o motorista, nem para ninguém. Ninguém sabe seu nome, sua aparência, seu paradeiro ou até mesmo se ainda é viva. Apenas sabem que, claro, ela existiu. Ele não nasceu de uma ameba. Ainda mais que uma ameba não suportaria o menino de dois metros, loiro, os ombros largos e o sorriso sarcástico. É a “pedra” do grupo, a arma que os outros dois baixos usavam como escudo para amedrontar quem mexesse com eles. Irônico, abusado, metido e pseudo bad boy – por mais que odeie com todas as forças esse rótulo.
Drew, filhinho da mamãe, um pai menos presente, porém ainda apaixonado pelo filho. Um pouco mais alto que Noah, porém não muito. Os olhos claros encantam quem se deixa levar pela aparência fofa e carinhosa, mas por dentro o menino é um verdadeiro filho da puta. Tímido, awkward, inseto de computador e desajeitado com as meninas, por mais que seja o zoador número um, é extremamente inocente. Não gosta de sair falando sobre todos os assuntos, o pudor é algo que presa, e que aprendeu com sua grande mamãezinha.
Todos se perguntam como eles conseguem se aturar, se tudo o que mais odeiam esteja presente uns nos outros, todos os dias invadindo as casas um dos outros e batendo uns nos outros. E existe apenas uma explicação lógica:
Eles não têm mais nenhum amigo fora uns aos outros.
Suckers.
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