The Union Game - Interativa

4 Chegada ao Casulo, por Dulce Lopez


Notas iniciais
Escolhas Encerradas!

Em um momento eu estava em casa assistindo à apresentação de The Union Game, como todas as pessoas da Junção e Central. Num outro, eu estava dentro de um grande helicóptero, com mais dois integrantes do meu ex-Continente me dirigindo para o Casulo.

Eu não conhecia nenhum dos outros membros e isso, sem sombras de dúvidas, era um ponto negativo, uma vez que sempre existiam aquelas pessoas que em algum momento da vida, já tinham se encontrado e íam para os jogos juntos. Na verdade, acho que é melhor mesmo não conhecer ninguém, pelo menos assim não haverá sentimentos envolvidos caso eu precise matar algum deles.

Minha pantera estava aos meus pés durante a viagem de helicóptero, junto comigo havia um rapaz com um leão albino, se não me engano o nome dele é Edward (o do menino, não do leão). E coincidentemente, o daemon da menina que também nos acompanhava era uma leoa albina. Hmmm. Até nisso os dois combinam. Certamente estou com receio de ficar sobrando nessa história. É visível como estou confusa, não sei se quero me aliar a eles ou se quero que ambos fiquem longe de mim.

Effy, minha pantera, resmungava baixinho, era notável que ela também se sentia desconfortável com toda a situação.

Não demorou muito para chegarmos ao Casulo. Eu e mais 17 jovens fomos recebidos pelos organizadores, em um lugar que eu não conseguia identificar se fazia parte da Central ou da Junção.

– Bom dia competidores, meu nome é Yanuk e eu sou organizador do TUG. – Ele vestia um terno totalmente preto, a camisa por baixo era de um verde escuro e a gravata borboleta em tom claro. Ele era bastante alto, e tinha cabelos loiros e olhos verdes mel. Um homem forte, bastante atraente. – Após o café da manhã, vocês serão divididos em duplas, para realizar um tipo de circuito no qual já começarão a acumular pontos vantagens, para quando o jogo de verdade começar. Por favor, me sigam até a sala de refeições.

Ao chegar na sala, avistamos uma única mesa gigante, com 18 cadeiras cada uma de uma cor diferente. O local parecia bem descontraído. Creio que eles utilizam isso para agir psicologicamente em nossas cabeças, para deixar-nos confortáveis e não ameaçados. O que não estava acontecendo comigo, é claro.

A menina do meu ex-continente, Ally, sentou no meu lado direito. No lado esquerdo, estava um menino com um daemon em forma de beija-flor.

A refeição foi tranquila, ninguém falou muito, exceto aqueles que já se conheciam.

Após a refeição, o sorteio foi realizado e junto comigo ficou uma menina chamada Anna, que possuía um ornitorrinco como daemon. Primeiramente fomos submetidas a um circuito de perguntas, medindo nossa inteligência. Quem sabia a resposta para a pergunta feita deveria apertar um botão, caso acertasse, pontuava. Caso contrário, o ponto era do adversário. As questões envolviam perguntas referentes ao dia do deslocamento, daemons, outras edições do TUG e sobrevivência em lugares distintos. Eu e Anna jogamos contra Suzy e Caio, e Annie e Ava. Anna era um pouco estranha, quando ela dizia que sabia a resposta para a pergunta e eu a permitia responder, ela falava algo totalmente sem nexo, logo, acho que nessa rodada acabamos perdendo para alguma das duplas adversárias.

Depois dessa primeira fase, fomos para o circuito prático, no qual eu preferi começar.

– Tudo bem então – disse Yanuk para nós duas –, já que você se voluntaria, Dulce, pode ir para dentro do buraco, por favor.

Em uma grande e escura arena, fomos lançadas (eu e Effy) por um buraco. Eu podia sentir que o terreno era feito de terra ou barro, se tornando um pouco difícil de caminhar. Nossa missão era sair daquele lugar.

– Effy, por onde você acha que é a saída? – perguntei a minha pantera.

– Vejo uma luz fraca lá em cima – e levantou a cabeça para me mostrar a direção –, será que devemos tentar?

– Acho que sim!

Avancei correndo com ela ao meu lado, corri tão rápido que mal senti o declínio no terreno, que terminou num imenso buraco cheio d’água. Effy nadava muito bem, e eu conseguia me virar. Ela em pensamento, disse que deveríamos virar à esquerda, e assim fizemos.

Nadamos por cerca de três minutos, até sentir que o nível da água diminuía. E então voltamos a correr pelo espaço. Em pouco tempo senti que as paredes se estreitavam, e eu e Effy não cabíamos mais lado a lado. Ela foi na frente, e eu me espremendo atrás. Eu tinha a impressão que as paredes estavam se mexendo, mas como eu mal conseguia enxergar um palmo à minha frente, não tinha certeza se aquilo estava acontecendo. A cada cinco minutos de prova um sinal alto soava. Segundo Yanuk, com 15 minutos de duração, caso eu não conseguisse sair de dentro daquela arena, um tipo de nave iria me içar para fora. Claro, isso seria péssimo para minha reputação.

– Dulce, eu vejo que há árvores logo à frente. – Effy mantinha uma velocidade grande, enquanto eu corria mais devagar por causa do espaço ao meu redor.

– Effy, preciso que vá mais devagar, não consigo acompanha-la.

– Desculpe, estou empolgada – ela mantinha o mesmo ritmo.

– Falta muito para as árvores? – eu agradecia imensamente por ela enxergar melhor que eu, pelo menos na escuridão.

– Não! – ela falou um pouco mais alto. – Estamos perto, cuidado para não topar com uma delas.

– Tudo bem. Me avise!

Corremos por menos de um minuto quando chegamos às árvores. Minha intenção era subir em uma delas e tentar avisar a luz lá de cima. Com muita dificuldade e auxílio de Effy, eu consegui me agarrar em alguns galhos e escalar aquela árvore. Do alto, olhei para todos os lados em busca da luz, e não conseguia avistá-la na minha horizontal, ou acima.

– Effy, eu acho que apagou! – resmunguei, com a voz já tremula. Eu não podia perder.

– Dulce, procure mais! – Olhei para o chão, tentando encontrar Effy e de imediato encontrei algo estranho a poucos metros de nós.

– Effy, encontrei. A gente subiu e desceu tanto que perdemos a noção. A luz está mais fraca, porém, a menos de cem metros de nós, num tipo de buraco.

Pulei da árvore, sem me preocupar com a altura. Machuquei levemente meu tornozelo, mas no calor da hora não senti dor nenhuma. Eu e ela corremos o mais rápido que conseguimos na direção que apontei. Quando estávamos quase alcançando a luz, um cipó de uma das árvores veio em minha direção, bateu em minhas costas e me jogou longe. Effy saiu correndo para avançar no cipó e também foi atingida. Me levantei e tentei correr novamente em direção à luz, assim como Effy, e mais uma vez fui atingida e arrastada por metros com a força da batida.

O sinal tocou mais uma vez, era incrível, faziam somente 10 minutos que eu estava lá dentro e já passara por tanta coisa.

Effy se lançou para o tronco da árvore e lhe deu um tipo de coice, que eu nunca havia a visto fazer. A árvore se encolheu na mesma hora, assim como seus cipós. Enfim, o caminho estava livre e pudemos avançar. Chegamos muito perto da luz e pudemos notar que ela estava num buraco enorme que não era possível ver o fim.

– E se não for aqui? – perguntei temerosa à pantera.

– Não temos outra chance, Dulce.

– Também acho que não. – tentei encontrá-la na escuridão.

– Vamos juntas?

– Sim! É o jeito. – peguei Effy no colo e me joguei no abismo da luz.

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Notas finais
Sempre acho que essa coisa fica ruim ;x Juro!
Críticas, por favor.

ATUALIZAÇÃO:
Conjunto 1: Anna e Dulce - Azul
Caio e Suzy - Amarelo
Annie e Ava - Rosa

Conjunto 2: Larissa e Rafael - Vermelho
Murilo e Samara - Cinza
Adrian e Samanny - Verde

Conjunto 3: Jason e Matheus - Preto
Ally e Kimberli - Violeta
Edward e Sarah - Branco

FRUTAS ESCOLHIDAS:
Dulce: Maçã
Caio: Amora
Suzy: Pera
Samanny: Melancia
Jason: Uva
Larissa: Morango
Ally: Laranja
Samara: Pêssego.

RANDOM:
Annie: Abacaxi
Sarah: Banana
Adrian: Carambola
Rafael: Goiaba
Anna: Jabuticaba
Edward: Limão
Murilo: Melão
Ava: Ameixa
Kimberli: Acerola
Matheus: Maracujá